História Hey, Fica Mais Um Pouco - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Visualizações 220
Palavras 3.650
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ATENÇÃO aqui babys, o nome do capitulo não esse atoa, peço que escutem a musica que anos atras nos deu nossas meninas, na versão delas ou do James Arthur, apenas escutem a musica Impossible
Leiam as notas finais ok?! Acabei me expondo um pouco lá!

Capítulo 34 - Impossible


    Quatro dias, era esse o tempo que eu estava sem trocar uma só palavra que fosse com Taylor, meus pais fizeram de um tudo para descobrir, mas como me mantive quieta eles ficaram sem resposta, também sabia que por Taylor eles não saberiam, duvidava muito que ela fosse falar, isso lhe renderia uma bronca deles. Resumidamente esses dias foram tranquilos, Camila cumpriu sua parte no acordo e as lideres confirmaram a participação no divisional tendo agora uma coreografia, tive algumas boas conversas com Louis e os outros sobre o livro que emprestei a ele como havia dito que faria, isso fez eu me sentir incluída de vez no grupo, era bom não me sentir mais a intrusa, ou mesmo receber as patadas costumeiras de Louis. Num desses dias, Cris reuniu uns amigos do time aqui em casa, conversei bastante com Brad, o garoto me parecia bem chateado com algumas coisas e assim como eu, naquele momento uma boa conversa sem se expor muito era algo muito bom, mesmo que sem dizer nada realmente um por outro foi uma conversa legal. Para hoje, um domingo bem tedioso, meus planos eram simples, me manter em meu quarto vendo alguma serie que eu devo estar atrasada como sempre, resolver algumas atividades do colégio e o mais importante tentar ver a Camila pela noite, já que isso não aconteceu ontem por Sofia estar carente. Era quase seis da tarde quando bateram em minha porta, se fosse alguém de casa bateria e entraria logo em seguida, afinal não tínhamos muitas cerimônias, por isso presumir ser alguém de fora, me encaminhei ate a porta ficando surpresa pela presença de Ally e Normani ali, elas entraram no meu quarto quando permiti, me sentei em minha cama e elas nos pufes próximas a cama, elas me olhavam de uma forma cautelosa que me fazia querer saber cada vez mais o motivo da visita.

    --- Ótimo, vcs vieram aqui em casa pra ficarem me encarando. – disse já incomodada por elas apenas me olharem – Sei que sou gata e um deleite para seus olhos, mas podem parar de me enrolar e dizer de uma vez o que parece ta fazendo vcs fritarem por dentro?!

    --- Acredite por mim eu já teria dito, mas sei la, não sei como falar disso, as coisas chegaram num ponto que tenho medo qual possa ser sua reação e por isso ainda estamos aqui caladas. – Mani pareceu ainda mais desconfortável quando Ally se pronunciou.

    --- É sobre seu caderno de coreografia, sobre vc ter dado ele a Camila e ter feito ela assumir a autoria das coreografias. – já ia contestar a garota, negando – Não diga que é da Camila, conheço seus desenhos, bom não só eu, todas as veteranas reconheceram.

    --- Não faço ideia do que estão falando, meus únicos cadernos que ainda mantenho são os que vcs sabem que eu desenho meu dia, não tenho mais esse de coreografias. – fiquei um pouco calada esperando alguma aprovação para minha mentira da parte delas, resolvi completar quando não tive – Parei de fazer qualquer coreografia quando sai das lideres.

    --- Vc continua mentindo mal Lauren, sabemos que o caderno é seu, olha é serio foi incrível ver que de um jeito meio estranho vc tava ajudando a gente. – Mani disse baixo, mas o bastante pras nos três escutarmos – Mas coisas estão bem feias nos treinos por causa disso. – logo Ally completou.

    --- Dinah surtou quando viu a Camila com aquele caderno, com aqueles desenhos e dizendo que eles eram dela, mesmo que ela pareça mentir tão mal quanto vc, algumas acreditaram, mas bem Dinah não foi esse caso e nem a gente. – ok, fiquei preocupada, se Dinah tivesse feito algo não a perdoaria e mais que isso não me perdoaria, afinal eu dei a droga do caderno a Camz – Ela não fez nada com a Mila, só algumas ameaças pra saber como ela conseguiu que vc desse ele a ela.

    --- Já disse que não é meu. – tentei negar mais uma vez, me culpando por não ter pensado que talvez Dinah tivesse uma reação ruim, afinal algumas eu sabia que não reconheceriam, mas Dinah sempre conheceu meu traço.

