História Hey, Fica Mais Um Pouco - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Visualizações 106
Palavras 2.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu não gosto desse ep, ele me deixou chateada!
Little do you know how I'm breaking while you fall asleep, little do you know I'm still haunted by the memories

Capítulo 33 - Suma do Meu Quarto


    Eu voltava pra casa, após deixar Taylor no treino, quando próximo ao colégio vi Louis sendo jogado dentro de uma das lixeiras do restaurante que fica a uma quadra do colégio, pude reconhecer alguns dos babacas que fizeram isso com ele, entre eles, Austin e Harry, o quanto eles podiam ser idiotas? Harry com certeza mais do que o Austin, o que se tratando do Mahone é bem difícil de ser superado. Fiquei me perguntando isso enquanto eles iam se afastando, quando já não via mais eles caminhei ate onde jogaram o garoto e ajudei ele a sair de lá. De início ele negou minha ajuda e chegou ate a insinuar que eu tinha planejado aquilo pra sair de boazinha com a Demi, como eu já tava de saco cheio do garoto sempre duvidando de mim empurrei ele de volta pra lixeira e xinguei ele de idiotas algumas vezes só depois indo ajudar ele de novo. Quando totalmente fora da lixeira ele estava, notei que parecia irritado por ver seu livro destruído com algumas paginas até mesmo rasgadas, ele ia caminhando reclamam com o livro em mãos quando ofereci uma carona pra ele, que mesmo desconfiado aceitou, me dizendo baixo que não podia perder a hora de chegar em casa ou teria problemas, com isso fomos ate meu carro não muito longe dali, ele já foi pedindo desculpas antes de entrar por saber que deixaria meu carro sujo. Louis logo me disse onde morava, o que não era muito longe de minha casa, nosso caminho foi feito em silencio quase que total, só não era completo por tocar minha seleção de instrumental no som do carro, com um volume ate baixo. Pude observar o garoto de canto de olho, desconfortável e envergonhado, afinal uma coisa era me jogar na cara o que os idiotas faziam com ele, outra coisa era receber a ajuda de alguém que ele julgou desde que trocou a primeira palavra.

    --- Eu tenho o livro em casa. - já estávamos parados na frente de sua casa quando disse. – Posso te emprestar ele.

    --- Seria gentil da sua parte. – olhei pra ele – Ainda mais comigo que fui bem idiota com vc.

    --- Tem seus motivos. – ficamos calados – Se eu soubesse na época, eu teria evitado.

    --- Demi acredita nisso, por isso nos fez te aturar na nossa mesa. – ele me deu um sorriso sem graça.

   --- Levo o livro amanhã. – ele assentiu e saiu do carro.

    --- A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança. – ouvi ele citar o livro.

    --- É desta massa que nós somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade. – disse minha passagem preferida do ensaio sobre a cegueira.

    Com uma troca de sorrisos, vi ele entrar na residência. Minha chegada em casa foi silenciosa, estava sozinha ali, Cris e Taylor no colégio, meus pais no trabalho, o que me deu o momento de solidão que era preciso pra pensa sobre os últimos acontecimentos, esse dia estava sendo no mínimo incomum. Primeiro a treinadora, me pedindo ajuda de um jeito discreto e depois Louis numa mudança de humor me tratando bem, tudo bem que depois do que eu presenciei ele seria idiota de ser rude com quem o ajudou. Eu não sabia se valia mesmo apena ajudar as lideres, mesmo que meu foco na equipe sempre tenha sido as quatro que era mais próximas, alunas como Lucy, Miley, Cara, Perrie e a Cher Lloyd, são da minha equipe desde que entrei, possivelmente seriam elas a praticarem bullying com quem agora estava ao meu lado, pensar nisso me fez ter nojo dessa garotas, porém ainda tendo minha irmã, Mani, Camz, Ally, Ariana e as novatas que ainda não sei quem são direito que me fazem querer ajuda, só que de alguma forma ainda me parece mais errado ajudar do que me parece o certo a se fazer, eu ficaria louca pensando nisso e não chegaria numa conclusão sozinha. Estava tudo tão confuso que simplesmente me joguei na piscina e fiquei boiando lá de roupa e até mesmo de tênis, mesmo que alguém chegasse e me pegasse de uniforme jogada dentro da piscina de casa, eu queria apenas me conectar com uma parte de mim que parecia querer correr da minha consciência. Sai da água e molhando toda a casa subi pro meu quarto, la me dei conta de que já estava na hora de buscar minha irmã, me arrancando um suspiro irritado por ter ficado tanto tempo pensando e ainda não ter uma resposta. Cheguei ate um pouco depois do normal, mas ela ainda estava lá, parecia cansada e meio desanimada, o que se tratando da minha irmã e do treino das lideres é no mínimo curioso.

    --- Algum problema? – estávamos a algum tempo no carro ela ainda estava calada - Ta calada e meio desanimada, isso não é normal vindo de vc após um treino com as lideres.

    --- Talvez, mas vc não se importa. – opa, ela foi grossa, a coisa é seria, tanto que quase agradeci ter fechado o sinal e eu poder parar o carro – Só vc importa.

