História Hiccstrid one shots - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Como Treinar o seu Dragão
Tags Amizade, Astrid, Banguela, Família, Hiccstrid, Romance, Soluço
Visualizações 479
Palavras 4.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi lindezas!
Bom, hoje eu não To com um humor bom e já chorei pelos cantos! Motivo? Física!
Mas vamos ao que interessa! Gostaria de agradecer e dedicar esse capitulo à ~Bia_Hofferson08! Obrigada pela ideia super fofa lindeza!

Snopse: Soluço e Astrid querem ter um filho, mas essa jornada é maior e mais complicada que eles imaginavam!

Capítulo 23 - Especial idéias


Ter a ilha inteira nas suas costas não era algo fácil. 
Soluço podia lidar com os pedidos absurdos de reformas, podia lidar com as reclamações, podia lidar com reuniões tediosas, podia lidar com qualquer Qualquer tipo de dragão. Mas não podia lidar com os múrmuros e olhares para sua esposa de desaprovação. 
Astrid tinha abortado um bebê. Seu corpo o rejeitou  em seu 4º mês. Não era culpa dela, mas as pessoas julgavam que sim e cada vez mais cobravam um herdeiro para Berk.

Naquela noite Soluço estava quieto na mesa de jantar, o que incomodava Astrid.
— Soluço? fala comigo! — pediu ela, sorrindo.
Ele levantou os olhos, suspirando.
— no que você tá pensando? — perguntou a loira.
— e se.. — ele deu mais um longo suspiro.— ..adotarmos? 
Ela largou o o garfo, ficando séria.
— isso é...
— ilegal? Eu sei que um herdeiro precisa ter meu sangue, mas.. — ele suspirou.— não parece uma ideia tão ruim! Viajamos pra outra ilha e..— ele reparou nos lábios franzidos dela e olhar triste.— não! Esquece! Só foi...
— talvez seja uma boa! — murmurou a loira.— assim o povo fica feliz.. 
— Astrid.. 
— quando partimos? — ela levantou os olhos azuis o encarando com determinação.
— Eu.. Eu não sei! 
— ótimo! Amanhã é bom.. — ela se levantou, levando seu prato consigo. 
Soluço a encarou pensando se ela estava triste, irritada, ou feliz de verdade.
**

