História Hey, Capitão! - Capítulo 22


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 45
Palavras 1.333
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Mãe.


– Oi! – até a porta do meu apartamento contente por ver Mary e Lilian me fazendo uma visita.

Dei um beijo na bochecha de Mary e rapidamente peguei Lilian no colo. Ela ainda estava muito frágil e bem menor do que os bebês normalmente estariam com duas semanas de vida, mas o médico disse que ela já podia levar uma vida normal, afinal, ela não nasceu com problema algum e nem teve problemas respiratórios devido ao nascimento prematuro. Ela estava acordada e mantinha os olhinhos verdes focados em mim, apenas me observando e não sabia o que ela estava pensando. Ela estava com uma roupinha bem quente e confortável na cor rosa claro, com luvas, meias e touca da mesma cor. Estava definitivamente feliz pela visita.

– Olá! – Mary toda sorridente fechou a porta após me entregar Lilian.

– A que devo a honra? – sorri lançando um rápido olhar para Mary e dando um “cheiro” em Lilian.

Ela sorriu sentando-se no sofá – Vim te fazer companhia para ver sua nova casa.

– Oh, isso é ótimo! – sorri.

Steve não poderia ir comigo, pois estava trabalhando na S.H.I.E.L.D. uma nova ameaça havia surgido e ele não poderia ficar me protegendo ao invés de proteger a cidade, mas protegendo a cidade automaticamente ele me protegia. Ri sozinha do meu pensamento.

Lilian tinha apenas duas semanas de vida e não achava muito “seguro” leva-la para os lugares assim, ela poderia ficar com fome, Mary precisaria dar papinha para ela, mamadeira, ela poderia ter sono ou precisaria trocar a fralda e não queria incomodar Mary com o fato de ter que ir ver comigo minha nova casa, apesar de não estar acostumada com minha melhor amiga ser mãe. Mas logo Mary me tranquilizou dizendo que no meio do caminho encontraríamos Peter quem ficaria com Lilian. Eu adorava passar o tempo com ela, mas provavelmente a bebê ficaria estressada de estar em outros lugares e, mesmo assim, para uma criança prematura não achava certo que ela viesse conosco.

Mas quem sou eu para achar alguma coisa, não é?

Resolvi trocar minha roupa enquanto Mary amamentava Lilian com o leite materno, ela tinha começado a ficar manhosa e Mary me explicou que ela ficava daquela maneira quando estava com fome, o que me fez rir. Fui para meu quarto e coloquei uma calça jeans – não estava uma tarde quente naquela quinta feira – e uma blusa de mangas curtas, coloquei um sapato preto de salto e fui me maquiar. Prendi meu cabelo em um longo rabo de cavalo e então fui para sala para irmos direto á minha nova casa.

Ela me ajudaria a achar minha nova casa – ou apartamento – para dividir com Steve e eu tentava esconder toda minha ansiedade e felicidade, para não parecer empolgada demais. Estava completamente feliz, mas nunca foi um adjetivo meu se exaltar, seja por felicidade, tristeza, decepção ou qualquer sentimento. Por fora estava completamente controlada, com um sorriso no rosto e um bom humor, mas por dentro eu estava pulando, gritando e chorando de felicidade enquanto roía as unhas de nervoso, era um novo – e grande – passo na minha vida. Mas não via a hora para isso acontecer.

Meus pais não sabiam de nada, muito mal me ligavam e mesmo assim, não poderia contar que fiquei em apuros – e quase morri – por causa do meu namorado, que é um super-herói e também um Vingador. Steve confiou este segredo á mim e não contaria nem em caso de morte, nem se fosse extremamente necessário, mas não me sentia bem escondendo isso para Mary. Quando “misteriosamente” apareci machucada – depois da tortura de Makaya – Mary ficou fazendo uma série de perguntas, criou em sua cabeça várias hipóteses do que tinha acontecido comigo, dentre elas estava a pior: ela perguntou se Steve quem tinha me deixado daquela maneira e tentei soar da maneira mais convincente falando que ela estava maluca e negando que Steve tenha me feito aquilo. Mal sabe ela que ele me salvou e que só quer meu bem.

