História Hey You - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias NCT 127, NCT U
Personagens Doyoung, Jaehyun, Taeyong
Tags 4freakyteam, Jaeyong, Nct, Otp, Taejae
Exibições 90
Palavras 2.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oe Oe
Cheguei mais cedo, e por motivos de "Vocês fizeram eu quase chorar com os comentários e favoritos no ultimo capítulo", estou aqui \o/
Sério gente < 3 Cês são demais
É isso? É isso. Então vamos lá...

Capítulo 3 - I need no sympathy


Fanfic / Fanfiction Hey You - Capítulo 3 - I need no sympathy

Estava sendo uma semana difícil pra mim. Não que as outras houvessem sido muito fáceis, cheias de festa e diversão, mas aquela em específico parecia ter exigindo mais do que o usual das minhas forças para continuá-la. Com a mente cheia pelo número de coisas que se acumulavam, sem eu conseguir completar nenhuma, minhas ideias estava muito longe, em uma boate escura e convenientemente pouco movimentada, talvez.

A cada vez que meu nome era dito, aquele "Não gostou daqui, Jaehyun?" retornava, tomando todo o espaço no meu consciente e obrigando-me a parar o que fazia para tentar esquecer aquilo. Um erro no sistema, obviamente, mas que havia me assombrado como um pesadelo desde que acordei naquela cadeira rígida na sala branca.

Lembro que minhas mãos tremiam, mesmo que fechadas em punho, quando sai da sala. A atendente vinha depois de mim, deixando os aparelhos ligados lá dentro enquanto mapeavam minha simulação buscando melhorar o produto. Ela falou pouco depois que abri os olhos, retirando o Drop Vision do meu pescoço, silenciosa e indicando a porta enquanto eu ainda tentava fazer meu corpo entender toda a adrenalina que passava por ele.

Confesso que tive medo de olhar para baixo e ver uma ereção formada por debaixo da roupa, tamanha a sensação das mãos do loiro ainda no meu corpo. Porém quando saia da sala branca, estando a recepcionista atrás de mim, ocupada fechando a porta, olhei rapidamente para minha parte íntima, respirando aliviado por, ao menos aquela parte do meu corpo, não haver notado as consequências do simulador no mundo real.

Depois de trancar a sala e pôr a chave no bolso do jaleco, a moça foi até a bancada e me devolveu meus objetos. Havia pedido que os deixasse lá por motivos de segurança. Motivos esses que a fizeram me amarrar como um psicopata minutos depois, fazendo até agora meus pulsos doerem, como se a pressão do couro ainda estivesse ali.

Junto ao casaco e a mochila que tinha deixado lá, ela me deu um livro fino e encadernado, tão semelhante aos que usava na escola que, se não houvesse me dito o que era, acharia ser meu.

— Senhor Jung, essa é a ficha de voluntário — falou ela me estendendo o maço de papéis. — Algumas informações sobre suas opiniões são necessárias, então pedimos que preencha o questionário e o devolva aqui na semana seguinte.

— É tão longo assim? — indaguei, preocupado com a pressão de vir ali novamente.

— Algumas das respostas só podem ser dadas após certo tempo da experiência. Seja sincero nelas, senhor.

Tentei a encarar, buscando em sua expressão certa compreensão com minha rotina de estudante e talvez até uma forma de entregar a ficha respondida logo agora, ignorando o regulamento. Eu gostava de regras. Admirava como elas deixavam o mundo uma linha firme e previsível, mas naquele instante tudo o que queria era nunca mais ver a logomarca do Drop Vision.

Era assustador ter presenciado algo tão real, mas nunca ter vivido de fato aquele momento. Mais aterrorizante ainda era notar que graças a sua ajuda, não seria somente você a ter aquela sensação de querer voltar para um mundo que não existia.

Os olhos da atendente não procuram os meus, mesmo comigo buscando em seu olhar sensibilidade e tentando fazê-la retribuir o voto de confiança que havia lhe dado. Desisti após as suas feições começarem a ficar desfocadas no meu ponto de vista. Era como se, quanto mais esforçada fosse minha visão para ver um ponto específico, no caso o rosto da jovem, meus olhos enxergassem uma imagem nublada e confusa, como se sua pele mudasse para pequenos pixels por alguns poucos segundos.

Devo ter me acostumado com o ambiente escuro e digital, agora sofrendo ao lidar com a luz, foi o motivo que encontrei para explicar.

Deixei o lugar com a papelada ainda nas mãos, mas sem olhar nem a capa. A partir daquele dia me restariam mais seis para fingir que nunca havia estado ali.

Pela primeira vez, queria deixar para responder um trabalho na última hora.

