História Hey, you have my baby! - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Black Pink, EXO, Monsta X, TWICE
Personagens Baekhyun, G-Dragon, Jisoo, Mina, Personagens Originais, Suga, V, Won Ho
Tags Bangtan Boys, Beyond The Scene, Bts, Comedia, Fantasia, Kim Taehyung, Monsta X, Romance, Tae, Taehyung, Yoongi, Yssschr_
Visualizações 1.110
Palavras 5.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo ♡
Aos leitores que acompanhavam antes, vocês vão encontrar "cenas" e diálogos inéditos, que eu acrescentei, e algumas coisinhas diferentes, para que possam ler de novo!

E obrigada aos novos favoritos~~

Capítulo 2 - Poderoso Chefão


Fanfic / Fanfiction Hey, you have my baby! - Capítulo 2 - Poderoso Chefão

                   POV Somi

 

A brisa fria soprava suavemente, bagunçando alguns fios de cabelo meus. Coloquei uma mecha do mesmo atrás de minha orelha e suspirei, tirando uma caixa cheia de documentos da mesa e a pondo no chão - pela milésima vez. 

- Aigoo, ele é lindo demais... Awn, que fofo! - Bufei ao ouvir sua voz ecoar forçada pelo escritório, revirando os olhos e segurando firme a segunda caixa em minhas mãos. - Ah meu Deus, que coisinha mais linda, puta que pariu! 

- Você tá vendo fotos suas de novo, né? - Perguntei com desdém, já sabendo a sua resposta.

- Eu tirei umas selfies ontem e nossa... eu deveria ter um templo só pra me adorar! Opa! Isso é uma ótima ideia, não acha, Secretária Yoo?! Imagina o tanto de adoradores de Min Yoongi que iam rezar pra mim! Os Yoongistas podem dominar o mundo um dia. 

Ele levou o polegar ao queixo, empinou o nariz fechando os olhos, e balançou a cabeça positivamente, concordando consigo mesmo. 

- Yoongista? - Arqueei uma das sobrancelhas, colocando uma segunda caixa por cima da outra.

- É, ué. Tem os budistas, catolicistas, evangelistas, taoistas... por que não yoongistas?

- Uau. - Fitei o mesmo girar com a cadeira de couro, dando um sorriso convencido. - Não sabia que você conhecia todas essas religiões...

- Min Yoongi também é cultura, querida. - Ele parou a cadeira com o pé e piscou para mim, mordendo o lábio inferior e sorrindo de lado. Eu odiava quando ele era tão irritantemente sedutor assim, mas parecia que ele fazia de propósito sempre. 

Revirei os olhos e tentei levantar as duas caixas - extremamente pesadas - ao mesmo tempo, e bom... não repitam isso em casa. 

É sério, não repitam pelo amor de Jesus, Buda, Alá.

As caixas desabaram exatamente em cima do meu dedo mindinho do pé, me fazendo prender a respiração junto ao grito que eu quase deixei escapar, trincando os dentes com força. O mundo parecia que estava conspirando contra mim esses dias, ou realmente a vida me odiava, não era possível. POR QUE, DEUS?! POR QUÊ?! O QUE EU FIZ?!

Primeiro o mendigo tarado e agora essas malditas caixas...

- Secretária Yoo, você tá bem...? - Yoongi se aproximou e cutucou minha bochecha com o dedo, se abaixando e me encarando com as sobrancelhas juntas. - Você... tá ficando roxa... 

Ele fez uma careta e afundou o dedo em minha bochecha, me fazendo abrir a boca rapidamente e eu finalmente voltei a respirar. Inspirei fundo recuperando o fôlego e o ouvi rir abafado. Fitei Yoongi com os olhos semicerrados e ele tapou a boca com a mão, virando o rosto para lado e segurando o riso. Devo dizer o quanto ele é péssimo para disfarçar algo ou vocês já perceberam? 

- Cacilda... - Murmurei entredentes, respirando fundo mais um vez. 

- Que desastrada, olha a bagun... - Ele se calou, encarando o chão com o rosto indecifrável e com o dedo indicador ainda apontando para os papéis espalhados pelo carpete. Parecia até que ele tinha congelado por longos segundos; Yoongi levantou o dedo lentamente até a ponta do meu nariz e me fitou com o rosto sério. - O que foi que disse? Não me diz que... isso foi um xingamento?! 

- CEO Min, por favor... - Tentei ignorá-lo, mas desde quando ignorar Min Yoongi funciona, Somi? 

- Não, sério, isso foi teu xingamento?! Por acaso... você prendeu a respiração pra não falar palavrão, Secretária Yoo? - Ele cruzou os braços, me encarando ainda sério. 

- N-Não... - Pigarreei, olhando para o lado e coçando a nuca. - Acho que é melhor eu limpar logo essa bagunça aqui e...

