História Hey, you have my baby! - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Black Pink, EXO, Monsta X, TWICE
Personagens Baekhyun, G-Dragon, Jisoo, Mina, Personagens Originais, Suga, V, Won Ho
Tags Bangtan Boys, Beyond The Scene, Bts, Comedia, Fantasia, Kim Taehyung, Monsta X, Romance, Tae, Taehyung, Yoongi, Yssschr_
Visualizações 838
Palavras 3.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou mais uma vez aqui.

Como muitos viram ontem, infelizmente Hey, you have my baby! foi excluída pelo spirit e eu realmente fiquei mal por isso.

Mas apesar de que recomeçar do início outra vez seja bastante doloroso e triste para mim - depois do tanto que a fic havia crescido -, eu vou repostar por vocês, leitores. ♡

Como eu já havia postado 8 capítulos, eu vou tentar reescrever algumas partes e mudar algumas coisas ao decorrer dos capítulos, como diálogos, pra que vocês possam reler como se fosse algo basicamente novo! Enfim, obrigada a todos que continuarão acompanhando.

Capítulo 1 - Prólogo - Repost


Fanfic / Fanfiction Hey, you have my baby! - Capítulo 1 - Prólogo - Repost

 Finalmente eu estava vivendo minhas vinte primaveras!

Fazia mais ou menos uma semana que completei meus tão esperados 20 anos de idade! A idade em que tudo supostamente deveria ser perfeito, pelo menos era o que eu sonhava aos 7 anos. 

Até que fim eu ia poder sentir o cheirinho de café todas as manhãs, ser livre para fazer o que quero e poder enfim ser independente, como sempre quis. 

Ah, o cheirinho de café... Tudo tornou-se exatamente como eu queria; me mudei para Seul, moro sozinha na casa que comprei com meu próprio dinheiro, trabalho como secretária executiva de um dos maiores conglomerados da Coreia do Sul e, de quebra, meu chefe ainda é o melhor amigo do idol famoso o qual sou fã ja faz 4 anos, ou seja, vejo ele quase toda semana!

Perfeito, né? 

É, eu sei, eu sei. Digamos que eu possa me vangloriar por viver uma vida quase que perfeita, tirando alguns mínimos detalhes - como por exemplo meu chefe ser a própria encarnação do Satanás em forma de homem ou a minha melhor amiga fazer macumbas e simpatias para eu ter um namorado -, mas nada que não possamos ignorar com uma boa xícara de chá.

Para ser sincera, eu sou uma pessoa hesitante na maior parte do tempo, as vezes desastrada, um tanto impulsiva, impaciente e orgulhosa. Sou bem séria quando devo ser, até costumam me chamar de careta. Sabe aquelas pessoas certinhas só que de pavio curto e que odeia levar desaforo para casa? Então, essa sou eu, mas, acabo sempre abaixando a cabeça para certas pessoas por causa do meu enorme senso de responsabilidade, deixando meu orgulho de lado muitas vezes pelo bem maior do meu trabalho. Um sacrifício que faço sempre quando necessário mesmo que me machuque.

Diga-se de passagem, minha vida é bem tranquila. 

Não sou muito de reclamar, então na maior parte do tempo eu passo assim, sorrindo como agora e prestando atenção nos mínimos detalhes ao meu redor, como a ahjumma fechando a loja de conveniências tarde outra vez, ou o rapaz trocando as flores que deixa todos os dias na porta da casa da garota que gosta - mesmo que ela jogue fora no outro dia - , e até mesmo as poucas estrelas que ainda conseguiam aparecer nesse céu coberto por nuvens escuras.

Levantei o rosto para o céu nublado e fechei os olhos, sorrindo minimamente ao sentir o cheirinho da chuva que viria a qualquer momento, e a brisa fria soprar meus cabelos; suspirei e abri os olhos novamente, mirando o céu e empurrando com meu dedo mindinho o óculos que insistia em escorregar pelo meu nariz.

Finalmente meu expediente na empresa havia acabado e eu já estava voltando para casa, porém, claro, que meu trabalho nunca termina e temo que daqui a pouco Yoongi me ligue para me encher de papeladas outra vez ou simplesmente para se gabar da beleza que tem ou do quanto é rico, como sempre faz.

É o mínimo que se pode esperar do chefe rabugento e nada modesto, né?