 

X x X

 

Qual sua cor favorita?

Eu definitivamente não sabia.

Não a resposta pra essa pergunta. Essa eu conhecia, e era vermelho. O que me faltava entender era o porquê daquela pergunta. No que ela influenciaria na execução da experiência?

Se minha resposta fosse laranja, os avatares da minha simulação teriam vestido todos essa cor? Espero que não.

— Próxima — disse com a caneta entre os dentes, enquanto virava a folha.

O ônibus tinha poucas pessoas, a maioria acomodada nos bancos traseiros. Então havia sentado nos acentos mais a frente, afastando-me dos outros passageiros entediados em seus percursos. A cadeira junto a minha estava vazia, por isso não me preocupei em retirar a ficha de voluntário e falar sozinho ao responder às inúmeras perguntas, com muitas sem lógica para estarem ali.

O balanço do transporte fazia minha caligrafia tremer em alguns pontos, mas não era como se eu estivesse me dedicando naquilo. Com uma semana dentro da minha mochila, sempre muito cheia, o encadernado tinha as pontas das folhas viradas em vários ângulos desencontrados.

Sentiu algum desconforto físico após o uso do Drop Vision?

Aquela era uma das perguntas que só poderiam ser respondidas com o passar dos dias. Se questionado na noite que usei a espécie de coleira a qual se assemelhava o aparelho, diria estar relativamente normal.

Agora, com o tempo tendo feito seu papel, respondi que sentia o corpo lento, como se ainda não houvesse se adaptado ao mundo real. Ao pegar algo, sentia minhas mãos demorando a encontrar o objeto, em uma sensação similar a de câmera lenta. Além disso, meus pulsos doíam no ponto em que as fivelas foram postas, mas já não sendo de tanto incômodo, apenas uma lembrança constante.

E desconforto psicológico? (Se sim, os coloque em ordem de importância)

Me achava tão mudado depois do teste que o mais difícil naquela interrogação era encontrar linhas o suficiente para escrever. Acho que deveria começar pela constante sensação de ser observado, ou será que vontade de sair dessa realidade viria primeiro?

Optei por nem citar esse desejo. Seria estranho entregar a ficha nessa tarde nas mãos de um desconhecido com tal segredo escrito pelo meu próprio punho. Afinal, o que se passaria pela mente do leitor ao imaginar o motivo dessa vontade?

Eles saberiam o que aconteceu na simulação?

Na primeira noite, após a experiência, não consegui dormir. A cada vez que fechava os olhos na escuridão do quarto, via o garoto loiro e anônimo, surpreso como minha memória ainda guardava com tanta veracidade a lembrança dos toques dele no meu corpo.

Foi algo inegavelmente físico, mas existia também um certo fator de ligação entre nós dois ali. Eu tinha o escolhido por seu exterior, pensando que seria o meu. Porém, quando vi ele do meu lado naquele sofá, soube de imediato que nunca poderia me assemelhar ao jovem com toda sua presença, ficando logo atraído, e assumo que excitado também.

E cada ato que ele havia feito junto a mim parecia totalmente condizente com sua aparência. Algo que uma pessoa expressa por seu visual e cumpre no seu agir. Um agir intrigante para uma aparência de mistério.

Naquele instante, meu ponto de parada chegou, a fachada do prédio de ensino passando veloz pela janela. Sai apressado, com a pasta na curva do braço e os livros grossos da escola saltando pra fora da bolsa aberta, enquanto ainda inclinava a cabeça me desculpando com o motorista e também o agradecendo por ter parado após meu pedido.

 

X x X

 

Doyoung era um cara legal. Com toda aquela aparência chamativa, de cabelos laranjas e risada extravagante, parecíamos completos opostos quando juntos.

Mesmo com nossas diferenças, poderia falar que Doyoung era o melhor tipo de amigo que alguém introspectivo como eu poderia ter. Entre as suas muitas tentativas de me socializar, fingia não perceber que, quando estávamos junto a um grupo maior de pessoas, eu me encolhia, minguando até o instante que saia sem ninguém notar.

Não é mesmo, Jaehyun? — Ele costumava dizer em momentos aleatórios da conversa, buscando me integrar na discussão. Outro dos métodos era segurar discretamente a alça da minha mochila, para que não escapasse entre algum espaço vago na roda de estudantes.

Queria ter ficado com raiva dele durante a semana que havia passado, e, mesmo não conseguindo, passei a ignorá-lo quando me dirigia a palavra. Se tivesse que culpar alguém pela confusão que me consumia após aquele experimento, seria Doyoung. Porém era difícil formar rancor, visto que ele parecia não recordar ao menos que tinha me indicado o endereço da clínica.