- Como consegue? - Yoongi me olhou com sua cara de desprezo e eu ri soprado, me agachando à sua frente. - Eita porra... S-Secretária Yoo, você... 

 Levantei olhar e o vi pôr as mãos na barra da calça, com um sorriso safado. 

- Mereço... - Murmurei, tentando juntar os papéis espalhados pelo chão e o vendo formar um bico de decepção.  

- Pensei que ia rolar uma One Shot de escritório aqui, poxa. - Escutei seu suspiro alto e me levantei com os documentos nas mãos, fitando sua enorme cara de pau. 

- CEO Min, você lê fanfic? - Franzi a testa. 

- E como sabe que isso é de fanfic? - Ele sorriu de canto, mordendo o lábio inferior. 

- E-Esquece... - Tossi fraco. - Pombas, eu vou ter que limpar tudo de novo.

- "Pombas"? Secretária Yoo, você precisa urgentemente ser estudada pela Nasa. Que caralhos de xingamentos são esses? Você é do século 16? 

- Vou te ignorar. - Passei direto por ele, pondo os papéis em cima da mesa de vidro.

- Ei, não pode me ignorar, eu que ignoro as pessoas! - Yoongi me olhou indignado. - Já sei o que vai te ajudar.

- Férias? - Dei um sorriso fofo e ele balançou o dedo negativamente.

-  Vou te ensinar a arte dos xingamentos. Sou profissional em mandar os outros se foderem mesmo sem motivos. 

- Não, CEO Min. 

- Sim, Secretária Yoo. 

- Já disse que não, não me faça repetir, CEO Min. 

 

                          (...)

 

- Ah, que cheirinho maravilhoso? - Yoongi fungou, sorrindo convencido. - Tá sentindo? O cheirinho da vitória! 

Bufei, empurrando com o dedo indicador o óculos que deslizava por meu nariz e rangendo os dentes; soprei a mecha de cabelo que ainda insistia em ficar em meu rosto e observei Yoongi jogar os cabelos negros para trás e erguer o braço, animado. 

Era a primeira vez que nós dois sentávamos numa mesma mesa e ainda por cima em um bar. Confesso que me sentia tensa, mas não pelo fato de estar com - Satanás - meu chefe, mas sim pelo fato de que quase todas as pessoas ao redor nos olhavam e cochichavam.

Yoongi era famoso por toda a Coreia, isso era fato.  Ele é o CEO mais jovem e ainda por cima do maior conglomerado do país com filiais até no Brasil, só para ter uma ideia. Além do mais, ele também é super famoso pela beleza, que convenhamos, tem de sobra. Isso implica em capas de revistas, jornais, entrevistas de televisão, até fã clube ele tem.  

- Dois jajangmyuns*, Ahjumma! - Ele deu um grito e voltou a me encarar, apoiando os dois cotovelos na mesa e arrastando seu corpo com a almofada pelo chão, ficando o mais próximo que podia da mesa e de mim. Yoongi sorriu minimamente e apoiou o queixo nas duas mãos, me fitando intensamente. 

- As pessoas estão cochichando, você viu? - Ele praticamente sussurrou, com um sorriso sem mostrar os dentes. 

- Claro, tem um famoso bilionário sentado em uma almofada no chão de um bar simples. 

- Correção, eu sou trilionário. E não é isso. - Ele fechou os olhos por um momento e sacudiu a cabeça negativamente. - É sobre nós dois.

- N-Nós? - Arqueei uma sobrancelha. 

- Eles estão se perguntando se a gente tá namorando. - Ele deu uma risadinha e inclinou o rosto de maneira fofa. - Mas isso não aconteceria nem se eu tivesse sendo ameaçado de morte por uma bomba atômica russa. 

- Que bom que temos o mesmo pensamento. - Sorri sarcástica.

- É por isso que trabalhamos tão bem juntos. - Ele ditou sorrindo. - Mas você teria ganhado na loteria se eu gostasse de você. 

- Eu ia continuar pobre, porque eu recuso essa sorte.

- Agradeço. - Ele manteve o sorriso irônico e eu retribui da mesma maneira. 

Sempre é do mesmo jeito quando ficamos a sós por mais de 20 minutos. E isso quando ele não dorme e me deixa falando sozinha.

- Aigoo... - Ele fez careta e eu bufei, estalando o pescoço.

- Nem sei pra quê eu tô aqui... - Suspirei. 

- Pra que eu possa te ensinar a incrível arte dos palavrões. Você quer cerveja ou soju? 

- Quero um chá. 

- Yoo Somi, você vem pra um bar e vai beber chá? Às vezes eu me pergunto de qual livro de história o Sr. Park te tirou, na moral.

- Eu só vim aqui obrigada porque você disse que ia cortar meu salário , esqueceu? 