    --- Nem perguntaria se não me importasse. – voltei a dirigir quando o sinal abril, ficando preocupada com o tom dela, quase que de imediato pensei no Shawn – Algo com o Mendes?

    --- Claro, mas fácil por a culpa nos outros né. – beleza, ta me irritando já, esses ataques gratuitos a mim tinha que começar a ter um sentido – Nem estou surpresa por querer que outro leve ela no teu lugar.

    --- Fala de uma vez qual a droga do problema Taylor. – Olhei pra ela rapidamente e noite que ela me olhou com... raiva? Mas isso não faz sentido.

    --- Por sua causa a gente vai ficar fora do divisional. - Ok, o que? Minha irmã surtou de vez, esta certo que eu sai da equipe e que o diretor fosse meio chantagista, mas não tiraria elas assim só por minha ausência.

    --- Da pra fazer sentido garota? - sim, eu perdi a paciência, afinal de duas uma, ou ela estava me culpando com por algo que eu nem mesmo sabia ou por algo idiota que disseram a ela.

    --- Treinadora Lopez não aceitou nenhuma coreografia, nenhuma. – ela cuspia as palavras em cima de mim – Ao que parece ela esta acostumada com um nível mais alto de criatividade, uma droga de nível que vc deu a ela. – por isso ela quis falar comigo, ela já tinha definido não aceitar nenhuma outra coreografia que não fosse uma minha – Sem uma coreografia ate amanha estamos fora do divisional, não daria tempo de ensaiar e claro que não da pra montar uma coreografia do dia pra noite, ao menos que esse alguém seja droga da minha irmã egocêntrica que adora um drama e nem se importa com o quanto isso é importante pra mim. – se em algum momento eu pensei em dizer algo, ali me calei de vez, sendo da boca pra fora ou não, ouvir Taylor dizer aquilo, me quebrou – Dinah quase me expulsou do grupo hoje simplesmente por eu não conseguir fazer vc voltar pra equipe e eu por algum tempo enquanto ouvia ela falando me culpei por não ter conseguido isso, mas ai me lembrei que a culpa não é mim. – sentia o olhar dela em mim, mas me mantive apenas dirigindo, segurando com força o volante do carro – Parabéns Lauren, vc consegui ferrar as lideres só por não saber lidar com a droga de um boato.

    Parei o carro e ela desceu, já eu, me mantive ali, com as mãos ainda travadas no volante. Claro, eu não deveria levar em conta aquelas palavras da Taylor, ela estava com raiva, palavras ditas com raiva normalmente devem ser ignoradas, mas ali era minha irmã menor, a que ajudei a aprender a andar de bicicleta, a saltar, a tocar o pouco de violão que sei, minha caçula despejou toda a raiva que tinha de mim de um jeito que me fez ficar por longos minutos travada dentro daquele carro sem a menor vontade de entrar em casa e encarar aquele realidade que parecia ter travado meu cérebro. Dentro de casa o clima parecia ainda pior, no jantar Taylor quase rosnava de raiva olhando pra mim, meus pais notaram e quando tentaram conversar eu disse que não iria mais jantar, que não tinha fome, e em meu quarto mandei algumas mensagens a Camila, pedindo pra ir vê-la. Cheguei em sua casa pouco mais das dez horas, falei com seus pais e subi com Camila ao seu quarto para conversarmos, ela parecia meio abalada também, e eu por já saber o motivo tinha certo receio de que ela pensasse como Taylor e nos duas acabarmos brigando, tudo que menos precisava agora era que isso acontecesse. Em seu quarto nos sentamos em sua cama e ela deitou sua cabeça em meu colo quando depois de um tempo em silencio ela perguntou seu eu podia cuidar um pouco dela. Por mais uma vez naquela noite foram longo minutos de silencio comigo fazendo um cafuné na cabeça da garota que mesmo sem dizer uma palavra já me acalmava apenas por estarmos no mesmo ambiente, ousei em algum momento lhe deixar um beijo em seu cabelo e foi ai que ela se levantou e se sentou na minha frente.

    --- Conversou com sua irmã? – assenti, mesmo não querendo considerar aquilo uma conversa – Ela parecia bem assustada com a Dinah, as coisas foram feias hoje no treino - Fiquei preocupada com a reação que ela teria quando ficasse longe das meninas.

    --- Ela me jogou toda a culpa, deve ta se sentindo melhor agora ao menos. – Camz segurou uma das minhas mãos e sua outra mão ficou passando de leve pelo meu pescoço - Espero que ao menos pra isso aquela conversa tenha servido.

    --- Não diga coisas idiotas, Taylor só deve ta muito irritada com o que aconteceu. – fechei meus olhos com seu carinho em meu rosto - As vezes falamos muitas coisas sem pensar no peso dessas palavras.

    --- Digo, porque é assim que me sinto desde que conversamos. – ela negou com a cabeça e me soltou – Também ta brava com a covarde aqui?

    --- Vc não é covarde Lauren e não tenho motivos para estar me sentindo assim. – recebi um selinho, mas ela se afastou me olhando meio chateada – Mas é chato não ter esse lance da viagem, a competição, poxa seria bem legal.

