História Hey, Capitão! - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 42
Palavras 3.582
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Mentira.


Bati a porta do carro e fiquei algum tempo parada apenas fitando o retrovisor do carro. Não queria falar nada sobre o assunto de montar uma família, eu sabia o que estava sentindo e o que queria, mas não gostava de admitir com medo de dar errado, como sempre deu.

– Você pode não querer falar sobre isso. Mas sei o que escutei, e é normal, Helena.

– Eu não sei – sussurrei.

– Você ama Steve, sei que ama. Posso ver isso em você – ela virou seu rosto e deu um fraco sorriso – você nunca quis ter uma família com seus namorados anteriores, você não os amava verdadeiramente. Não como ama Steve.

– Eu só... – virei meu rosto para fita-la – não sei, acho que estou... Assustada.

– Olha – ela falava em um tom de voz baixo e com um sorriso confortante que só ela conseguia – não fique assustada, Hel. Você achou alguém com quem quer construir uma família, e você sabe que ele não é o errado. Ou você não estaria neste carro agora a caminho da sua futura casa. Não bote tudo a perder.

– Eu sempre boto, Mary – a encarei sem sorrir.

– Não desta vez – ela sorriu e deu um tapinha em meu braço – você sabe o que quer, Helena.

Eu dei uma fraca risada e fitei minhas mãos – Eu tenho que te contar uma coisa...

Meu celular vibrou ao meu lado, o peguei e atendi logo em seguida:

– Alô?!

– Oi, como vai?

Era a corretora que iria nos mostrar a primeira casa, vi no relógio do carro que estávamos atrasadas quinze minutos, liguei o carro colocando o celular no viva-voz, Mary me olhou fazendo uma breve careta e dei um fraco sorriso a tranquilizando. Tínhamos atrasado por causa da parada no restaurante para deixarmos Lilian com Peter e também por causa da nossa – brevíssima – conversa sobre meu futuro. O que só de pensar embrulhava meu estômago.

Eu não entendia o porquê de ter tanto medo, definitivamente não entendia. Não fazia sentido, e Mary tinha total e completa razão. Eu tinha motivos para querer montar uma família com Steve, eu sabia que ele era o cara certo, aquele quem sonhei quando pequena e que tinha esquecido que tinha feito parte dos meus sonhos adolescentes. Depois de “apanhar” tanto com os caras errados, depois de desacreditar dos casamentos felizes e desacreditar que poderia ser uma boa mãe, agora todos os meus pensamentos negativos estavam se esvaindo, não pensava em nada além de uma família com Steve e também não sabia explicar o porquê daquilo me apavorar tanto.

Talvez porque eu estivesse com medo dele também não estar pronto. Eu definitivamente não tinha a resposta para a pergunta que não queria calar, mas Mary com certeza tinha a resposta certa para essa pergunta e mais ainda eu não me sentia nem um pouco bem em esconder justo para ela que Steve era o Capitão América. Mas por algum motivo nada estava a meu favor, todas ás vezes que tentei contar para ela algo nos interrompeu, assim como quando fui conta-la, quando estava grávida de poucos meses de Lilian, e no instante em que respirei fundo para falar tudo de uma vez só, Lilian havia dado seu primeiro chute dentro de sua barriga e então, fomos interrompidas. Mas desta vez era por causa da corretora, e tínhamos que correr para a primeira casa que ela iria nos mostrar.

– Estamos esperando por vocês aqui – ela falava ao telefone simpaticamente – só quis confirmar se virá.

– Claro – dei uma fraca risada parando ao sinal vermelho – peço mais dez minutos, tudo bem?

– Claro, sem problemas. Estarei esperando com o síndico do apartamento.

– Apartamento?

– Sim – ela respondeu – seu namorado disse que poderíamos arrumar o que fosse melhor.

– Ahn... – tentei parecer simpática – tudo bem. Estou com o endereço aqui, mas não sabia que era um apartamento – dei uma fraca risada – Steve não poderá ir porque teve um imprevisto no trabalho, por isso estou levando uma amiga, tudo bem?

– Claro – ela deu uma fraca risada – estamos esperando.

– Estamos á caminho – acelerei o carro ao sinal verde – tchau.

– Até daqui a pouco, tchau.

Mary desligou meu celular para mim e então ficamos debatendo sobre casas ou apartamentos. Eu preferia morar em uma casa, não precisava ser enorme, mas pelo menos sairia dessa rotina de apartamento, não aguentava mais. Por ter sempre morado em casas enormes, eu preferia morar em uma casa menor. Mas veríamos o que a nossa corretora havia arrumado.