- Ah, é verdade, bem lembrado. Então, se você não beber um gole de cerveja ou soju, eu vou cortar seu salário.

- Mas eu não gosto de beber! - Emburrei o rosto e cruzei os braços. 

- Espera, espera! Não gosta de beber?! Como podem existir pessoas estranhas que nem você? Medo de carro, não gosta de bebidas alcoólicas, não fala palavrão... Você vive?! Me diz, Somi, pode confessar pra mim... - Ele aproximou o rosto e me olhou, unindo as sobrancelhas. - Você quer ser freira, né? 

- Aish, seu bast... - Respirei fundo e fechei os olhos, mordiscando o lábio inferior com força. 

- Opa! Opa, opa, opa! O que ia dizer? Por acaso ia me chamar de bastardo, é isso?! 

- N-Não... - Engoli seco, mas logo franzi a testa ao vê-lo abrir um sorriso de orelha a orelha e bater palmas várias vezes.

- QUE LINDA! Você tá progredindo, ai que orgulho! - Ele fingiu enxugar as lágrimas. - Eu devo ser o único chefe que tá feliz pelo funcionário xingar... 

- Já posso ir pra casa agora? - Questionei, entediada. 

- Óbvio que não. Eu sou trilionário e me sacrifiquei pra vir me sentar nesse chão aqui entre vocês, reles mortais. Então, faça valer a pena e beba um copo de cerveja. - Ele sorriu irônico e eu quis estapear ele ali mesmo, porém eu não queria voltar para a delegacia nem tão cedo. - Duas cervejas aqui, Ahjumma!

- CEO Min, eu... 

- Nada de CEO Min, pode me chamar de... o majestoso Yoongi. 

Mordi meu lábio fortemente, numa tentativa de segurar minha risada ao vê-lo balançar os cabelos, porém foi em vão. Ri tanto que minha barriga já doía e podia sentir meus olhos lacrimejarem.

- Essa foi boa... - Falei, enxugando a lágrima que saiu de tanto rir e o mirei, vendo ele completamente sério. Desmanchei meu sorriso e me ajeitei na almofada. - Tá brincando, não tá?

- Aigoo, quando foi que eu me permitir me aproximar tanto de você, hein? Me diz aí que eu vou regressar nesse tempo pra não deixar isso acontecer de novo. - Ele suspirou, balançando a cabeça de forma negativa. 

- Então eu já posso ir embora? - Quase dei um pulo, sorrindo empolgada e entrelaçando os dedos, piscando os olhos repetidas vezes na tentativa de fazer um aegyo. 

- Não. - Ele disse sem nem me olhar, enchendo um copo de cerveja.

- Aish... 

- Você quer me xingar, não quer?  - Ele sorriu de lado, me encarando. - Vai, me xinga Somi. Eu sei que você quer. 

- E-Eu não quero xingar. - Pigarreei. 

- Anda Somi, me xinga, porra. Vai logo ou eu vou cortar seu salário na metade por 3 meses. 

- Eu não posso xingar o meu chefe, isso é um absurdo, CEO Min. 

- Então... Xingue outra pessoa. Alguém que esses dias te irritou muito. - Ele colocou as mãos no peito e inspirou fundo. - Puxe isso lá do fundo do seu peito e se liberte, libere a raiva! 

- Uma pessoa que me irritou esses dias...? - Repeti em um murmúrio, pensativa. 

- Aham, pense, tem que ter alguém que você queira xingar ou ameaçar de morte, tanto faz.

Havia alguém. A pessoa que fazia meu sangue ferver de raiva apenas por lembrar daquele dia. 

- Aquele canalha... - Murmurei, fechando os punhos e rangendo os dentes. 

- Canalha? Hm, parece que tem alguém que a Secretária Yoo odeie mais do que eu... interessante. Quem é? Não, não, não precisa dizer. Só xinga! Canalha é bem fraco ainda, tenta mais. 

- Aquele mendigo pervertido... Como alguém pode ser daquele jeito?! - Bufei, indignada, aumentando o tom de voz e batendo a palma da mão sobre a mesa, vendo Yoongi se assustar um pouco. - Aish, panaca tarado! Pervertido de araque...! 

- Ei! - Ele arregalou os olhos e engoliu seco. - Foi um xingamento bem bosta mas fala mais baixo, por favor, ou vão pensar que eu sou o tarado....

Ele riu desconfiado, coçando a nuca inquieto. 

- Ah... desculpe. É que... carambolas, esquece.  

- Caralho hein... - Ele suspirou. - Bem que a Elizabeth 3° me avisou que você era uma pessoa careta , aigoo...

- elElizabeth? 

- Minha gata. 

- Quê? Desde quando a sua gata fala? E principalmente, desde quando ela fala de mim? - Franzi a testa. 

- Ué, não é só você que odeia ela, ela também te odeia. 

