História Hey, Capitão! - Capítulo 8


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 82
Palavras 1.736
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Aliviada.


– Oi – sorri abrindo a porta.

– Por que você não atendeu o telefone ontem á noite?

– Dormi cedo, estava cansada – falei caminhando até a cozinha.

– Como está? – Mary perguntou.

– Bem, meu pé está melhor e tudo mais – falei dando um fraco sorriso – e você?

– Bem, também – ela sorria – Peter está todo atencioso.

– Isso é bom – sorri pegando uma maça.

– Você tem certeza de que está tudo bem? – Mary perguntou.

– Por que a pergunta? – perguntei de volta arrastando meu pé engessado até o sofá.

– Você está mais quieta que o normal.

– Meu normal é ser quieta – ri fraco mordendo outro pedaço da maçã.

– Tudo bem então – Mary fitou a televisão.

Meu telefone chamou quebrando aquele silêncio, levantei para atende-lo antes mesmo de Mary pensar em ir.

– Alô?

– Bom dia.

Eu sorri abertamente, e então Mary me fitou – Bom dia.

– Então, como está o pé?

– Bem melhor do que antes – comecei a esconder o sorriso – obrigada.

– Acha que está em condições de jantar esta noite?

– É um convite? – foi quando Mary me fitava, eu arqueei as sobrancelhas esperando uma resposta.

– Isso foi um sim?

– Talvez – falei – se tiver sido um convite, então sim.

– Te busco ás oito, está bom?

– Perfeito, te vejo ás oito.

– Até de noite.

Pude ouvi-lo dar uma breve risada e então desliguei. Deixei o telefone no ganho, percebi que Mary me fitava com um sorriso no rosto e um olhar desconfiado. Eu não pretendia contar de Steve para ela, porque toda vez que contava de algum cara, ela criava toda uma expectativa e então quando não dava certo ela ficava tão triste quanto eu, ouso em dizer que até mais. Ela ficou de pé caminhando em minha direção e a fitei dando um fraco sorriso.

– Quando pretendia me contar?

– Logo – respondi.

– Logo? Quem é ele? E há quanto tempo estão saindo?

– Ele é Steve, aquele quem te falei. Vamos sair oficialmente pela primeira vez, hoje.

– Oficialmente? – ela sorria – já saíram juntos?

– O encontrei na lanchonete ontem e fomos para o parque, nada demais Mary – falei desviando-me de sua direção, fui até a cozinha mexendo nos copos como desculpa, não estava me sentindo confortável com todo aquele assunto.

– Quando pretendia me falar, Helena? – ela cruzou os braços parada no balcão da cozinha.

– Logo, Mary – lhe lancei um rápido olhar para ela e pegando um pouco de café.

– Por que não me conta mais as coisas? Sou sua melhor amiga, adoro saber das coisas que acontece com você.

– Ontem foi um pouco turbulento, não acha? – lhe fitei séria.

Eu tinha soado rude e ela tinha percebido, descruzou os braços sem falar nada.

– Desculpa – bufei – não quis parecer grosseira.

– Tudo bem – ela me fitava.

– Oh, Mary. Não quis mesmo.

– Mas foi e parece que não se importou, como ultimamente não se importa com nada, nem de me contar que está saindo com um cara.

– Vou sair com ele hoje – falei.

– E me contaria pela manhã quando ligasse para saber como está?

Não respondi, não conseguia mentir.

– Nem me ligar mais, você me liga Helena. O que está acontecendo com você?

– Estou cansada, Mary! Você tem uma vida com Peter e eu tenho o que?

– Eu – ela respondeu de imediato.

– Não, eu não tenho – aumentei o tom de voz – tenho uma mãe falsa, um pai que não se preocupa mais comigo, um irmão que não falo há muito tempo e você tem Peter. Mary, eu não sirvo pra isso, não consigo ficar forçando nada com ninguém e você sabe disso, antes de te machucar eu preferi me afastar. Porque todo mundo vem se afastando de mim e não sei nem porque, você e Peter tem a vida de vocês, meus pais tem a vida deles, meu irmão provavelmente tá começando a vida dele ao lado de alguém, ele tem o trabalho perfeito e quem sou eu? Sou só uma garota que mora em Nova York e que se não conseguir um emprego até semana que vem perde o apartamento e fica com fome, agora me diga você realmente acha que alguém está ao meu lado pra me fazer seguir em frente? Mary, eu não tenho ninguém.

Mary então me fitou – Eu sinto muito – ela falava baixo, foi andando até o sofá onde pegou sua bolsa, segurou as chaves do carro na mão e me lançou outro olhar – ninguém se afasta de você, Helena. Você quem nos afasta de você, quando quiser conversar sabe meu numero. Você tem a mim, não do jeito que Peter tem, claro, mas sou sua amiga desde sempre. Te vejo por ai.

Mary bateu a porta assim que saiu e bufei deixando minha xicara de café em cima do balcão.

– Merda – resmunguei caminhando até o sofá.

A única coisa que queria e precisava era viver minha vida. Não digo ter alguém ao meu lado, a minha prioridade no momento é arrumar um bom emprego, porém, o que mais quero é seguir em frente. Não consigo forçar as coisas com ninguém, mas muito menos com Mary. E por pior que eu me sinta de sequer pensar isso, eu não estava me sentindo mal por esta briga que tinha acabado de acontecer, novamente, ouso em dizer que estou aliviada. Não por ter “perdido” minha melhor amiga, e sim porque agora posso fazer as coisas que sempre quis sem precisar conta-la, antes era mais uma obrigação e isso era o que mais incomodava em Mary.

