História Hey, Hands Up! - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Tags 2jae, Jinson, Markjin, Markjinson, Markson, Yugbam
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Palavras 3.767
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Agradecemos aos 134 favoritos e a todos que comentam!!! :D

Para mais informações ou se quiserem bater um papo com as autoras,
nos sigam no Twitter: @giseledute | @isidoroka ;)

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O capitulo de hoje perde música!
Paradise - GOT7
Man In a Movie - Day6
*Link nas notas finais
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Boa leitura :D

Capítulo 24 - Capítulo 24


Jackson logo sentiu algo pesado por cima dele. Por um momento achou que Mark tinha se movimentado ao lado e colocado as pernas em cima das dele, mas logo que o peso começou a pular em seu tronco, o loiro percebeu que não era o namorado.

Appa, oppas! – A menina pulava por cima dos três homens, que soltavam sons de reclamação. – Estou com fome!

– Bebê, calma. – Jinyoung tentou capturar a garota, mas ela foi para cima de Mark, que estava no meio e sentou na barriga do pai. – Comida!

– Filha, me dê dez minutos que eu já desço.

Oppa Jackson, quero café-da-manhã!

Os três riram por um momento. Olhando assim parecia que Haneul estava morrendo de fome ou há dias sem comer. O chinês pediu com delicadeza a menina e depois de um alto suspiro, ela saiu e disse que estaria esperando na cozinha.

– Eu vou lá preparando as panquecas para ela e vocês podem tomar um banho. –  afirmou Jinyoung, colocando um chinelo de dedo e acertando o cabelo. – Depois eu tomo banho.

Puppy, eu posso fazer isso. Toma banho primeiro. – Jackson, ainda na cama, enlaçou a cintura de Jinyoung, que soltou um pequeno gritinho enquanto foi puxado de volta para o colchão. – Eu faço as panquecas.

– Suas panquecas são horríveis! – O estudante estava novamente deitado, rindo. – Andem logo… Cadê Mark?

Hm? – O loiro olhou em volta e escutou o chuveiro sendo ligado. – Será que ele tá com ciúmes? – sussurrou o chinês.

– Vai logo lá, Puppy. – Jinyoung novamente se levantou, mas não antes de depositar um rápido beijo nos lábios do outro. – Eu vou alimentar Haneul.

– Tem certeza?

– Sim, sim.

Jackson suspirou vendo o namorado sair pela porta e logo se colocou em pé e foi em direção ao banheiro, mas não antes de bater delicadamente na porta. Após o americano gritar um ‘pode entrar’, o loiro entrou.

 

***

 

– Querida, quer calda de morango ou chocolate?

Jinyoung já havia feito a massa frita e depositara algumas no prato da menina, que parecia animada com o café-da-manhã.

– Cadê Jackson-oppa e appa? – perguntou Haneul, pegando a calda rosa e depositando na panqueca. – Eu tenho que esperar eles?

– Pode comer, Haneul. – respondeu o moreno, logo buscando um guardanapo para limpar a mesa, pois a menina acabou sujando a madeira. – Eles já estão vindo.

A criança não precisou ser solicitada duas vezes e tratou de encher as bochechinhas de panquecas, provocando um sorriso tão doce no rosto de Jinyoung quanto a calda de morango que ela colocara em suas panquecas.

O moreno voltou a atenção para o fogão e preparou mais algumas para os namorados, que ainda não haviam descido, conferindo a hora no relógio da parede. Faltavam apenas duas horas para que Bambam viesse buscar Haneul para a creche.

O estudante então deixou tudo pronto na cozinha e após a criança terminar de comer, ele a levou novamente para o andar de cima e começou a prepará-la para a creche. O banho fora rápido e divertido, Haneul cantarolava músicas infantis que em pouco tempo ficaram grudadas na cabeça do adulto.

A escolha da roupa também não fora complicada: um vestido azul claro e sapatos de boneca de cor branca, igual a meia-calça para que ela não sentisse frio. Os cabelos lisos e escuros foram amarrados em duas marias-chiquinhas com laços azuis.

– Ah, você é ou não é a menina mais linda desse mundo todo? – Jinyoung proferiu, apertando a criança em um abraço que em resposta apenas ria concordando com a cabeça.

