História Hi, Im Liv - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, Dove Cameron, Lauren Cohan, Sabrina Carpenter
Visualizações 68
Palavras 3.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Volteiii finally
boa leitura
xoxo

Capítulo 27 - He is not here


Fanfic / Fanfiction Hi, Im Liv - Capítulo 27 - He is not here

3 meses depois...

Ok. As coisas vão ser simples assim. Eu não sei por onde começar, para falar a verdade. As coisas nesses últimos meses não estavam sendo nada fáceis. Após a tentativa falha de tentar ver Tyler no hospital aquele dia, eu e Dylan estávamos sendo processados por desrespeitar uma regra da família do paciente e uma regra hospitalar.

Sinceramente ser processada nessa idade, foi algo que nunca se passou pela minha cabeça. E as coisas que eu esperava para esse ano, não estavam se saindo como planejado.

Eu não sabia com quem minha mãe esta mais nervosa. Se é comigo por ter feito o que fiz, se é com o pai do Tyler por ser um burro completo, ou se é com o meu pai, por não ter conseguido impedir o que aconteceu, mesmo ele não tendo culpa de nada.  Cory e tia Brooke estavam nos defendendo já que se formaram em direito, e tudo se tornava mais chato por haver toda aquela burocracia por eu e Dylan sermos menor de idade e etc. Não que o fato de eu poder ser presa não estava me incomodando, mas eu não podia focar apenas nisso sabendo que eu possuía problemas muito maiores.

Ou seja, o que estava acontecendo era apenas mais um que lidávamos agora. E a única coisa que eu queria era que nada disso atrapalhasse na imagem que meu pai tem na TV. Eu já me sentia culpada o bastante.

Mas eu aprendi algo em tudo isso. Eu aprendi que algo que acontece em apenas segundos, é capaz de mudar toda a sua vida, e principalmente, definir quem você é.

Eu estava sentada na mesa da cozinha encarando uma tigela cheia de kiwis. Eu batia meus dedos contra o caderno aberto na minha frente sentindo meus olhos ainda inchados devido as noites que eu passo chorando por Tyler estar em coma. Três meses se passaram e eu não ouvi uma noticia sequer sobre o seu estado.

Como podiam fazer isso comigo?

Todos me perguntavam sobre ele na escola, e eu não sabia responder exatamente nada. Eu não sabia de tinha alguma melhora, ou alguma piora. Se quando ele acordasse haveria danos ou não. se tinha chance dele ficar pelo resto da vida dele em uma cadeira de rodas, ou se ele apenas acordaria e tudo voltasse ao normal. Eu nem sabia sequer se ele iria acordar um dia. Mas se isso acontecer, eu sei que Tyler irá matar o pai dele assim que souber sobre o que ele anda fazendo.

-E então Olivia? –a psicóloga perguntou de frente para mim e eu a encarei. Minha avó havia a indicado para ela vir falar comigo, já que eu não ia ate à mesma. Mas não pensem que era para falarmos sobre o acidente, era para falar sobre mim. E minha doença.

Agora eu sei que é uma doença.

-Minha vida é um clichê de merda não é mesmo? –eu perguntei e Thomas parou de colorir para nos olhar. Ele já estava recuperado do acidente, mas mesmo assim falava pouco. Eu não o via brincando na escola como ele brincava antes. Ele sempre estava na dele, querendo como eu saber sobre o que estava acontecendo.

-Como assim? –ele perguntou franzindo o cenho e me olhando antes de olhar para a mulher de óculos.

-Quero dizer, tanta coisa acontecendo, e todos só querem falar da garota que enfia os dedos na garganta para vomitar. –eu falei rindo. -Olha o tanto que isso é uma merda.

-Você continua provocando vômitos em você mesma, Olivia? –a Dr. Hann perguntou anotando tudo em uma agenda com capa verde.

-Eu engordei o peso que eu havia perdido se é isso que quer saber. –eu respondi.  -Eu não estou fazendo mais... –eu disse em voz baixa. -Desde o dia do acidente. Estou comendo normalmente e... Acho que preciso falar mais sobre o Tyler do que sobre mim. –parei de falar assim que minha mãe entrou na cozinha com o meu pai.