- Ah, que bom saber que é recíproco. - Revirei os olhos. 

- Como uma pessoa não gosta de gatos? Ou de cachorros? Eles são as coisas mais fofinhas do mundo. 

- Pelo espalhado pela casa, cocô e xixi por todo lado, bolas de pelo, gastar dinheiro com comida, sofá rasgado, sapatos comidos, quer mais? 

- Tá, mas agora me conta. Quem é o pervertido? - Ele deu um sorriso malicioso. - O que ele fez? 

- O que importa é que ele foi pra cadeia e nunca mais vai voltar. 

 

                        (...)

 

Segurei na alça de minha bolsa enquanto caminhava lentamente pela rua de minha casa. A noite estava nublada, assim como esteve a semana inteira; o vento soprava os galhos das árvores e algumas folhas caíam por meu caminho, quase formando uma pequena estrada de folhas secas. 

Sorri minimamente, levantando a cabeça e sentindo a brisa suave em minha pele. 

Franzi o cenho, unindo as sobrancelhas e diminuindo mais meus passos ao ver uma pessoa estranha aparecer de repente vestindo uma túnica preta, com uma vela acesa na mão, em frente à casa de Minari, que é minha vizinha. Fiz o sinal da cruz e recuei um passo, engolindo seco.

Será que tinha acontecido o que eu tanto temia? 

- Meu Deus... o capeta veio buscar ela. - Balbuciei, vendo a pessoa virar-se para mim e abaixar o capuz. 

Suspirei aliviada ao ver apenas Minari sorrir e acenar para mim com a vela acesa em mãos. Levei a mão até o coração e... espera, por que a Mina está de túnica e segurando uma vela na porta de casa?!

- Amiga! 

- O que diabos você tá fazendo? - Olhei receosa. 

- Ah, isso? - Ela apontou para si mesma e riu, levantando a vela. - Algum pestinha desligou a chave de energia da minha casa e eu vim ver. 

- E pra quê essa túnica? Parece aqueles monges de filme de terror. 

- Aí credo Somi. - Ela se aproximou de mim, enquanto eu abria a porta de minha casa. - A mulher do jornal disse que ia chover e eu botei a capa. 

- Isso é uma capa de chuva? - A encarei, franzindo o cenho. - Você tem que rever seu guarda-roupa.

- Foda-se. - Ela encolheu os ombros e entrou primeiro que eu, se jogando em meu sofá. - Foi um presente da minha mãe. 

- Um presente ou um castigo? 

- Poxa, Somi. - Ela riu, se debruçando no estofado. - Me conta as novidades, amiga. Por que demorou tanto pra voltar? Hora extra de novo? 

- Se fosse hora extra pelo menos eu ia ser paga... não, não ia não. - Suspirei, guardando a chave e a bolsa.  

- Não me diz que aquele CEO te fez trabalhar a mais sem pagar de novo?! Puta que pariu, ele é o CEO do Plardium King ou do Submundo? Que capeta. 

- Se ele fosse CEO do Submundo acho que não seria tão ruim. - Me sentei esparramada no sofá, fechando os olhos. 

- E como anda o B.O contra o mendigo? Tadinho, ele nem tem dinheiro e você ainda bota ele na cadeia...

- Minari, ele pegou nos meus peitos. - Fitei ela, com o rosto sério. - Ele é um tarado assediador, merece mofar na cela. E outra, acredita que ele disse que eu tinha um filho com ele?! Pff, ele é completamente louco! 

- Filho?! Uau, ele não sabe que a última vez que você namorou foi no ensino médio? 

- Vai pastar no mato, Mina. 

- Tô mentindo por acaso? Como era o nome dele mesmo... Ah, Jaebum! Ou era Jaehyun? 

- Era Jaehyun, e nem me lembre daquele embuste, obrigada

- Yoo Somi, você é uma das garotas mais lindas que eu já vi, tem um ótimo salário, e mesmo que você tente reter isso, ainda tem uma personalidade forte e um jeitinho lindo de ser. Não acha um desperdício ficar sozinha e sem amor, por causa do que aconteceu no passado? Você precisa de alguém que te ame e te faça companhia nos dias chatos.

- Eu preciso é de uma xícara de chocolate quente e da minha cama. - Ditei em desdém. 

- Ah, acabei de lembrar! - Ela deu um pulo, esfregando as mãos uma na outra e dando um sorriso maquiavélico. 

Sempre que ela faz isso não é um bom sinal. 

- O que agora? 

- Eu li em alguns livros e na internet e sei como te arranjar um namorado. Ou pelo menos "curar" essa tua carência. 

- Eu não sou carente. Quem precisa de macho pra sobreviver é prostituta. 

- Tá vendo? Essa tpm infinita só vai acabar quando você receber uns "carinhos", sabe? - Minari deu uma risadinha. - Dessa vez vai funcionar, tem minha palavra. 