Eles viajaram por cinco dias pra chagar em uma ilha..especial. 
Era uma ilha pobre e tinha acabado de passar por uma guerra complicada, tiveram várias mortes, Berk estava os ajudando a se reerguer. Eles foram prontamente recebidos pelo chefe.
— Soluço Haddock e sua adorável esposa! — o homem sorriu, fazendo uma reverência.— a que devo a ilustre presença?
— é um pouco complicado.. — Soluço entrelaçou os dedos nos da esposa.— queremos uma das suas crianças! 
— mas isso..
— também contamos que fique com a boca fechada! — Astrid o fuzilou com o olhar.
— bem.. Sigrid? — ele chamou uma mulher que cuidava de um cavalo.— leve-os até os órfãos!  
— sim, chefe! — ela fez uma reverência ao casal.— me sigam! 
Eles caminharam até uma casinha velha e queimada, de onde se ouvia uma grande gritaria.
— depois da guerra tantas crianças ficaram órfãs! Vocês querem levar alguma embora? — perguntou Sigrid.
— sim.. — disse Soluço, ele abriu a boca para completar que não queria que ninguém soubesse, mas Sigrid abriu a porta e uma criança saiu correndo, ele se assustou, Astrid pegou o levadinho.
— onde vai? — perguntou a loira, segurando o garotinho ruivo de olhos castanhos.
— quero mamãe! — a loira ficou séria, franzindo a testa.
— sua mãe está viajando! Agora volte pra dentro Eir! — disse Sigrid.
Soluço suspirou, enquanto sua esposa colocava o garoto no chão.
— eles não têm mais ninguém? — perguntou o ruivo.
— na verdade tem! Mas estão se recuperando e não podem cuidar dessas crianças! 
— então em breve todas vão ter um lar! — Astrid forçou um sorriso.
— claro! Todos estão encaminhados se nada der errado! Graças aos deuses, nossa ilha está recebendo muita ajuda! Mas tem um garotinho que não vai ter ninguém! E ninguém o quer! — Sigrid entrou no lugar, desviando das crianças.
— eu pensei que eram todos órfãos! Quer dizer, sozinhos! — sussurrou Astrid pro marido, que deu de ombros.
Eles entraram em uma sala, cheia de bebês. Mas um estava chorando, esgoelando. 
— olha ele lá! Erick, tem 6 meses! — disse Sigrid.
— por que ninguém o quer? 
— não tem família! A mãe morreu, pai não assumiu.. Chora demais!
— ninguém liga pra um problema que não é seu.. — murmurou Soluço, Sigrid concordou.
Astrid foi até a mulher que segurava o garoto, de cabelos e olhos castanhos, a mulher lhe ofereceu para segura-lo, ela aceitou. O garotinho gritou de chorar, assustando a loira.
— ele é assim mesmo! — disse a mulher que cuidava dele antes.
Soluço se aproximou da loira, tentando brincar com o bebê, que parou de chorar, encarando o ruivo.
— Hey! Por que você tá bravo amiguinho? — Soluço colocou o dedo indicador na mãozinha dele, que se fechou no mesmo. 
O bebê riu, com Soluço fazendo voz fina, o que fez Astrid rir também.
— vocês levam jeito! — disse Sigrid com um sorriso.
Astrid riu.
— ele leva jeito! — murmurou ela.
Soluço se afastou, o garotinho voltou a chorar.
— Soluço? — chamou ela.
— vamos lá milady! — ele riu.
— seu idiota! — o bebê gritou com o comentário.— oh não! Eu não queria xingar.— ela passou o polegar pela bochecha fofa do bebê.— ele até é legal! Se não está fazendo piadas bobas! Você vai gostar dele! Eu aprendi a gostar! — o menino parou de chorar a encarando com os olhos cheios de lágrimas.— não chore! — ela o balançou nos braços.— não precisa chorar! 
Soluço sorriu.
— viu só! Ela leva jeito! — disse o ruivo, fazendo Sigrid concordar.
— vão querer ele? 
— sim! — disseram os dois ao mesmo tempo. 
Sigrid sorriu e saiu da sala, ao mesmo tempo que Soluço abraçou a loira, a beijando, eles se separaram sorrindo, o bebê riu, fazendo os dois fazerem o mesmo.
 
 Tudo estava pronto, mas eles não contavam que Erick teria pavor de dragões. 
— não é possível! — murmurou Soluço ao tentar uma aproximação pela quinta vez.
— Soluço! Ele não vai conseguir! — disse Astrid, balançando Erick, no colo. O garoto estava embrulhado em várias mantas por causa do frio.
O ruivo suspirou.
— e agora? 
Ela deu de ombros.
— vamos treiná-lo? — perguntou a loira sorrindo.
Soluço riu.
— como? 
Ela chamou Banguela, enquanto se sentava no chão.
— Erick! Ele é bonzinho! — Astrid acariciou o dragão.
O garotinho encarou Banguela com curiosidade, enquanto Soluço se sentava no chão também. 
O bebê riu quando Banguela lambeu Soluço e o ruivo ficou resmungando. 
— viu só? — Astrid riu.— é um bom dragão! 
Soluço pegou Erick, rindo, e deixou o menino brincar com o Fúria da Noite, ele enfiou o dedinho no nariz do dragão, que espirou, o fazendo gargalhar.
— treinamos alguém! — disse Soluço, satisfeito.— meu garoto! — ele beijou a cabeça de Erick.
Astrid riu, pegando na mão do bebê.
— desculpem atrapalhar.. — um garoto de uns 19 anos se aproximou deles, ele se parecia com Erick, alto, moreno de olhos castanhos, e um nariz de bolinha, como Astrid costumava brincar com o garotinho. 
— sim? — Soluço franziu a testa.
— esse é o..— o garoto engoliu em seco.— Erick? 
— é! Nosso filho! — disse Soluço franzindo a testa.
— desculpa.. Hãn.. Soluço Haddock! — ele respirou fundo.— Erick é meu filho! 
Astrid se levantou, irritada.
— onde você estava quando a mãe dele morreu? Onde você estava quando ela engravidou? — perguntou a loira.
— com medo!
— acha que ela não estava com medo? — Astrid bateu na cara dele, Erick começou a chorar no colo de Soluço, o ruivo o abraçou.
— Astrid, não perde tempo com ele! — Soluço subiu no dragão, abraçado a criança.
— por favor! Estou arrependido! — o garoto deixou uma lágrima escapar.— eu nunca vou chegar aos pés da mãe dele! Ela era forte! Até com o que não precisava aguentar! Não desistia! Agora ela se foi! E tudo que tenho dela é nosso filho! 
Astrid encarou o marido, com medo de perder o garotinho.
— eu me arrependo muito com o que fiz com eles! Eu não mereço seu perdão! Mas me deixem pelo menos me despedir!
Soluço olhou para Astrid que assentiu concordando, ele suspirou, descendo de Banguela, o dragão ronronou, triste também, o ruivo foi até o pai e lhe entregou Erick.
— obrigado! — ele sorriu pro casal, encarado Erick que sorria pra ele.— me desculpe rapazinho! — ele beijou a testa do bebê, chorando, depois o abraçou com força.— me desculpa! 
Astrid cruzou os braços, ciente do que deveriam fazer.
— acha que pode cuidar dele? — perguntou Soluço.
O garoto levantou o olhar com um sorriso.
— sim! Claro! — ele sorriu.— vão me perdoar? 
Astrid entrelaçou os dedos nos do marido.
— o lugar do Erick é com o pai de verdade! — ela se aproximou com uma lágrima escapando.— seja bom pra ele! 
— eu vou! 
— não o deixe fazer com outras moças o que você fez com a mãe dele! — disse Soluço, fuzilando o garoto com o olhar.
— ela é nossa heroína! Vou contar isso a ele! Espero que um dia ela me perdoe! 
Astrid sorriu, vendo que quem quer que tinha abandonado aquele bebê antes tinha mudado. Um caso raro de se acontecer, mas aconteceu.
Ela beijou a testa do pequeno.
— seja bom, querido! — sussurrou a loira.
Soluço fez o mesmo, depois abraçou a esposa beijando-lhe a testa.
— vamos pra casa,milady! — sussurrou ele, tentando prender as lágrimas.
*