-Aí estão vocês... –meu pai falou sorrindo como se tudo estivesse mil maravilhas. Ele tinha essa mania de sempre olhar pelo lado positivo em qualquer situação. -Como estão? Tudo bem por aqui?

-Bem, estamos tendo um progresso com a Olivia. –a psicóloga disse e eu forcei um sorriso. Eu não via a hora de me livrar dessa mulher. Era as mesmas perguntas sempre.

-O que tia Brooke disse? –eu perguntei mudando o foco do assunto.

-Bom, teremos uma reunião hoje as quatro com o pai do Tyler e o advogado deles. Para sabermos se eles vão mesmo continuar com essa historia. –minha mãe falou e eu assenti. -Ou seja, se eu não voltar, é porque matei os dois e joguei em um fosso. –eu abri um sorriso com a ideia e ela retribuiu.

-Eu ajudo então. –eu disse e nós duas fizemos um high-five. Meu pai abaixou nossos braços desaprovando e nos olhou.

-Olha só Maya, deixa que eu falo com eles, tudo bem? Não preciso da minha mulher presa e da minha filha indo pra cela logo em seguida. –eu revirei meus olhos com a piadinha e o olhei com tédio assim como minha mãe.

-Huh, odeio quando elas fazem essas caras. –Thomas falou e meu pai riu. -Agora... E a competição do ginásio. É amanhã. Você nem esta se preparando. Sabe que vai ter as barras e as argolas.

-Ah eu sei. Eu não vou. –eu respondi normalmente e dando de ombros. -Não quero mais participar dessas coisas. Aliás mãe, eu quero praticar boxe. Com você.

-O que?! –ela perguntou com um sorriso no rosto. –Ai meu Deus, esta falando sério?! Eu amo você querida... –ela disse empolgada e sacudiu meu pai que arregalou os olhos.

-Mudança de hábitos, isso é seguir em frente. Parabéns Olivia. –a psicóloga falou.

-Ah Jesus... –meu pai disse fechando os olhos. -Isso é perigoso, para que você quer praticar isso?

-Do que esta falando otário, você também praticava. E era um brigão. –minha mãe disse dando uma cotovelada em sua barriga de leve. -Não tire a vontade dela.

-Eu preciso descarregar. –eu respondi. -E tanto faz. Eu só não quero fazer mais ginástica. –eu fechei meu caderno e peguei minha bolsa jogada no chão. Enfiei minhas coisas dentro e fechei o zíper antes de agarrar o Iphone em cima do balcão da cozinha. - Pode arrumar isso para mim, mãe? Estou indo ate a casa do Dylan. –ela assentiu e cruzou os braços.

-Mas boxe? –meu pai perguntou ainda não acreditando. -Você não tem cara de que...

-É. Todo mundo diz que eu preciso ser mais igual a mamãe, então eu vou ser. Cansei de ser a patricinha anoréxica chata que a maioria odeia. Cansei de principalmente de ser a coitada da história que não pode ver o namorado internado em coma por causa de um acidente. –eu saí andando depois de dar um tchauzinho e desprendi meu cabelo que estava preso em um coque. Eu caminhei ate meu carro e abri a porta assim que entrei. Joguei minha bolsa dentro e enfiei a chave na ignição me preparando para ir. Eu puxei o cinto de segurança para colocá-lo e assim que o prendi vi o envelope de uma carta no porta coisas. Eu o peguei desdobrando a carta já lida por mim várias vezes por mim e passei os olhos pela letra curvada sobre o papel.

Liv,

Escrever cartas é algo extremamente ridículo e difícil porque não tem como usar emojis e se abreviar fica feio. É um clichê de merda como você sempre diz. E fica ainda mais difícil escrever sabendo que alguém extraordinária e que abre sorrisos bobos no meio dos beijos irá ler em algum momento. Espero eu, não te entregar isso pessoalmente, porque senão eu juro que vou sair correndo de vergonha. Talvez eu mande o Zay ser o pombo correio. Ou talvez o Dylan, mas tenho certeza que ele lerá primeiro que você.