Chegamos ao endereço combinado e nos apresentamos, o síndico do prédio, o Sr. Amsterd, não parecia muito simpático e nem um nativo americano, nada contra, mas ele perdeu pontos comigo quando violentamente abriu a porta do prédio. Prédio o qual a fachada era em um tom de branco desbotado certamente com a pintura descascando, mas não poderia julgar o apartamento pela frente, não é? Assim que entramos no apartamento, percebi que a sala era grande, tinha uma pequena janela que dava a vista para a rua e o apartamento estava cheiroso e bem pintado, fomos caminhando por um corredor – estreito – e logo ao fim haviam três portas nas cores lilás, uma dava ao – pequeno – banheiro, uma ao quarto com a janela de frente para a rua e a última porta dava no quarto dos fundos, era grande e parecia bem confortável. Mas não era aquilo que eu estava procurando.

A corretora tentava me convencer com um sorriso no rosto de que o apartamento era um lugar muito bom, com os vizinhos melhores ainda e que o preço estava em cerca de 180 mil dólares. Apenas a fitei com um sorriso no rosto e perguntei sobre a cozinha que não tinha visto ainda. O síndico explicou que os inquilinos anteriores levaram todos os eletrodomésticos da cozinha, o fogão, a geladeira e tudo mais. Mas que a cozinha ficava junto com a sala. Foi quando Mary deu um apertão em meu ombro, segurei a risada. Eu sabia que ela detestava a cozinha com a sala do meu apartamento e que de longe me deixaria comprar outro apartamento que a cozinha fizesse divisa com a sala, eu gostava, mas da cozinha e sala do meu apartamento. Não gostei nem um pouco daquele e menos ainda do síndico do prédio.

Fora o preço que estava muito fora de mão. Fomos á caminho do segundo local que ela nos mostraria, assim que saímos daquele prédio o síndico sequer se despediu, apenas bateu a porta irritado, provavelmente por termos feito perdê-lo seu precioso tempo e sua novela idiota. Ainda bem que não gostei daquele local.

– O próximo é uma casa bem próxima ao centro – a corretora loira dos olhos verdes sorria segurando sua pasta na mão – é muito boa, o problema maior é... O preço.

Entortei a boca e logo em seguida dei uma fraca risada – Quanto aproximadamente?

– 500 mil – ela se encolheu ao falar.

– Se for uma boa casa, vale a pena – Mary deu de ombros – e se não tiver cozinha na sala, melhor ainda!

Todos rimos, e logo em seguida Tina – a corretora – chamou um táxi e fomos para o centro de Nova York, entramos em algumas ruas e percebi que a casa era á dois quarteirões do centro, mas assim que paramos em frente a casa abri um sorriso. Ela parecia muito bonita por fora e certamente isolada. Ela tinha vidros enormes como janelas que dava para ver tudo lá dentro, mas nada que uma cortina não resolvesse. Havia um pequeno jardim na frente, sem flores ou qualquer coisa do tipo, mas dava para plantar, não sei. Via um lado extremamente positivo naquela casa. A corretora então abriu a porta da casa e um cheiro horrível atingiu nossas narinas, parecia que tinha um corpo podre dentro daquela casa, no instante em que Tina abriu, fechou rapidamente. Não dava para aguentar.

– Mas o que tem ai?! – Mary reclamou espirrando logo em seguida.

– Eu sinto muito – Tina se sentia constrangida – não sabia que estaria com este cheiro.

– Tudo bem – pousei a mão em seu ombro com um fraco sorriso – você não tem culpa.

– Eu sinto muito mesmo – ela trancou a porta – comunicarei ao escritório pela noite.

Dei um fraco sorriso tentando parecer animada – Tem mais lugares?

– Alguns – ela disse com um fraco sorriso.

Fomos em cerca de mais três lugares, um apartamento e duas casas. Nenhum dos três pareceu um mau lugar. A primeira casa que vimos era de um tamanho médio, tinha dois quartos e a cozinha não fazia divisa com a sala. A casa era bem arejada e clara, e o que mais gostei era o fato de ser longe da cidade, talvez demorasse um pouco mais para chegar ás Indústrias Stark, mas não tinha problema. A segunda casa que vimos já era menor, com apenas um quarto, sala, cozinha e banheiro. Mas me pareceu uma casa bem agradável em uma vizinhança também agradável e eu adoraria morar em uma casa pequena, mas não daquele jeito se quisesse construir uma família. Dei um fraco sorriso para Tina balançando a cabeça negativamente para aquela casa.