Depois de um ano eles ainda não tinham filhos. A pressão da ilha só aumentava. Mas eles não ligavam mais, o importante era que estavam felizes juntos.
— como será que o pequeno Erick está? — perguntou Astrid uma noite em que eles estavam abraçados na frente da lareira.
— deve estar bem! O pai dele parecia determinado! — disse Soluço.— quer visita-los?
— eu não posso fazer voos longos! — disse ela, sorrindo.
— o que? — Soluço franziu a testa, enquanto ela se virava pra ele.— espera, você.. O que?
— To grávida! — o sorriso dela aumentou.
— Astrid, Meus deuses! — ele a abraçou.— Meus deuses! — ele distribuiu vários beijos no pescoço dela.— eu te amo tanto!
Ela riu, deitada em cima dele, abraçada ao pescoço do ruivo.
— eu também te amo! — sussurrou ela. 
Soluço se afastou a encarado nos olhos, com um sorriso gigante, ele tirou um pedaço de franja do olho dela depois a beijou, com intensidade.
— vamos ser pais! — disse ela, sorrindo quando eles se separaram.
Soluço a abraçou mais uma vez com força. 
*
Ela estava com 6 meses, a barriga estava gigante, os hormônios estavam pirando, ela suava, sentia dores, chorava e não dormia a noite. 
— droga de dor nas costas! — murmurou a loira, se sentando em sua poltrona com as pernas abertas.
Soluço riu.
— não ria Soluço! Não é você que está com dores! — disse ela, irritada.
— desculpa milady! — ele se levantou, a pegou no colo e se sentou na poltrona a balançado para frente e para trás.
Ela se encaixou no pescoço dele, respirando o cheiro de mar que ele sempre exalou, Soluço começou a fazer massagem na barriga.
— não acha que está grande demais? — perguntou ele, sorrindo.— pra um? 
Astrid riu.
— talvez.. 
— precisamos de outro berço! — murmurou ele.
— o berço que você fez dá pra cinco bebês! — murmurou a loira. 
Ele forçou um sorriso, ainda acariciando a barriga dela.
— Hey.. Papai ama vocês! 
— e se for só um? — ela ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços.
— Astrid.. A sua barriga tá gigante! — Soluço riu, recebendo um tapa.
— tá me chamando de gorda?! Ela está mediana! 
— sim! É claro! 
Ele riu, depois a aproximou a beijando. Astrid se afastou, sorrindo.
— O que foi? — perguntou Soluço.
— o bebê chutou! — disse ela, colocando a mão do marido no lugar do chute.
Soluço sorriu a encarando nos olhos.
— foi um chute forte! — disse ele, impressionado. — minhas garotinhas vão meter o terror! 
— garotinhas?! — Astrid riu.— por que você quer tanto menina, com todo resto da ilha pedindo menino?
— porque estou cansado dessa gente interferir na nossa vida! — ele colou a testa na dela.— Astrid, isso é nosso! E de mais ninguém! Vai ser o nosso bebê é nossa vida! — ela colocou a mão por cima da dele na barriga, com um sorriso que ficou maior quando o(s) bebê(s) chutou mais uma vez, ela se aproximou o beijando, um beijo que ele retribuiu de prontidão.
— Sabe, eu também gostaria de provar que uma garota também pode liderar muito bem! — disse Soluço sorrindo, quando eles se afastaram. 
*
8 meses. 
Se com 6 meses estava difícil, com 8 estava insuportável, ela chorava, ria e gritava de uma hora pra outra, ela sentia dores, estava enxada, não conseguia ao menos sustentar seu peso sozinha. 
Era bem mais horrível que a loira imaginava.
— olha essas estrias! — murmurou Astrid, antes de se deitar, ela estava na porta do banheiro do casal só com uma pequena camisola branca. 
Soluço riu.
— você está linda! 
Ela jogou um sabonete nele. 
— cala a boca Soluço! — murmurou voltando para cama.
— ok! O que acha de uma massagem? — perguntou o ruivo se aproximando dela e apertando-lhe os ombros.
Astrid suspirou, tentando relaxar, mas ela foi atingida pela cólica.
— hey.. — Soluço a abraçou por trás.— vai passar! 
Ela fechou os olhos com força.
— estou bem.. — murmurou a loira.
— vamos dormir? — perguntou o ruivo sorrindo e beijando o pescoço dela.
— você sabe que eu não consigo dormir direito há um tempão e essa barriga gigante nos impede de.. Você sabe! 
Soluço riu atrás dela.
