História Hey, Capitão! - Capítulo 14


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 68
Palavras 1.765
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Medo.


– Estamos atrasados – falei colocando meu brinco e fitando Steve pelo espelho.

– Há quanto tempo? – ele perguntou ajeitando a gravata, parecia desconfortável.

– Ainda temos cinco minutos – sorri indo até ele – parece desconfortável.

– Preferia ficar na cama a noite toda com você – ele sorriu enquanto arrumava o sua gravata.

– Eu também – lhe dei um rápido selinho.

Porém, ele não me soltou, passou seus braços em volta da minha cintura e acabei cedendo, passei meus braços em volta do seu pescoço e pude sentir Steve sorrir em meio ao beijo.

– Helena? – minha mãe abriu a porta.

Nos soltamos no mesmo instante, dei um fraco sorriso fitando-a na porta.

– Só falta vocês – ela sorriu um pouco sem graça.

– Estamos descendo, mãe – sorri mais sem graça ainda.

– Não demorem – ela lançou um rápido olhar para mim e para Steve fechando a porta em seguida.

Ri e fui ao banheiro para retocar meu batom. Seria um jantar de gala, então, estava de vestido longo e Steve de terno. Eu usava um vestido longo vermelho, estava com meu cabelo solto, e uma maquiagem um pouco mais pesada que uso normalmente é claro e estava com um batom vermelho. Steve estava com um terno azul marinho, quase preto o que o deixou muito mais bonito, fora do normal. Queria agarrá-lo ali mesmo e esquecer aquele jantar, ainda mais depois da incrível tarde que tivemos.

Saí do banheiro e Steve estava esperando parado perto da porta, dei um fraco sorriso e fui andando até ele, lhe dei um rápido selinho e, como sempre cavalheiro, abriu a porta, saímos do meu antigo quarto e fomos andando até a escada, segurei meu vestido e desci as escadas com a ajuda de Steve. Toda minha família já estava lá realmente, todos olharam em minha direção e de Steve, minha tia Alicia deu um grito o que fez todos rirem.

– Seu lugar está reservado, Hel! – ela gritava.

– Obrigada, tia – eu gargalhei apertando a mão de Steve.

Fomos andando até meu lugar onde me sentei, mandei um beijo para Michael, porque ele estava longe e como mais cedo estava sendo o centro das atenções, o que estava até me fazendo rir. Ele parecia desesperado, certamente desesperado, querendo apenas sair de toda aquela formalidade, mas apenas de tudo, estava sendo um jantar bem agradável. Mas por um instante meu irmão deixou de ser o centro das atenções, e meu namorado passou a ser, era a primeira vez que eu voltava á Texas e com um namorado, a maioria estava curiosa para saber mais dele.

– Steve – meu pai o chamou enquanto partia um pedaço da carne – nos conte, o que você faz?

– Sou do exército – ele sorriu simpaticamente.

– Isso explica o físico! – tia Alicia deu outro grito eufórico.

O que fez todo mundo rir.

– Obrigado – ele agradeceu rindo.

– Você é soldado, general...? – minha mãe também perguntou.

– Sou o Capitão.

Eu apenas sorri comendo um pedaço da salada. Era ótimo ouvi-lo falar isso, e era melhor ainda saber que era a única quem sabia de todo seu segredo. Dei um fraco sorriso fitando minha mãe, quem me fitava com um sorriso. Provavelmente pensando em como eu parecia feliz com aquele sorriso bobo, mas na verdade, o sorriso era por causa do segredo e talvez por causa dele estar ali.

Totalmente por Steve estar ali.

Jantamos escutando as conversas da tia Alicia, sobre seus antigos namorados. Ela era viúva, uma rica viúva e realmente muito louca, mas ainda sim era minha tia favorita. A única coisa que me irritava nela, era o fato dela ser tão ingênua em relação aos garotões que só queriam roubar seu dinheiro, mas ela tinha tanto que sequer se importava. E de qualquer maneira, não adiantava falar.

O propósito do jantar, além de comemorar o aniversário do meu irmão, era para escutarmos o tal anuncio importante que ele tinha para fazer. Ninguém sabia o que era, apenas ele, quem iria compartilhar a noticia conosco, mas é claro que muita gente já tinha em mente algumas coisas, mas ninguém afirmava. Escutei minha mãe sussurrar com meu pai que talvez a namorada dele estivesse grávida, mas não estava porque Patricia estava bebendo vinho, grávidas não bebem. Então, o jeito era apenas esperar.

Depois do jantar, minha mãe mandou trazer um enorme bolo, o que deixou todos perplexos, o bolo era de cinco andares e lá no alto tinha uma miniatura do meu irmão, parecia um bolo de casamento, mas o casamento só dele. Ri com esse meu pensamento.

– O que ele irá dizer? – Steve sussurrou depois da clássica canção “Parabéns pra você”.

– Ninguém sabe – sussurrei de volta sorrindo.

– Ela não está grávida – ele deu de ombros.

– Escutou minha mãe falando também?

Ele balançou a cabeça sorrindo, voltamos a nos sentar.

– Ela está bebendo vinho, não pode ser.

– Ele pode pedi-la em casamento – Steve segurou minha mão embaixo da mesa – é a única coisa importante o suficiente pra falar perto da família.

Eu ri – Faz sentido.. Uau.

– O que?

– Meu irmão mais velho, meu protetor vai casar.

– Não sabemos – Steve riu.

– Vamos descobrir – falei apontando com o queixo para eles.