Fomos para o último apartamento que era uma cobertura próxima ao centro de Nova York. Tinha quatro quartos, uma sala enorme e uma gigantesca porta de vidro que dava até a sacada. Tinha uma ótima vista para Times Square e estava começando a anoitecer quando fiquei parada fitando as luzes acenderem. Dei um fraco sorriso, apesar de não gostar de apartamentos, aquele ali não parecia um. No andar de cima, estavam os três quartos, grandes e pintados de branco. Já tinha a cortina e os móveis, era um apartamento com mobília, por isso sairia mais cara. Tinha até medo de perguntar o quanto porque realmente tinha gostado dali. Mas ainda tínhamos uma casa para vermos, a casa na qual Steve pediu que esperássemos.

Liguei para seu celular assim que cheguei com Mary e a corretora na porta da casa e naquele momento eu pude entender o porquê de Steve ter pedido para esperar, a casa era incrível por fora, completamente incrível! Fiquei animada só de vê-la, tinha janelas enormes e o portão tinha interfone e código de segurança, a porta era de vidro e a entrada da casa parecia ser um caminho de pedras, dava para ver o jardim florido e bem cuidado. Aquela casa deveria ser cara.

Steve chegou algum tempo depois de minha ligação, dei um rápido beijo em Steve e ele cumprimentou Mary e Tina com um abraço. Assim que entramos na casa dei um enorme sorriso, já era noite e por isso Tina teve que acender a luz, no instante em que olhei o lustre, dei um enorme sorriso, era maravilhoso, parecia ser feito de diamantes, mas não tinha certeza. A casa já era mobiliada com móveis claros, igual casa de filmes de cinema, o que era incrível. No andar debaixo a casa tinha a sala, um banheiro, um quarto de hóspedes e a cozinha – separada do jeitinho que Mary gosta. No andar de cima tinha os três quartos com suíte, o quarto maior – o da frente – tinha até banheira de hidromassagem. Apesar de não fazer questão de uma casa muito chique eu estava adorando aquela.

– Uau, é incrível – disse abraçando Steve no quarto do andar de cima, o que seria nosso quarto se comprássemos a casa.

– Sabia que iria gostar – ele sorriu passando um braço em volta da minha cintura – podíamos comprar esta, o que acha?

– Uma ótima ideia – eu sorri olhando nosso futuro quarto – mas tem cara de ser muito cara.

Ele riu do meu trocadilho – Não se preocupe.

– Vamos dividir, certo?

– Certo – ele sorriu.

Mary e Tina então voltaram para onde estávamos e Mary estava com um sorriso completamente estranho no rosto, apenas a fitei e Steve lançou um rápido olhar para trás, Tina então disse:

– As luzes podem ficar mais leves.

Ela apertou um botão e então parecia que estávamos á luz de velas.

– Muito romântico – sorri.

– Concordo – Steve me soltou ficando um pouco distante de mim.

Apenas fiquei fitando-o, não entendi o porquê de ter se soltado de mim, a luz apenas abaixou, não era nada demais. Foi quando o vi tirando uma caixinha de dentro do bolso, meu coração acelerou como um meteoro a caminho da Terra. Não podia ser, aquilo era apenas um sonho, provavelmente eu estava em coma e sonhando com o Capitão América, nada além disso.

– Sabe, nunca achei que poderia me apaixonar novamente e ainda mais: depois de tanto tempo. Achei que meu coração tinha esfriado junto comigo, mas quando a encontrei no bar naquela noite percebi que não é como as outras. Você sequer quis falar comigo, foi difícil te conquistar e eu prometo que nunca mais vou deixa-la – ele então se ajoelhou na minha frente – sou seu protetor, se lembra?

Apenas balancei a cabeça com as mãos na frente do meu rosto e segurando o choro de felicidade. Estava me sentindo como uma boba apaixonada.

Mas espera, eu era uma boba apaixonada.

Ele sorria com seu sorriso charmoso e seus olhos azuis estavam focados em mim – Acho que não poderia esperar mais, vamos morar juntos, quero você para o resto de minha vida... Quero ter uma família com você, filhos, netos e bisnetos – ele sorriu e abriu a pequena caixa branca – então, lá vai.

Ele respirou fundo e eu apenas sorria.

– Quer casar comigo?

