História Hey, Capitão! - Capítulo 6


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 89
Palavras 2.106
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Não nos conhecemos.


Fechei a porta do meu apartamento com um sorriso no rosto. Um sorriso aleatório que eu simplesmente não conseguia tirar, e não fazia diferença, eu estava sozinha mesmo. Então ele realmente era o Capitão América? Eu realmente fui salva pelo cara que conheci no bar ontem? Não posso acreditar.

Certo, claro que posso.

Ele é um dos heróis mais conhecidos de todo o mundo, as mulheres matariam para conversar com ele e parece que ele havia gostado de mim, e isso era realmente muito bom. Fora o fato de ter salvo minha vida junto com o Homem de Ferro. Realmente eu deveria rever meus conceitos sobre Os Vingadores. Não é que eu não acreditasse ou não gostasse deles, eles estavam ai na cidade salvando todos há um bom tempo, não tinha como não acreditar ou detestá-los, eu apenas mantinha a minha ideia de que era pura estratégia de marketing para fazer a cidade crescer, mas talvez não fosse nada disso que eu sempre pensei.

Deixei a muleta na sala e fui para a cozinha pegar um saco plástico para colocar no gesso de modo que não molhasse-o na hora do banho, e foi o que fiz. Tirei meu vestido e resolvi tomar meu banho, mas tive que ser realmente cuidadosa para a água não entrar em meu gesso de maneira alguma. Assim que troquei de roupa e coloquei meu pijama fresco, sentei-me na minha cama de modo que visse um pouco de televisão, mas meus pensamentos não estavam no programa que passava no canal AMC, e sim, no Capitão.

Por mais que eu detestasse admitir ele foi um cara legal, e mais que isso, ele salvou a minha vida. Eu não entendi muito bem como ele me contou seu segredo tão rápido, mas se provavelmente eu não estivesse tão apavorada perceberia que era ele o tempo todo. Ou não, realmente não sei o que pensar. Por que eu não pedi seu telefone? Por que não convidei para entrar? Por que não marquei com ele ou perguntei alguns lugares que ele frequenta? Ai como sou idiota.

E se não o visse mais? Apenas na televisão nos canais de notícia que falariam “Capitão América salva Nova York ao lado dos Vingadores”. Bufei, não adiantaria fazer nada agora, eu teria que me contentar com uma coincidência em nossos caminhos para nos encontrarmos. Fiquei de pé e sem a muleta fui para a cozinha – que fazia divisa com a sala – procurar alguma coisa para comer, eu estava faminta e só tinha percebido isso agora. Abri minha geladeira e comecei a fuçar lá dentro, mas pelo que parecia não tinha nada para comer naquela casa, pelo menos nada que eu realmente quisesse.

“Certo” pensei indo até meu pote na cozinha. Meu pote de dinheiro para ser mais exata. Deixava a maior parte do dinheiro lá, porque não andaria com muito dinheiro na bolsa. Eu precisava ir ao mercado, mas com o pé desse jeito era praticamente impossível.

No quarteirão ao lado, tinha uma lanchonete que eu frequentava aos finais de semana quando estava com preguiça de ir ao mercado – exatamente como hoje – e acabava lanchando por lá e comprando algumas porcarias para passar a noite. Como não iria a lugar algum por uma semana, eu faria isso hoje. Troquei de roupa, coloquei um short jeans e uma blusa verde que eu usava sempre para ir á lugares mais próximos. Deixei meu cabelo solto de modo que ele secasse naturalmente e depois de pegar meu dinheiro fui a caminho da loja.

Eu estava cansada, tinha sido um dia bem turbulento e provavelmente eu não demoraria muito lá, compraria algumas coisas para comer em casa mesmo e depois dormiria até cansar, já que não poderia procurar emprego com o pé acabado desta maneira. Quando cheguei na porta da lanchonete percebi que estava um pouco cheia, foi quando paralisei. Steve estava lá dentro, sozinho tomando um café. Ele pensaria que eu estava procurando por ele?

Indiretamente eu estava.

Entrei na lanchonete e fez o barulho de sempre com os sininhos tocando como aviso de que alguém estava entrando. Steve estava de frente para a porta e só levantou o olhar quando os sininhos tocaram. Com o auxilio da muleta entrei na loja e então dei um fraco sorriso para ele, indo fazer meu pedido. Ele não levantou da cadeira, continuou como se estivesse saboreando seu café, como se não me conhecesse, mas o sorriso em seu rosto denunciava que sim, ele tinha me visto e mais ainda: ele estava esperando que fosse falar com ele.