Balancei a cabeça e fui até meu quarto para ver se tinha roupa para esta noite, caso não tivesse daria um jeito, mesmo com meu pé engessado. Fora que nada ficaria bom o suficiente com esse gesso em meu tornozelo, mas daria um jeito. Fui arrastando meu pé até meu armário e então comecei a tirar os cabides de lá e estender em minha cama vendo todos os possíveis vestidos para vestir esta noite. Depois de fitar todos os tipos de cores que tinha, acabei optando pelo preto básico. Ele era justo no corpo, mas nada que me deixasse parecendo uma vadia o que era bom, mas provavelmente não combinaria com o gesso, afinal, que diabos combina com um gesso?

Isso mesmo, nada.

Em minha cabeça estava torcendo para Steve não me levar em um restaurante muito chique, afinal, eu tinha um extraterrestre branco enrolado em meu tornozelo que subia até o joelho e só deixava meus dedos á mostra, seria vergonhoso. Ri sozinha e então balancei minha cabeça. Não importava o quanto eu pensasse que estava tudo bem, eu sabia que não estava. Não teria um dia agradável se não pedisse desculpas á Mary pelo que disse. Ao menos eu não era orgulhosa.

Peguei o telefone e antes de telefonar mil possibilidades passaram por minha cabeça: e se ela não quisesse falar comigo? E se ela não me atendesse? E se não estivesse em casa? ...

E se, duas palavras que não deixa ninguém prosseguir.

Disquei o numero de sua casa e ficou algum tempo chamando, mas Peter quem atendeu.

– Oi Peter – falei.

– Oi Helena – ele não parecia irritado – Mary não está aqui, ela chegou e saiu para o mercado.

– Ah, sim – falei fitando meu gesso – ela levou o celular?

– Não sei – ele respondeu – quer que fale alguma coisa pra ela?

– Só diga que sinto muito.

– Tudo bem – ele disse.

– Obrigada, tchau.

Ele desligou e resolvi fazer minhas unhas. Não tinha capacidade de ir á um salão e estava com pouco dinheiro, me viraria com o que desse, até que era boa para essas coisas. Minha tarde se resumiu á me arrumar para o encontro da noite e por mais que eu tentasse parecer tranquila, eu estava extremamente nervosa, seria a primeira vez em que sairíamos juntos oficialmente.

Eu e Capitão América.

Isso fazia meu estomago me incomodar. Apenas ri. Resolvi tomar banho um pouco antes de anoitecer e assim que saí arrumei meu cabelo. Não fiz nada demais, apenas o deixei um pouco ondulado. Vesti meu vestido preto e calcei um único sapato preto, ri olhando no espelho, provavelmente eu ganharia o prêmio de “como não ir vestida em um primeiro encontro”. Balancei a cabeça e fui me maquiar, como sairíamos á noite, era bem provável que minha maquiagem podia ser um pouco mais “pesada”, mas como não gostava de nada muito forte, apenas passei delineador preto e fiz uma mescla de sombras branca e preta que aprendi em meu curso de maquiagem gratuito. Levantei o olhar novamente para o espelho dando um fraco sorriso, realmente aquelas aulas de maquiagem valeram para alguma coisa. Estava pronta quinze minutos antes do horário marcado, e quando o interfone tocou ás oito em ponto tive que sorrir.

– Além de tudo é pontual – falei enquanto caminhava até o interfone.

Avisei que já estava descendo e então tranquei a porta do meu apartamento jogando dentro da carteira de mão as chaves e meu celular. Esperei o elevador e como se não bastasse o extraterrestre enrolado em meu tornozelo até meu joelho, ainda tinha que usar a muleta emprestada pelo hospital. Tentava pensar positivo, tinha que aguentar somente alguns dias. Cinco para ser mais exata. Revirei meus olhos e entrei no elevador, fitei-me no espelho e sorri aleatoriamente, não queria me gabar nem para mim mesma, mas realmente estava bonita. Assim que saí do elevador, vi Steve parado em frente á porta de vidro de meu apartamento, fui caminhando com as muletas até lá e assim que saí seu olhar veio em minha direção.

Eu poderia sorrir, mas estava sem graça. Ele não me fitava com desejo ou más intenções como a maioria dos outros caras, ele realmente parecia apreciar minha beleza – mesmo com aquele extraterreste enrolado em meu tornozelo até o joelho. Sorri assim que parei em sua frente, e percebi que estava muito bem arrumado, nem tão sério e social, mas também nem tão largado e suburbano. Estava com sua jaqueta de couro de sempre, essa que – honestamente – eu adorava.

– Você está linda – ele me elogiou.

Eu sorri – Obrigada, você também está muito bonito.

Ele sorriu – Estou começando a achar que o gesso em sua perna é um charme.

Eu ri um pouco mais alto que o normal – Um charme que não vejo a hora de tirar.

Ele apenas sorriu e foi caminhando até o carro, dei um fraco sorriso e entrei assim que, cavalheiro o suficiente, Steve abriu a porta do carro para mim.

– Pronta para se divertir? – ele riu ligando o carro.

– Claro.

– Novamente – ele me lançou um rápido olhar – você está linda.



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