    --- Olha, se quer continuar negando tudo bem, é uma escolha sua, mas temos um pedido a fazer. – com um olhar pedi que Ally continuasse, já imaginava o que vinha por ai e não me agradava em nada – Vá ao treino na segunda, é apenas isso que te peço, tem que acalmar as coisas por lá, éramos uma equipe, mas agora todo mundo pareceu esquecer isso.

    Mani foi a primeira a se levantar e sem falar mais nada saiu de meu quarto nem mesmo se despediu, Ally antes de sair me disse que era incrível que eu ainda me importa-se depois de tudo que aconteceu com a equipe e pediu desculpas, sem explicar bem o motivo, mesmo que eu soubesse o porque. Quando me vi totalmente sozinha em meu quarto, mandei algumas mensagens para Camila, afinal ela não tinha me dito nada alem de que a treinadora adorou as coreografias, não me entrava na cabeça que ela esteve com problemas e não me disse nada, talvez tenha sido por isso que não me deixou ir ver ela ontem, até porque Sofia não iria se importar de que eu também ficasse com elas, ela uma vez até me pediu que fosse ver um filme com ela e sua irmã. Camz demorou alguns longos minutos para me responder alegando estar ajudando Sofia em uma atividade de casa, cheguei a me questionar se isso era mesmo verdade, mas nossa conversa acabou com uma breve discussão já por ligação, além de Dinah surtando com ela e dizendo algumas idiotices que ela custou mais me repetiu o que foi dito, ela pareceu ter problemas com Taylor, ela disse num deslize que minha caçula chegou a comentar com ela num canto no meio de um dos treinos que ela só tinha o caderno porque estávamos juntas, mas quando fui falar sobre o assunto ela fingiu não ter dito aquilo, chegando a dizer que eu tava criando problema onde não havia, mas claro que eu tinha ouvido e ela sabia que eu não ia deixar isso assim. O real motivo da briga foi esse, não gostei nenhum pouco dela ter me ocultado essas coisas, afinal foram por minha causa que elas pegaram no pé dela, se Taylor estava dizendo besteiras e Dinah a perturbando eram por minha causa. Passei no quarto de Cris, o único que estava em casa e que eu estava conversando no momento, deixei avisado que sairia e que não sabia se dormiria em casa hoje, tive uma rápida conversa com Brad que estava lá jogando qualquer coisa no vídeo game junto com meu irmão, não tinha tempo pra pensar muito, queria apenas explodir e sabia muito bem com quem o faria. Com meu carro não demorei a chegar onde desejava, seus pais por gostarem muito de mim não reclamaram com meu pedido de subir ate seu quarto e assim fiz. Era bem estranho estar andando naqueles corredores, com esse momento conturbado que estávamos vivendo eu estar ali sem que ela soubesse tornava tudo ainda mais estranho, cheguei a parar um pouco na porta de seu quarto e quase voltei atrás, mas numa súbita coragem entrei em bater.

    --- O que vc quer garota? – fechei a porta de seu quarto atrás de mim e disse firme, com raiva, mas sem gritar, não queria atenção – Já não acha que ferrou de mais a minha vida? Que já jogou pessoas demais pra fora dela?! Não se cansa de sempre cruzar meu caminho?!

    --- Lauren? O que faz aqui? – Dinah estava em seu computador e ao me ver se levantou, ela pareceu assustada e eu não me importei que ela estivesse mesmo – Espera, vc não ta fazendo sentindo, porque não se senta é a gente conversa com calma?! – sínica! Cachorra!

    --- Ta jogando? É algum tipo de jogo essa sua calma e cara de pau? Porque serio Dinah, acha que eu vou mesmo cair nesse papinho de desentendida que ta querendo jogar pra cima de mim – ela cruzou os braços e bufou pra mim, na moral isso não vai prestar - Deixa a Camila em paz ok?! Se existe algum tipo de respeito entre nos duas, apenas faça isso por mim.

    --- Claro que é por causa dela, sua favorita né? Estão juntas a quanto tempo? Pouco ou vc já teria se cansando como sempre faz com as outras. – eu tive de morder meu lábio pra não xingar ela, serio quem é esse ser na minha frente? – Agora entendo quando diz que se sentiu traída por mim, na verdade acho que entendo esse sentimento até melhor do que vc.