A moça pediu que aguardasse em uma das mesas e disse que poderia ficar a vontade, eu sorri agradecendo a gentileza e então fui até a mesa onde Steve estava sentado ele levantou o olhar até mim e então perguntei:

– Está ocupado?

– Não – ele mantinha o sorriso no rosto e o olhar fixo em meus olhos – quer fazer companhia?

– Isso foi um convite?

– Mas é claro que foi – ele riu fraco.

Eu o acompanhei na risada sentando-me na mesa logo na sua frente. Era uma mesa para dois.

– Como está o pé? – ele perguntou.

– Normal – eu sorri – e seu amigo?

Ele não respondeu.

Eu arqueei as sobrancelhas – E seu amigo? – perguntei novamente.

Ele então deu uma fraca risada, fitou seu café e disse sem me encarar – Todos estão bem.

– Todos? – perguntei certamente confusa. Ele abriu a boca para falar, mas a garçonete chegou com meus pedidos, eu sorri agradecendo e ela sorriu saindo de perto de nós dois, ele então me fitou e chegou o rosto próximo ao meu, pronto para sussurrar algo que não podiam escutar.

– Sempre que acontece algo aqui em Nova York, vou pra vê-los. Não importa se os conheço ou não, preciso certificar que as pessoas que salvamos estão bem – ele então voltou seu corpo ao normal, sentando-se na cadeira – eu estava lá por você essa manhã.

Eu apenas sorri – Muita gente se machucou?

Ele balançou a cabeça – Algumas, mas nada grave.

– Isso é bom.

Ele sorriu – Realmente é.

– Capitão? – o chamei, ele levantou o olhar até mim, ambos sorríamos – poderíamos ir para um lugar menos movimentado? Você me contou algumas coisas sobre você, e agora eu gostaria de saber um pouco mais, estou realmente confusa – ri um pouco sem graça.

Ele então me fitou – Ahn... Claro. Algum lugar em mente?

– Sim – balancei a cabeça – se tiver terminado seu café, podemos ir.

– Eu termino a caminho – ele riu – e seu lanche?

– Eu termino a caminho – o imitei, ambos rimos.

Iríamos á uma praça próxima do meu apartamento. Era uma espécie de parque florestal, havia bancos por lá e não era um lugar muito movimentado, apesar da linda paisagem. Era um lugar mais calmo e eu realmente queria saber muitas coisas dele, principalmente queria fazer com que ele me explicasse toda essa coisa de Capitão América, que no momento era o que eu mais gostaria de entender. Ele parecia bem disposto a me contar sobre sua verdadeira vida. E eu estava bem disposta a escutar e entender. Era tudo perfeitamente novo para mim.

Sentamos em um dos bancos mais distantes, ele ficava em frente á um lago. Não muito grande, mas em um tamanho razoável. Deixei a sacola com meus lanches no meio de nós dois, e então comecei a minha série de perguntas:

– Quem você realmente é Steve?

Ele riu e então me fitou – Sou Steve Rogers, prazer.

– Igualmente – o interrompi.

Ele deu uma fraca risada – Eu era um jovem qualquer servindo o exército na época da Segunda Guerra mundial. Era um dos poucos que queria servir a bandeira e acabar com toda aquela coisa que nazismo e mais ainda, eu queria acabar com o sofrimento de muitas pessoas que sofriam com as consequências da Guerra. Eu não tinha esse físico, na verdade, eu não tinha físico algum para servir o Exército. Eu simplesmente era um garoto normal. Fui recusado por causa da minha saúde e realmente era da minha vontade servir o exército, me alistar. Eu aceitei fazer parte de uma experiência, supersoldado era o nome da experiência com o soro especial...

– Você foi cobaia?

Ele riu – Eu não chamaria assim, mas fui. E deu certo, como pode ver – ele abriu os braços – estou vivo, mais forte do que nunca e acima de tudo fazendo o bem para os Estados Unidos.

– Uau – falei fitando o lago.

– No fim da Segunda Guerra, eu caí no Atlântico Norte e fiquei congelado lá, até a S.H.I.E.L.D me encontrar.

