História Hey, Capitão! - Capítulo 9


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Jane Foster, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Capitain America, Capitão América, Fanfic, Romance, Steve Rogers
Exibições 70
Palavras 1.594
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Jardim.


– Oh, aqui realmente é um ótimo lugar – sorri bebendo meu ultimo gole de vinho branco.

– Um amigo me indicou aqui – Steve sorriu apenas me fitando, ele não era de beber.

– É realmente um ótimo lugar – repeti.

– Fico contente que gostou – ele me fitava com um sorriso.

– Então – puxei assunto – como estão as coisas no seu “trabalho”?

Ele riu do modo como fiz aspas com os dedos – Bem, as coisas andam bem calmas.

– E vocês já sabem quem era aquele dia?

– Não realmente – ele deu de ombros – e espero que não demoremos muito para descobrir.

Eu balancei a cabeça – Uau.

– O que foi?

– Nada – ri balançando a taça com as pontas dos dedos – é só realmente inacreditável.

– Estar em um encontro? – ele perguntou segurando a risada, claro que ele sabia a resposta.

– Claro, estar em um encontro com... Capitão... América.

Ele riu do modo como gaguejei como se estivesse pedindo permissão para falar, mas não tinha problema, não havia muitas pessoas á nossa volta. Levantamos da mesa assim que perguntou se tinha terminado, eu não havia comido muito, pois não estava com muita fome, mas no geral havia sido um ótimo jantar. Conversamos sobre algumas coisas e rimos bastante, por algumas horas esqueci completamente de minha briga com Mary e estava me sentindo bastante culpada por me divertir depois de toda nossa briga.

Coloquei um sorriso no rosto, ele não precisava saber de nada disso. Não havia necessidade. Ele pagou a conta e me ajudou a chegar até o carro, fomos andando lentamente enquanto eu mancava tentando evitar os olhares, o que foi completamente impossível, o restaurante não era completamente chique, não daqueles de Classe A, onde somente pessoas realmente ricas comem. Era um bom restaurante, com o preço razoável, mas ainda sim muitas pessoas que eram – ou simplesmente só se achavam – chiques torceram o nariz ao ver uma garota arrumada e com aquele gesso no pé. Definitivamente eu deveria usar uma botinha, mas não havia sido tão simples. Nem eu sabia direito.

Steve abriu a porta do carro para mim e então entrei agradecendo com um sorriso, certifiquei-me com o minúsculo espelho de minha carteira de mão se meu dente estava sujo, mas, para minha sorte não estava. Capitão entrou logo em seguida e ligou o carro, antes de dar partida perguntou se queria uma sobremesa, ou algo do tipo. Estava calor, era uma noite de verão nos Estados Unidos, não digo que estava um calor exagerado, porém, estava uma noite bem agradável, bem fresca e com o céu lotado de estrelas. Há tempos eu não via um céu tão bonito assim. Aceitei.

Paramos em uma doceria perto de um jardim realmente bonito. Parecia particular, e confesso que queria quebrar as regras esta noite. Steve pediu um pedaço de torta para nós e – não sei como – ele sabia que meu favorito era doce de leite. Agradeci e comemos, eu não estava com muito apetite, mas forçar um pouquinho não parecia ser uma má ideia. Terminamos de comer depois que tive uma crise de risos de algo que Steve contou, de uma experiência própria com Tony Stark quem – com certeza – era muito engraçado. Parei perto do tal jardim onde o carro de Steve estava estacionado, ele então abriu a porta para mim e antes que pudesse me fitar, eu já estava entrando no tal jardim particular. Não estava trancado, então, não faria mal que fossemos até lá pelo menos um pouco.

Não demorou muito para Steve vir atrás de mim, eu diria com medo de sermos pegos, porque a enorme placa com letras enormes e apagadas dizendo:

Jardim particular. NÃO ENTRE.

E sinceramente, naquele momento não estava me importando muito.

– Não podemos entrar aqui – ele sussurrava.

– Nós já estamos dentro – lhe fitei dando uma fraca risada.

– Podemos ser presos.

– Steve – parei no meio do caminho, parecia que estávamos em um labirinto de arbustos enormes, em um jardim escuro onde somente a luz da lua iluminava – se acalme, ninguém vai nos pegar.

– Como tem tanta certeza?

– Se alguém ameaçar aparecer, corremos, certo? – lhe fitei.

Ele não respondeu nada.

– Vamos – o sacudi de leve – não temos mais doze anos, mas podemos quebrar algumas regras ás vezes... Oh Deus, estou falando isso para um herói.

Ele gargalhou – Você não consegue correr.

– No desespero consigo tudo.

Ele então segurou minha mão, e por um instante eu quis sorrir – Pelo menos já veio aqui alguma vez?

– Não – fui sincera – mas parece um ótimo lugar, não parece?

Ele riu – Vamos.

Fomos caminhando até acharmos o centro do enorme jardim, o que não demorou muito. Ficamos parados fitando o enorme centro, haviam vários arbustos, vários tipos de flores, árvores, e tudo o que se pode ter em um jardim, haviam luzes para iluminar o local e mesmo com as luzes fracas conseguimos enxergar tudo a nossa volta.