— Sinto estar no primeiro colegial com você fingindo não me ouvir — falou ele, encontrando comigo logo quando entrei no prédio.

Parecia ter me esperado ali, e, ignorando os seus esforços para iniciar uma conversa, acelerei o passo enquanto fechava a mochila, ainda aberta após eu ter descido do ônibus. Com uma mão no zíper e a outra segurando o casaco junto a ficha do Drop Vision, tentava completar a ação e ignorar Doyoung ao mesmo tempo. Ele pareceu bastante decidido, continuando a indagar o que havia feito de errado mesmo naquela marcha apressada na qual me seguia.

Já estávamos na escada, com Doyoung subindo dois degraus a cada passo para seguir meu ritmo, quando deixei o encadernado cair. O documento mal tocou o chão e as mãos do ruivo o alcançaram de imediato. Reflexo ou curiosidade?

Quando virei para Doyoung, uma frase era gritada na minha cabeça, apesar de tentar permanecer com a expressão contida.

Só peço que não abra. Por favor, não abra.

— Que bom que você foi — disse Doyoung, sorrindo e devolvendo a ficha. Sua vista passou breves segundos sobre a capa na qual havia o emblema do simulador.

— Que bom? Você não pode estar falando sério — tomei agressivo os papéis de sua mão. — Você sabe pro problema que me mandou?

Doyoung pareceu ponderar, abaixando a cabeça e passando os dedos pelo cabelo naquela sua mania de sempre o arrumar.

— Pode soar babaca, e sabe que não é a minha intenção — disse o ruivo, quase se atrapalhando nas últimas palavras. — Mas você parece bem nerd. Pensava que gostaria de testar um jogo novo.

Coloquei a mão livre sobre os olhos, tentando me estabilizar e expressar minhas palavras sem soar tão rude, pois definitivamente o outro não sabia o que de fato era o jogo.

— Onde recebeu aquele endereço?

— No caminho pra cá. O funcionário que entregou queria que eu fizesse o teste na hora, mas estava apressado pra aula — Doyoung falava com o olhar vago, buscando em sua mente as lembranças. — Parecia de confiança e, quando vim pelo caminho lendo o informativo, achei que você curtiria mais que eu. Então, assim que pude, te falei pra ir.

Me lembrava do momento. Aqui, nessa mesma escada, ele havia me alcançado no final da aula. Tinha posto a metade de uma folha na minha mão, na qual só depois consegui identificar nos rabiscos uma rua e um número. As palavras que tinha me dito já nem conseguia lembrar com exatidão, mas recordo que ele as fez parecer relativas a algo urgente.

— E por que me fez achar tão importante? Com tantas pessoas por aí era fácil os testes já terem se esgotado.

Um sorriso começava nascer no meu rosto. Doyoung não pensou no meu mal ao indicar o local. Estava apenas sendo o bom amigo que era comigo e, apesar de não ter sua bondade valorizada, explicou a situação e parecia até preocupado em como aquilo poderia ter me ofendido.

— O cara da clínica disse que estavam procurando mais os jovens agora. E claro que é importante, Jaehyun. Você precisa socializar.

— Falar com um atendente não é bem socializar — disse abrindo mais o sorriso, enquanto retirava a bolsa do ombro para guardar a ficha de voluntário.

— Claro — Doyoung agora ria comigo, esquecido totalmente da minha infantilidade dos últimos dias. -— Espera. Vi no panfleto, deve ter aqui também.

Ele pegou de volta o encadernado das minhas mãos, fazendo-me ficar apreensivo no mesmo instante. Virava a ficha para a capa e para a folha das costas, mas ainda sem abrir o documento. Depois dele repetir esse movimento várias vezes, eu já descia os degraus que nos separavam, buscando com certo desespero tirar aquilo de sua posse.

— Achei! Aqui — comemorou, colocando o dedo sobre uma parte especifica da última folha. — Tem que chegar mais perto. As letras são muito pequenas.

Doyoung trouxe a ficha para próximo do meu rosto e, mesmo com aquela distância mínima entre a folha e meus olhos, mal conseguia ler as letrinhas no rodapé da página.

 Jogo multiplayer.

Compatível com todos os consoles de realidade aumentada disponíveis.

Todos os direito reservados a Drop Vision S/A 

— Multiplayer quer dizer que tinha mais alguém jogando com você, não é? — perguntou Doyoung inocentemente.


Notas Finais


E ai? Muito obvio?
Se a resposta for sim, saiba que aqui não trabalhamos com esse tipo de história (não nessa XD)
Se você chegou até aqui, obrigada pelo seu voto de confiança em Hey You < 3
Até a próxima o/ #AProcuraDeUmComeback


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