Comecei a rir de felicidade enquanto balançava a cabeça positivamente. Tentava falar “Sim, eu quero!”, mas simplesmente não conseguia. Seu sorriso abriu mais quando me viu balançar a cabeça freneticamente, comecei a rir e ele ficou de pé colocando o anel de brilhantes em minha mão.

– Isso é um sim, não é? – ele perguntou.

Minha voz saiu esganiçada – Sim! Como se tivesse duvidas.

Ele então riu e nos abraçamos. Fechei meus olhos aproveitando aquele momento, não queria que acabasse nunca. Eu não cabia em mim de tanta felicidade, ele também queria uma vida ao meu lado, filhos, netos e uma família! Uma família completa. Pela primeira vez em toda minha vida eu tinha certeza absoluta de uma coisa: jamais deixaria Steve ir. Iríamos construir nossa família em nossa casa, nossa nova casa, casa a qual eu tinha acabado de ficar noiva.

Noiva.

Mary e Tina sorriam maravilhadas paradas em frente ao enorme closet branco vazio, olhei para elas dando um enorme sorriso, mas logo voltei meu olhar para Steve quem encostou sua testa na minha sussurrando:

– Eu amo você.

– Eu te amo Steve, eu te amo como nunca amei ninguém!

Ele então me beijou, dei passagem a sua língua e foi o beijo mais apaixonado que algum dia havia dado, mas nosso beijo não durou muito tempo.

Uma explosão bem ao nosso lado, fez com que voássemos para o lado. Bati minha cabeça no chão, mas nada que me fizesse desmaiar. Nossa nova casa estava em chamas faltando metade do teto, o quarto agora estava submerso a escombros e não se via nada além de fumaça. Olhei para Steve ao meu lado e ele estava desacordado, fui engatinhando até ele coberta de cinzas e então o sacudi. Ele não moveu um músculo. Tornei a sacudi-lo desesperada e chamando pelo seu nome, quando escutei o grito de Mary.

– Helena!

– Mary! – eu tossi – eu estou bem! Onde você está?

– Bem aqui – ela levantou a mão.

Enxerguei somente sua mão direita acenando para mim.

– Devo ligar para a polícia?

– Não! – gritei ficando de pé – Steve está desacordado, consegue vir até aqui?!

Eu gritava em total desespero, foi quando uma nova explosão atingiu a casa, no mesmo lugar. Mary voou em minha direção com o impacto da explosão, mas ela voou na cama, eu apenas voei para o lado. Novamente fui até Steve me arrastando no chão, e assim que encostei a mão em seu braço, algo o puxou.

– Steve! – gritei jogada no chão.

– Helena! – Mary pulou ao meu lado segurando minha boca enquanto eu tentava gritar desesperadamente – para de gritar.

Fui ficando sem ar e então viu um vulto em meio a fumaça. Não era um vulto qualquer, era Makaya carregando Steve em seus ombros como se ele fosse um boneco de pano, ela deu um pulo e saiu dali voando, pelo próprio buraco que tinha feito na casa.

– Não sabemos quem ela é.

Empurrei Mary bruscamente para o lado – Eu sei quem é ela.

– Sabe? – ela me fitou com o rosto machucado e com a cara mais assustada que já tinha visto.

– Sei – procurei meu celular e sussurrava para mim mesma – funciona, funciona, por favor...

O cristal estava quebrado, mas meu celular parecia funcionar.

– Ligar para Tony Stark – falei com convicção e meu celular acendeu em algumas partes, exceto no visor.

– Por que você está ligando para Tony Stark? – Mary perguntou assustada.

Não respondi, não estava escutando-a naquele momento. Desejava que conseguisse falar com Tony, para avisar que tinham levado Steve.

– Devíamos ligar para a polícia – Mary berrava ao meu lado – Helena?! Como você conhece ela? Helena!

Podia escutar chamar o telefone e sussurrava para mim mesma – Atende, pelo amor de Deus, Stark, atende.

– Helena! – Mary me sacudiu fazendo com que o telefone caísse de minha mão.

– O que foi, Mary?! – gritei de volta.

– Como você conhece aquela criatura? E por que ela levou Steve?! Você estava ligando para o Homem de Ferro?! Como?!

– Eu tenho que falar com Tony! – gritei – ela não é uma criatura da Terra, eu te explico tudo depois, Mary!

– Você é uma agente secreta?! – Mary gritou a pergunta idiota em desespero.

– Não! – gritei de volta pegando meu celular e dei outro berro – LIGAR PARA TONY STARK!

