História Hey, Hands Up! - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Tags 2jae, Jinson, Markjin, Markjinson, Markson, Yugbam
Visualizações 220
Palavras 4.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Agradecemos aos 138 favoritos e a todos que comentam!!! :D

Para mais informações ou se quiserem bater um papo com as autoras,
nos sigam no Twitter: @giseledute | @isidoroka ;)

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O capitulo de hoje perde música!
Let Me - GOT7
Stop Stop it - GOT7
*Link nas notas finais
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Boa leitura :D

Capítulo 25 - Capítulo 25


Yugyeom estava preparando uma surpresa para Bambam. Por que ele estava fazendo isso? Não tinha muita certeza, mas parecia tão certo ver o loiro sorrindo, o revigorava por inteiro.

Desde que contara para o outro o seu grande segredo, as coisas pareciam mais normais entre eles. Era como se entendessem por completo. Tudo bem que algumas vezes o mais baixo vinha com alguma dúvida estranha ou com algum pedido de favor – coisas bobas, claro –, mas o moreno acabava se divertindo ajudando o amigo.

– Yug, aquele gato me arranhou! – Bambam veio em direção ao moreno, com o braço esticado, mostrando o pequeno corte do local. – Tá doendo.

Own. – Yugyeom passou a mão na parte cortada, deixando os dedos mais tempo que o necessário, e quando os retirou, não havia mais sangue, ou dor. – Prontinho.

– Estou sendo muito mimado. – O loiro sorriu enquanto ficava na ponta dos pés e dava um beijo na bochecha do outro. – Obrigado.

A divindade se viu com um calor subindo da boca do seu estômago até as bochechas. Seu rosto não demonstrou, pois ele tinha controle sobre isso, mas ele se viu pensando no que o outro causava nele. Aquilo era normal entre amigos? A amizade era tão forte e verdadeira que se possível, queria ter o loiro para si vinte e quatro horas por dia? Não sabia dizer ao certo.

– Hum… Bam, o que você vai fazer hoje à noite?

– Dormir?

– Antes de dormir. – O moreno balançou a cabeça, com um sorriso. – Tem algum plano?

– Nadica de nada.

– Então, quer sair comigo?

– Claro! Onde vamos?

– É surpresa!

– Okay… – Bambam deu um sorriso e abaixou o olhar para o chão, que parecia interessante. Mas após suspirar fundo, voltou a encarar o outro. – Alguma roupa especial que eu deva usar?

– Vista algo confortável, principalmente nos pés.

– Tudo bem. – concordou o loiro, passando a mão pelo cabelo e o acertando atrás da orelha. Ele precisava de um corte, urgente. – Te encontro aonde?

– Eu vou te buscar, sem problemas.

– Então estamos combinados. – Bambam piscou um dos olhos e o ato fez algo mexer na barriga do moreno. O que era aquilo? Uma indigestão? Divindades não tinham indigestões! – Agora me ajuda com aquele cão que adora morder todo mundo? Tenho que limpar o canteiro dele.

– Sim, sem problemas. Vamos lá.

 

 

Bambam resolveu utilizar um suéter de gola alta vermelho com listras pretas, com uma calça também preta e um calçado marrom. O loiro esperava que a roupa fosse suficiente confortável para o encontro com Yugyeom. Não sabia onde iriam, mas sabia que seria divertido.

Nos últimos dias as coisas estavam sendo maravilhosas. O moreno voltara a tratá-lo como antes quiçá estava sendo mais atenciosos e era isso que o tailandês precisava e queria. Era bom ter um amigo, principalmente pelo fato de Jackson está com dois namorados e uma menina para cuidar e isso, mesmo que o chinês não percebesse, havia tirado todo o tempo que ele tinha e Bambam acaba ficando de lado. O loiro não estava reclamando, principalmente pelo fato do amigo estar feliz, mas ele gostava de um pouco de atenção; na verdade, de muita, pois o rapaz não admitiria, mas era um tanto carente de afeto, ainda mais depois de ser convidado a se retirar da própria casa pelos pais, que não gostaram de quando ele saiu do armário.