Agora é meia-noite do dia 14 de junho. Eu estou deitado na minha cama, escrevendo isso no celular antes de passar para um papel com um desenho idiota no fundo que eu sei que você vai amar. Estou escutando sem parar a musica que tocou quando nos beijamos pela primeira vez. Naquela festa em que eu te dei motivos para me socar, mas mesmo assim você não o fez. Quem me ver escrevendo isso, vai até pensar que eu sou romântico. Apesar de você saber que isso não é nenhum um pouco verdade.

De 1001 coisas que eu poderia ter pedir, a única coisa que eu te peço é para não machucar a si mesma. Se você fizer isso, estará me machucando também, porque vi em você algo que nunca cheguei a ver em outra garota. Você não precisa de nada a menos e nada a mais em você, porque as pessoas se apaixonam pelo o que você é por dentro e não por fora. Mas eu estaria mentindo se eu te dissesse que apenas isso em você que me chamou atenção.

Para te falar a verdade, tenho que agradecer muitos aos seus pais, por eles fazerem alguém que foi capaz de me fazer apaixonar pelo pacote completo. Eu amo tudo em você. O jeito que você sorri de lado quando está com vergonha, o jeito que suas covinhas aparecem quando você morde as bochechas ou ate mesmo como o seu cabelo fica mais dourado ainda quando a luz do final da tarde bate contra ele. Eu amo a sua risada, e ate mesmo aquela escandalosa que você solta quando não consegue parar de rir. Eu amo o seu gosto para musicas, e as caretas que faz principalmente quando me viu comendo aquele algodão doce velho naquele parque. Eu amo o seu jeito para brigas, e adoro ver você mordendo hambúrgueres, o que é estranho.

Mas não se machuque. Não tente mudar quem você é.

Confesso que preciso de você para tudo. Confesso que eu não conseguiria viver sem a minha Barbie, porque por algum motivo entramos na vida um do outro. Essa porra de destino é uma droga, mas eu viciei nela por ela me trazer você.

A gente é para sempre Liv.

Não se esqueça disso.

Tyler.

-A gente é para sempre. Eu vou dar um jeito nisso. Eu prometo. –eu disse e coloquei a carta no mesmo lugar que estava antes. Eu sabia que eu a leria outra vez. Eu liguei o carro e dei a ré dirigindo em direção a casa do Dylan.

**

Eu me sentei ao seu lado na cama e parei para observar a foto dos dois em uma festa na moldura de um porta-retratos preto fosco. Ambos apontavam os dedos e pela expressão facial não pareciam estar muito sóbrios. Dylan pegou uma almofada e a abraçou encarando o teto. O quarto estava silencioso, e pela primeira vez eu não ouvia o som de uma guitarra ou de algum rock tocando nos fundos.

-Sinto falta dele. –ele disse e eu assenti com a cabeça. -Parece que as coisas não são as mesmas sem ele aqui. Parece que falta algo, e eu não consigo suportar a ideia de não saber como ele está. Se teve alguma melhora ou... Eu não sei. Parece um pesadelo sem fim essa merda. –eu assenti mais uma vez e me ajeitei na cama. -Como você esta? –ele perguntou me olhando.

-Acho que já respondi essa pergunta mais de 600 vezes nesses meses. –eu respondi me encostando na parede e respirando fundo.

-E o que você diz? –ele me perguntou e eu o olhei começando a arrancar o esmalte roxo que estava nas minhas unhas. A cor que Riley insistiu tanto em experimentar nas minhas unhas.

-“Estou bem, obrigada. Estou bem melhor.” –eu disse.

-E quantas dessas são verdade? –eu suspirei negando com a cabeça e dei de ombros também querendo saber.

-Nenhuma, eu acho. Não saber de nada esta me matando. Pensa o que vai acontecer, quando ele acordar. –eu falei e ele bufou. -As coisas vão piorar na casa dele. Ele vai surtar, ele pode ate sair de casa. –ele assentiu concordando. -Já conseguiu falar com a mãe dele? Ela não me atende. –eu disse mostrando meu celular para ele.

-Isso está muito estranho... Ela também não me atende. –eu franzi o cenho o olhando. -Será que ele morreu e a gente não sabe?

-Não, não, não, não. Eu prefiro não pensar nisso. –eu disse fechando meus olhos. -Eu não quero pensar nisso de jeito nenhum.