Me ajeitei no estofado e encarei a mesma, apoiando o queixo na mão. 

- Fala logo. 

- Nós vamos fazer... - Ela se aproximou, sussurrando. - Um pacto. 

- UM O QUÊ?!

- UM PACTO, TÁ SURDA?!

- AÍ, MEU OUVIDO SUA LOUCA!

- Você que começou. - Ela deu de ombros. - E aí? É simples, a gente vai fazer um pacto e vender sua alma pra um demônio sexual. Li sobre isso em algum lugar... não lembro o nome, acho que tava em latim. 

- Eu tô arrodeada por malucos, não é possível. - Bufei, me levantando e empurrando Minari porta a fora. - Vai pra casa e vê se dorme cedo. E nada de passar a noite lendo encantos do Harry Potter em latim. 

- Mas eu...

- Se lembre que sua casa é colada à minha e eu escuto tudo... - Dei uma pausa e semicerrei os olhos. - Tudo. 

- T-Tudo? Af. Tá bom então, quando mudar de ideia eu tô aqui do lado.

Ela saiu saltitante e fechou a porta. Me joguei no sofá e me espreguicei, finalmente sozinha e em paz! Eu adorava passar um tempo sozinha, pensando em mim, vivendo para mim. Mina não entende isso e acha que eu preciso de namorado, me apaixonar e blah blah blah. 

Bom, as vezes não seria tão ruim assim ter alguém de quem gosto e que fizesse companhia, mas, por mim, é um belo tanto faz. 

- Vivo muito bem sozinha! - Suspirei, sorrindo largo e esticando os braços. 

De súbito, a campainha soou, ecoando por toda a casa. Resmunguei, me levantando do sofá e indo até a porta, com a mínima vontade de receber uma visita às 22:00 horas da noite. 

- Quem... é... - Minha voz falhou totalmente. Fiquei estática e dessa vez com toda certeza que meu queixo atingiu o núcleo da Terra e chegou ao outro lado do mundo. - O q-que... Vo-Você... 

- Fala oi pra mamãe... - Ele sussurrou e voltou a me encarar com o sorriso quadrado, acenando com uma das mãos enquanto na outra segurava um bebê risonho de cabelos negros e bochechas gordinhas. 

Lentamente fui empurrando a porta, pensando ter visto apenas uma miragem. 

- Yah! Não fecha! - Sua mão parou a porta e tentei empurrá-la com mais força, dando um grito agudo. - Me dá 5 minutos! Só 5 minutos, ok? Eu posso explicar tudo!

Ele segurou a porta e a abriu, dei um passo para trás e engoli seco, com a respiração descompassada e as mãos trêmulas. 

- C-Como você saiu da cadeia?! Você... roubou essa criança?! 

- Quê? Por que caralhos eu ia roubar um bebê? Esse é nosso filho. 

- Você é realmente louco. - Choraminguei. 

- Eu vou te explicar todos os detalhes, tudo bem? Só preciso de 5 minutos. - Ele estendeu a mão e esticou os cinco dedos, fazendo um bico fofo com os lábios. O bebê em seu colo o encarou e logo imitou o bico. 

Eu não sabia dizer quais olhos brilhavam mais dentre os dois, e quem tinha a carinha de cachorro abandonada mais fofa. Respirei fundo e suspirei, cruzando os braços e fitando os dois. Diferente daquele dia, o homem estava mais bem vestido. Nem tanto, mas ainda sim melhor que antes. 

Usava uma calça jeans e uma camisa preta folgada. Seus cabelos castanho claro caíam em sua testa, e ele usava um boné virado para trás da mesma cor da camisa. O bebê vestia uma roupa quase parecida, com um boné igualzinho e eles realmente tinham sorrisos semelhantes. 

- 3 minutos. 

Ele assentiu e adentrou o cômodo arrastando uma mala grande e uma mochila nas costas. Fechei a porta e me escorei na mesma, mantendo os braços cruzados e fitando o homem pôr o bebê sobre o sofá e dar um brinquedo qualquer para ele. 

- Nossa, sua casa é enorme. - Ele disse, olhando ao redor, dando um giro no meio da sala e sorrindo minimamente, se escorando no balcão e me encarando em silêncio por alguns segundos. 

- Desembucha logo. - Ditei, chamando sua atenção.

- Sobre o quê? 

- Você por algum acaso tem Alzheimer? 

- Hã? Não que eu saiba... Isso é grave?! - Ele me olhou preocupado e eu revirei os olhos. 

- Você me pediu 5 minutos... 

- Ah, é mesmo! Desculpa, é que... - Ele mordeu o lábio inferior e abaixou a cabeça, corado. - Nada... 

- Você pediu 5 minutos pra nada?

- Não! Eu vou te contar tudo que aconteceu, preparada? 