— é uma barriga mediana! E nada impede...
— Soluço! Seu bebê está ouvindo! — disse a loira com um sorriso.
Ele revirou os olhos, rindo, depois beijou o pescoço dela mais uma vez, depois a bochecha e então a loira virou o rosto alcançou sua boca, eles se afastaram sorrindo.
— você tá tão linda..— sussurrou o ruivo, não brincando dessa vez. Astrid era uma gravida muito bonita, sempre mantendo um coque feito com flores, o rosto e todo resto do corpo não engordou e somente sua barriga era maior agora. 
Ela sorriu.
— você também é lindo! 
Soluço riu, colando a testa na dela. A loira franziu o cenho.— alguém acordou.. — murmurou ela, colocando a mão na barriga.
O ruivo se levantou e sentou na frente dela na cama, de frente pra barriga.
— Hey! Vocês podiam deixar a sua mãe dormir um pouco! — ele acariciou a barriga.— o que acham de uma história? — ele se levantou e começou a olhar os livros.— tipos de morte com dragões não quero complexar vocês, tipos de dragões, não, a neve e os anões? Da onde isso saiu? 
— é aquele da maçã envenenada, bebê! 
— ata! Deixa a lição de não comer tudo que te dão pra mais tarde! — ele voltou a olhar pros livros.— tá legal, não tem nada aqui! Papai vai inventar! 
Ela se sentou na frente da esposa, que riu pra ele de braços cruzados.
— Era uma vez, uma viking forte, guerreira, decidida, dedicada e linda! Ela era a melhor guerreira do arquipélago! Era o orgulho da ilha! E tinha a espinha de peixe falante! Esperem! Não era realmente uma espinha de peixe, era um garoto fraquinho e desastrado! — Astrid riu.
— mas o garotinho era inteligente! Muito inteligente! Ele tinha uma mente incrível e brilhante que mudou a ilha um dia! — disse Astrid.
— ok! Sua mãe quer que a história acabe logo! — murmurou Soluço pra barriga, o que fez Astrid rir.— mas acontece que a guerreira e o desastrado se apaixonaram! Eles se casaram, e a vida deles era perfeita! Mas eles não tinham uma família completa! Eles queriam crianças para passarem a noite acordados e para trazerem preocupações a cabeça! 
Astrid riu, revirando os olhos.
— bem, então, ela engravidou, eles ficaram muito felizes! Mas, aconteceu uma coisa.. — Soluço traçou uma linha pela barriga, causando um arrepio a loira.— ela perdeu o bebê! 
Astrid franziu o cenho, o encarando com duvida.
— o viking desastrado sabia que ela se culpava, todos os dias, ele pensou que passaria mas ela nunca superou, ele podia ouvi-la chorando por isso às vezes.. 
— Soluço.. — começou Astrid. 
— me deixa terminar, milady! — ele a encarou com algumas lágrimas nos olhos, depois voltou a olhar para barriga.— a guerreira engravidou de novo, mas ela continuava com medo, ela continuava chorando e rezando aos deuses para não tirarem mais um filho dela! Sabe o que ela não sabia? — ele levantou o olhar de novo pra loira, que deixou escapar algumas lágrimas.— ela não sabia que eles partilhavam o mesmo medo! — Soluço alcançou a mão dela.— mas eles não precisavam, porque tinham um bebê que puxara pra mãe na barriga dela agora! — ele se aproximou beijando a barriga.— era o próximo guerreiro de Berk! — ele sorriu.— ou guerreira!
— Soluço.. — o lábio de Astrid tremeu, encarando o ruivo, que estava limpando os olhos.
— é, eu te escuto chorando às vezes..— ele respirou fundo, soltando alguns soluços.— escuto você se culpando.. — ele a encarou.— desculpa Astrid! 
— a culpa..
— talvez seja minha sim! — disse o ruivo.— minha mãe disse que quando nasci era fraco e quase morri, bem, não mudei muito perto do padrão Viking! Talvez fosse algo que passa de geração a geração! Talvez você tenha perdido o bebê por minha culpa.. — Astrid o encarou de joelhos na frente dela, ela desceu da cama ficando de joelhos na frente dele e o abraçando.
— não foi sua culpa! Eu tenho certeza! — sussurrou ela, sentindo a respiração desregulada dele em seu pescoço.
Era a primeira vez que Soluço se abria sobre isso com ela, e tudo que a loira pode fazer foi ficar lá, abraçada ao marido por um tempo.
*