**

Música: Thousand Years – Christina Perri

-Talvez ela esteja ocupada, sei lá. Ou indisponível para atender sua chamada. –Alex disse sentado de frente para mim no sidewalk. -Ou provavelmente ela esta passando muito tempo no banheiro, eu já li que as pessoas costumam defecar muito quando estão passando por um momento de tensão e... –Riley o acertou com o cardápio e ele arregalou os olhos assustado.

-Louca! –ele disse.

-Para de falar merda, Alex. As coisas não são piada. –ela disse e eu ri fraco e baixo. -Agora ouça isso Liv, e se o Zay tentasse ir no hospital? E se eu fingisse que desmaiei, meu pais me internavam lá, e vocês entrassem? Podia dar uma fugida ate o quarto dele.

-Riley, eu o Dylan não podemos passar daquela catraca na recepção de jeito nenhum. –eu expliquei. -Maldita hora para o pai dele entrar no quarto. Se ele não me perguntasse nada, o meu disfarce de enfermeira teria dado certo. Mas não, ele tinha que me perguntar a dosagem da porcaria de remédio que não faz efeito nenhum! –eu falei brava.

-Pensa muito nele? –ela perguntou apoiando o queixo no punho. -Pensa muito quando ele acordar?

-O tempo todo. –eu falei e soltei um suspiro. -Não vejo a hora dele me contar que vai quebrar alguém que falou de mim ou...  Que esta entrando pela janela do meu quarto por estar tarde. –meus olhos se encheram de lagrimas e eu me apressei em enxugá-las. -Eu só quero ele aqui. Me dizendo que tudo vai dar certo e que... Estará ao meu lado para tudo. Eu não quero ter que ir em nenhum enterro Riles... –ela mordeu as bochechas e se mudou de lugar. Eu me afastei e ela se sentou ao meu lado. Eu a abracei e as lagrimas escorreram pelo meu rosto.

Flashback on

Eu ergui o olhar para Tyler que estava sentado na minha frente no sidewalk. Nós riamos do meu projeto de artes em cima, e como ele ficou horrível. Eu simplesmente não sabia o porque eu não puxei os talentos da minha mãe. Eu neguei com a cabeça tacando uma batata frita nele e ele arregalou os olhos por ela ter pego em sua testa.

-Ok. Não é minha culpa se o seu vulcão ficou uma merda. Isso está parecendo um... Não, esquece.  –ele disse se mudando de lugar. Eu soltei um grito rindo e ele riu antes de me beijar. Eu sorri retribuindo o beijo e segurei o rosto dele antes que ele se afastasse para me abraçar.

-Você me ama mesmo não é? –eu perguntei e ele me encarou antes de descer o olhar para a minha boca.

-Eu te amo mesmo. –ele responder. –Porque?

-Porque eu sei que você trocou a minha nota para eu ganhar dez no projeto. –ele cerrou os olhos pensando no assunto. Ele riu da minha cara me tacando uma batata-frita e eu a peguei antes que caísse dentro da minha blusa.

-Olha o que a gente fez. Vamos levar uma bronca. –eu falei olhando as batatas em todo o lugar. Eu peguei o copo de milkshake de chocolate e tomei um gole. Assim que o olhei e vi que ele estava quase rindo novamente, eu cuspi o liquido o que acabou respingando em sua camisa.

-Que nojo Olivia! –ele falou rindo e eu me curvei no banco rindo. -Olha o que você fez no vidro. Você que vai limpar.  Sua tonta. Olha minha camiseta. –eu parei de rir e me levantei para beijá-lo. -Essa sua boca cheia de... –eu o beijei e ele se afastou rindo. -Chocolate.

-Eu também amo você Tyler. –eu disse e ele sorriu. Ele segurou meu rosto colando nossas bocas e eu retribui o beijo.

Flashback off

**

O sinal da escola bateu e a multidão de alunos saiu pelo corredor. Eu parei de andar no meio do caminho fazendo algumas pessoas trombarem em mim por eu estar atrapalhando o fluxo de pessoas. Assim que olhei para o armário do Tyler sendo desocupado pelo diretor e um dos professores, eu elevei minha mão ate meu pescoço e apertei o anel dele que estava preso na corrente de um colar que ele me deu.