" Ou talvez ele fosse reclamar pela milésima vez sobre o fato de eu odiar dirigir carros ou sobre eu não falar palavrões? ", pensei quase em voz alta, fazendo um bico para o céu e segurando na alça de minha bolsa, enquanto dava passos quase que lentos naquela viela pouco iluminada.

Cortando meus pensamentos aleatórios, senti uma gota d'água gelada em minha bochecha e sorri novamente, estendendo a palma da mão e suspirando, como naquelas cenas clichês de dorama que ficam em câmera lenta com uma melodia suave e alegre de fundo...

Isso até eu sentir outras gotas e desmanchar completamente meu sorriso, arregalando os olhos e logo procurando por um lugar para onde eu pudesse correr primeiro.

Havia um Café perto dali com vários guarda-sóis coloridos na entrada, então, para onde acham que eu corri?! Isso mesmo! Para debaixo de um viaduto inativado no qual a luz do poste estava falhando e a qualquer momento poderia aparecer um psicopata assassino. Parabéns, Yoo Somi, parabéns viu!

Respirei fundo, indo me abrigar ali mesmo e observando a fina chuva aumentar gradativamente.

Enquanto esperava a chuva - que por sinal parecia infinita - acabar, me agachei apoiando o queixo nos joelhos e estendendo a palma da mão outra vez, deixando que a água fria escorresse por entre meus dedos. Foi aí que comecei a me sentir inquieta... Sabe quando você tem aquela sensação esquisita de que alguém está te observando? Sei lá, quando tem olhares sobre você mesmo não tendo?

Um aroma amadeirado se espalhou no ar do nada e a fragrância era tão deliciosa e tão próxima que me sentia embriagada. Ou seja, havia algo de muito errado ali... Inclinei a cabeça e franzi a testa; o aroma parecia ficar cada vez mais e mais forte, como se estivesse se aproximando de mim.

Respirei o mais fundo que podia ao mesmo tempo em que virei meu rosto para o lado, logo arregalando os olhos e dando um grito tão agudo, mas tão agudo, que a única coisa que senti naquele momento foi minha garganta secar - ah, e meu coração passeando pelo meu esôfago. 

Um homem se mantinha agachado ao meu lado, com um sorriso brilhante e... quadrado? Era estranho, um estranho fofo. Seus cabelos castanhos estavam meramente bagunçados, suas bochechas levemente rosadas e as roupas marcadas pelas gotas de chuva. Levei a mão até o coração e inspirei e expirei algumas vezes, tentando controlar minha respiração descompassada pelo susto.

- Q-Quem é vo-você?!  - Perguntei, gaguejando um pouco. - H-Há quanto tempo você tá parado aí? 

Ele estava me encarando e acenando com a mão desde o momento em que eu me virei, o que era um tanto quanto... bizarro? É, extremamente bizarro. As roupas bem "nada a ver", amassadas, um pouco sujas, e a sua falta de senso de moda eram o suficiente para deduzir o quanto ele era uma pessoa relaxada.

- Não muito. - Ele deu uma risadinha fofa, o que contrastou completamente com sua voz rouca, me deixando um pouco confusa. Ele parecia como uma criança inocente, seu olhar tinha um brilho indecifrável e por algum motivo me senti presa à ele. O homem voltou a abrir o sorriso quadrado e me encarou em silêncio por alguns longos segundos. Franzi a testa e forcei um riso simpático, virando o rosto para o outro lado.

Ele por acaso era maluco? Ou talvez tenha fugido de um hospício...? Ah, já sei! Pelas roupas e pelo cabelo desgrenhado, com certeza era um mendigo!

É, devia ser isso. Dei de ombros e voltei a pôr a mão na chuva fina, a qual já estava diminuindo consideravelmente. Entretanto, parecia que o olhar alheio permanecia sobre mim, me deixando receosa. Virei o rosto lentamente para o lado e arregalei os olhos, caindo de bunda no chão ao ver o mendigo acenando de novo com o mesmo sorriso de antes e eu juro, EU JURO, que parecia que ele não tinha movido um músculo sequer! Acho que ele nem mesmo piscou!

Ahh! Como eu pude esquecer disso?! Pff... Era mais que óbvio, só tinha um motivo para ele insistir em estar ali daquele jeito, e pelo visto, ele parecia bem necessitado. Forcei um sorriso e levei a mão até minha bolsa, me levantando do chão.