    --- Posso mudar isso. – ela me olhou confusa e eu decidi fazer alguma coisa, por ela – Vou em casa pegar uma coisa, volto o mais rápido possível, entro pela sacada.

    Não deixei ela dizer nada, um segundo a mais olhando aqueles olhos lindos e eu perderia a coragem de sair daquele quarto e fazer algo, me despedi de seus pais que arrumavam algo na cozinha e fui ate meu carro torcendo pra não ter transito no caminho pra casa, qualquer minuto que eu pudesse pensar demais me faria ser a velha covarde de sempre. De algum jeito muito estranho eu parecia com sorte e não demorei mais do que os vinte minutos normais no trajeto da casa da Camz ate a minha, em casa meus pais já estavam recolhidos por isso não os vi, de Cris tive apenas a certeza de que ele estava em seu quarto quando ouvi o som de sua guitarra sendo afinada, mas então veio a prova de que não era bem sorte o que eu tinha, eu apenas tinha de chegar em meu quarto pra ver aquilo, ali em meu quarto, próxima a minha escrivaninha estava minha irmã de costas pra porta onde agora eu estava, Taylor nunca foi de pegar alguma coisa minha sem pedir, mas era normal ela ir ate meu quarto usar meu computador apenas pra que conversássemos um pouco, mas não era isso e eu tive a certeza de que não era apenas minha doce irmã me esperando quando ela se virou e em suas mãos estava um caderno preto de tamanho médio, o mesmo caderno que eu sempre levei pra todos os meus treinos nos últimos anos e que nesse ano eu raramente rabiscava alguma ideia de coreografia já que não tinha mais a necessidade de sempre pensar em uma para os campeonatos da divisão, estadual, conferência e o nacional. Ali nas mãos da minha irmã, mesmo que ninguém consiga ver estava também à confiança que eu depositava nela e assim que vi o que mais ela tinha em mãos ela foi se esvaindo, como quando areia fina escorre por suas mãos.

    --- Podia ter me pedido, não teria o menor problema em deixar que vc ficasse com ele. – ela finalmente me notou e parecia assustada por ter sido pega - Seria seu e tudo nele também seria, precisava apenas me pedir isso, como sempre fez em relação a qualquer coisas que queria pegar.

    --- Laur, eu... – não queria ouvir nada que ela pudesse me dizer, eu tinha uma bola presa na garganta, mas ainda assim não iria deixar ela falar, não era raiva, era algo que doía em meu peito mais do que qualquer dor física pode doer em uma pessoa.

    --- Será que pode me entregar e sair do meu quarto?! – fui o mais fria que consegui, mesmo que estivesse sentindo meus olhos molhados e neste momento me segurei, mas iria chorar olhando para minha irmã.

    --- Desculpa, eu tava tão irritada.. – mas uma vez a cortei, nada que fosse dito iria resolver a magoa que sentia em formação dentro de mim.

    --- Não quero explicações suas, apenas deixe o caderno no lugar e suma do meu quarto.

    Foi exatamente isso que ela fez, não ouvi a porta se fechar, mas sabia que ela tinha feito isso, desde pequena Taylor sempre que sai de um lugar tem essa mania boba de fechar as portas, quando menor dizia ser medo dos monstros entrarem e levarem alguém que a gente ama pra longe de nos. Caminhei ate o caderninho e com ele em mãos fui ate meu carro, era ele o que tinha vindo buscar, era essa a ideia, levá-lo ate Camila, deixar que ela estudasse e  juntas montarmos algo para as lideres, agora nem mesmo sabia se queria que aquele caderno continuasse existindo, por causa dele vi minha irmã trair uma confiança que eu nunca achei que fosse ser traída. Cheguei na casa da Camz e ela pareceu ficar preocupada quando eu me joguei em seus braços, não pensei direito quando fiz isso, apenas fiz e mais do que me jogar em seus acolhedores braços chorei quando me senti sufocada pela sensação de traição que sentia desde o momento que vi minha irmã com esse caderno em mãos. Seja lá quanto tempo se passou ate que eu parasse de chorar conseguisse contar a Camila o que tinha acontecido em casa, ela de um jeito doce me convenceu a não pensar mais nisso pelo resto da noite, que tentasse relaxar e não ficasse traçando mil motivos para aquilo ter acontecido, que isso só me deixaria pior. Ficamos vendo um filme que Camz sugeriu, mas eu pude notar o olhar dela sobre o maldito caderno de capa preta, antes que o filme chegasse ao fim, dei pausa nele e entreguei aquele caderno a ela, disse que ela poderia ficar com ele e usar qualquer coreografia que tinha ali sobre a única condição que ela devia dizer que todas as coreografias eram dela e que se em algum momento ela quisesse montar uma nova teria minha ajuda, mas que ninguém de forma alguma saberia que o caderno um dia foi meu, porque pra mim ele tinha perdido total valor e importância.


Notas Finais


Entendem porque não gosto agora né?!
Little do you know, I know you're hurtin' while I'm sound asleep, little do you know all my mistakes are slowly drowning me


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...