Já estava arrumado há alguns minutos quando recebeu uma mensagem do outro, informando que havia chegado e o esperava na portaria do prédio. O tailandês se adiantou, apagando as luzes, colocando o celular em um dos bolsos da calça e a carteira em outro. Esperava que não precisasse de mais nada.

O loiro desceu as escadas rapidamente e logo avistou Yugyeom, olhando para o celular enquanto estava encostado em uma pilastra. O moreno estava todo de preto e o tailandês respirou fundo antes de se aproximar do outro. A divindade – era engraçado pensar nele dessa forma – quando o viu, guardou o aparelho no bolso do casaco e o puxou para um abraço. Aquilo foi inesperado, mas o mais baixo aproveitou para inspirar o perfume o outro; era algo cítrico e talvez tenha entrado para a lista de fragrâncias favoritas do tailandês.

– Hum… Você estava pensando nos seus pais, né? – perguntou o moreno, passando o polegar na bochecha do outro. Nossa, eles estavam próximos! – Eu sei o quão magoado você ficou por causa de tudo o que aconteceu.

– Oh… Você estava escutando? – Bambam abaixou os olhos, um pouco envergonhado. – É… bobagem. Não liga para isso…

– Você me chamou… Acho que não foi consciente, mas o pensamento veio direto para mim. – Yugyeom se afastou vagarosamente e o loiro notou que estava na ponta dos pés todo esse tempo. – Meu Pai é bom, sabe? Tudo vai se resolver, Bam.

– Se você garante, eu acredito.

Yugyeom sorriu enlaçando a mão na do outro, que sentiu um sentimento quente preencher o seu peito. O loiro tentou focar em outra coisa e não no imenso sorriso do gigante rapaz ao seu lado, mas era extremamente difícil.

Fora do condomínio, havia um carro estacionado e Bambam se viu com a boca escancarada e em completo choque quando Yugyeom apertou o botão da chave, o destravando.

– Hum… Onde vamos mesmo, Yug? – perguntou um tanto incerto o loiro, se sentindo desconfortável com a roupa que usava. – Acho… que preciso mudar de roupa.

– Qual o problema?

– Yug, isso é uma Mercedes Benz. – falou o tailandês, olhando em volta. – Esse carro é seu?

– Hã… Não? – Yugyeom pareceu em dúvida e o outro acabou enrugando a testa. – Eu aluguei.

– Mas… por quê?

– Onde vamos é um pouco longe e teletransporte lhe deixaria muito enjoado e você não aproveitaria o passeio.

– Você se teletransporta? Uau! – O jovem sorriu parecendo analisar por um momento aquela nova informação. – Como funciona?

– Por que você não entra no carro e eu te explico no caminho?

Bambam mesmo não tendo muita certeza, entrou no veículo e com cuidado colocou o cinto. O interior era todo de couro e o painel tinham tanto botões e luzes coloridas que o loiro teve certeza que se ele estivesse dirigindo, iria bater o automóvel em trinta segundos.

– Então, eu penso no local e consigo chegar lá. – afirmou o moreno, com um sorriso. – Só não te levo dessa forma, pois humanos não reagem bem a viagem muito longas.

– Digamos que… você queira ir agora … Sei lá… Na Itália comer um panetone, seria tipo piscar os olhos?

Yugyeom sorriu de lado e parou o carro de uma vez, assustando o loiro. O moreno piscou um dos olhos para o outro e desapareceu. Bambam quis gritar, mas se segurou. Por um momento pensou o que aconteceria com ele, em uma rua que ele não conhecia, em um carro daqueles que ele não sabia dirigir. Mas antes que começasse a temer mais, a divindade estava de volta, lhe esticando um saco plástico.

– Nossa, desculpa. – falou o moreno, sorrindo. – Você não parou de gritar aqui na minha mente. Não sabia que você ia se assustar.

– Desculpe…

– Não, pode gritar sempre que precisar.

