História Hey, Capitão! - Capítulo 19


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 56
Palavras 1.679
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Acidente de carro.


Abri meus olhos e a luz por um instante me cegou, pisquei os olhos diversas vezes virando meu rosto para o lado direito. Vi uma mesinha mal cuidada, que algum dia já havia sido branca, mas agora não era nada além de um pedaço de madeira encardido. Virei meu rosto com meu olhar fixo nas coisas á meu redor, sem a luz estar me cegando. Olhei para a silhueta perto da porta, estava ao lado de uma poltrona olhando pelo vidro para o lado de fora onde em frente ao quarto havia uma máquina de doces. Tentei sentar-me na cama, mas gemi de dor e por um instante fiquei com dificuldade para respirar.

A silhueta de quem estava parado ao lado da poltrona se virou para me olhar. Era Steve, e não me surpreendi ao vê-lo. Sabia que estaria ao meu lado independente do que acontecesse. Não me recordava de muita coisa que tinha acontecido, tinha alguns flashes sobre o ocorrido. Lembro vagamente do meu “guarda costas” sendo atingido, me assustando já que não via nada nem ninguém ao nosso redor. Depois disso desmaiei e quando acordei já estava presa com uma grossa corrente em uma sala em algum lugar abandonado. No instante em que acordei Makaya estava prendendo Pepper e foi quando gritei de desespero e por impulso e então Makaya me fez ficar quieta. Foi como naqueles sonhos ruins em que algo está acontecendo e você não consegue se mexer para correr do perigo, ou se esconder e muito menos consegue gritar para pedir ajuda. Mas conseguia me mexer perfeitamente, as correntes faziam um barulho oco, eu ficava desesperada cada vez que gritava e não saía voz.

E de repente lembrei-me de todo o ocorrido.

De tanto me mexer meus pulsos ficaram marcados e tive que parar para não me machucar, percebi que ao meu lado havia uma mulher de longos cabelos castanhos claros, ela estava desacordada, completamente machucada. Seus braços estavam machucados, alguns arranhões, outros machucados mais profundos onde dava para ver o osso. Desviando meu olhar olhei para Pepper quem estava sendo amarrada pela maluca da Makaya quem não tinha um sorriso no rosto, parecia séria e furiosa. E a pior parte estava por vir, mas não queria recordar de nada disso, os machucados ao redor do meu corpo já eram uma péssima e grotesca lembrança.

– Você está bem Helena? Como se sente? – Steve perguntou sentando-se ao meu lado na cama, sua mão direita acariciando meu rosto enquanto seu olhar preocupado encontrava com o meu perdido.

– Estou – balancei a cabeça – bem melhor que antes, com certeza.

Ele então bufou – O que aconteceu?

Foi quando o que não queria recordar tomou conta de minha mente. Foi a experiência mais desagradável de toda minha vida, eu nunca tinha sido torturada antes e nunca mais quero ser. Duvido que consiga esquecer isso facilmente. Makaya terminou de arrumar Pepper e então riu debochadamente, ela falava coisas o tempo todo, coisas debochadas, coisas feitas para machucar. A única coisa que me lembro dela ter dito era que não teria Capitão para me salvar dessa vez. Mas teve. Makaya nos torturou com seu poder, não sabia de onde surgiam, mas a cada clarão que saía de suas mãos era uma dor insuportável. Parecia uma faca bem afiada e quente quando entrava em contato com a pele, parecia que ao mesmo tempo em que cortava, queimava profundamente. E quanto mais eu tentava gritar, mais minha garganta doía, eu podia abrir a boca normalmente, mas não saía voz, grito, gemido, nada disso. Foi exatamente como um sonho ruim. Na verdade foi um maldito pesadelo.

– Não quero falar disso, não agora – falei puxando o ar para meus pulmões.

– Tudo bem – ele deu um fraco sorriso e inclinou seu corpo para frente dando um leve beijo em minha testa – tenho que avisar ao médico que você acordou. Provável que ele fará algumas perguntas, mas... Nada sobre o acidente.

– Acidente? – perguntei.

– Não posso falar que te salvei de uma criatura de outro mundo – ele deu uma fraca risada ficando de pé – não demoro.

Balancei a cabeça com um pequeno sorriso. Eu ainda estava com sono, talvez por causa dos medicamentos para dor que provavelmente haviam me dado. Fiquei sentada na cama apenas fitando o branco quarto de hospital em que estava, apesar de tudo era um quarto bem limpo e chique. Ao meu lado havia uma mesinha, dessas que ficam ao lado das camas. Havia alguns remédios em cima da mesinha também branca, não fazia diferença desde que me deixassem bem. Na mesa ao lado da poltrona onde Steve provavelmente esteve sentado, tinha um jarro com um buquê de flores dentro, não consegui esconder o sorriso. Ele deveria estar ali há bastante tempo, e foi quando uma dúvida surgiu em minha cabeça: há quanto tempo eu estive dormindo?

O quarto era todo branco, a única cor diferente era o azul do lençol e de minha roupa. Havia uma porta á minha esquerda onde provavelmente era o banheiro, na parede ao lado da porta uma cortina – branca – ia até o chão. Parecia que estava em um quarto particular, mas não sabia se estava certa. Mudei meu olhar de direção quando a porta do quarto se abriu, Steve entrava com o médico quem mantinha um fraco sorriso no rosto.

