História Hey, Capitão! - Capítulo 20


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 54
Palavras 1.381
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Depois.


Alguns meses se passaram desde que Makaya fora detida, Capitão nunca mais me deixou sozinha, apenas quando teria que ir para a S.H.I.E.L.D ou quando tinha que salvar a cidade, mas nunca demorava mais que uma hora. Estávamos praticamente morando juntos, ele passava as noites na minha casa e só saía para comprar algo para comermos, definitivamente parecia que estávamos “casados” e não, eu não gostava de usar esse termo, ainda mais em um relacionamento tão recente.

Certo, nem tão recente, estávamos juntos oficialmente há cinco meses e fiquei em apuros duas vezes, das duas ele esteve lá, ele me salvou, me ajudou e cuidou de mim quando mais precisei. Nós não tínhamos um tipo de relacionamento bobo, daqueles que as pessoas estão juntas e mal se falam, se olham e logo vão para a casa, ou deitar de costas um para o outro – se dormirem na mesma casa, claro. Não sabia explicar, mas o que sentia por Steve não era nem um terço do que senti por todos meus ex-namorados juntos, realmente o amava. O amava com todas as minhas forças e adorava o fato de acordar todas as manhãs com vários beijos na bochecha, ou então, com o cheirinho de café da manhã fresco. Era a melhor coisa do mundo.

E não via porque não morarmos oficialmente juntos. Mas não sabia como perguntar e nem sabia se Steve aceitaria. Ele teria que ir para a S.H.I.E.L.D todos os dias – nada que já não estava acostumada – teria que salvar o mundo e sinceramente? Não me importava com nada disso. Pela primeira vez em toda minha vida estava querendo dividir minha casa – ou apartamento – com alguém que não é da família.

Foi quando ele bateu na porta, ele não tinha uma chave, claro, mas acho que já estava na hora de ter.

– Oi – sorri abrindo a porta.

– Oi – ele sorriu de volta me dando um rápido selinho – trouxe comida japonesa.

– Você gosta? – perguntei rindo e trancando a porta.

– Não sei – ele deu de ombros rindo e me lançou um rápido olhar enquanto abria as embalagens – vamos ver.

Dei uma fraca risada sentando no sofá, fiquei fitando o chão enquanto pensava em uma maneira de chama-lo para morar junto comigo, não tinha graça ele ter que ficar indo até a S.H.I.E.L.D todos os dias para pegar roupas e outros pertences. Mas não sabia como falar, não achava algo antiquado justo eu, uma mulher perguntar se ele queria morar comigo, se um herói queria morar comigo! Que diabos?

– Está tudo bem? – ele sentou-se ao meu lado me entregando os palitinhos e um pratinho de sushi.

– Sim – sorri tentando parecer tranquila – e com você?

– Tudo bem – ele riu mastigando um pedaço do sushi, foi quando ele fez uma careta – o que é isso?

– Peixe cru? – minha resposta foi mais uma pergunta.

Ele riu – Isso é... Estranho.

Eu gargalhei – Bem vindo ao século vinte e um.

– Muito obrigada, você é a primeira que diz isso.

Eu sorri – De nada.

Novamente voltei a fitar o chão da minha sala, apenas pensando em como o chamaria para morar comigo. Estávamos no século vinte e um e nada pior que uma mulher ser machista, não é? Sei lá se podia chamar isso de machismo, mas não havia nada de antiquado em chamar um herói para morar comigo, na verdade, não há nada de antiquado em querer a pessoa que amo por perto... Oficialmente.

– Tem certeza que está bem? – ele perguntou.

– Sim – eu ri deixando de lado meus pensamentos – Por quê?

– Você está... Pensativa.

– Apenas pensando no trabalho que Pepper me passou para fazer em casa.

– Sobre o quê? – ele perguntou interessado com um fraco sorriso enquanto comia mais sushi.

– Sobre os concorrentes das Indústrias Stark – inventei.

– Sério? Não sabia que as Indústrias Stark tinham concorrentes.

– Mas eles tem – disse ficando de pé – vou pegar um pouco de... Água, você quer?

– Por favor – ele assentiu rindo.

– E como foi o seu dia, hoje? – perguntei da cozinha lançando a ele um rápido olhar do balcão.

– Foi tudo tranquilo. Fizemos uma vistoria, mas não tinha nada que a polícia de Nova York não pudesse solucionar – ele respondeu.