- Olha, eu sei que a vida parece difícil ás vezes, mas tudo vai melhorar um dia, viu? - Dei um tapinha fraco em seu ombro e sorri, balançando a cabeça positivamente. - Não faça besteiras, seja forte, tente arrumar um emprego e boa sorte! Aqui, toma... fighting! - Fechei os punhos e o encorajei, esticando o braço em seguida e colocando as moedas em sua mão, dando as costas rapidamente.

Eu precisava chegar em casa antes que uma nova chuva começasse, então sai dali dando passos apressados mas, automaticamente, eles diminuíram por um momento quando senti outra vez como se alguém me olhasse, de longe. Uni as sobrancelhas e olhei para trás por cima de meu ombro, receosa.

Conforme eu parava ou apressava meus passos, dava para ouvir os passos alheios me acompanharem de longe... com certeza tinha alguém me seguindo. E claro, como uma pessoa sensata que sou, apenas sai correndo na velocidade da luz para a primeira viela que me apareceu!

Escorei as costas em um muro, tentando recuperar o fôlego enquanto meu peito subia e descia freneticamente. A rua ainda úmida pela chuva refletia a luz fraca do poste do beco pouco iluminado no qual fui parar. Respirei fundo e suspirei aliviada quando o silêncio voltou a dominar o lugar.

- Acho que despistei ele... - Balbuciei, suspirando aliviada outra vez.

- Ele quem? - Uma voz áspera soou quase como um sussurro perto de meu ouvido, me arrepiando dos pés à cabeça. Mordi o lábio inferior e por um momento minha alma saiu, deu a volta pela órbita da Terra umas 3 vezes e voltou.

Travei completamente, arregalando os olhos e engolindo seco. Dei o grito mais agudo que já se ouviu na face da Terra assim que virei para o lado, vendo aquele mendigo gritar da mesma forma que eu, pondo a mão sobre o peito. 

- P-Por que você gritou?! - Berrei, quase chorosa. 

- Por quê? Eu não sei... - Ele formou um bico com os lábios, inclinando a cabeça e franzindo a testa como se estivesse confuso. - Por que você gritou?

- P-Porque... Sei lá, você me assustou... O q-que você quer?

- Quero você. - Ele ditou sério, dando um sorriso pequeno de lado e tentadoramente malicioso.

- QUÊ?! - Quase berrei de novo, pondo as mãos na boca. Será que... as macumbas da Minari deram certo?

Qual é Somi, em que tipo de absurdos você está pensando? Pff.

- Eu tenho uma proposta pra você. - O homem ditou sério, curvando as costas e deixando a cabeça rente à minha, com seu rosto tão próximo que podia se ver suas bochechas levemente rosadas se destacarem e suas orbes escuras brilharem intensas.

- Pro-Proposta...? Que tipo de proposta?

- Seja minha.

- Hã?

- Você... - Ele afundou o dedo em minha bochecha e deu um sorriso mínimo. - Seja minha.

- Desculpe, acho que você tá me confundindo com alguém. - Forcei um sorriso largo e passei direto por ele, querendo fugir dali o mais rápido possível. Não era a primeira vez que Minari pagava um homem para esbarrar "coincidentemente" em mim e pedir "coincidentemente" para ser meu namorado, mas dessa vez ela tinha passado dos limites!

Um mendigo, Mina? Sério, um mendigo?! Aish.

- Ei! Calma, você que é a Yoo Somi, né? - O homem segurou meu pulso delicadamente e entrou na minha frente, me impedindo de andar.

- Foi a Mina que te mandou aqui, não foi? 

- Mina? Quem é essa? Olha, eu quis dizer que...

- É mais dinheiro que você quer? Se for isso, eu não tenho mais dinheiro e nem a Mina tem tanto dinheiro pra is...

- Hã? Não! Sabe quanto tempo faz que eu te procuro? - Ele sorriu e fiquei sem reação por alguns segundos. Forcei um riso que saiu quase soprado e, vagarosamente, peguei meu celular da bolsa de maneira discreta e mantive meu olhar sobre o garoto, pressionando o número de emergência do telefone. - O que tá fazendo?

- Eu?! Nada. - Sorri tentando disfarçar e me curvei um pouco, pondo o celular no ouvido e sussurrando ao ouvir a voz do policial. - Alô? Tem um pervertido aqui e...

- Ei, eu tô te ouvindo... E não sou pervertido. - Ele cruzou os braços.