    --- Pirou Hansen? O que faria vc entender isso? – primeiro erro, ter ido ate a casa dela – Eu nunca fui tão baixa quanto vc, eu nunca te deixei sozinha quando mais precisava de mim, o contrario disso, mesmo quando me parecia errado eu tava lá, do seu lado, sendo seu bobo da corte.

    --- Tem certeza Lauren? – ela riu visivelmente com to de ironia e após um tempo voltou a falar - Eu passei mais de 15 anos do seu lado, como sua melhor amiga e eu nunca, NUNCA, nem mesmo peguei naquele caderno, ou em qualquer outro que vc tenha colocado a mão, e não só eu, a Mani ou a Ally, elas também se sentiram mal, quando a droga daquela novata tinha seus desenhos nas mãos dizendo ser dela. – segundo erro, me importa com o que ela diz.

    --- O que faz todo mundo pensar que aquela droga de caderno é meu? – ótima Lauren, vc não sabe mentir – E mesmo que seja, vc tinha sim contato com aquele caderno, me ajudou em algumas coreografias assim como as outras, então não diga que entende o sentimento de se sentir traída porque eu nunca trai vc, uma pena que VC não pode dizer isso. – essa hora já tinha ligado o foda-se e não me importava mais com o que fossem pensar se ouvissem a conversa.

    --- Fizemos aula de desenho juntas, vc sempre teve talento e eu era péssima . – droga Dinah, não coloque nosso passado no meio – Tanto que sempre era vc que desenhava nos cartões em algumas datas especiais, acha mesmo que não reconheceria seus traços? – foda-se.

    --- Quer saber?! Sim são meus desenhos e quer saber do que mais, eu não me importo que ela use eles e até mesmo assine como a dona deles. – eu tentava pensar em um jeito de jogar tudo pra fora e fazer aquela dor em meu peito sumir – Simplesmente porque não me importo mais, vc me fez ter raiva de ser uma líder, vc conseguiu ser o mais podre que uma ‘abelha rainha’ pode ser, consegui até mesmo deixar que as meninas quase ficassem de fora de uma competição, por orgulho e não saber pedir ajuda. – fiz questão de fazer as aspas – Nunca deixei ver meus caderno porque vc nunca precisaria ver nada ali dentro, nunca foi necessário que vc visse. – droga, meus olhos estavam lacrimejando – Em cada uma daquelas paginas tem vc, em cada traço do seu rosto eu me lembro de tê-lo feito sorrindo e até mesmo no de coreografia os esboço das atletas lembram vc. – ela chorou, assim como eu já não aguentando mais o peso de tudo aquilo que ia saindo de mim – Minhas memórias sempre foram as suas também, fazíamos tudo juntas, meus melhores momentos foram com vc do meu lado e mesmo que eu também tenha um carinho gigante por Mani e a Ally, sempre foi vc que estava ali comigo em tudo, sem exceção, fomos sempre eu e vc contra o mundo. – em meio a lagrimas sorri de uma lembrança idiota e isso fez doer um pouco mais estar ali tendo aquele tipo de conversa – Lembra quando nossas mães nos contaram que tínhamos saídos da maternidade no mesmo dia? – ela assentiu em meio a um soluço e eu controlei pra não repetir o ato – A gente disse que era porque tínhamos que ficar juntas do inicio ao fim. – tive de respirar fundo e tentar conter minhas lagrimas - I remember years ago. – inicie a primeira musica que cantamos juntas quando bem pequenas e eu estava aprendendo violão, era nossa musica oficial em encontro com as meninas, era nossa musica.

     --- All we had is gone now tell them I was happy and my heart is broken. – ela cantou uma parte já no meio da musica quando eu já ameaçava sair do quarto.

     --- All my scars are open tell them what I hoped would be impossible, impossible. – abri a porta do seu quarto enquanto continuava a musica – Diga a Camila que se desculpa por ter sido rude, diga a sua equipe que precisam se entender, diga as meninas que precisam de mais do que uma coreografia e serem boas individualmente para serem lideres de torcida, diga também que irei ao treino na segunda. – ouvi seus suspiros e eu me deixei soltar um ainda mais pesado que o seu – Não por vc e nem mesmo por Taylor, que de algum jeito resolveu ser tão idiota quanto vc na forma de pensar, falar e agir com as pessoas, eu apenas vou, preciso fechar essa historia de uma vez por todas.