– Então – meu irmão ficou de pé sorridente – eu e Patricia estamos juntos há três anos, nos conhecemos em um pub em Londres e me apaixonei por ela imediatamente. Não somos de esperar, fomos bem direto ao ponto – ele riu – não desse jeito que estão pensando – todos rimos, ele prosseguiu – a pedi em namoro bem rápido, e não tenho duvidas de que ela é a mulher da minha vida. Por isso, não acharia ocasião melhor de fazer isso se não com toda minha família presente, então – ele fitou Patricia – Patricia Miller, você aceita se casar comigo?

Fitei meu irmão. Ele se ajoelhou, do modo tradicional e Patricia se emocionou, como todas as outras. Estava feliz por eles, definitivamente feliz, mas...

Uau.

Estava com medo, medo de perder meu irmão. Já não morávamos perto, não tínhamos muito contato, e agora, ao invés de me ligar para contar algo do seu trabalho, para reclamar de algum cliente, simplesmente ele contaria para ela antes de dormir, e mais uma vez seria esquecida. Sim, estava sendo egoistamente chata, mas não podia controlar.

Coloquei um sorriso – forçado – no rosto enquanto ela dizia sim e chorando os dois se abraçavam. Deveria estar preparada para isso, um dia ele casaria, eu me casarei – eu acho – mas não esperava que fosse tão rápido. Demoraria para digerir a ideia.

– Á Michael e Patricia – meu pai ficou de pé erguendo uma taça.

Peguei minha taça de vinho ficando de pé assim como todos os outros, um grito ecoou pela sala de jantar:

– Á Michael e Patricia!

Os abraços foram muitos, a felicidade definiu a casa aquela noite. Michael e Patricia sendo parabenizados, e eu simplesmente mantinha um sorriso no rosto. Falei com Steve que ia na cozinha buscar o champanhe, fui andando até a cozinha e tirei meus sapatos logo na porta, estavam me machucando e não queria ficar com eles. Achei a garrafa de champanhe e a abri sem fazer sujeira, dei um primeiro gole bem demorado fitando o balcão de mármore com o resto das comidas do jantar. Fiquei ali por alguns minutos apenas fitando o nada, estava pensando em como as coisas haviam mudado e me sentindo um pouco estúpida por ser tão egoísta, mas não conseguia evitar isso.

Lancei um olhar á porta da cozinha, onde estava Steve encostado perto da porta com as mãos no bolso do terno, ele mantinha um fraco sorriso no rosto tentando me decifrar. Dei um fraco sorriso e deixei a garrafa de champanhe no balcão em que estava, não dei nem um passo, mudei meu olhar de direção e fiquei fitando meus pés. Em questão de segundos senti Steve chegando perto, ele então levantou meu rosto e dei um fraco sorriso.

– O que foi? – ele perguntou com um fraco sorriso.

– Dilemas de Helena – eu ri lhe fitando.

– Posso tentar desvendar esse dilema? – ele perguntou sorrindo.

Eu sorri balançando a cabeça – É muito raro falar com meu irmão, ele liga quando está nervoso com alguma coisa e quer falar. Agora, ele não vai me ligar mais para falar.

Steve me abraçou – Ei, ele não vai esquecer você, Helena. E você não vai ficar sozinha, você tem á mim – ele me soltou do abraço – você não vai ficar sozinha, você namora um super herói, você tem um novo protetor – ele riu dando um beijo na testa.

Eu ri e levantei meu olhar em sua direção – Obrigada.

– Confie em mim, pode confiar. Eu gosto de você, não vou te machucar, nem deixarei que se sinta sozinha.

– Você é incrível – sorri lhe fitando – obrigada, novamente.

– Não me agradeça – ele sorria – eu tenho que agradecer por esse final de semana, está ótimo.

– Nem começou ainda – mordi seu lábio de leve saindo de perto.

– Não faça isso comigo – ele riu vindo logo atrás.

Calcei meus sapatos e dei de ombros segurando o riso – Não sou de mentir.

Ele então sorriu e voltamos juntos para a sala de jantar, meu irmão me lançou um olhar com um sorriso bobo e eu apenas sorri sem mostrar os dentes. Não posso dizer que o que Steve disse mudou minha cabeça, mas pelo menos estava contente de tê-lo me protegendo, ele tinha razão. Eu não estava sozinha, eu o tinha e era isso que importava. Ele é meu. E sou completamente dele, sorri sentada á mesa.

Sabe quando a ficha das coisas demora para cair? Como: estou namorando. Fitei Steve quem sorria me olhando, chegou seu rosto perto do meu me dando um rápido beijo, ele era incrível. Atencioso, cavalheiro, carinhoso, compreensivo. Parece que desta vez eu havia acertado em cheio, parecia que enfim a sorte estava á meu favor, eu estava apaixonada por um ótimo cara. Por um herói. Dei um fraco sorriso e voltei a fitar meu irmão quem me fitava percebendo que não estava muito contente, ele me conhecia melhor que ninguém. Mas eu estava feliz por ele, ele estava seguindo com sua vida e eu estava seguindo com a minha.

– Helena? – Steve sussurrou.

– Sim? – o fitei.

– Eu amo você – ele disse.

Eu paralisei, mas um enorme – e bobo – sorriso brotou no meu rosto. Eu não sabia o que falar. Certo, claro que sabia. O que eu quis dizer logo essa tarde, mas achei que estava indo rápido demais.

– Eu realmente amo você.

Ele então sorriu e apertou minha mão por baixo da mesa, ficamos nos fitando por alguns minutos, eu nunca havia dito que amava alguém assim tão rápido e nunca quis tanto falar para alguém quanto quis falar para Steve. Eu estava perdidamente apaixonada pelo Capitão América.



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