- Sinto que não. 

- Ótimo. - Ele sorriu. - Tudo começou há dois anos atrás. Eu trabalhava em um laboratório de exames médicos, como um auxiliar...

 

                 POV Taehyung 

        [ Dois anos atrás - 2015 ]

 

Esfreguei as mãos uma na outra e sorri largo, fitando a grande tigela de lámen e umedecendo os lábios secos com a língua. Observei a fumaça branca subir e me aproximei, sentindo o cheirinho delicioso do macarrão. 

- É hoje que eu me acabo. - Falei baixo, pegando os pauzinhos em cima da mesa. 

- Kim Taehyung! 

- Não, não é hoje. - Abaixei a cabeça e suspirei, quase choramingando. 

Era a décima primeira vez que eu tentava comer aquele maldito macarrão. Do tanto que já me chamaram nesse laboratório infeliz, acho que só irei comer quando eu tiver barba, 67 anos e reumatismo. 

- O quê?! - Berrei, bufando.

- Repete, Kim Taehyung. - A voz ecoou e olhei para a porta.

- Sim, senhor! 

- Melhorou. - A cabeça do Técnico chefe surgiu na porta e ele semicerrou os olhos. - Onde tá todo mundo? 

- Foram almoçar. 

- E você não foi por que? 

- Muito trabalho, senhor. 

- Ótimo. Eu vou sair agora pra comer também. Quero que você prepare os espermatozoides do Sr. Park e os óvulos da Sra. Park e traga pra minha mesa agora, viu? Quando eu voltar vou fazer a inseminação artificial. 

- Tudo bem. - Assenti e me curvei, ouvindo a porta bater. Me levantei da cadeira e fiquei em posição de lutador de UFC, com o rosto emburrado. - Aish, ele acha que eu sou o empregado dessa espelunca?! Se eu pudesse... eu... dava um soco e...

- Kim Taehyung? - A porta abriu de repente e eu endireitei a coluna. 

- Sim, senhor!

- Leve os documentos também. Quando eu voltar, espero que já esteja na minha mesa.

- O senhor manda, senhor! - Sorri, me curvando. 

- Até depois. - Ele fechou a porta e voltei para a minha posição de Ronda Rousey, mostrando a língua.

- Aish, cacete. Eu realmente odeio ele! Deixa ele voltar pra ver se eu não dou um soco direto de direita ou um... um... gancho ou um uppercut... e...

Puta que me pariu de quatro em um avião. 

- Me fodi. - Murmurei, me xingando mentalmente ao ver os cacos de vidro espalhados no chão. - Aish... Que droga.

Me agachei e observei os cacos melados de branco, sem saber o que fazer. 

- O que eu vou fazer agora?! Merda. Não tem como eu conseguir gozo pra... Espera. 

Abaixei a cabeça lentamente, pondo a mão sobre meu membro coberto pela calça e mordendo o lábio inferior. Será que é uma boa ideia? Peguei um tubo de ensaio vazio de vidro que estava sobre o balcão e engoli seco.

Tanto faz, é o jeito. Ou eu gozo agora nesse tubo ou eu tenho meu couro arrancado do corpo e exposto na frente do laboratório. 

- Deus me ajude. - Inspirei e expirei, abrindo o zíper da calça e pondo meu membro para fora. Escorei as costas na cadeira, segurei o tubo com a mão vazia e com a outra comecei a movimentar lentamente por toda a extensão até a glande. 

Pendi a cabeça para trás e deixei um gemido rouco escapar. Fechei os olhos e mordi o lábio com força, soltando outro gemido abafado. 

Conforme fui aumentando a velocidade meus gemidos começaram a ecoar deliciosamente pelo lugar, me deixando absorto em meus pensamentos excitantes. Com certa dificuldade, posicionei o pequeno tubo embaixo de meu membro enrijecido que já pulsava em minhas mãos. Senti o suor deslizando por minha testa e passei a língua vagarosamente pelo lábio inferior. 

Minha respiração pesada confrontava junto com meu coração acelerado. Em êxtase total, suspirei aliviado ao sentir o líquido quente escorrer devagar por minha glande, me fazendo gemer pela última vez, roucamente e deleitosamente. 

Mordisquei os lábios e enxuguei o suor da testa com a mão. Coloquei o tubo de ensaio sobre o balcão e suspirei, olhando o estrago de gozo que eu tinha feito no chão. 

- Kim Taehyung! Por que eu não tô vendo as coisas que pedi na minha mesa?! - Ouvi um grito de longe e arregalei os olhos, fechando o zíper e terminando de limpar o chão. Fechei o tubo e olhei para onde os óvulos estavam, vendo duas cápsulas de vidro diferentes. - KIM TAEHYUNG!

- Caralho! - Peguei o da direita e sai correndo com as coisas na mão, pondo na mesa dele e suspirando outra vez. 

