História Hey, Capitão! - Capítulo 11


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 65
Palavras 1.502
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Telefonema.


– Aceita café, água... Alguma coisa? – ofereci.

– Um café – ele sorriu tirando seu casaco e sentando no sofá.

Peguei duas xícaras de café e saí da cozinha – Bem vindo á meu pequeno espaço.

– Ah, mas é um ótimo apartamento.

– Obrigada – sorri sentando ao seu lado, peguei o controle ligando a TV – conseguiram solucionar aquele problema? A cidade está em calma.

Ele balançou a cabeça fitando o noticiário da CNN – Sim, Nova York está a salvo de novo.

Terminei de tomar meu café e fiquei de pé pra deixar a xícara no balcão – Obrigada por nos salvar novamente, Capitão.

Ele sorriu. E tornei a sentar no sofá, Capitão deixou sua xícara em cima da redonda mesa de vidro que tinha no centro da sala.

– Então – ele resolveu puxar assunto me olhando – você já sabe onde quer trabalhar?

– Não realmente – respondi lhe encarando com um fraco sorriso – dessa vez, quero trabalhar em uma empresa que realmente valorize meu trabalho, da ultima vez não fiz isso, eu servia café ás vezes e minha função é mexer com dinheiro – dei de ombros – quero uma coisa séria.

Ele sorriu – Adoraria você me servindo café.

Eu ri, ele me acompanhou – Eu servi.

– E foi um ótimo trabalho – ele riu.

Novamente nos fitamos intensamente, Steve colocou uma de suas mãos no meu rosto e me puxou para mais perto de si, selou nossos lábios e rapidamente dei passagem á sua língua, passei meus braços em volta do seu pescoço e então meu telefone chamou. Por um instante ignoramos, não quebramos o beijo na expectativa do telefone parar de tocar, o que não aconteceu. Quebrei o beijo pedindo desculpas e me pus de pé caminhando até o telefone, tentei parecer o mais simpática possível.

– Alô? – atendi.

– Helena, querida? – era minha mãe.

– Oi, mãe – virei-me de frente para Steve – tudo bem?

Afinal, ela havia me chamado de querida.

– Tudo sim, e você? Não era hoje que tiraria o gesso?

– Eu tirei.

– Ah, que bom!

– É – dei uma fraca risada.

– Então, acho que se lembra que este final de semana é aniversário do seu irmão, não se lembra?

Pausei ao telefone. Merda, tinha esquecido – Claro – menti – darei um telefonema para ele.

– Michael concordou em passar o aniversário aqui em Texas – ela disse – estamos pensando em comemorar aqui, e ele pediu para telefonar pra você, disse que faz muita questão da sua presença aqui, não pôde ligar porque está trabalhando demais, mas nós também fazemos muita questão da sua presença aqui. Sentimos sua falta.

Eu fitei Steve – Oh, mãe. Também sinto sua falta e queria muito poder ir.

– Por que não pode vir? Seu irmão trará a namorada, e aposto que não está sozinha ai em Nova York.

– Não tenho namorado mãe, se é isso que quer saber – desviei o olhar de Steve e fiquei fitando o chão, meu rosto estava queimando de vergonha.

– Ah, mas venha você mesma querida. Nós todos sentimos sua falta, a família inteira estará aqui e acho que será uma boa. Até sua avó virá e olha que nem andando ela está mais – ela riu, alguém resmungou algo lá de trás – sua avó está mandando um beijo.

– Diz que mandei outro.

– Se não quiser vir tudo bem, querida. Mas seu irmão quer muito te ver, seu pai também, eu e toda a família sentimos sua falta. Seria ótimo se você viesse, mas não quero força-la a nada, tudo bem?

– Tudo bem mãe, eu irei.

– Ótimo! – ela deu um grito eufórico do outro lado da linha – te espero aqui na sexta, tudo bem?

– Mas não será só ao fim de semana?

– Você virá para o Texas, querida – ela disse – para um sábado inteiro de festa, como só a família Hope sabe fazer.

– Ah – eu ri um pouco desesperada e fitei Steve – ok, sexta a noite pode ser?

– Claro – ela sorriu – passará a noite conosco, ah isso é tão adorável.

– Tchau mãe.

– Se cuida querida.

Desliguei o telefone e o coloquei no gancho ainda de costas para Steve, tentando recuperar o ar, tentando parecer normal, dei um fraco sorriso respirando fundo e tornei a sentar-me ao seu lado no sofá.

– Viagem de família? – ele perguntou.

Balancei a cabeça – Sim, aniversário do meu irmão.

Ele sorriu – Deve ser legal.

– Não conhece minha família – eu ri – eles são tão forçados que me dá até enjoo.

Ele riu – Aproveite enquanto tem a sua.

Eu apenas sorri – Eu realmente tento. Espero que não seja uma viagem assim tão ruim.