Ela poderia ter o bebê a qualquer minuto, mas Soluço tinha que ir a outra ilha, ele tinha que negociar a paz, e impedir uma guerra. Mas ele não queria deixar sua esposa com tão pouco tempo para eles serem pais.
— vai! Você tem que ir! — disse a loira, pela décima vez. 
— você pode ter o bebê a qualquer minuto! Não quero perder isso! — murmurou ele.
Astrid suspirou.
— seu povo precisa de você! — disse ela.
— minha família também! — disse o ruivo a encarando nos olhos e colocando a mão em cima da barriga, acariciando a mesma, enquanto a esposa estava sentada em seu colo, ambos em uma poltrona na frente da lareira.
Banguela se mexeu enquanto dormia perto do fogo.
— tá legal, eu consigo segurar essas crianças por mais alguns dias! Vai! — disse a loira sorrindo e o beijando.
Soluço a encarou com relutância.
— me desculpa! 
— tudo bem! — ela sorriu o beijando.
Quando se separaram ambos suspiraram.
— me esperem para nascer! — disse o ruivo beijando a barriga da esposa.
*
 Já fazia três dias que ele fora fazer um tratado de paz. 
As contrações só pioravam mais a cada dia, ela estava precisando da ajuda de Tempestade para andar de um lado a outro e seus pés estavam inchados
Ela estava subindo a escada quando foi atingida por uma contração mais forte que o normal, a loira parou, fazendo um exercício de respiração com uma careta.
— vamos lá! Só espera seu pai... — murmurou ela, apertando a barriga.
Ela apertou o corrimão, praguejando em voz alta, puxando e soltando o ar com força.
Ela subiu as escadas com calma, e e parando a cada degrau. Depois do terceiro degrau ela chamou Tempestade.
— só me aju.. — ela apertou um chifre da dragão, sentindo um água molhar suas pernas.— merda! — murmurou a loira, com a contração piorando, mais e mais.— a minha bolsa estourou! 
Tempestade a encarou preocupada depois a ajudou a chegar no quarto.
Astrid se sentou na cama, ainda respirando com dificuldade, suando agora.
— Tempestade! Vai buscar a Goth! — pediu a loira.
A dragão obedeceu. Deixando a loira sozinha. 
Astrid soltou um sorriso forçado. 
— acho que vocês não vão gostar de obedecer seu pai.. — murmurou ela, se deitando na cama, se contorcendo um pouco, maldita contração.
A parteira entrou na casa montada em Tempestade.
— Astrid? Tudo bem? Deuses! Sua bolsa estourou! — disse a parteira, a loira gritou, agarrada à cama
— é sério? Eu nem percebi! — disse Astrid, uma gota de suor escorrendo por sua testa.
— ok, concentre-se! Empurre o bebê! E respire fundo! — a loira obedeceu, a dor cada vez aumentando mais.