– Uau – falei fitando o jardim a nossa volta.

– Uau – Steve repetiu soltando minha mão e entrando no jardim.

– Nunca tinha vindo aqui antes, e... Uau.

Eu ri e ele me acompanhou, havia uma fonte bem grande no centro do jardim, o que deixava-o bem mais bonito. Steve andou por todo o jardim observando cada pedacinho sem se importar se seríamos pegos e realmente estava gostando disso. Adorava correr perigo. Ri sozinha e atraí a atenção de Steve quem me olhou.

– O que foi? – perguntou andando até mim.

– Nada – sorri – todo seu “medo” se foi.

– Não tenho medo – ele então subiu os degraus ficando em pé na fonte, bem ao lado de uma estátua enorme que representava um anjo – eu sou um herói!

Ele riu e o acompanhei na risada gargalhando, mais a frente seguindo o caminho inverso ao que viemos, havia mais uma “estradinha” mais uma parte do labirinto e fui caminhando até lá, Steve veio logo atrás e depois de andarmos alguns minutos vimos um lago, lá não havia luz alguma, mas a lua estava iluminando tanto que não era necessária iluminação. Sorri sentando na beira do lago, longe da água por causa do meu gesso, mas por um minuto desejei não estar com a perna engessada só para quebrar de vez todas as regras e entrar naquele lago. Steve sentou-se á meu lado logo em seguida e antes que pudesse falar alguma coisa, ele apontou para o lago dizendo:

– Quando Os Vingadores se juntaram pela primeira vez para derrotar o irmão de Thor, eu passei aqui – ele sorriu – nosso transporte passou bem aqui por cima e lembro de ficar fitando o lago amarelo – ele me olhou explicando – que estava refletindo o Sol – novamente voltou a fitar o lago – e lembro de pensar em uma maneira de salvar Nova York fitando esse lago.

– E como não percebeu esse jardim? – perguntei.

– Não sei – ele riu e me olhou.

– Obrigada – sorri lhe fitando.

– Pelo o que?

Deitei-me na grama, deitando minha cabeça sobre meus braços, fitei o céu – Por ter salvo Nova York naquele dia junto com Os Vingadores. Obrigada por me salvar aquele dia junto com Tony Stark e obrigada por esta noite.

– Por nada – ele deitou-se ao meu lado.

Virei meu rosto para fita-lo e ambos mantínhamos o sorriso. Já havia percebido que ele não era muito de tomar a iniciativa, mas certamente era de ceder. Cheguei meu rosto perto do seu e ele fez o mesmo, pude sentir sua respiração ofegante e sorri. Ele queria outro beijo tanto quanto eu. Selei nossos lábios e rapidamente Steve me beijou, fez com que sua língua pedisse passagem e rapidamente cedi, apenas sendo envolvida por seu beijo. Subi uma de minhas mãos para o seu rosto e Steve apoiou um de seus braços na grama ficando com parte de seu tronco por cima de mim. Demoramos para interromper o beijo e – sem dúvidas – não importei com a demora.

Sorri mordendo meu lábio inferior e Steve sorria ainda apoiado em seu braço. Rapidamente ele voltou a deitar seu tronco na grama e ficamos em silencio, fiquei fitando o céu com um sorriso e então pude sentir a ponta dos seus dedos em minha mão, segurei sua mão e rapidamente entrelacei os dedos de nossas mãos, ficamos ali, parados por certo tempo fitando o céu estrelado e a enorme lua que nos iluminava e ainda sim era refletida no lago.

Steve puxou algum assunto depois de minutos em silencio, e a única coisa que fiz foi beijá-lo. Sim novamente, e quando percebemos não conseguíamos falar nada direito sem selarmos um rápido beijo, ou até mesmo, selarmos nossos lábios para beijos demorados. Passamos o resto da noite ali, – agora – sentados na grama fitando o lago e a lua enquanto falávamos de algumas coisas – não tão importantes – e nos beijávamos como um casal de adolescentes, mas há tempos não me sentia assim tão bem.

Fomos para a casa quando provavelmente já devia ser madrugada, não tinha relógio ali, mas as luzes do jardim central se apagaram então suspeitamos que alguém teria apagado. Resolvemos ir embora algumas horas depois disso, Steve como sempre abria a porta do carro e falava sobre alguma coisa, totalmente bem humorado. Ele parou o carro em frente á meu prédio e me ajudou a sair, não o chamaria para entrar ainda, não em um encontro oficial, nunca fui muito do tipo de garota que quer algo a mais logo no primeiro encontro. E com ele realmente tudo parecia fazer sentido. Nos despedimos com um pequeno beijo e entrei no meu prédio lentamente por causa do meu gesso. Nunca conseguiria explicar o que estava sentindo naquele momento, há tempos eu não tinha uma noite tão boa quanto a noite que tinha acabado de terminar, não conseguia explicar.



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