- Por que você tá suado assim? 

- H-Hã? O ar-condicionado parou de funcionar. - Menti, sorrindo largo e dando as costas. 

Horas depois o Técnico Song apareceu, vasculhando os olhos pelo local e me deixando tenso.

- A-Algum problema? - Indaguei. 

- Qual os óvulos que vieram pra um check-up? 

- Ah! Aqui, só um minuto. 

- Olha pra mim a informação pessoal também. 

- Ok. - Olhei o número da etiqueta da cápsula e peguei a prancheta, procurando pelo nome da dona.

Apenas senti o cu trancar. 

Arregalei os olhos e vi o que menos queria. Se os óvulos da Sra. Park continuavam ali então de quem foi que eu mandei para a inseminação? 

Merda, merda e merda! Eu havia trocado os óvulos também?! Meus parabéns, Kim Taehyung. Além de ter que usar meu proprio gozo, ainda fui capaz de trocar os óvulos da Sra. Park pelos óvulos de uma outra garota. 

Fiz o que qualquer pessoa sensata faria na minha situação. Daí você pergunta: Contou a verdade?

Mas é claro... que não! Troquei as etiquetas e fingi que nada tinha acontecido - como sempre fazia quando colava nas provas de matemática. 

- Aqui, senhor. - Entreguei para ele e o fitei, vendo ele analisar com cuidado.

Conclusão: O filho que era para ser do Sr. Park e da Sra. Park em uma barriga de aluguel, acabou sendo, sem querer, meu com uma outra garota que não faço ideia de quem seja. Apenas espero que ninguém descubra. 

- E as informações?

- Ah... - Olhei para a prancheta. - Yoo Somi, 18 anos. 

- Hm. Bom trabalho, Taehyung. 

É... ótimo trabalho, Taehyung, meus parabéns!

 

                  [ Dias atuais ]

 

- E foi isso. - Dei meu melhor sorriso, vendo Somi me encarar de queixo caído. - Faz 1 ano que descobriram tudo e eu tive que ir atrás do Taewon no orfanato, já que a barriga de aluguel deixou ele lá sozinho. 

- Então, deixa eu ver se eu entendi... Eu fui fazer só um check-up e acabei tendo um filho aos 18 anos com um homem que eu nunca tinha visto na minha vida inteira. 

- Exatamente. 

Ela parecia sem acreditar ainda; encarava o chão, de braços cruzados e um semblante indecifrável. Eu também não esperava que fosse ser pai aos 20 anos e muito menos tendo um bebê de uma masturbação, mas o que eu menos esperava era que a mãe fosse ser como ela. 

Inclinei o rosto e dei um sorriso pequeno, fitando cada detalhe seu com o maior cuidado. Desde os fios negros que caíam sobre seus olhos de vez em quando até à fina armação de seu óculos que insistia em deslizar por seu nariz delicado. Suas orbes negras se voltaram para mim e não consegui evitar sorrir outra vez, minimamente. Seus olhos tinham um brilho que era diferente e seus lábios rosados pareciam me hipnotizar.

Foi sorte? Ou talvez destino...? 

- Desculpe, eu... Isso não faz sentido nenhum. - Ela suspirou baixo, murmurando. 

- Eu planejava criá-lo sozinho, até tentei, mas acontece que nunca tive contato com crianças assim e quando descobriram que o filho era meu, eu meio que fui... despedido. Tô sendo despejado de casa e não tenho dinheiro nem pro leite dele. Eu sou órfão, então... eu não tenho mais a quem recorrer. 

Fiz um bico e minha melhor cara de cachorrinho abandonado, esperando que ela seguisse os passos de Jesus e tivesse misericórdia. SÉRIO DEUS, FAZ ELA TER MISERICÓRDIA DE MIM, EU SEMPRE FUI UM MENINO BOM!

- Você quer que... - Ela mordeu os lábios, inquieta e olhou para o lado, fechando os olhos. - Desculpe, eu...  eu nem mesmo sei seu nome, isso... Desculpa, vai embora por favor. 

- Somi, por favor. - Me aproximei dela e olhei em seus olhos, ela parecia amedrontada, sem saber o que fazer e um tanto nervosa. - Queira ou não, ele é seu filho. Nem ligue pra mim, mas você vai realmente deixar essa criança passar fome e dormir na rua? 

- E-Eu... - Ela respirou fundo, olhando de volta em meus olhos e balançando a cabeça negativamente. - Não posso ser mãe. Eu não sei ser mãe, eu só tenho 20 anos, eu... não posso... 

- Então me deixa te ajudar. Não precisamos ter nenhum relacionamento, apenas criar o Taewon e eu vou sair quando arrumar um emprego e me estabilizar de novo, huh? O que me diz? 