Oppa, vocês vão vir ficar comigo hoje também?

– Não sei, querida. Você gosta quando ficamos com você?

– Sim! Muito, muito!

Jinyoung não pode deixar de sorrir com a afirmação de Haneul. A verdade era que ele também adorava passar suas horas com ela, mas ainda tinha medo de estarem apressando muito as coisas. Era óbvio o apego da menina a ele e a Jackson e se aquilo não desse certo, tinha medo de magoá-la de alguma maneira.

Oppa

– Ah… desculpa. Eu fiquei distraído com a sua beleza!

O moreno sorriu quando arrancado de seus pensamentos e voltou sua total atenção para Haneul.

Juntos, os dois arrumaram a mochila que ela levaria a creche e voltaram para a cozinha onde encontraram Jackson, mas nem sinal de Mark.

– Mark? – O estudante perguntou, quando Jackson voltou sua atenção para eles.

O loiro não sorria e tinha uma expressão séria por alguns segundos, até sorrir para Haneul, que se jogara no colo dele em busca de mais panquecas. A menina estava esfomeada aquela manhã.

– Disse que precisava descansar mais um pouco. – O que era verdade, mas não toda ela, Jinyoung concluiu. – Ele ficou lá no quarto.

– Haneul, vá dar um beijinho no seu pai antes de Bambam chegar, que tal? – E a menina foi, deixando os dois adultos sozinhos. – Ele… ficou mesmo com ciúmes? – O mais novo perguntou, cruzando os braços e mordendo o interior das bochechas um tanto aflito com a questão. Será que as coisas já começariam a dar problemas?

Hm… diz ele que não e eu acredito. Acho que tem outra coisa, mas Mark não quis me contar. Disse que falaria conosco depois.

– Você acha que é grave?

– Não sei… talvez? Mas espero que não. – Jackson observou os lábios do namorado se movendo enquanto os mordia lentamente de nervoso, então o loiro se levantou e encerrou o espaço entre eles, o puxando pela cintura. – Seja o que for, a gente vai resolver juntos, tudo bem? Não fica assim.

Jackson beijou uma das bochechas do outro e então selou os lábios. Os pequenos passinhos de Haneul descendo rapidamente as escadas os obrigaram a se separar. Eles ainda mantinham certos pudores perto da menina em prol de não a confundir, nem que ela fizesse algum comentário que poderia ser interpretado erroneamente na escola. Por sorte, Mark já havia conversado com a filha sobre aquilo: o que a garota podia falar na creche e sobre como as pessoas interpretariam errado algumas coisas, e Haneul pareceu entender.

– O appa disse que meu cabelo está muito bonito! – Haneul anunciou, passando as mãozinhas nas mechas de cabelo presas enquanto sorria.

– E ele está certíssimo! Você inteira está linda! – O chinês respondeu, a pegando no colo e beijando várias vezes as bochechas da criança.

Após aquele momento, Bambam não demorou a chegar e levar Haneul para creche. Jackson e Jinyoung aproveitaram para arrumar a cozinha e uma bandeja de café da manhã para Mark e a levaram para o quarto.

– Anjo?

Jinyoung chamou o outro, um tanto incerto, enquanto abria a porta só o suficiente para que sua cabeça aparecesse no interior do quarto. Logo ele encontrou o moreno, sentado na cama com vários papéis em volta e uma calculadora nas mãos, que rapidamente ele tentou esconder, mas desistiu ao notar que seria ridícula a atitude.

– Amor, algum problema? – questionou Jackson se aproximando de Mark, que suspirou alto. – O que está acontecendo? Você parece tão tenso…

Mark não respondeu nada, apenas afastou os papéis – que na verdade eram contas a pagar – para longe, a fim de permitir que a bandeja fosse colocada na cama e encheu a boca de panqueca na primeira oportunidade, evitando falar.

Os outros dois trocaram um olhar curioso antes de voltarem a atenção para os papéis na cama. Jinyoung puxou alguns e folheou constatando o que eram e os valores. Não eram assim tão altos, mas para os salários que o americano recebia, eram um pouco a mais.

– Anjo, você está quebrando uma das nossas regras… – O estudante murmurou, afagando os cabelos do namorado com carinho, sentindo o outro inclinar a cabeça na direção do toque, como um gatinho manhoso.