– Ah… – O loiro abriu o saco e de lá retirou um pedaço de panetone embrulhado em um papel de pão. – Você realmente foi na Itália?

– Estava chovendo. – comentou Yugyeom, voltando a ligar o automóvel. – Espero que esteja saboroso.

Bambam mordeu o panetone e notou que era o mais gostoso que havia provado.

– Não acredito que você foi a Itália só para pegar um panetone. Isso não é considerado abuso de poder? – O loiro brincou, retirando um pedaço do doce e o oferecendo a Yugyeom, que abriu os lábios para receber a sobremesa sem retirar os olhos da direção.

– Acho que não… É só o que eu sou…

Os dois continuaram por mais algum tempo trocando conversas sobre o que era ou não abuso de poder celestial até que a divindade estacionou o carro diante do grande prédio que era o Aquário da cidade.

Bambam praticamente saltou de dentro do carro para olhar melhor o prédio, um sorriso imenso brincando em seus grossos lábios. Yugyeom decidiu que gostava de ver aquele sorriso e faria o possível para mantê-lo sempre ali.

Ahhhh! Eu adoro esse lugar, Yug! – comentou, voltando sua atenção para a divindade. – Mas acho que você já sabia disso, não é?

O moreno se limitou a acenar com a cabeça positivamente e depois se virou para a direção da entrada.

– Espera! Está tarde já… O prédio está... Ah…

O loiro quase se bateu tamanha sua ingenuidade. Ele acabara de ver a divindade ir à Itália buscar um pedaço de panetone, não seria nada complicado para ele entrar em um Aquário após o horário de funcionamento, não é?

– Vem, Bam. Vai ficar tudo bem. – A divindade esticou uma das mãos em direção ao loiro que prontamente a aceitou, sendo puxado para a entrada do prédio. O loiro piscou e quando se deu conta, estava no interior do aquário. Seus olhos se arregalaram em pura surpresa e Yugyeom riu da expressão do amigo. Era fofo, pois ele parecia uma criança assustada. – O que quer fazer primeiro?

– Espera… você me teletransportou para cá?!

– Tecnicamente… não é bem como chamamos…

– Como é então?

Hm… não tem um nome. É só o que fazemos, faz parte da nossa existência. Nós estamos em todos os lugares, nossa essência está em todos os lugares… Entende?

– Entendo…  Eu acho. Mas eu não estou em todos os lugares, então como eu não fiquei no mesmo lugar?

– Hum… É como que por milésimos de segundos eu tivesse aberto uma fenda no espaço-tempo e tivéssemos passado por ela.

– Cara, isso é física, não é? – O loiro percebeu que o outro balançou a cabeça positivamente. – Melhor deixar isso para lá. Não sei nem fazer dois mais dois direito.

Yugyeom riu outra vez e ainda segurando a mão de Bambam, o puxou pelo corredor pouco iluminado. Não era como se o outro não conhecesse o caminho, mas ele não ligava de ser levado pela mão, aliás até gostava do ato.

Juntos seguiram por mais alguns passos, até encontrar as primeiras paredes de vidro que escondiam do outro lado a vida marinha dos aquários. Peixes multicoloridos e outros animais de espécies diferentes se aproximaram do vidro para receber os visitantes. Eles eram atraídos pela aura da divindade, Bambam logo pode notar, pois nenhuma das vezes em que estivera ali, os animais se comportaram daquela maneira.

– Ah, que lindo! Oi, senhor peixe! Oi, oi… – O loiro passou a cumprimentar os que se aproximavam, sorrindo e acenando com a mão livre.

Bambam parecia encantado com todos aqueles animais lhe dando atenção. Sabia que estavam atraídos pelo criador deles – ou filho do criador –, mas eram tão lindos. Principalmente quando as luzes do local foram mudando gradativamente, causando arrepios na pele do loiro. Era mágico e o outro sabia que ele gostava daquilo tudo.