-Liv, vamos... Temos que ir para o sidewalk. A gente vai encontrar com todo mundo lá. –Riley falou aparecendo do meu lado e eu permaneci parada no mesmo lugar encarando as coisas sendo retiradas.

-Porque estão tirando as coisas dele? –eu perguntei. -Quem vai pegar o armário do Tyler? –eu me virei para e ela deu de ombros mostrando que não sabia. -Eles não podem fazer isso. O Tyler vai acordar logo e... –eu fiquei ofegante sentindo meu estomago embrulhar. -Que se foda. –eu sai andando na frente dela e corri ate o estacionamento.

-Liv onde você esta indo?! –Riley perguntou correndo atrás de mim e assim que cheguei ate o meu carro, abri a porta apressadamente. -Liv! –ela me gritou e entrou ao meu lado. -Onde você vai?

-Até o hospital. Que se foda, eu vou entrar lá dentro. Eu não vou ficar aqui sabendo de absolutamente nada. –eu disse e ela arregalou os olhos colocando o cinto.

-A gente vai se ferrar, escutou? –ela me perguntou. -Os seus pais vão matar você, os meus pais vão me matar, e os pais do Alex, vão matar ele por ele ter ficado de fora e não ter segurado a gente.

-Eu sei. –eu disse e comecei a dirigir ate o hospital.

Nós descemos do carro e eu passei a alça da minha bolsa pelo meu ombro. Eu caminhei ao lado dela ate a recepção sentindo um frio no estomago só por estar aqui. As cenas do Tyler entrando no hospital desacordado ainda me assombravam e me causavam arrepios. As portas automáticas foram abertas, e minha amiga olhava para todos os lados querendo ver alguém da família deles antes que nos vissem.

-Para com isso, Riley. –eu falei. -Para! –eu a empurrei de leve e me aproximei do balcão. A secretaria ruiva abriu um sorriso simpático para mim e eu retribui apoiando meus braços em cima da placa de vidro.

-Oi, eu posso ajudar? –ela perguntou normalmente e eu assenti me entreolhando com Riley brevemente.

-Oi, pode sim. Sabe me informar se a família do paciente Tyler Zummach esta no hospital? –eu perguntei.

-Sim, eu vou checar para você. –ela falou mexendo em seu computador. -É alguma coisa deles?

-É, eu sou uma prima distante do paciente. –Riley respondeu na minha frente e eu assenti.

-Ah sim. –a moça respondeu e digitou algumas coisas. Ela franziu o cenho e ergueu o olhar na nossa direção o que fez meu coração disparar. -Hmm... Desculpa, eu sinto informar, mas... Não há nenhum paciente por aqui com esse nome. –eu a encarei por um tempo e me entreolhei com Riley que também não estava entendendo.

-Tem certeza? A gente... Quer dizer, ele deu entrada aqui há três meses atrás. Ele esta em coma, como não pode haver nenhum paciente aqui com esse nome? –eu perguntei apertando o balcão com tanta força que meus dedos chegaram a ficar brancos.

-Será que não tem como olhar no seu registro? –Riley perguntou. -Quer dizer, é que viemos de muito longe para vê-lo. –a recepcionista nos lançou um olhar um pouco desconfiado, mas então assentiu.

-Tyler Zummach, certo? –ela perguntou e eu assenti um pouco preocupada. -Ok... Vamos lá... –eu comecei a ficar inquieta, mas então ela assentiu mais uma vez. -Sim está aqui. Tyler Zummach, 17 anos, deu entrada por atropelamento não é? –eu assenti. -Devem ter cometido algum engano... –ela falou nos olhando. -Aqui diz que ele recebeu alta duas semanas depois do acidente.

-O que? –eu perguntei sentindo minha voz falhar.

-É. O paciente foi liberado dois depois de acordar do acidente. Ele já foi liberado há três meses. –eu engoli em seco e dei alguns passos para trás ficando ofegante. Eu saí do hospital mal conseguindo respirar e Riley logo surgiu atrás de mim. Eu me abaixei no chão e então cobri meu rosto com as mãos mal acreditando.

Tyler não estava mais aqui.


Notas Finais


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