História Hey, Capitão! - Capítulo 21


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 53
Palavras 1.923
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Horas e horas.


– Ai Deus, estou tão nervosa – comecei a rir sentada na sala de espera – vai nascer antes do tempo previsto!

– Não tem problema – Steve tentava me tranquilizar – ela vai nascer bem.

– Eu não posso... – então fiquei de pé em tempo de surtar e fui até a secretária – eu não posso acompanhar o parto, moça?

– Há alguém no quarto com sua amiga? – ela perguntou fitando na tela do computador.

– Sim, o marido dela, mas...

– Então, não. – ela me cortou.

A fitei com fogo nos olhos, queria cortar a cabeça daquela enfermeira. Estava muito preocupada com Mary e Lilian, a bebê que ia nascer. Mary estava de sete meses e não sabia se isso era, ou não, prejudicial em alguma coisa. A bolsa de Mary havia estourado essa madrugada e Peter só me ligou pela manhã, porque achou que iria atrapalhar. Por um momento quis xingar Peter – e principalmente Mary por não deixar – por não me ligar assim que estivessem a caminho do hospital, mas aquele não era momento para isso e é claro, o que eu não faria naquele momento seria xingar os dois.

Peter não saía do quarto e os pais de Mary não estavam presentes, e nem estariam para ver a neta, não pessoalmente. Mary havia perdido seus pais há alguns anos, mas tinha certo contato com as primas de sua família e a irmã mais velha, mas pelo que Peter disse a irmã já estava a caminho.

E ele estava certo, a irmã de Mary entrava apressadamente pela sala de estar e assim que me viu suspirou aliviada. Em passos rápidos, veio caminhando até mim com um enorme sorriso, me deu um abraço e fiz o mesmo. Me dava muito bem com Kyara e simplesmente por não vê-la a tanto tempo, dei um abraço extremamente apertado.

– Como vai? – ela sorria feliz.

– Bem, e você? – sorri.

– Muito bem, e completamente feliz pela minha irmãzinha! Não acredito!

Eu gargalhei – Nem eu! Foi tão imprevisível.

– Nem me fala! – ela me acompanhou na gargalhada.

A enfermeira nos olhou de cara feia logo após fazer um sonoro “Shhhhh!” e colocar o dedo na boca, estava nos mandando ficar quietas como se fôssemos duas criancinhas do jardim de infância. A encarei com mais ódio no olhar e ela ficou me fitando. Que mulher rude! Desviei meu olhar sem graça e fitei Steve, não tinha apresentado ainda ele para Kyara e não poderia esperar mais.

– Kyara, este é Steve, meu namorado.

– Olá Steve – ela deu um fraco sorriso dando rápido aperto de mão – sou Kyara, irmã de Mary, como já deve ter percebido.

Ele deu um fraca risada – Prazer, Kyara.

Ela se sentou na cadeira confortável no meio de nós dois, ficamos de pé apenas fitando-a, ela mexia na bolsa procurando algo, foi quando achou o celular e deu um sorriso levantando-o. Não havia como negar: ela era divertidamente estabanada. Ela se desesperava por qualquer coisa, quando tentava achar algo entrava em desespero e por ai ia, mas acho que esse é o motivo de nos darmos tão bem: sou bem estabanada, mas ao contrário, não divertida.

Apenas nós estávamos na sala de espera da maternidade. Nós e aquela enfermeira secretária que não parecia de bem com a vida e que de segundo em segundo nos lançava um olhar repreensivo. Estava me sentindo uma criança de doze anos na sala da vice-direção.

– Então – Kyara ficou de pé – acredito que posso entrar, no parto de David minha mãe e Mary puderam entrar. Sou família.

A enfermeira então falou da mesa sem sequer levantar o olhar – Familiares podem, mas no máximo dois.

Fitei Steve quem segurava a risada sentado na cadeira acolchoada.

– Oh, ótimo! – Kyara virou-se para mim – falarei com Mary que está aqui e logo que der a luz aviso a vocês, tudo bem?