O tailandês se viu pensando no porquê daquilo. Era um encontro de amigos, mas não parecia. O quão errado era pensar em uma divindade daquela maneira? Ele seria enviado para o Inferno? Provavelmente, mas era tão difícil não querer algo a mais. Yugyeom estava estragando todos os homens do mundo aos olhos de Bambam e isso era uma droga. No caso ele era literalmente uma divindade, como os mortais poderiam competir?

Em uma parte separada do aquário, tinham as tartarugas marinhas e assim que Yugyeom deu as caras, as cinco do local vieram recepcioná-lo. Bambam quis chorar. Era bobo e ele sabia disso, mas todos os animais eram tão perfeitos.

– Eles te amam. – afirmou o moreno, apertando a mão do outro. – Os animais amam todos que os querem bem.

– Como eles sabem disso?

– Bam, sua aura brilha… Você é puro.

Puro? Seria isso possível? Nem seus próprios pais o queriam por perto, como ele poderia ser puro? Um demônio o possuíra a alguns dias atrás. Puro? Ele duvidava. As lágrimas que o loiro estava tentando segurar, acabaram rolando lentamente por suas bochechas. Yugyeom tomou a iniciativa e as limpou com a ajuda do polegar, um sorriso simples em sua face. Ele tinha certeza da pureza de Bambam assim como os animais do aquário.

– Nossa, eu sou uma companhia tão ruim que você está chorando?

Bambam riu um pouco alto, tentando fungar e parar com o choro. Aquilo tudo estava ruim e nem pela divindade ele poderia interceder, pois Yugyeom escutaria o que ele estava pensando. 

– Vem… vamos levar você a outro lugar.

A divindade apertou levemente a mão de Bambam e o puxou pelo corredor outra vez. Eles seguiram pelo grande aquário, os animais em sua maioria os seguindo até onde conseguiam observá-los pelo vidro.

Como esperado, trancas não seguram a divindade e em pouco tempo eles estavam em uma área que o loiro tinha certeza que nenhum visitante deveria ter acesso. Fazia muito mais frio naquele setor do que nos outros que eles já haviam estado e tudo era coberto de branco para lembrar o habitat natural dos seres que ali viviam.

– Espera aqui, Bam. – A divindade pediu e saiu pela mesma porta pelo qual os dois entraram.

Bambam aproveitou a oportunidade para entrar e ir um pouco mais na área dos pinguins. Seus pés faziam um barulho engraçado conforme a neve era amassada debaixo de seus sapatos e ele se divertia com sua respiração condensada no ambiente gelado.

Os animais, uns dez pelo o que ele pode contar rapidamente, o olhavam com curiosidade e ameaçavam se aproximar mas tinham medo e ele sorriu se abaixando e abraçando as próprias pernas enquanto os observava e esperava o retorno de Yugyeom. Os pinguins eram fofos e ele estava morrendo de vontade abraçar e levá-los para casa, mas não podia, óbvio.

– Pronto.

Yugyeom retornara com um balde de metal repleto de sardinhas para alimentar os animais. Não que eles precisassem, afinal eles se aproximaram assim que sentiram a presença da divindade, ainda bastante cautelosos, mas o moreno imaginou que seria mais divertido alimentá-los um pouco.

Os pinguins fizeram uma roda em volta do loiro quando Yugyeom lhe entregou o balde verde cheio de sardinhas. Bambam levantou as mangas do suéter e pegou um dos peixes na mão. Por um momento ficou com medo de ser bicado, mas o primeiro animal que se aproximou puxou somente o alimento, o engolindo em seguida.

– Ah amiguinho… Você gostou? – A ave ainda ficou insistindo por mais, mas o loiro deu o peixe para um outro pinguim. – Desculpa, tenho que alimentar todos igualmente.

Yugyeom observava a cena com um sorriso nos lábios. Por que ele se sentia tão feliz em ver o outro alegre? O moreno não entendia muito bem sobre sentimentos humanos, mesmo sabendo que divindades sentiam a maioria das coisas, inclusive paixão e amor, por isso algumas selavam um laço eterno de permanecerem juntos, mas ele nunca havia sentido aquilo. O mais alto suspirou audivelmente, sabendo que Jungkook compreenderia melhor toda aquela situação.