Mary ficava resmungando algumas coisas ao meu lado, perguntas provavelmente. Mas me desliguei de tudo, inclusive ela.

– Olá Senhora Rogers... Você já é uma, não é?

– Makaya pegou Steve, Tony – falei com a voz trêmula ao telefone.

– O quê?

– Makaya pegou Steve, Tony. Precisa vir aqui ajudar, estávamos vendo a nova casa e então uma explosão nos jogou longe, Steve desmaiou e estou aqui com minha amiga, eu preciso de sua ajuda! Makaya está a solta!

– A ligação está falhando! – ele disse – Jarvis, localizar celular.

– Venha para o endereço... – olhei para Mary – aonde estamos?

– Não sei! – ela gritou.

Fui engatinhando até o outro lado do quarto, procurando por Tina que só agora dei falta. Disse para Mary ficar onde estava e para tomar cuidado, tremula peguei os papéis espalhados pelo chão, assim que segurei o primeiro o soltei, estava quente como fogo.

– Droga!

– Ela está numa casa pegando fogo, Jarvis? – escutava Tony conversar com Jarvis completamente mandão.

– Sim! – gritei e gritava cada vez mais alto – SIM, TONY!

– Helena, se estiver me escutando preste atenção: Você está na casa com Steve, certo? Se estiver certo... – ele ficou quieto – droga! Estou indo para ai, agora! Saia daí já!

Apenas fiquei de pé, puxei Mary pelo braço e desci as escadas correndo, saímos pela porta de vidro que estava quebrada, mas não tiramos os sapatos de salto. Levei Mary o mais longe possível de modo que ficasse longe da casa.

– Não saia daqui, Mary! – ordenei.

– Aonde vai?! – ela gritou assustada.

– Dar uma de heroína – respondi tirando meus sapatos.

Corri em direção a casa e nem sabia se conseguiria sair de lá viva e puxando Tina, mas não podia deixa-la lá dentro, não era justo. Não sabia se Tony iria demorar, ou se a casa iria explodir. Saí correndo e assim que entrei na casa não me importei com os cacos de vidro entrando em meus pés, subi as escadas exausta e então outra explosão atingiu o quarto, me abaixei para me proteger dos escombros, mas quando escutei algo metálico pude olhar para o local aliviada. Era Tony, o gritei do canto em que estava e ele veio em minha direção.

– Steve não está com você?

– Ele foi capturado – gritava em desespero – ela está ferida, tem que tirar ela daqui!

– Jarvis, quantos eu aguento? – ele perguntou – tudo bem.

– Venha – ele abriu um braço me abraçando pela cintura e pegou Tina com o outro braço.

– Minha amiga está lá embaixo.

– Por que subiu novamente? – ele perguntou com sua voz mecânica.

– Queria ajuda-la, não achei justo – disse.

– Hum... Você definitivamente pertence á Steve.

Ele então levantou voo e puxei Mary com um braço só, ela se segurava firmemente em meu braço enquanto Tony voava sei lá para onde. Foi quando percebi que estávamos chegando em sua casa, ele aterrissou voo e nos deixou no chão, Mary saiu rolando e eu caí de joelhos, a única sortuda – naquele momento – fora Tina quem Tony levou para dentro de casa.

– O que está acontecendo, Helena?! – Mary gritou desta vez irritada, me deu um forte empurrão.

Cambaleei para trás sem responder.

– Não esconda as coisas de mim! – ela berrava.

– Eu não... Eu tentei te contar, mas sempre acontecia algo para nos atrapalhar! – berrei de volta – não quis esconder de você!

– Agora é minha culpa?! Tivemos momentos em silêncio, e por que não me disse?! – ela gritava – e afinal, o que está escondendo desta vez?!

– Estava com medo, por isso não te contei!

Tony então saiu voando e Pepper estava parada na porta, Mary fitou o Homem de Ferro em ação e fitou Pepper na porta.

– Você é uma heroína?

Balancei a cabeça negativamente.

– Sou sua melhor amiga, pare de mentir para mim! – ela gritou e as lágrimas escorriam pelo seu rosto sujo e machucado.

– Não sou uma heroína! – gritei fechando os olhos.

– Então que merda está acontecendo aqui?!

Apenas a fitei, ela estava chorando e eu não sabia se era de raiva, de decepção, por estar assustada, eu definitivamente não sabia explicar. Abaixei meu olhar e fitando o chão apenas disse:

– Steve é o Capitão América.



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