– S.H.I.E.L.D? – perguntei.

Ele então riu – É a organização secreta onde nós Vingadores fomos recrutados.

– Ah – falei voltando a fita-lo – eu posso morrer por saber disso né? – fiz uma careta.

– Eu não deixaria – ele então me fitou.

Eu apenas sorri e fiquei olhando-o nos olhos. Ele tinha me contado toda a verdade, toda sua vida até então e mal nos conhecíamos. Ou ele estava querendo algo em troca, ou simplesmente gostou de mim e confiava. Virei meu rosto e voltei a fitar o lago. O silêncio entre nós dois era preenchido apenas pelos carros que passavam na rua um pouco atrás de nós.

– Eu não sei por que te contei tudo isso – ele então disse dando uma breve risada fitando o lago, virei meu rosto para olhá-lo – não me leve a mal, eu apenas... Não sei explicar, eu simplesmente saí falando tudo. Contei meu maior segredo, provavelmente estou te colocando em perigo, e sequer nos conhecemos.

– Não contarei para ninguém.

– Nós não nos conhecemos...

Fiquei de pé. Que diabos ele estava falando? Ele não foi o único quem contou coisas que ninguém sabia. Nem Mary sabe o quanto sou odiada na minha família, nem a minha melhor amiga. Steve estar se arrependendo logo após me contar tudo estava me deixando irritada. Talvez comigo mesma quem insisti na burrada de fazê-lo falar. Deveria ter deixado par lá, mas eu simplesmente não sabia como.

– Vou embora – falei lhe encarando – e fique tranquilo, seu segredo está bem guardado, Steve. Não contaria nem para minha melhor amiga, não precisa se arrepender.

– O que? – ele perguntou ficando de pé.

Tanto seu sorriso quanto o meu haviam sumido – Você está arrependido por ter me contado tanta coisa. Isso não faz sentido! Realmente não faz. Não nos conhecemos, não devíamos ter conversado sobre isso, é uma coisa sua!

Ele somente me fitou.

– Eu percebi que você era o Capitão no instante em que olhei nos seus olhos no hospital. Quando me salvou e o encarei nos olhos eu sabia que reconhecia aquele olhar. Não por seus olhos azuis e sim pelo modo como você me olha e como você sorri. Não nos conhecemos, mas acredite, eu nunca observei tanto alguém quanto te observei no dia em que nos conhecemos. Talvez porque não estivesse completamente sóbria, mas não faz diferença. Só não se arrependa, porque já passou, você já me falou tudo o que tinha para falar...

– Eu não estava falando sobre isso – ele aumentou o tom de voz de modo que eu parasse de falar.

– Você disse que não nos conhecemos.

– Não foi nesse sentido que quis dizer – ele então me fitava – não nos conhecemos direito e eu já saio falando as coisas para você. Não é uma reclamação. Demorei a confiar de verdade em alguém depois que vi minha vida mudar, depois que “dormi” em uma época e “acordei” em outra – ele me fitava – quando te vi no bar, eu simplesmente gostei de você, eu visitei as pessoas no hospital como sempre visito, mas fui ver você. Eu não sei o que está acontecendo, eu não te conheço, mas sinto que posso falar com você sobre mim, porque você não vai me julgar, como não fez há uns cinco minutos. Falei que fiquei congelado e você não pensou que sou velho, ou ultrapassado. Você simplesmente perguntou sobre a S.H.I.E.L.D eu não falei que foi...

Ele ficou quieto quando selei meus lábios nos seus. Eu estava entendendo tudo errado como sempre fazia e antes de piorar mais as coisas, eu tinha que fazer algo. E este beijo era algo que eu queria desde essa manhã. Ele subiu uma de suas mãos para meu rosto, e por um instante eu quis sorrir, mas isso apenas atrapalharia o beijo. Ele acabou cedendo quando minha língua pediu passagem, e enfim, nos beijamos. Ele me puxou para mais perto de si, passando seu braço esquerdo em volta de minha cintura, eu dei uma cambaleada por causa de meu tornozelo, mas ele me segurou fazendo com que ficasse equilibrada. E por mais que eu tentasse, eu nunca conseguiria explicar o quão bom estava sendo aquele beijo. O quão bom estava sendo perceber que alguém enfim, realmente confiava e me queria por perto.



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