Bambam acariciou igualmente todos os pinguins e quando estes já não queriam mais comer, resolveram retornar para o local onde dormiam. O loiro sorriu satisfeito com a cena e acenou mais um pouco, voltando então sua atenção a divindade que o observava.

– Isso foi a coisa mais legal que eu já fiz na vida! Eu nem sei como agradecer, Yug.

– Não precisa; não foi nada demais. – afirmou o moreno, pegando o balde da mão do outro, que logo colocou as mãos atrás do corpo e sorriu, propositalmente mostrando os dentes. – Fico feliz por poder fazer algo por você.

– Não é nada demais para você que é, literalmente, um ser celestial. Para mim é muita coisa. – O loiro riu baixinho e esticando as mãos na direção do mais alto. – Só que agora minhas mãos estão fedendo a peixe. – Ele ameaçou tocar no amigo, mas este se esquivou e então os dois começaram a correr um atrás do outro. – Yugyeom! Você está com nojinho das minhas mãos?!

Os dois continuaram correndo até o loiro escorregar no gelo e cair sentado no chão, com um baque surdo. A divindade quase gritou de desespero. Ele deveria ter previsto aquilo! Yugyeom se aproximou às pressas do outro, que a essa altura estava deitado no gelo, abraçando o próprio tronco enquanto ria da própria queda.

– Bam, você se machucou? – perguntou Yugyeom, passando a mãos pelos braços do outro. – Onde dói?

– Meu orgulho… Só ele que está ferido.

– Idiota…

– A culpa é sua! Você não deveria impedir isso de acontecer? – O loiro brincou, estapeando o braço do mais alto, ainda rindo da situação. – Agora preciso de ajuda para levantar.

O moreno colocou os braços em volta do outro que quando percebeu estava sendo erguido com tanta facilidade questionou a si mesmo se estava comendo pouco. Institivamente, Bambam colocou as mãos enlaçadas no pescoço do mais alto, enquanto sentia um dos braços de Yugyeom nas suas costas, já o outro estava na curva das pernas. O tailandês se viu pensando se aquilo era um teste dos céus para descobrirem por quanto tempo ele resistia antes de surtar.

Yugyeom notou o loiro olhar por um momento para o chão, provavelmente vendo a altura que estava e depois encará-lo. A divindade se viu engolindo em seco quando notou a proximidade de seus rostos. Ele conseguia notar  o tom castanho escuro dos olhos de Bambam, seu nariz arrebitado e seus lábios grossos perfeitamente desenhados. Céus, ele devia estar ficando louco, mas nunca antes pensou que uma boca poderia ser tão macia ou suculenta. A divindade se viu com dificuldades em continuar encarando os olhos do tailandês tendo os lábios do outro tão convidativos assim, principalmente quando o mesmo os umedeceu com a ponta da língua de maneira nervosa, antes de capturar o inferior por entre os dentes.

– Yug… – Bambam o chamou, o obrigando a encará-lo nos olhos, de maneira assustada. O silêncio era constrangedor e a divindade pode notar assim que saiu de seu torpor.

Ãn… desculpa, desculpa. – proferiu, colocando o loiro no chão, que prontamente abanou a cabeça, batendo nas próprias roupas para se livrar do excesso de gelo e disfarçar o momento de pura tensão.

– Eu… estou com fome… que tal ir comer pizza?

– Na Itália?

Bambam sorriu abertamente para a brincadeira, dando um leve tapinha no braço do outro.

– Seu pai vai me matar se eu continuar abusando de você assim… – O loiro seguia atrás do mais alto e por um momento percebeu que suas mãos e roupas não estavam mais cheirando a peixe. – Vai me mandar para o Inferno.

– Meus pais são legais, tá? – Yugyeom capturou novamente a mão do mais baixo, que enlaçou os dedos sem dificuldade. – Mas… Não pretendo apresentá-los a você tão cedo.