- Ok então. Quem é você? O que quer comigo? - Desliguei a chamada e cruzei os braços também.

- Você provavelmente vai achar meio "estranho"... Então acho melhor pular essa parte e...

- Estranho? Imagina... Nem aconteceu nada estranho hoje, então pode contar. -Sorri irônica.

- Tem certeza, né? Então... - Ele deu um sorriso fofo e tímido, coçando a nuca. - Você é a mãe do meu filho.

- ...Tá. - Balbuciei, sem reação. Por pouco, mas por pouco mesmo, que meu queixo não cavou o subsolo e caiu direto no núcleo da Terra. Fitei o homem por alguns segundos esperando que ele desmentisse ou fosse embora de uma vez mas ele permaneceu do mesmo jeito e eu respirei fundo, desviando de seu olhar e procurando um outro número de telefone pela internet do celular.

- O que tá fazendo agora?

- Procurando o número de um hospício, você é louco. - Dei um sorriso amarelo e vi o homem dar uma risada baixa.

- Eu disse que ia achar estranho.

- Olha aqui garoto, você realmente é louco? Maluco? Fuma nescau? Você escutou o absurdo que acabou de sair da sua boca?! Você tem 5 anos?! - Bufei, revirando os olhos ao ouvir ele murmurar um "mas eu não sou garoto e tenho 21 anos já". - Eu tenho certeza absoluta que eu teria sentindo e lembrado se eu tivesse... FEITO UM PARTO!

Gritei, tomando o máximo de ar com meu pulmão e fechando os olhos numa tentativa de conter a minha raiva.

- Será que você pode me escutar?

- É muita pouca vergonha mesmo... Que tipo de "golpe do baú" é esse?! É assim que os mendigos fazem agora?! Aish...

- Men...digo? - Ele franziu a testa. - Você acha que eu sou... um mendigo?

- E não é?!

- Não...

- Ah... não? - Engoli seco, ajeitando o óculos e pigarreando. - E p-por que você aceitou as moedas?

- Tava faltando 500 wons pra comprar um pudim naquele mercadinho ali. - Ele mostrou aquele sorriso quadrado novamente e por um momento eu quase me esqueci do que estava acontecendo.

- É dinheiro mesmo que você quer, né? Quanto? Um milhão de wons? 10 milhões? - Indaguei, ao mesmo tempo em que colocava o celular no ouvido, escutando os primeiros toques. - Tudo bem, eu posso pedir meu salário adiantado de 2 meses e...

- Não, mas eu...

- Shhh! - Levantei a palma da mão e o interrompi.

" Alô, aqui é o majestoso CEO da Plardium King, Min Yoongi, não estou no momento então me ligue mais tarde. - Bufei, revirando os olhos ao ouvir a chamada cair na caixa postal. - Ah, e se por acaso for a Secretária Yoo, não ligue mais tarde. Piii. É assim? Espera, não precisa fazer o pi, né? Ah, foda-se também, piiih. "

- Porcaria de chefe... - Resmunguei.

- Eu não vim aqui por causa de dinheiro e muito menos sou um pervertido... - Ele colocou as mãos no bolso da calça folgada, que parecia ser de um tecido de quinta categoria, aliás.- Talvez um pouco safado... Mas a questão não é essa, eu posso te explicar tud...

- Quem é você, afinal? - O interrompi, fixando meu olhar no seu. - O que quer? Eu não vou cair nessa de filho, bebê dinossauro, goblin filhote ou o que quer que seja.

- Ok, o que acontece é que o Taewon, nosso filho... - Ele deu ênfase no "nosso". - só tem 2 anos e eu tô criando ele sozinho, mas ele não quer tomar mingau, daí eu vi na internet que ele precisa de leite de peito. Eu tentei, mas....

Ele abaixou o olhar para si mesmo e acariciou o próprio peitoral, fazendo um bico com os lábios.

- Espera, espera, espera! - Fiz minha melhor careta de desgosto, o encarando. - Você... deu seu peito pra um bebê?!

- É, mas o meu não tem leite... Aí eu pesquisei na internet de novo e vi que tinha que ser leite materno. Você tem leite?

Ele tirou uma mamadeira azulada do bolso largo da calça e a balançou no ar, sorrindo empolgado.

- QUÊ?!

