História Hey, Capitão! - Capítulo 4


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 94
Palavras 1.626
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Loucura.


– O que aconteceu? – Peter perguntou entrando desesperado na sala de emergência.

– Não sei ainda – falei sentada em uma maca ao lado da maca de Mary – ela está bem, não foi nada grave, ela só desmaiou por causa do impacto.

– Mas o que aconteceu? – ele perguntou.

– Não tenho ideia – falei fitando meu tornozelo – do nada um carro atingiu o restaurante onde estávamos, e foi isso.

– Um carro? – ele me fitou.

Mas sua atenção foi toda para Mary quando ela gemeu na cama. Ela estava acordado e fiquei bem aliviada por isso. E também por Peter parar de fazer perguntas enquanto minha cabeça estava prestes a estourar. Sorri quando Mary abriu os olhos e viu Peter ali com ela, como ele sempre esteve. Mas o sorriso em seu rosto foi maior que o meu, ela ergueu os braços pedindo um abraço e ele a abraçou, com cuidado, mas não tinha com que se preocupar, segundo o médico ela estava bem.

Ela virou seu rosto para me olhar e eu sorri.

– O que aconteceu? Só lembro de um carro voador – ela riu.

Peter então sentou na cadeira ao lado da cama dela, também queria me escutar, narrei a cena – Estávamos saindo do restaurante quando um carro veio do nada, realmente um carro voador. Eu puxei você pro lado, mas tivemos que nos jogar, eu não sei se você se jogou ou se eu quem te empurrei, mas você caiu desmaiada. Eu torci meu tornozelo e tentei te levar pra longe de toda aquela bagunça, mas eu não estava aguentando muito.

– Os Vingadores estavam lá? – ela perguntou.

Eu sorri balançando a cabeça – Eles nos salvaram.

– Eles salvaram a cidade inteira – Mary disse – e pra quem não acreditava neles, hein?

– Eu não acreditava mesmo, achava tudo uma estratégia de marketing, não sei – falei batendo as mãos no meu vestido para limpá-lo um pouco – um pedaço enorme do restaurante estava caindo, era um bloco enorme de cimento e cairia em cima de nós duas – eu vi Peter apertar a mão de Mary – e eu tentei puxar você, mesmo com o tornozelo machucado, mas eu não consegui. Eu ia desistir, eu fechei meus olhos e quando percebi nós não estávamos mais em perigo. Homem de Ferro simplesmente nos salvou junto com Capitão América, eu estava de olhos fechados, mas vi que ele não deixou que o bloco de concreto caísse em cima de nós – dei um fraco sorriso – e Capitão América estava do meu lado, nos protegendo com seu escudo.

Ela então sorriu – Você ficou bem ao lado dele?

Eu ri balançando a cabeça – Sim.

– Uau, Helena – Mary sorriu e em seguida olhou para Peter – temos uma dívida grande com esses caras, eles nos salvaram.

Eu sorri – É, nós temos.

Por um instante eu fiquei ali, parada, vendo ela e Peter trocarem olhares. Eu entendi o que ela estava tentando dizer, eles nos salvaram e ela era grata por salvarem-na, por ela poder ver Peter novamente, por não perde-lo. E isso era lindo, eu estava feliz pelos dois, realmente feliz. Feliz pelo Capitão América ter salvado nossas vidas, ter feito com que ela permanecesse com Peter, ter feito com que eles prosseguissem com esse amor que eu nunca tinha visto igual. Dei um fraco sorriso e então desci da maca pegando as muletas que deixaram ali para mim, provavelmente Mary receberia alta hoje ainda, mas enquanto isso eu daria uma volta, eles queriam conversar e – como sempre – eu não ficaria ali para atrapalhar.

– Aonde vai? – Mary perguntou.

– Tomar um ar – sorri saindo dali.

Eu não estava acostumada com a muleta ainda, o médico tinha dito que a fratura me obrigaria a ficar com o gesso pelo menos por uma semana, eu não havia quebrado o tornozelo, nem a perna, estava apenas fraturado. Tentando não cair e tentando andar pelo menos com equilíbrio parei na porta do elevador espelhado, me fitei no espelho, eu estava horrível, suja e só queria ir para casa. E agora eu poderia, Peter já estava com Mary, eu não tinha porque me preocupar. Apertei o botão do térreo e fiquei esperando, sozinha no elevador. Mas era bom, porque eu realmente não queria falar com ninguém, nem um pouco.

Saí do elevador e fui caminhando até a porta de vidro que abriu automaticamente de modo que eu saísse, eu não iria embora ainda, saí do hospital e havia alguns bancos em uma parte mais reservada, em volta tinha um enorme e bonito jardim, mais verde do que qualquer outra cor. Dei um fraco sorriso e então caminhei até o jardim. Sentei em um dos bancos de madeira e fiquei ali, permaneci ali um longo tempo, apenas sentindo o vento bater em meu rosto e bagunçar meus cabelos. Não estava pensando em nada.