– Não será – ele sorria diferente, eu até poderia dizer confiante.

Ele estava confiante de que a festa não seria tão ruim assim? Dei um fraco sorriso e Steve segurou minha mão esquerda, simplesmente entrelaçou nossos dedos e fiquei fitando nossas mãos juntas, apenas sorrindo, ele levantou meu rosto e nos beijamos, não foi um beijo violento, foi um beijo calmo apenas aproveitando o momento, senti que foi mais uma tentativa de me acalmar, o que ele estava conseguindo perfeitamente.

Praticamente não pensei em nada á minha volta com aquele beijo e nem queria, a única coisa em que quis pensar era naquele beijo, nem pensar no beijo, só queria aproveitar e era o que estava fazendo. Quebrei o beijo encostando minha testa na sua, Steve então sussurrou me fitando nos olhos.

– Pode dizer á sua mãe que você tem um namorado.

Demorei a entender aquelas palavras, demorei a digeri-las, demorei a voltar a pensar em algo depois do beijo, realmente me desliguei, mas quando entendi o que ele tinha dito não saí pulando, nem gritando, nem fiz cara de surpresa. Apenas sorri e dei um fraca risada sem separar nossos rostos, ele então sussurrou algo a mais.

– Se você aceitar esse meu pedido de namoro, claro.

Eu ri – Você está mesmo me pedindo em namoro?

– Por que não? – ele perguntou – eu realmente gosto de você.

Afastei nossos rostos para enxerga-lo melhor – Uau.

Certo, agora o desespero estava tomando conta. Um relacionamento sério? Sério? Dizer que não sentia nada por ele era um crime, eu realmente gostava dele também, queria sempre encontra-lo em toda a esquina que visse, em qualquer loja que entrasse, queria vê-lo em qualquer lugar que eu parasse, não há como negar isso. Mas qualquer coisa que envolvesse as palavras “relacionamento sério” me deixava catastroficamente apavorada. Por causa de minhas experiências terríveis. Mas desta vez podia ser diferente, ele não tinha cara de quem estava mentindo ou me enganando, isso não é coisa de super herói fazer, era?

Sorri, apenas sorri com minha respiração ofegante. Ele sorria esperando uma resposta, claramente ele precisava de uma resposta.

– Ok, eu me precipitei, certo? – ele perguntou.

– Não, não... – balancei a cabeça furiosa comigo mesma por ele ter percebido – não é isso. É só... Merda!

Ele não disse nada, apenas me fitava com aqueles olhos azuis.

– Eu gosto de você – soltei – realmente gosto, em qualquer lugar que eu vou penso se você está lá. Eu... Certo – balancei a cabeça – nunca tive bons relacionamentos, e isso me apavora.

– Eu entendo – ele ficou de pé sério – Helena, eu realmente gosto de você. Não tenho costume de mentir, ou falar algo para alguém que não tenho certeza. E eu gosto de você, tenho certeza disso porque sempre quando salvo Nova York peço á Deus que você não esteja lá, o que sinto por você não é nada fraco e não quero ficar encontrando com você sem querer, ou te ligando para marcarmos de sair. Tive um único relacionamento até hoje e antes de ficar congelado, ela fazia parte do exército e fui realmente apaixonado por ela. Nos falamos pela ultima vez enquanto eu tentava parar o avião e então fiquei congelado. Nunca mais a vi ou falei com ela – ele arrumava a jaqueta enquanto o fitava – não foi fácil, não queria ninguém até agora. Deixei todo meu medo de perder alguém que goste me envolvendo cada vez mais com você – ele deu um passo, fiquei de pé – desculpe se precipitei alguma coisa, sei...

– Fique quieto – o beijei.

Novamente nos beijamos, mas naquele momento eu não podia fazer nada melhor. Não foi por pena que o beijei, e aquele beijo foi um “sim”, não importava o quanto eu estava apavorada – eu realmente estava – se não desse uma chance para nós dois, talvez nunca mais conseguisse dar uma chance para mais ninguém, e algo dentro de mim, bem lá no fundo sabia que desta vez eu não me arrependeria, desta vez tudo daria certo, Steve quem quebrou o beijo desta vez me fitando.

– Desculpe – sussurrei – realmente, desculpa. Eu gosto de você, gosto muito mesmo. E foi apenas... Apenas desculpa, tá legal? Quando você ficou de pé, achei que fosse embora e doeu, não posso deixa-lo ir. Só se eu for uma garota definitivamente estúpida.

Ele riu fraco – Não vou machuca-la, posso prometer isso se quiser.

Balancei a cabeça – Não precisa – sorri – aquele beijo foi um sim.

Ele sorriu e subiu suas mãos para o meu rosto – Um sim real?

Eu ri – Pare, posso mudar de ideia.

– Não faça isso – ele sorriu selando nossos lábios.

Mais um beijo. Desta vez, um beijo de namorados.



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