– Isso é bom – sorri lavando meu copo.

– E seu dia?

– Cansativo – balancei a cabeça – não gosto de passar o dia em casa, querido.

– Desculpa amor – ele se pôs de pé do sofá e encostou-se no balcão – poderíamos ter saído ou algo assim.

– Não tem problema – eu ri deixando os copos em cima do balcão – sério, quando me contou que era um herói tive meus momentos, meus dilemas como gosto de falar – ri em seguida.

– Dilemas? – ele perguntou.

Eu sorri pegando o vidro de água na geladeira – Sim, sabia que não seria fácil.

Ele apenas ficou me fitando.

– Sabia que teria seus compromissos, sabia dos riscos que corria, dos vilões, de tudo. Mas mesmo assim não fui capaz de negar, só fiquei assustada porque relacionamentos me assustam. Mas nada além disso.

Ele deu um fraco sorriso – Não pense que gosto de te colocar em perigo, mas não vejo vida sem você.

– Você é lindo, sabia disso? – sorri lhe fitando.

Ele balançou a cabeça – Infelizmente, sim.

Eu gargalhei – Bom que sabe.

– Você quem é linda – ele sorriu – e você quem está escondendo algo de mim.

– O que? – lhe fitei com um sorriso.

– Assim que cheguei e te vi fitando o chão – ele sorria empurrando o prato com sushi para o lado – o que quer me dizer?

– Como sabia que estava nervosa? Só porque olhei para o chão? – tentei contornar a situação.

– Você sempre faz isso quando está nervosa, ansiosa, ou qualquer coisa – ele sorriu e então foi até a cozinha – no que estava pensando?

– Em nada demais – lhe fitei – só...

– Vamos – ele me abraçou por trás colocando os braços em minha cintura – eu conheço você.

Eu sorri fitando o balcão – Eu... Apenas... Não é nada... – bufei – sabia que não teria como fugir – você sabe... Nós estamos “morando” juntos – ele riu do modo como fiz aspas com os dedos –, mas não oficialmente e eu... Não... Você sabe... Não acho uma má ideia nós dois morarmos oficialmente juntos, você mora na S.H.I.E.L.D e passa parte do tempo lá e juro que vou entender se não quiser – eu falava rapidamente com medo da resposta e as palavras surgiam na minha boca -, mas acho que seria bem legal se morássemos juntos oficialmente. Eu amo você e quero ficar por perto, estou adorando o fato de te ver todos os dias ao acordar, de dormir abraçada com você, de ter você ao meu lado e me protegendo – ele então me soltou e virei-me de frente para ele – e se achar que não está pronto para isso, não tem problema, era só uma especulação e não quero...

Ele então segurou meu rosto e deu aquele sorriso que tanto amava – Helena... Calma. Se eu disse que estava olhando casas por ai, você irá acreditar?

– O que? – eu sorri completamente aliviada e mais feliz do que jamais estive.

– Olha, sei que vai parecer loucura, mas você sabe que não venho dessa época, mas é aqui que estou agora e se formos morar juntos diria que precisamos casar, mas – ele riu prosseguindo – isso a gente vê mais pra frente. Estava procurando casas porque ia te convidar pra dividir o mesmo teto que eu, oficialmente... Nunca estive tão feliz quanto nesse tempo que passo com você e, pela primeira vez vejo um lado ótimo de ser um super herói: te proteger. Proteger a cidade é bom, mas você é ótimo.

Eu apenas sorri e ele tirou algo do bolso. Fitei aquela chave dourada e por um instante queria gritar, o abraçar e o beijar, mas a única coisa que consegui fazer foi abrir um sorriso, o maior sorriso da minha vida e o mais bobo. Não acreditava que aquilo estava acontecendo, e mais: ele também tinha pensado nisso.

Nosso momento romântico foi interrompido pelo telefone tocando, de inicio não quis atender, mas então Steve me cutucou rindo de modo que fizesse cócegas, tirei a cara de boba e então fui atender:

– Alô?

– Helena, é o Peter.

– Oi, Peter – dei um fraco sorriso fitando Steve – está tudo bem?

– Sim... – ele respondeu – o bebê vai nascer.

Foi quando fitei Steve e com Peter ainda na linha disse:

– Nossa casa vai ter que ficar para outra hora.



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