Depois de alguns minutos Astrid estava começando a querer desistir. Foram alguns minutos, mas pra ela já pareciam horas, aquela dor era insuportável. E sua garganta já estava seca de tanto gritar.
— isso pode demorar um pouco! — disse Valka limpando a testa da loira.— respira querida! 
— demorar um pouco?! Já está demorando um pouco! — disse Astrid irritada, ela inclinou a cabeça pra trás com a dor novamente, apertando a mão da sogra.
Alguém abriu a porta, batendo a mesma na parede. Soluço. Eles estava suado e ofegante. Bem parecido com Astrid.
Valka saiu do lado de Astrid para seu filho sentar, o ruivo agradeceu com um olhar.
Ele se inclinou beijando a testa dela.
— parece que vim a tempo, certo? — disse o ruivo.
— não veio nada! — ela apertou a mão dele.
— Astrid.. 
— cala a boca! Você não está dando a luz a um filho! — disse a loira, irritada.
Ele deu um riso forçado, apertando a mão dela.
— Soluço, o pai não pode ficar! — disse a parteira correndo com algumas toalhas.
Antes do ruivo responder Astrid gritou: 
— ele fez também! Vai pelo menos quebrar um dedo hoje! — a loira apertou a mão dele, ele sorriu com uma mistura de orgulho e dor.
— ouviu a gravida! — disse Valka com um sorriso. 
— por que vocês estão tão calmas? — perguntou Astrid.— tira esse bebê logo! 
— Hey! — Soluço se aproximou a olhando nos olhos.— me diz como foi ficar sem mim!
— eu me arrependi de te deixar ir! — murmurou a loira.
— desculpe milady! — ele beijou a testa dela mais uma vez, ela apertou a mão dele mais uma vez. — mas estou aqui agora! E daqui a pouco vou contar as piadas bobas pro nosso bebê! — sussurrou o ruivo.
— só piora Meus deuses! — murmurou a loira olhando pro teto.
Ele sorriu, levando mais um aperto forte.
— estou vendo a cabeça! Tem alguns fios! — disse a parteira, animada.
Soluço e Astrid reviraram os olhos.
— isso é estranho.. — murmurou o ruivo.
— precisa falar assim do meu filho?! — murmurou a loira.
— é uma cabeça! — murmurou a parteira, dando de ombros.
 Astrid deu mais um grito agudo e aperto na mão do marido, que se contorceu junto com ela.
— é uma menina! — disse a parteira, enquanto um chorinho fino invadia o quarto.
Soluço sorriu, comemorando.
— minha garotinha! — disse o ruivo comemorando.
A parteira embrulhou a garotinha chorosa e entregou pra mãe. Astrid sorriu. Ela era loira, pálida e por fim extremamente pequena. Quase tão pequena como Soluço, quando veio ao mundo.
— oi! — a loira colocou o dedo indicador na mãozinha da bebê. 
Soluço se aproximou, sorrindo e pegando a outra mãozinha.
— Hey! Quem é minha garotinha? É você! — ele sorriu.
Valka sorriu. Até que Astrid franziu a testa, respirando fundo e com dificuldade.
— o que foi? — perguntou Soluço, encarando a esposa.
— tem mais um! — disse a parteira enquanto Valka secava a testa da loira.
Soluço pegou a bebê do colo da loira, a balançando para acalmar o choro.
— Soluço! — gritou Astrid.
— eu to aqui! — Soluço se sentou com a bebê, ainda chorando, do lado da loira.— estamos esperando minha irmã ou irmão, mamãe! — disse o ruivo com voz fina.
Astrid sorriu, gritou mais uma vez, apertou a mão de Valka e logo o quarto foi invadido por outro choro de bebê.
— outra menina! — disse a parteira, sorrindo.
— isso! — disse Soluço.
Astrid fechou os olhos com um sorriso de alívio, suspirando. 
— graças aos deuses.. — murmurou a loira.
Valka levou a neta à nora e o filho. Esta era ruiva, maior e mais forte que a primeira.
Astrid pegou a segunda menina sorrindo pra mesma, Soluço a encarou sorrindo depois trocou um rápido beijo com a esposa.
A bebê "mais velha" fez um som parecido com uma risada, o qual só o casal ouviu, os dois soltaram uma risada.
— está melhor agora? — perguntou Soluço, sorrindo.
— com certeza! — sussurrou Astrid sorrindo paras meninas.
***