     Se eu tinha alguma ideia do que tava fazendo? Não, eu com certeza não tenho, mas sempre que planejo as coisas elas não saem como eu quero, por isso dessa vez, eu só ia ligar o foda-se e deixar rolar qualquer coisa que tenha que rolar, sendo boa, ruim, prazerosa ou irrelevante, apenas algo teria de acontecer. Se eu ajudaria as meninas no fim das contas? Talvez, e talvez também essa seja minha resposta pra tudo agora, todas as minhas certezas pularam de minhas mãos como crianças animadas num pula-pula. Dentro de meu carro todo o choro que consegui segurar no quarto da garota, que um dia já foi uma das mais importantes de minha vida, e que de um jeito masoquista ainda continua sendo, deixei que elas por fim caísse de uma só vez, sendo complicado visualizar a pista enquanto de maneira até bem rápida eu conduzia meu carro, sem rumo e sem querer encontrar um, pois todos a minha frente me assustavam. A noite veio e com ela, meu celular ficou louco a tocar, ignorei ao ponto de desligá-lo e deixar dentro do carro enquanto caminhava pela praia de Miami e nas areias que ficavam na frente da casa da minha família me permiti gritar, chorar, me jogar no mar, ate mesmo deitar na areia sem mais forças para fazer qualquer coisa que não fosse continuar a respirar. O crepúsculo se iniciou e eu me dirigi ate em casa sem o menor saco em ir ao Golden, mas tinha de ir, era o que todos esperavam de mim afinal, sempre com expectativas no máximo quando se trata de mim, a mais velha de um casal bem sucedido, o exemplos pros mais novos, a filha que qualquer um teria orgulho de ter. Minha chegada em casa me fez dar de cara com meus pais tomando seu café da manha e ao me verem num estado lamentável correm até mim, sem forças pra qualquer coisa na primeira pergunta de meu pai desmontei em lagrimas que eu jurava já ter acabado depois da minha noite na praia, mas estava errada, bem errada. Com minha crise de choro não precisei ir ao colégio e mais do isso, minha mãe desmarcou seus compromissos, ficou comigo em seu colo por toda a manhã e continuou com esse tratamento da minha carência até depois do almoço feito ali mesmo em meu quarto.

      --- Talvez eu volte às lideres. – depois de muito choro consegui falar algo, mas sem olhar minha mãe nos olhos, isso me traria as lagrimas outra vez, e eu estava cansada daquele choro, cansada daquela dor – Talvez eu volte a ser quem todos esperam que eu seja.

     --- Por mim vc pode ser só minha filha mesmo. – senti seu cafuné em minha cabeça e quase implorei que ela continuasse - O que tem acontecido com vc meu amor? Nunca vi vc chorar tanto e mesmo que eu goste de te dar seu espaço, acho que chega disso, depois de hoje eu preciso saber o que tem deixando minha filha assim, ou vou me sentir uma mãe horrível, mas até do que já me sinto só por ver vc assim.

     --- Garanta que não fará nada e eu mostro tudo que tem aqui dentro. – apontei para minha cabeça e em seguida ao meu coração, ela disse que eu poderia confiar, caminhei ate minha gaveta de chave – Pega. – entreguei o caderno que corresponde a esse ano abrindo na pagina do dia do nacional, esperei até que ela me olhasse entendendo muito bem cada desenho ali.

     --- Não pode ser filha, isso não pode ser real, não é certo que isso seja. – ela tinha o caderno aberto na parte da agressão física, sua expressão assustada ao ver uma pagina com Dinah rindo de mim foi ainda pior. – Dinah mandou que fizessem isso?

     --- Isso não importa mais. – peguei o caderno de suas mãos e o fechei – Não faz nada ok, eu só precisava que vc e o pai soubessem caso eu tenha um surto assim outra vez, falar disso dói muito e não quero ter de ficar inventando mil coisas sempre ou menos ainda explicando porque às vezes sumo, eu não sei lidar com tudo isso, mas tenho algumas pessoas novas em minha vida que me ajudam a suportar de um jeito toda essa bagunça e talvez eu devesse tentar ser apenas quem eu quero ser, deixando de lado todos os outros que me fazem ser o que não sou.