- Eu só preciso ver se dá pra encher uma mamadeira... - Arregalei meus olhos, cerrei os punhos e engoli seco, paralisada igual uma estátua de gelo quando ele pressionou uma mão em cada um dos meus seios, segurando com firmeza. Rangi os dentes e senti meu sangue ferver dos pés à cabeça.

Ok, vamos pensar um pouco aqui comigo.

15 anos na cadeia por assassinato doloso ou 5 anos de prisão domiciliar e trabalho comunitário por agressão física? Qual seria a melhor opção?

- V-Você... Vo-Você...

- Demora muito pra sair o leite ou eu tenho que apertar pra sair? - Ele sorriu sem graça, surgindo um rubor em suas bochechas. - Desculpa, nunca ordenhei uma pessoa antes...

Ele prontamente apertou meus seios entre seus dedos, mordendo o lábio inferior e sorrindo de lado... Talvez 15 anos na cadeia não sejam tão ruins assim.

 

POV Taehyung

 

- Ei, seu polícia... - Fiz um bico com os lábios, encaixando as bochechas entre as grades e choramingando. - Eu sou inocente, eu juro, seu polícia!

- Cala a boca, malandro! Você sabe que você tá fodido se for pra cadeia, né, seu pervertido?! Então fica quietinho aí.

- Mas... eu não fiz caralho nenhum!

- Não fez?! Você perseguiu uma mulher que você nem conhece, apalpou os seios dela e ainda insinuou que ela era uma vaca! Você sabe o escândalo insuportável que ela fez aqui na delegacia?!

- Claro né, eu tava aqui... - Fiz um bico novamente e o estalo da palma de sua mão na mesa ecoou pela delegacia inteira, me assustando um pouco.

- Então calado.

- Mas... olha, senhor policial! - Tirei a carteira do bolso, peguei uma foto pequena que guardava do Taewon e estiquei o braço por entre as barras de ferro. - Esse aqui é meu filho! E aquela mulher é a mãe dele! Ela só não sabia ainda... mas é sério!

- Silêncio. Aproveite esses três dias aqui na cela como se fossem férias, você e o Martelo podem ser amigos.

- Três dias?! Eu preciso voltar pra casa, deixei o meu filho com o.... espera, martelo?

- O seu companheiro aí. - O policial apontou com a cabeça para atrás de mim. Escutei um ruído irritante e virei a cabeça lentamente para trás, vendo o homem carrancudo deslizar as unhas pelas barras de ferro.

- P-Por que seu nome é martelo...?- Indaguei, receoso.

- Nada demais, eu só bato nas pessoas com martelos. - Sua voz era altamente grossa, a minha parecia até fina perto da dele. Ele sorriu maniacamente e engoli seco, voltando a pôr o rosto por entre as barras, fazendo uma carinha de cachorro abandonado e me ajoelhando.

- Por que aquele sujeito tá ajoelhado no chão? - Um outro policial apareceu, rindo.

- Ele é um stalker pervertido. - Quê? - Ele ainda disse que teve um filho com a mulher, acredita? Ela nunca nem ficou grávida.

- Que doido mais sem noção!

- Ei! Eu tô ouvindo tudo, sabiam? - Bufei. - Só porque o bebê nasceu de uma masturbação ele não é um bebê?! Eu fiz um grande marco na história da ciência mundial, ouviram?! Seus ignorantes.

Cruzei os braços e empinei o nariz. Eu hein, que policiais idiotas. Porra, eu sou um cientista nato!

Kim Taehyung, ou Kim Einstein para os mais íntimos.

E daí que eu estou desempregado faz um ano, com todas as contas atrasadas e sendo despejado de casa por não pagar o aluguel de 5 meses atrás? É, talvez eu esteja só um pouquinho na miséria, um tantinho assim de nada... Mas de todo jeito eu ainda consegui o que nunca a ciência acreditou que poderia ser possível!

Ok, exagerei.

Aigoo... então é assim que um pai que está tentando alimentar o filho é tratado no seu próprio país natal?

- Oi Martelo, você sabe cantar canções de ninar? - Fiz cara de choro, me sentando ao lado do homem emburrado e apoiando minha cabeça em seu ombro.

E nunca esperei que fosse terminar meu dia traumatizado com a música Brilha Brilha, Estrelinha.


Notas Finais


Então foi isso, mudou muita coisa? Não, mas eu espero muito que vocês não me abandonem e voltem a acompanhar, essa fic estava sendo o meu novo xodózinho e ter que parar de escrevê-la vai ser bem triste. :c



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