– Claro – falei me jogando na cadeira ao lado de Steve – claro.

Foi quando apressadamente Kyara sumiu depois de empurrar a porta e entrar no corredor que daria para o quarto de Mary. Steve passou um braço pelos meus ombros e me puxou mais pra perto, como quem tentasse me tranquilizar. Ele sabia que eu estava muito nervosa e que precisava de noticias.

– Vai ficar tudo bem, Helena – ele deu um beijo no topo da minha cabeça.

Apenas dei um fraco sorriso fitando o chão. Ficamos esperando por cerca de horas, tinha perdido as contas quando olhava no relógio de minuto em minuto. A medida que o tempo ia passando mais pessoas iam chegando. Algumas das primas de Mary, as amigas do trabalho, alguns conhecidos, vizinhos e eu me perguntava: como tanta gente ficou sabendo?

Cumprimentei a todos com um fraco sorriso, não conversava com suas primas, nem com as colegas de trabalho, muito menos com conhecidos e vizinhos de Mary. Apenas ficava ali, sentada e apreensiva esperando noticias da minha melhor amiga que já estava há quase um dia completo dentro do hospital. Ela tinha optado por cesariana desde o principio, mas acho que Lilian havia apressado as coisas, ela não tinha muita escolha, mas a única coisa que me preocupava era toda aquela demora horrível e a falta de notícias, não tinha ideia do que estava acontecendo.

O silêncio pairava na sala de espera, alguns sussurros e fracas risadas davam para escutar bem ao fundo da sala, a enfermeira estava tomando seu café enquanto assistia televisão, Steve estava com os olhos pequenos de sono e eu estava apenas ali, com fome, com sede, mas não sairia dali enquanto não escutasse o primeiro grito e o primeiro choro de Lilian.

Steve algumas vezes, para espantar o sono, ia até a máquina de café expresso pegar uma xícara de café puro e me oferecia, mas como não gostava muito de café preferi deixar para outra hora. E lá estava ele, eu o fitava sem perceber a cada passo que ele dava, quando estava se atrapalhando na máquina de café expresso, o que me fazia rir. Até sem querer ele me fazia rir nos meus momentos de preocupação, e ali estava ele, desde de manhã, saindo do meu lado apenas para ir ao banheiro, ou beber café. Lá estava ele sorrindo e tentando me alegrar – o que estava dando certo – e mais ainda: como sempre, me protegendo. Mesmo sem nem precisar.

E por um instante senti algo dentro de mim. Aquela vontade imensa de largar tudo e ficar com ele, só ele. E estávamos perto disso, ele havia procurado uma casa para nós! E o que mais queria era que morássemos oficialmente juntos e tivemos ideias iguais, o que foi estranhamente perfeito. Mas o melhor de tudo era aquela felicidade que tomava conta do meu peito, aquele frio na barriga quando ele me olhava, dava aquele sorriso – que só ele consegue – e vinha para perto para me dar um beijo. Era aquela sensação de querer arriscar tudo por ele e com ele. Aquela era a melhor sensação de todas.

Steve vinha andando em minha direção com um sorriso no rosto, enquanto meu olhar se movia a medida que ele andava. Ele sentou ao meu lado novamente e me deu um rápido beijo seguido da pergunta:

– O que foi?

– O que? – perguntei sorrindo completamente sem graça.

– Por que me olha tanto?

Eu ri – Porque você é lindo.

Ele sorriu e olhou nos meus olhos – E eu te amo.

– Eu te amo, Steve Rogers. E obrigada por estar aqui comigo, e sempre, quando eu preciso ou não.

Ele sorriu e me deu um beijo na testa – Sou seu protetor, amor.

Eu ri balançando a cabeça – Sim, você é.