– Eu sei… só não queria trazer esse problema à tona tão rápido… Me desculpem.

– Mark, as coisas não funcionam assim. – afirmou Jackson, segurando na mão do americano. – Estamos preocupados… O dinheiro acabou, é isso?

– É…

– Eu posso te emprestar. – O loiro logo falou, apertando a mão do outro. – Qual conta ainda não pagou?

– Não é isso… Eu tenho como pagar, mas…

– Mark… que cara é essa? Você tem como pagar, mas o que? Se for alguma coisa ilegal pode tirar seu cavalinho da chuva! – concluiu o estudante.

Jinyoung já havia tirado Jackson do crime e não iria gostar nada, nada de ter de fazer o mesmo com Mark. O que é? Ele tem um tipo agora? Jaebum iria matá-lo.

Jackson deu um leve cutucão em Jinyoung, pedindo para ele se acalmar. Daquele jeito Mark não falaria como conseguiria aquele dinheiro. O estudante enrugou o nariz e cruzou os braços.

– Hum… Não é algo que eu me orgulhe muito, sabe? – Mark suspirou e afastou a bandeja. Teria que falar uma hora ou outra. – Tecnicamente não é ilegal, mas é?

– Tecnicamente? Mark…

– Jinyoung… deixa ele falar. Você o está deixando mais nervoso.

Mark suspirou, ele tinha o melhor dos dois mundos agora, seria péssimo que algum deles o julgasse por fazer o que fazia quando o dinheiro ficava muito curto. O americano pediu para Jackson pegar o notebook dele, em cima da escrivaninha, enquanto Jinyoung estava batendo o pé no chão, ansioso.

– Será que… vocês poderiam…

O americano simplesmente não conseguia encontrar as palavras. Ele estava morrendo de vergonha e sabia que tanto suas bochechas quanto suas orelhas estavam rubras por esse motivo. Mas ele decidiu que precisava fazer aquilo; então ele colocou o site no ar, retirou o volume – céus, ele morreria se ouvisse os próprios sons –, e virou a tela para os namorados, agradecendo mentalmente por Jackson ter retirado a bandeja da cama, pois àquela altura, ele tremia muito de nervoso.

– Oh! O que… – Jinyoung sentiu as bochechas tomando um tom avermelhado e não entendeu muito bem o porquê está assistindo aquilo. Tudo bem que já havia visitado aquele endereço eletrônico, mas o que estava acontecendo? – Hum…

Jackson olhou para a tela, depois para a parede atrás da cama e por último para a escrivaninha. O chinês colocou a mão no rosto e começou a rir, descontroladamente.

 Mark colocou o notebook na cama e se encolheu, abraçando as próprias pernas. Ele não podia acreditar que Jackson estava rindo. Divindade! Ele estava morrendo de vergonha e seu corpo iria entrar em combustão instantânea a qualquer momento, o moreno tinha certeza disso.

Jinyoung, por sua vez, ainda tentava ainda ligar os fatos até que a resposta veio. Parecia que uma lâmpada havia acendido em sua cabeça com a constatação de que o homem do vídeo era Mark.

– É… você. Você é o Fallen Angel?! – A julgar pela maneira com que o mais velho se encolheu ainda mais na cama, a frase era verdadeira. Jackson ainda ria, mas tentava parar, porém o nervoso não ajudava em nada. O chinês era do tipo que ria quando estava muito tenso. – Mark!

– Eu entendo se vocês quiserem terminar comigo. – afirmou o americano, ainda encolhido. Gostava tanto dos namorados, mas se essa fosse a decisão deles, ele aceitaria. – Me desculpe por isso…

– Terminar?! – O chinês pode ou não ter gritado, ele não se escutou muito bem devido ao choque das palavras. – Não! Não! Anjo… – Ele ao menos não iria terminar com Mark por conta daquilo e ao olhar para Jinyoung, este abanou a cabeça rapidamente, negando. Era óbvio que o outro não pensara naquilo também. – Mark… Nós amamos você. Não vamos terminar por algo assim. – O loiro afirmou, se apoiando na cabeceira da cama, ao lado do moreno que ainda escondia o rosto entre os joelhos. – Sem contar que… sempre foi meu sonho de infância namorar um pornstar.