O médico tinha em mãos uma prancheta – provavelmente com meus dados – e tinha um olhar cativante, seus olhos azuis estavam centrados nos meus.

– Como se sente?

– Bem melhor – balancei a cabeça dando um fraco sorriso.

– Isso é bom! – ele anotou algo na prancheta, lancei um rápido olhar para Steve dando um sorriso, ele prosseguiu – então, Senhorita Hope, você fraturou duas costelas esquerdas e por isso desmaiou logo após o acidente. Causou uma falta de ar por causa da dor, mas agora já está tudo bem, certo?

– Sim – balancei a cabeça.

– Esses medicamentos em cima da mesa são os seus medicamentos. Terá que toma-los por três meses, irão ajudar na fratura da costela e nos machucados ainda abertos. Você teve muitos machucados profundos, ainda mais na região das pernas e do abdômen. Alguns arranhões nos braços e um machucado na boca. Mas estes não são preocupantes.

Apenas balancei a cabeça e ele olhou para Steve rapidamente, mas logo em seguida estava me fitando novamente.

– Dependendo de como estiver, receberá alta amanhã. Apenas uma pessoa poderá dormir com você, e as visitas são até as seis.

– Obrigada – agradeci.

– Obrigado Doutor – Steve sorriu abrindo a porta.

– Qualquer coisa é só chamar – ele então saiu do quarto com um sorriso.

Steve tornou a sentar-se do meu lado, puxei sua mão para junto da minha e entrelacei nossos dedos, sorrindo.

– Que tipo de acidente disse que sofri?

– Acidente de carro – ele deu uma fraca risada e um beijo em minha mão – Foi a primeira coisa em que consegui pensar.

Eu ri – Imagino.

– Desculpa – ele pediu.

– O que? – o fitei – por quê?

– Pelo que te fiz passar. Você não estaria aqui agora se tivesse te protegido... Sinto muito mesmo.

– Querido – dei um fraco sorriso – não tenho que te desculpar por nada, estou bem, viva... E não poderia estar melhor. Você me faz feliz, Steve. Como ninguém nunca fez, e não importa o que aconteça, ainda vou te amar do mesmo jeito, até mais.

Ele sorriu – Eu amo você.

– Eu amo você – repeti sorrindo.

– Quando entrei naquele lugar e vi você toda machucada, eu quis matar Makaya, fiquei absorto em meus pensamentos apenas imaginando um jeito doloroso de mata-la, não esperava que ela fosse nos prender, que fosse dificultar tanto as coisas – ele ficou de pé e evitou me olhar – eu só... Não queria que sofresse tanto, não queria colocar você em perigo, não quero perde-la como perdi... – ele fez uma pausa e respirou fundo concluindo – Não quero que nada dê errado.

– Ela se foi, Steve – falei me referindo a Makaya – ela se foi. Estou a salvo, você está aqui comigo. Sempre soube que correria riscos, Steve, sempre soube. Mas naquele instante o que sentia por você foi maior, e agora não consigo explicar mais a proporção. A única coisa que sei, é que estou pronta. Para o que der e vier, porque, quero ficar do seu lado – dei um fraco sorriso quando ele se virou – e nada vai acabar com o que temos.

– Só me desculpa.

– Tudo bem – balancei a cabeça – eu te desculpo, Steve.

– Obrigado – ele escondia um sorriso – isso faz com que me sinta melhor.

– O que faz com que se sinta melhor foi escutar tudo o que disse, admita.

– Talvez – ele deu de ombros tornando a sentar-se na cama ao meu lado direito com um fraco sorriso.

– Pare com o drama – eu ri me deitando – vai passar a noite aqui?

– Não a deixo sozinha nunca mais.

Eu sorri – Gostei disso.

– Acredite – ele riu – estou adorando.

– Steve? – o chamei – quanto tempo fiquei desacordada?

– Dois dias.

– Não acordei nem um instante?

– Você abriu os olhos ontem á noite – ele balançou a cabeça – mas os medicamentos estavam muito fortes e você dormiu novamente.

– Estou exausta – dei uma fraca risada – estou com sono.

– O médico disse que pediria para a enfermeira trazer algo para comer.

– Não estou com fome.

– Mas precisa comer, ou os remédios não fazem efeito.

Revirei os olhos e ele então riu dizendo que iria ver onde estava a enfermeira com minha comida. Comida de hospital. Quem esteve internada em um sabe do que estou falando, é uma das piores comidas do mundo, não por causa da cozinheira, mas porque é comida de hospital, é algo ruim. Steve voltou com a enfermeira em poucos minutos, ela – muito simpática – pediu desculpas pela demora e deixou a bandeja em cima da mesinha ao lado da cama. Assim que me ajeitei para sentar na cama, ela pousou uma mão sobre meu braço e apertou um botão, em questão de segundos a parte de trás da cama subiu e já estava sentada pronta para comer. Como não tínhamos pensado nisso antes?

– Aqui está. Bom apetite – ela disse entregando a comida, sorri enquanto fitava Steve quem esteve comigo aquele tempo todo. E ainda estava. Como sempre: me protegendo.



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