Meu celular tocou enquanto dirigia em direção ao restaurante que Peter esperava por nós, coloquei no viva voz a o atendi:

– Alô?

– Oi querida – Steve disse alegre.

– Oi amor – sorri enquanto dirigia – como estão as coisas ai no exército?

– Sem grandes resultados – ele respondeu – Mary já está com você?

– Sim – ela respondeu dando uma breve risadinha – vamos deixar Lilian com Peter e vamos ver as casas, nas ordens em que você me passou.

Dei um fraco sorriso parando ao sinal vermelho, ele então disse:

– Escolha uma boa casa, prometo que vou assim que der.

Dei uma risada baixa – Não se preocupe, querido.

– Tentem visitar a casa maior por ultimo, quero muito vê-la – ele riu – no folheto parecia uma boa.

– Casa maior? – perguntei e lancei um rápido olhar para Mary.

– Ela não é tão grande – Mary disse com um sorriso tranquilizante enquanto Lilian dormia em seus braços – tem três quartos, uma cozinha – ela então me fitou mandando a indireta – separada da sala – eu ri, Steve riu ao telefone e ela apenas sorria com seu batom vermelho em sua boca – e parece uma boa casa, acho que devia tentar, Helena.

– Eu irei – dei uma fraca risada – então o plano é o seguinte: deixamos Lilian com Peter, vamos ver as quatro primeiras casas e a última, a maior, esperamos por você lá na porta, pode ser?

– Claro – ele respondeu – quando estiverem a caminho da última casa me avisem, tudo bem?

– Claro – Mary disse sorrindo e apontando com o queixo onde eu podia estacionar.

– Falo com você depois, tudo bem? – perguntei virando o carro.

– Claro – ele disse – eu amo você. E Mary, cuide direito dela.

Mary riu – Pode deixar!

– Te amo, beijos.

– Beijos, tchau Mary.

– Tchau Steve!

Desliguei o telefone e o coloquei no porta luvas, íamos sair por alguns minutos para deixar Lilian com Peter enquanto Mary me acompanhava. Eu não queria uma casa grande, mas ia dar esta chance á Steve. Três quartos não é uma má ideia, acredito que não vamos ficar sozinhos por lá. Balancei minha cabeça quando meu estômago começou a embrulhar. Eu realmente estava pensando em uma família? Que diabos eu estava fazendo?

– Helena! – Mary berrou quando percebeu que não saí carro.

Eu mudei meu olhar de direção e ri sem graça saindo do carro e ligando o alarme.

– No que estava pensando hein?

– Em uma família.

A frase simplesmente saiu da minha boca, fitei Mary assustada por ter dito assim tão rápido e ela me fitou confusa, mas devido a cara que fiz ela entendeu que eu estava falando da minha futura família e não de “uma” família qualquer. Apenas fitei o chão sem dar um único sorriso. Por que eu estava pensando naquilo? Íamos nos mudar agora e já estava pensando em construir uma família? Na verdade eu estava indo rápido demais com as coisas e aquilo estava me assustando.

– Uma família? – Mary me fitou com os olhos arregalados e um sorriso maior ainda – uma... Você quer ser mãe?

Eu lhe fitei – Não! Eu... O que está acontecendo comigo? – perguntei desesperada.

– Olha – ela disse com um fraco sorriso confortante – vou entregar Lilian para Peter e conversamos no carro, tudo bem? – ela disse enquanto caminhávamos.

Balancei a cabeça assentindo e coloquei um sorriso no rosto, cumprimentei Peter e ele com seu sorriso bobo pegou Lilian no colo, a garotinha se mexeu nos braços do pai e abriu os olhos para ver quem era, deu um fraco sorriso e colocou a pequena mão dentro da boca voltando a dormir, mas podia ver em sua boca o traço de um pequeno sorriso, ela estava feliz. E o modo como Mary e Peter a fitavam com um sorriso bobo e orgulhoso fazia com que algo dentro de mim despertasse, algo que não sabia explicar.

Na verdade, é claro que eu sabia. Eu nunca quis ser mãe ou casar, depois de todas as minhas desilusões amorosas simplesmente perdi a vontade de muita coisa e uma delas foi: ser mãe. Mas isso tudo antes de conhecer Steve, antes de amar verdadeiramente alguém.



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