– Cala a boca. – Mark falou, com um pequeno sorriso nos lábios, logo aceitando o abraço do outro. – Eu só faço isso por causa de Haneul… Quer dizer, antes não, mas agora é.

– Tudo bem… – Jinyoung também se recostou ao lado de Mark, deixando novamente o americano no meio, que pareceu gostar de ter os dois namorados o abraçando. – Eu também tenho uma confissão.

– Ai, eu namoro duas estrelas pornôs? – O chinês abriu a boca, parecendo chocado. – Sonho de infância ao dobro?

– Não é isso... – O estudante levantou a perna e deu um leve chute no loiro, que se encolheu. Mark riu. – Eu… hum… tenho conta nesse site.

– Você… tem? – Mark murmurou, virando o rosto para Jinyoung, mas sem ter coragem de encará-lo nos olhos.

O moreno abanou a cabeça em afirmação, um sorriso maroto nos lábios. Agora ele conseguia entender o motivo de sentir uma ligação com o cara dos vídeos. Sempre fora Mark, desde o início. Seu subconsciente reagia a ele, ou algo parecido. Ao menos era isso o que o estudante queria acreditar.

– Eu… quer dizer… você… é bom nisso. Agora eu entendo porque sempre achei tão familiar; era você o tempo todo.

– Ah, você já me assistiu? – Mark conseguiu sorrir de lado e se aproximar mais do outro moreno. – Gostou do que viu?

– Eu… pagava o site só para te ver. – confessou Jinyoung. – O que era um pouco de prejuízo, pois você quase não faz transmissões.

Mark sentiu as maçãs do rosto queimarem um pouco mais e sorriu timidamente voltando a se esconder por entre os joelhos. 

– Okay… já que a questão é confessar melhor eu falar também… Eu… já bati várias punhetas olhando os vídeos antigos. – O chinês proferiu, se orgulhando ao ver os namorados adquirirem um tom avermelhado. – E sua última transmissão ao vivo… Eu estava lá!

– Poxa, nessa eu estava dormindo. – comentou o estudante. – Só assisti na noite seguinte.

– Os dois têm contas site?

– Eu não. – disse Jackson, rindo. – Eu estava usando o notebook de Jinyoung e apareceu a notificação e… eu cliquei.

– Ah! Que absurdo! – Jinyoung balançou a cabeça negativamente. – Você nem me chamou?!

– Aquele dia você ficou me provocando para depois ir dormir. – Jackson mostrou a língua e o mais novo revirou os olhos, enquanto o americano ria. – Bem feito!

– Vocês não estão… sei lá, com raiva? Nojo? – Mark resolveu perguntar de uma vez, ele ainda estava com medo deles estarem dizendo aquilo apenas para acalmá-lo e que depois trariam aquele assunto de volta da pior maneira.

– Nojo? É claro que não, anjo! Jamais! Nós estamos dizendo que adoramos seus vídeos e que achamos tão sexy… – O mais novo proferiu, aproximando os lábios do pescoço de Mark, que se encolheu ao sentir a respiração morna contra a sua pele.  – Nojo nunca nem passou pela nossa cabeça.

– Eu sinceramente estou tentado a pedir um showzinho particular. – Jackson emendou, aproximando-se de Mark pelo outro lado, roçando seus lábios contra os do mais velho, que não pode conter um sorriso fraco com a ação dos dois. – Você faria, anjo? Hm

Mark tinha certeza de que faria qualquer coisa que aqueles dois o pedissem, principalmente por o deixarem mole daquele jeito, apenas com beijos suaves em seu pescoço e lábios. Céus, ele era vergonhosamente fraco por aqueles dois, mas não queria que fosse de nenhuma maneira diferente.

– Mark… – Jinyoung se lembrou do porquê estavam tendo aquela conversa e resolveu interromper os beijos. – Você não gosta disso? Quero dizer, de fazer as transmissões?