Mas num passe de mágica pensei em como meu dia foi estranho, e em como eu não tinha nada. Mary tem Peter e ela queria ficar viva por causa dele, ela estava feliz por ter sobrevivido por causa dele, porque se amam. E eu? Sinceramente não sei por qual motivo tenho que ficar viva. Por mim e por mais ninguém. Não significa que quero morrer, não é isso, nunca foi, tenho medo da morte, não quero que ela chegue. Mas eu simplesmente não tenho perspectiva de vida. Certo, eu quero um bom trabalho, tenho uma casa e um carro, tenho dinheiro para me alimentar e é só. É a vida de um ser humano normal, mas eu não tenho família comigo, apenas Mary que tem Peter como sua vida. Eles são como um só. E era isso o que eu mais apreciava nesses dois: o modo como eles pareciam tão imperfeitos um para o outro, mas tão perfeitos juntos.

Talvez fosse isso que eu tanto queria, que eu tanto procurava e não achava.

Um amor.

Não importa o que digam, o que façam para afastar esse sentimento, todos precisamos de amor, de alguém para querer viver por. Comecei a rir sozinha. Eu estava pensando nessas coisas provavelmente porque tinha batido a cabeça. Eu simplesmente não conseguia parar de rir, a ideia de ter alguém para o resto da vida não me parecia muito certa, mas eu desejava isso. Mas não agora.

– Está tudo bem? – alguém atrás de mim perguntou.

Automaticamente eu saltei do banco, claro que tinha me assustado. Virei-me para trás para fitar de quem era a grossa voz, sorri involuntariamente, mas tratei de esconder o sorriso.

– Oi – sorri – Steve não é?

Ele balançou a cabeça – Sim, Helena, certo?

– Certo – eu ri – o que faz aqui?

– Estava visitando um amigo que estava no meio da bagunça de hoje – ele deu de ombros – e você pelo visto também estava lá, certo?

Eu olhei para o meu vestido sujo e assenti – Estava.

– Espero que o pé esteja melhor – ele apontou para meu tornozelo.

– Melhor do que antes, sim.

Ele então sorriu e fitou o jardim, logo após sentar ao meu lado, acabei fazendo o mesmo. Ficamos em silêncio, não nos conhecíamos muito bem e se, ele não tivesse dito que estava visitando alguém eu poderia jurar que ele estava me perseguindo, tentei não rir, para não chamar sua atenção, mas aquele assunto era uma boa para puxar conversa:

– Seu amigo está bem?

– O que está no... Hospital? – ele apontou para o prédio do hospital.

Eu ri balançando a cabeça – É, você não veio visitar um amigo?

– Sim – ele balançou a cabeça sorrindo – ele está bem, bateu a cabeça, ainda está dormido – ele voltou a olhar para o jardim.

– Ah, espero que esteja bem.

– E sua amiga? – ele perguntou.

Eu lhe fitei surpresa – Como sabe que tenho uma amiga aqui?

Ele então me fitou, parecia tão surpreso quanto eu estava – Eu... Passei em frente á onde vocês estavam.

– Ah – dei um fraco sorriso, ainda desconfiada, fitei o arbusto que estava mais a frente – ela está bem. Seu marido está lá, ela não precisa de mim.

Ele riu fraco – E onde está seu namorado?

Eu sorri – Eu não tenho um, ou você acha que estaria no bar ontem á noite se tivesse um?

– Pessoas gostam de ficar sozinhas.

Eu ri – Se eu tivesse um namorado, eu correria para seus braços para chorar lá – falei virando meu rosto para olhá-lo – mas eu não tenho namorado, e não choro também.

– Você não chora?

Balancei a cabeça negativamente, fazendo minha cara de “poderosa”.

– Sério?

– É – eu ri – você chora?

– Já chorei.

– Já chorei também, claro – falei sorrindo – mas não mais.

– Por quê?

– Isso só demonstra fraqueza – fitei o arbusto novamente – eu não tenho motivos para chorar. Chorar por causa de um emprego? Por causa de um namorado? Não faz sentido para mim. Mudanças são necessárias – lhe fitei.

– Nisso você está certa – ele riu e fitou o jardim – mas chorar ás vezes alivia muita coisa.

Eu lhe encarei e ele então virou seu rosto em minha direção. Olhei diretamente nos seus olhos e meu sorriso sumiu. Eu provavelmente bati a cabeça, definitivamente eu bati a cabeça. Eu conhecia aquele olhar, assim como conhecia o olhar do Capitão América hoje quando ele me salvou. Aqueles olhos azuis de Steve eram exatamente iguais aos do Capitão e Steve é Capitão do Exército... Mais ou menos. É, eu estava louca, não estava pensando direito e como resultado aquelas ideias sem nexo estavam em minha cabeça. Fiquei de pé e puxei as muletas evitando de cair, Steve ficou de pé tentando entender o porque de estar me vendo ir embora. Eu apenas lhe fitei.

– Eu não estou me sentindo muito bem, vou ver com o médico se eu... Não sei, talvez eu tenha batido a cabeça.

– Eu posso levar você até... – ele então estendeu a mão, mas antes mesmo de me encostar dei um passo para trás, sem as muletas.

– Não – falei lhe fitando – eu... Posso fazer isto sozinha.



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