- Eu n-não sei... - Somi abaixou a cabeça e levou as mãos até os cabelos, os jogando para trás com a respiração trêmula. 

- Por favor, huh?

- Aish... - Ela cruzou os braços e uma risada gostosa nos chamou a atenção. Sorri ao ver Taewon nos encarando com toda aquela fofura dele. - Tudo bem, tudo bem! Vocês podem ficar aqui. 

- Yes! - Comemorei, a vendo me fitar com o rosto emburrado. Sorri desconfiado e dei um pulo no sofá, escorregando as costas pelo estofado preto, colocando Taewon em meu colo e apertando suas bochechas.  - Ouviu? Agora a gente vai morar com a mamãe. 

- Ma...mãe... - Ele balbuciou, mexendo em meus cabelos. Olhei de soslaio para Somi e sorri, a vendo desviar o olhar para os lados, pigarreando. 

- Onde fica o banheiro? - Peguei a mochila e me levantei com o Tae no colo. 

- Banheiro? 

- Ele precisa de um banho urgente. - Funguei o Taewon e fiz uma careta, sentindo o fedor de um mamute morto há três séculos atrás. - Nossa, qual a última vez que te dei banho, hein? 

Vi Somi arregalar os olhos e me olhar indignada, me fazendo rir baixo. 

- Tô brincando. - Ri, ouvindo ela bufar e passar direto por mim.

- Vem, eu vou mostrar onde é. E se fizer bagunça nele, você tá morto. 

- O-Ok. - Franzi a testa, a seguindo até o final do corredor e a vendo abrir uma porta branca. O banheiro era enorme, e para minha sorte tinha uma banheira também. 

Tirei as roupas dele e a fralda e o coloquei dentro da banheira, abrindo a torneira e esperando que enchesse um pouco de água. Voltei a mirar Somi, que estava escorada na porta com os braços cruzados e a cabeça pendendo para o lado.

- Quer ajudar? - Perguntei, pondo a mochila no canto da parede. 

- Não... - Ela abaixou a cabeça novamente. 

 

                   POV Somi

Encolhi os ombros e fiquei observando o que o maluco faria com o bebê. Me senti inquieta em deixá-los sozinhos, apesar de tudo. Cruzei os braços e continuei séria. 

Era estranho, totalmente estranho ter um desconhecido em minha casa pela primeira vez e ainda por cima com um bebê. O máximo de pessoas que já vieram à minha casa foram a minha mãe e a Minari. Mas era impossível que ele fosse mesmo um pervertido e tentasse fazer algo comigo tendo uma criança aqui. 

Ele se agachou perto da banheira, jogando a água com cuidado sobre os cabelos do bebê e pondo o shampoo no mesmo, fazendo um moicano e deixando muita espuma cair no chão. 

Respirei fundo segurando minha raiva ao ver o meu azulejo branquinho sendo entupido de espuma e sujeira. 

- Não posso ir pra cadeia, não posso ir pra cadeia... - Repeti várias vezes, baixinho, tentando me acalmar. 

- Ai meu olho! - Ele sem querer bateu o dedo no olho e deixou cair sabão no mesmo, dando um grito que até me assustou. Levei a mão ate o coração e arregalei os olhos ao ver o idiota pular dentro da banheira e jogar água várias vezes nos olhos. 

-  Yah, seu maluco! - Gritei, correndo até eles e escorregando na espuma, caindo de bunda no chão e me molhando toda. Fechei os olhos com o reflexo e escutei risadas, fazendo meu sangue ferver. - Não posso ir pra cadeia... 

- Vem cá. - Entreabri os olhos e vi o homem rindo, todo encharcado, estendendo a mão para mim. Segurei na mesma e ao me puxar, ele acabou escorregando e caindo junto. 

EU NÃO POSSO IR PARA A CADEIA, EU... VOU PARA A CADEIA! 

- Mamãe! - Ouvi o bebê balbuciar, rindo. Abri os olhos e o homem estava por cima de mim, com um sorriso pequeno e espuma nas bochechas. Seu rosto estava tão próximo do meu que por um momento nossas respirações se mesclaram e fiquei paralisada, com o coração descompassado. Desviei do seu olhar e fitei o bebê que se apoiava na banheira e nos olhava, como se estivesse se divertindo. 

- Taehyung. - Sua voz rouca soou, quase num sussurro.

- O que? - Voltei a olhar para ele e o vi sorrindo, encostando as pontas dos dedos em meu rosto e delicadamente pondo uma mecha de cabelo molhado meu atrás da orelha. 

- Meu nome. Você disse que não sabia, então... é Kim Taehyung. 

 


Notas Finais


Foi isso, gostaram? Espero que ainda estejam acompanhando nesse novo começo :c

Link de Às 03:00 [Yoongi] : https://spiritfanfics.com/historia/as-0300-9916710


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