– Eu gostava? – Mark suspirou fundo, olhando para a cama desarrumada. – Eu fazia isso há um tempo, só por fazer… Acho que gostava de ser elogiado. Bobo, eu sei. Mas aí comecei a namorar você. – O americano sorriu para o outro moreno e continuou. – E eu parei. Mas aí veio Haneul e no início foi tão difícil. Eu estava desesperado… Agora eu só faço quando realmente preciso, mas acho tão inapropriado. Ela vai crescer e sei lá… pode escutar e… Ah, nem quero pensar nessas coisas.

– Mark, você não fez nada de errado… ao menos não ao meu ver. Você não estava obrigando ninguém, nem ameaçando, nem nada do tipo... Mas se você não se sente confortável, não precisa voltar a fazer. Nós damos um jeito com as contas, os três. Tudo bem? – Jackson assegurou, beijando uma das têmporas do namorado, que meneou a cabeça lentamente, concordando. – Estamos com você nessa.

– Eu não queria ser um peso para vocês tão rápido, mas… também não queria fazer escondido. Nós prometemos não ter segredos.

– É… sem segredos. – concordou Jackson, rindo novamente de nervoso.

– Que foi, Puppy?

– Nada… Só pensando nos meus casos. – Não era uma mentira, pensou o chinês. – Mas, sobre as finanças… Meu dinheiro sempre sobra mesmo bastante.

– Ui, rico. – Jinyoung brincou e o loiro revirou os olhos. – O meu não sobra tanto assim… Mas, qualquer coisa, eu posso pedir aos meus pais.

– Nem pensar, Jinyoung… Você não pede dinheiro para eles nem para você. – Mark negou veemente. Ele sabia muito bem como o mais novo não gostava de dever nada aos progenitores. – Obrigado… aos dois. Sinceramente, não sei o que fiz para merecer vocês.

– Nasceu? – Jackson simplesmente amava fazer piadinhas, principalmente pelo fato de Mark rir delas. Jinyoung, na maioria das vezes, rolava os olhos, mas o loiro sabia que ele gostava. – Eu que sou sortudo de ter vocês. Ah… Olha o que os dois fizeram comigo… Me deixam molenga. Eu era o pegador!

– Pegador… aff. – Jinyoung revirou os olhos, se aconchegando ao lado de Mark, passando um braço e uma das pernas por cima do corpo do outro que agora estava deitado. – Quanto tempo nós temos para ficar assim mais um pouquinho, hm?

– Mais alguns minutos? Meia hora no máximo? – Mark suspirou com a própria resposta. Queria tanto poder dar mais tempo para os namorados. – Nunca consigo dar a atenção que vocês merecem…

– Você nos dá todo o tempo que pode, Mark e isso é tudo o que podemos pedir. – O chinês afirmou, selando os lábios do mais velho que sorriu com a resposta. Ele era realmente muito sortudo. – Você sabe que nós te amamos, né?

– Amamos demais! – Jinyoung completou, beijando o americano, que logo levou uma das mãos até a bochecha do outro.

Jackson ficou parado por um momento, com um sorriso tímido. Gostava de ver os dois assim, relaxados e curtindo um ao outro, mas a cena lhe fez lembrar algo. O loiro não havia falado de Ji Eun e sabia que deveria, mas não conseguia nem começar o assunto. Ele já havia devolvido o caso há uns meses, falando que nada descobrira, mas a mulher pareceu irritada quando pegou os documentos e fotos de volta. O chinês tinha que consciência que estava quebrando a regra fundamental que os três haviam combinado, porém sentia que aquele tema traria mágoas e ressentimento, sem contar da irritação que Mark ficaria com ele, por primeiro, demorar para avisar que a mulher estava de volta e segundo, porque ele pegara o caso, já conhecendo Haneul e o americano.

– Amor, você está mesmo bem? – questionou Mark, tirando o loiro dos devaneios. – Algo que queira nos contar?

– Sim… – Jackson admitiu e percebeu os dois pares de olhos em cima dele. Automaticamente toda a coragem que achara ter, sumiu. – Mas… eu não posso agora. Eu… preciso de mais um tempo para contar sobre isso.

Mark e Jinyoung se entreolharam e o chinês entendeu que os dois estavam tendo uma conversa silenciosa.

– Tudo bem… Só não demore muito. Nós não vamos insistir…

– Por agora. – Jinyoung completou a fala de Mark. Ele, sem dúvidas, dos três, era o que menos gostava de segredos, mas respeitaria a decisão deles de aguardar o tempo de Jackson.