Ahhh, agradeço a consideração. 

Yugyeom seguiu para o carro, com Bambam ao seu lado. Logo estavam dentro do veículo e seguindo para o apartamento do loiro. Em poucos minutos, o moreno estacionou o carro, mas o mais baixo estranhou o fato de não ser o mesmo porteiro de sempre. De repente, o mais novo resolveu constatar que horas eram e para a sua surpresa, passavam das onze da noite.

– Yug… Está tarde. – constatou com um sussurro, parecendo apavorado com a constatação. – Amanhã eu tenho que buscar Haneul cedo.

– Bam, eu posso te dar o sono mais tranquilo do mundo, não se preocupe.

– Mas… não ficarei cansado?

A divindade riu, puxando o outro para um abraço de lado e antes que pudesse pensar em outra coisa, eles estavam dentro do apartamento de Bambam.

– Nós poderíamos ter subido pelas escadas, né? – Bambam se sentiu um tanto tonto e acabou apoiando a mão no peitoral do outro. – Seu exagerado.

– Comigo é tudo ou nada. – Yugyeom não costumava mentir, mas talvez a afirmação não fosse tão errônea assim. – Vou preparar a melhor pizza que você já provou.

– Você cozinha?

– Bam, eu sou uma divindade.

– Mas você pode… sei lá, imaginar uma na sua mão, não é? – O moreno ponderou por um momento e balançou a cabeça afirmativamente. – Então, fazer uma é meio extra.

– Irei fazer mesmo assim.

E fez. Yugyeom utilizou dos ingredientes do local e o outro, mesmo com sono, estava valendo-se da situação.

Bambam encarava o moreno trabalhar a massa e o recheio com os cotovelos no balcão e o queixo apoiado nas mãos. O loiro aproveitou o tempo para observar cada detalhe no homem à sua frente. O corpo da divindade era bem distribuído, de fato. Alto, braços e pernas longas que aparentavam força, mesmo que seus músculos não fossem tão assim marcados. O cabelo de Yugyeom era escuro com algumas mechas azuladas quando na luz certa. Os olhos estreitos como os de um gato e a pinta que o outro possuía debaixo de um dos olhos chamavam a atenção ao mesmo tempo que era um charme a mais e o tailandês se viu pensando que a divindade havia escolhido um belo corpo para descer a terra.

O cuidador de cão observou um sorriso maroto aparecer nos lábios finos de Yugyeom e logo percebeu que ele estava lendo seus pensamentos. Céus! Ele quis morrer de vergonha.

– Sai da minha cabeça, Yugyeom! – Bambam balançou as mãos, envergonhado. – Ah! Que vergonha! Dá tempo de voltar lá no aquário e me jogar no tanque dos tubarões?

– Eles não iriam chegar perto de você, Bam. – O moreno balançou os ombros. – Eu mando neles.

– Quem é o Sharkboy perto de você, hn?

– É sério que você me comparou com um personagem feito pelo Taylor Lautner quando feto?!

– Depois ele ficou malhadão, não é? Então, parece você.

– Eu mesmo, Jacob Black.

– Sempre gostei mais do Jacob que do Edward.

– Você disse que não gostava tanto assim de lobisomens.

– Jacob não é um lobisomem, ele é um transmorfo

– Bam… É isso mesmo? Você é fã de Twilight? – O moreno riu e o outro revirou os olhos. – E ainda mentiu para mim que estou vendo na sua mente que você era Team Edward!

– Sai da minha cabeça! – O loiro riu, apertando os ouvidos com as mãos como se pudesse impedir o outro de ler seus pensamentos. – E isso é mentira! Eu sempre fui Team Jacob! Edward pode chupar meu ovo esquerdo!

Yugyeom parou de sorrir e pareceu extremamente sem graça com a piada. Bambam notou a mudança drástica de atitude e se arrependeu da brincadeira.