Ficamos alguns segundos nos encarando nos olhos e com sorrisos bobos. Foi quando um barulho ecoou pelo corredor e no mesmo instante foi um som fácil de distinguir: o primeiro choro da pequena Lilian. No exato instante em que todos estavam calados, em que todos fitavam o chão enquanto eu e Steve trocávamos olhares. No exato momento o sorriso de Steve abriu e pude sentir meus olhos enxerem de lágrimas, de alívio, de felicidade e de todas as coisas boas. Fiquei de pé com um enorme sorriso e então a gritaria começou. Steve me abraçou e Kyara saiu da porta com um enorme sorriso no rosto e então deu o grito:

– Nasceu!

Todos se abraçavam contentes e até vi surgir um sorriso no rosto da enfermeira, sorri enquanto ela me lançou um olhar e Kyara me puxou e o que fiz foi puxar Steve. Ela então nos empurrou para dentro do enorme corredor enquanto segurava a porta e falava com os outros algo sobre esperarem que todos poderiam ir ver Lilly, mas depois.

– Não acredito! – eu sorria contente.

– Olha minha cara de boba, estou pálida!

– Não vá passar mal, hein?

Ela riu e então paramos em frente á uma sala que continha um vidro enorme como janela. Lá dentro havia vários “bercinhos” para os bebês recém-nascidos, mas havia apenas dois bebês adormecidos. Paramos de andar assim que chegamos lá e ficamos fitando os bebês lá dentro. A porta ao lado do berçário se abriu e uma enfermeira alta e magra carregava um bebê nas mãos, sorria para ela enquanto a bebê se aconchegava em seus braços. Era Lilian, pude ler pela pulseirinha. A tia da recém-nascida estava chorando, mas com um sorriso tão grande na cara que obviamente estava feliz.

A enfermeira colocou Lilian no bercinho mais próximo á janela em que estávamos colados, Steve estava ao meu lado e também tinha um enorme sorriso no rosto. Assim que a enfermeira colocou Lilian no berço, ela se mexeu manhosa, ameaçando chorar, mas apenas bocejou e fechou os olhos, o que nos fez rir e quase derreter de tanta fofura. Ela estava bem, a nossa garotinha, estava bem.

A enfermeira então fechou a porta depois de sorrir para a enfermeira que ficava lá dentro, caso algum dos bebês chorassem, ou algo do tipo. Assim que fechou a porta delicadamente a enfermeira sorriu olhando para nós três.

– Ela é tão linda, e nasceu em perfeito estado para um bebê prematuro.

– Como está a mãe? – perguntei.

– Está ótima, a cirurgia foi um sucesso e assim que for pro quarto vocês poderão vê-la.

– Tudo bem – sorri – obrigada.

– Por nada – ela sorriu virando-se para a porta do quarto de cirurgia.

Mas parou assim que a porta abriu, era Peter todo bobo com um sorriso na cara e os olhos inchados. Poderia dizer que ele havia chorado, mas que estava incrivelmente feliz.

– Oi! – ele sorriu quando nos viu.

– Oi Peter! – sorri indo até ele, lhe dei um abraço forte – parabéns papai!

– Obrigado – ele riu.

– Parabéns, Peter – Steve lhe deu um forte aperto de mão.

– Obrigado cara – Peter sorriu e então fitou a filha dormindo no berçário – ela é tão linda, vocês viram?

Todos viramos em direção á Lilian – Ela é – Kyara disse – ela tem seu nariz, Peter.

Ele sorriu – Ela tem os olhos e a boca da mãe – ele suspirou em seguida – ela é a coisa mais linda do mundo. Não há nada melhor do que ter mais um motivo para viver. As únicas mulheres da minha vida: Mary e Lilian – ele então olhava para todos enquanto falava com seu sorriso bobo – sabem... Ela mal nasceu, mas até antes de nascer eu já amava essa pequena – ele fitou a bebê no berçário – a melhor coisa que tem é amar tanto alguém.

Steve então segurou minha mão e por uma fração de segundo senti um arrepio percorrer pela minha espinha. Levantei meu olhar em sua direção e ele estava me olhando, com seus olhos azuis focados nos meus. Peter estava certo: a melhor coisa que existe é amar alguém.



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