– Eu agradeço. – disse o loiro, simplesmente.

Mark vendo que ficara um clima estranho ambiente, puxou Jackson para baixo e o chinês riu, deitando a cabeça no travesseiro, enquanto tinha a boca invadida pelo americano. O beijo não fora longo, mas o chinês o percebeu cheio de sentimentos e não pode deixar de se sentir culpado outra vez. Por isso, o loiro se viu com a necessidade de murmurar que amava Mark assim que seus lábios se separaram e em seguida se inclinou para Jinyoung, murmurando que o amava igualmente ao mesmo tempo que beijava a testa do estudante, que estava de olhos fechados e provavelmente bem próximo de voltar a dormir.

– Acho que nosso nerdzinho tá com sono. – comentou Mark, passando a mão pelo cabelo de Jinyoung, que respirava tranquilamente. – Ele dormiu…

– Ele tem aula. – afirmou o loiro, para logo depois apertar os olhos para o relógio digital que estava na escrivaninha, um pouco longe da sua visão. – Esquece, ele perdeu a aula.

– Vamos deixá-lo dormindo, então?

– Hum… Talvez? – Jackson observou Jinyoung se virar, puxando a camisa dele para si. – Divindade, ele é tão lindo. Realmente parece um filhotinho…

– Nosso Puppy. – disse Mark, com um sorriso. – Eu sempre achei fofo esse apelido.

– Mark… O anjo do seu canal… É por causa de Jinyoung?

– É… Eu mudei o nome. Era outro mais… safado? – Jackson riu da resposta. – Eu cortei relações com ele, mas nunca o esqueci. Doeu demais deixá-lo ir…

– Eu sei… Tentei deixá-lo ir também, mas foi impossível. Quando me dei conta, eu já estava completamente apaixonado por ele. – O chinês sorriu, passando os dedos pelos cabelos escuro de Jinyoung, que ressonava tranquilo. – E agora por você. Eu realmente amo vocês dois.

O americano sorriu com a declaração de amor e se inclinou para selar os lábios do namorado. Ele não duvidava dos sentimentos de Jackson, pois se sentia da mesma maneira. Era estranho, mas ao mesmo tempo tão certo amar duas pessoas.

– Jackson…

Hmm?

– Me diz que eu preciso levantar e ir trabalhar.

– Oh, meu amor. Não vá. Eu te sustento.

Mark riu e encontrou a disposição necessária para levantar. Ajudar nas despesas era uma coisa, mas sustentar? Ele não aceitaria algo assim. O chinês pareceu desapontado e o moreno soube que ele estava doido para fazer alguma piadinha de sugar daddy.

Jackson ainda ficou um tempo na mesma posição, sabendo que tinha que ir para o treinamento e depois trabalhar, mas era tão bom ficar com os namorados. Porém, assim que Mark pareceu estar pronto para sua jornada trabalhista, ele saiu da cama para se despedir do americano, com um beijo apaixonado. O moreno sorriu ao sentir o corpo sendo inclinado levemente para trás enquanto o loiro o beijava.

– Uau! Está querendo me matar? – Mark tinha os braços em volta do pescoço do chinês, que distribuía leves beijos pelo pescoço do outro. – Ah, não faça isso, por favor.

O loiro riu e com muita dificuldade se afastou. Mark respirou fundo e foi até a cama, para beijar a testa do outro moreno, mas este abriu os olhos, totalmente sonolento.

– Dorminhoco… Eu tenho que ir.

– Ah…

Mark abaixou rapidamente o rosto e deu um beijo nos lábios do outro, que suspirou, tentando levantar o tronco para facilitar o ato.

– Vocês querem que eu seja demitido, não é possível.

Após mais alguns beijos, Mark finalmente saiu da casa; suas energias devidamente revigoradas. O americano sentia que nada daria errado em sua vida contanto que pudesse continuar com os dois namorados e Haneul. Tendo eles três, estava tudo completo.

 


Notas Finais


Paradise - GOT7: https://www.youtube.com/watch?v=pHO4uKBpSkM
Man In a Movie - Day6: https://www.youtube.com/watch?v=Q75kRI1AEN8

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Até amanhã ;*


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