– Desculpa, Yug…

O moreno balançou a cabeça rapidamente e se virou, sovando a massa. O tailandês não sabia o que fazer. O que tinha acontecido? A piada foi ofensiva à divindade, claro! O que ele estava pensando? Claro que seria. Eles eram seres puros e o loiro falando uma coisa daquelas. Okay, ele iria para o Inferno.

– Para de pensar que vai para o Inferno, Bam. – Yugyeom voltou a encarar o outro, com um sorriso. – Divindades fazem sexo, tá?

– Oh…

– Mas eu não. – O moreno utilizou um rolo de massa, que o loiro notou não existir na sua cozinha, e esticou a massa sobre o balcão, após jogar um pouco de farinha. – Hum… Eu sou assexual.

– Ah! Oh! Me desculpe, Yug… Eu não fazia ideia.

– Tudo bem. Sei que não foi por mal. – Yugyeom pareceu gostar do resultado da massa e sorriu. – Sim, Bam… Temos orientação sexual.

– Cara, vou começar a cobrar aluguel pelo espaço na minha cabeça. – O loiro mostrou a língua e a divindade fez o que sempre fazia, sorriu.

Longos minutos depois a pizza estava pronta. Bambam arrumou a mesa de centro da sala e colocou alguma comédia besteirol na Netflix e os dois se arrumaram no sofá para comer e assistir.

Os dois se divertiram pelo resto da noite e Yugyeom acabou adormecendo no sofá em algum momento.

– Acho que até mesmo as divindades dormem. – Bambam aproveitou que o outro dormia e começou a passar os dedos entre as mechas morenas. – Você confia mesmo em mim, né? Abaixando sua guarda desse jeito…

Yugyeom se remexeu no sofá e pareceu relaxar ainda mais no sono. O tailandês soltou um suspiro alto, por um momento deixando de pensar no outro como uma divindade e o imaginando como um humano comum, um simples amigo que dormia em um local desconfortável. Como seriam as coisas? Eles não teriam um encontro em um aquário ou se transportariam de um local para o outro em segundos, mas ainda teriam noites assim, com pizza e um filme. Seria bom; na verdade, parecia um ótimo cenário. Mas, infelizmente, o cara respirando baixinho era muita areia para o caminhão de Bambam.

– Yug, como você quer que eu me apaixone por Jackson quando você tá aqui? – O loiro ainda perpassava os dedos no cabelo do outro. – Seu bobinho… Seu tiro saiu pela culatra, pois meu coração já é seu.

– Hum… Bam, também gosto de você.

Bambam se assustou, quase pulando do sofá ao pensar que o outro havia escutado tudo, mas a divindade ainda estava dormindo e o loiro soltou um som engraçado pelo nariz, notando que o outro falava durante o sono. Ah, era definitivo; estava apaixonado.

– O sorriso dele… Ah. – O loiro ao ouvir o outro, instintivamente sorriu ainda mais abertamente. – Pai… Pai.

Shiiii, Yug… – Yugyeom pareceu se agitar e o mais baixo notou que a testa dele estava formando rugas entre os olhos. – Yug…

A divindade relaxou e novamente se mexeu, apoiando a cabeça no encosto do sofá.

– Boa noite, meu Yug.

O tailandês se encolheu no lugar, ainda com a mão na cabeça do outro, que não mais sacolejou durante a noite. Poucos minutos depois, o loiro adormeceu no lugar e mesmo sem uma colcha, se sentiu aquecido durante as horas que permaneceu no sofá.

De manhã, quando Yugyeom acordou, Bambam dormia tranquilamente no seu peitoral e o moreno percebeu que não teria dificuldade de se acostumar com aquela visão se ela voltasse a se repetir. 


Notas Finais


Let Me - GOT7: https://www.youtube.com/watch?v=KpKgbWkKcfo
Stop Stop it - GOT7: https://www.youtube.com/watch?v=g-tti9a0U4M

Ps.: Amanhã tenho médico, então postarei de manhã; se algo acontecerá, posto à noite, okay? ;)

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Por favor, deixem comentários com as suas opiniões; amamos lê-los.
Até amanhã ;*


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