Mais tarde Astrid tinha tomado um banho, a roupa de cama havia sido trocada e as meninas estavam dormindo em um berço ao lado da cama do casal.
— elas são tão lindas! — disse Astrid, pegando uma das duas bebês. 
— e os nomes? — perguntou o ruivo.
— dá uma ideia! 
— Singrid? 
— que droga! — ela franziu o cenho enquanto o ruivo ria. 
— estava brincando! Que tal Lynae? — ele deu de ombros.— ela tem cara de Lynae.
— por que? 
— Lynae significa flor azul! Ela se parece com você, não sabemos a cor dos olhos, mas eu aposto no azul! 
Astrid sorriu, acariciando a bochecha da bebê.
— Lynae então! — a loira sorriu, se virando pro marido e encostando os lábios nos dele.
— agora nossa outra princesa! — disse ele animado.
Astrid passou Lynae pra ele e pegou a be ruiva. Elas eram tão pequenas que podiam ser seguradas por somente um braço. Pareciam realmente frágeis.
— ok, é minha vez! — disse a loira encarando a bebê e mordendo o lábio. 
— quem é a fofura do papai? Você é a fofura do papai! — dizia Soluço quase sussurrando pra neném loira.
Astrid sorriu. Encarou a ruiva por um tempo.
— eu desisto! Me dê um nome! 
— Erica? — a loira fez uma careta.— Astrid II ? — ela soltou uma risada.
— espera! O que você acha de Kristen? — perguntou a loira.
— eu gostei! — ele acariciou a bochecha da ruiva.— o que você acha de Kristen, filha? — a bebê tossiu e eles entenderam aquilo como um sim.
— isso é tão estranho! — murmurou a loira.
— o que? 
— a maternidade! — ela passou o dedo indicador pela bochecha de Kristen.— quer dizer, quando você é uma garota cresce com todas mulheres dizendo que você só se sentirá realizada quando tiver um bebê, dizem que irá amar o serzinho que saiu de dentro de você instantaneamente! Mas.. — a loira suspirou.— eu só consigo pensar em como elas são pequenas e frágeis! E eu posso acabar matando-as! Ou sei lá! Derrubar..— ela se virou pro ruivo, o encarando nos olhos.— acha que estou maluca? 
Soluço riu.
— Milady, está tudo bem não ser tomada por uma felicidade e amor estremo no momento que as viu!
— Na verdade fui tomado por dor, alívio e dor! — murmurou ela.
 Soluço riu e encarou Lynae dormindo no seu colo.
— acho que a maternidade e o amor só acontece! Vamos amando elas aos poucos cada vez mais! Vamos nos apaixonando cada vez mais! A cada dia mais! Afinal, elas são parte de nós, certo?! 
A loira sorriu.
— é.. Eu já amo elas! Acho que logo vamos sentir isso aumentar! É o medo de criá-las vai passar! 
Soluço sorriu e se aproximou para beija-la.
Quando se separaram, Astrid beijou a testa de Kristen e se virou pro berço.
— agora, — ela olhou para as bebês.— vamos dormir! Antes que elas acordem! 
Eles beijaram as testas de ambas as gêmeas e as colocaram no berço.
Quando estavam prestas a dormir, com as mãos entrelaçadas, um choro fino e alto invadiu o quarto.
— o que foi que eu disse?! — murmurou a loira, suspirando. 
Soluço riu, parece que seria assim de agora em diante.


Notas Finais


Minhas gêmeas fofinhas💜 Kkk desculpem eu amo essas bebês!
Os outros pedidos estão a caminho podem ficar tranquilos! Kkk
E Já que as ones estão com mais de 160 favoritos (muito obrigada por isso vocês são incríveis e as razões do meu viver) vou fazer um especial de "autora responde" podem perguntar! Kk
Beijinhos, vejo vocês nos comentários! 💜


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