     --- Meu amor entenda que ninguém pode dizer o que vc é ou que vc tem que ser, a única pessoa que tem controle sobre isso é vc. – ela tocou meu coração com sua mão – Eu mesmo que não saiba de tudo sei que esse coração aqui é enorme e pode mudar o mundo do seu jeito. – com um carinho em meu rosto ela continuou – Não farei nada contra Dinah, ela sendo culpada ou não dessas atrocidades, mas apenas porque vc confiou me mostrando isso em um acordo, contarei ao seu pai e não deixarei que ele faça nada também, mas me garanta que não estará voltando as lideres pelo que os outros dizem ou querem que vc faça, seja por vc e apenas por seu querer. – nos abraçamos e eu me deixei apenas sentir aquele carinho – Se posso te dar um conselho assista a um treino, veja como se sente e só depois descida se quer mesmo voltar.

     --- Posso entrar?! - Tay disse após bater na porta, autorizei sua entrada e ela apenas abriu a porta, não entrando em meu quarto e nos olhando de onde estava – Esta na hora do treino mãe, tem que me levar. – minha mãe me olhou e esperou uma atitude minha.

     --- Eu levo vc, Taylor.  - recebi um sorriso encorajador de minha mãe e um olhar desconfiado de minha irmã, se teria de fazer isso não ficaria adiando até as coisas tomasse um rumo mais fácil, elas seriam feitas agora e com uma Lauren que ao menos consegue fingir ser confiante.

     Entrei em meu carro com minha irmã e sei que nunca dirigi com tanto medo como naquele momento, aquilo parecia o certo enquanto falava com Dinah no dia anterior e ate mesmo com minha mãe agora pouco, mas agora, a caminho do ginásio que me proporcionou momentos incríveis, já não sabia se era tão certo assim, todos os olhares que iria receber ou mesmo os comentários maldosos que poderiam surgir com um possível retorno, tudo isso começou a fazer tanto barulho na minha cabeça que não ouvi mais nada, Taylor me olhou confusa quando desci do carro junto com ela, mas sem perguntar nada ela sabia que eu iria ao treino com ela, Dinah devia ter dito que eu faria isso, ou mesmo Mani e Ally. Minha entrada naquele lugar foi assustadoramente cheia de lembranças, o treino era feito na quadra de vôlei devido ao piso, é desde o ultimo treino que participei não tinha voltado ali, não tinha coragem pra isso e nem mesmo agora eu tinha, mas uma vez apenas fiz, sem querer pensar muito ou voltaria chorando pro carro feito uma criança assustada. Como ondas imagens vieram em minha mente me fazendo olhar todos os cantos daquele ginásio com olhos que com certeza nenhuma das novatas e ate mesmo algumas veteranas olhariam, eu pertencia de algum jeito aquele lugar, assim como ele me pertencia. Conversei com a treinadora recebendo diversos tipos de olhares, mas minha mente tava tão a mil por hora por estar naquele lugar que consegui simplesmente ignorar todos eles, ou nem todos, sentir o de Dinah sobre mim foi realmente difícil, tínhamos iniciado ali juntas essa caminhada, é então as coisas tinha mudado desde então. JLo, não viu problema em meu pedido de assistir o treino e numa tentativa de descontrair fez uma rápida brincadeira sobre minha presença ali, sendo bem recebia por algumas, teve duas novatas que pareciam mesmo felizes por saberem que eu assistiria o treino delas, mas nem tudo eram flores, minha visita não foi tanto bem vista pela maioria, as veteranas em sua maioria pareciam me desafiar com olhar a continuar naquele ginásio. Sentada na arquibancada acompanhei tudo calada, eu tinha que concordar com a treinadora, elas eram boas, mas não pareciam uma equipe e sim estarem em uma competição entre elas mesmas, me peguei lembrando do quanto as meninas eram assim no meu primeiro ano e com o passar do tempo todas foram se tornando muito amigas, talvez eu não me encaixasse naquela equipe que estava ali na minha frente, talvez minha ideia idiota de ajudar fosse mesmo idiota.


Notas Finais


Eu chorei com esse ep, por mil motivos, pelas meninas, pelo que eu escrevi nesse ep, por tudo que a musica representa. Quando fui escrever esse ep, eu tinha uma ideia bem diferente do que fazer, mas eu escrevo ouvindo musica, coloquei uma playlist aleatória onde acabou caindo a musica impossible nessas duas vezes em sequencia, e assim saiu o ep, foi total sem querer, espero que gostem e MUITO OBRIGADA por todas as visualização essas ultimas semanas, a Fanfic cresceu de um jeito que me fez querer continuar, já tenho 10 ep prontos e mais 35 de enredos defendidos, então obrigada por esse carinho!


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