História Hiccstrid one shots - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Como Treinar o seu Dragão
Tags Amizade, Astrid, Banguela, Família, Hiccstrid, Romance, Soluço
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Palavras 9.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá lindezas!!!
Bem, essa one foi uma sugestão da ~Pupy Candy há algum tempo! Obrigada pela ideia lindeza!
As outras sugestões estão sendo feitas! Tenham paciência comigo!! Kkkk

SNOPSE: Soluço e Astrid se conhecem no primeiro dia da loira em uma nova cidade, rapidamente eles viram amigos.. Mas após um acidente, tudo muda na vida do ruivo.

Capítulo 28 - Espacial idéias


Fanfic / Fanfiction Hiccstrid one shots - Capítulo 28 - Espacial idéias

Soluço ouviu a chuva lá fora, o quarto permanecia escuro, mas o relógio já estava apitando, mostrando que estava na hora de acordar. Ele olhou para os números brilhantes mostrando ser seis horas da manhã, o ruivo grunhiu apertando o botão e se arrastando para fora da cama.
Ele ligou uma música, enquanto ia para o banheiro se arrumar para mais um dia de trabalho. Ele encarou seu gato preto, Banguela dormindo em um canto da sala. 
Banguela havia sido atropelado, e tinha perdido a pata, Soluço o encontrou na estrada e fez a cirurgia (ele era veterinário) então o ruivo adotou o gatinho, que havia virado seu melhor amigo.
Banguela nem se mexeu para falar tchau ao dono.
*
 Duas cirurgias, vinte consultas, e emergências a qualquer segundo.
Soluço entrou no consultório, com um pequeno sorriso após brincar com alguns porquinhos da Índia.
— Senhor, emergência! — disse um de seus assistentes.— pássaro com asa quebrada na mesa de cirurgia! 
Soluço assentiu, correndo para a sala.

Algum tempo depois ele tinha terminado, não era nada grave, a arara só precisava de soro, ficar em repouso e logo estaria ótima. A dona da pequena entrou na sala.
— Ela está bem? — a garota parou ao lado do ruivo.
— Vai ficar! Só precisa de um dia descansando com a gente! — ele terminou as anotações e levantou o olhar, ele percebeu que a garota era realmente bonita. Cabelos loiros, olhos azuis, bochechas rosadas pelo frio, aparentemente a mesma idade que ele. 
—  Ufa! Eu pensei que eles não iria se jogar de uma arvore quando a soltei no quintal  — murmuro a loira.
— Esta me dizendo que ela tentou suicídio? — devolveu Soluço.
A garota deu de ombros.
— ela se jogou! 
Ele riu.
— Ok! Anotado! Sem arvores para esta aqui! — ele sorriu. 
— Obrigada! Não sei o que seria de mim sem a Tempestade! — disse a loira olhando para arara dormindo.
Soluço sorriu.
— Por nada! — ele se virou para ir embora.
— Espera! Você não tem um cartão? — ela colocou uma mecha da franja atrás do cabelo.— acabei de me mudar é preciso de um novo veterinário pra ela! 
Soluço sorriu tirando um carão do jaleco.
— Soluço? — perguntou ela.
— Meus pais acharam que iria morrer quando nasci! Por que não por o nome idiota?! Vai ser como perder um cachorro! — murmurou ele.
A loira tirou o sorriso debochado dos lábios, e o encarou com pena.
— Estou brincando! O cara que cuidava da certidão de nascimento era um idiota! — disse o ruivo, sorrindo.— mas mesmo assim Meus pais acharam que ia morrer! 
Ela sorriu.
— Ok! — ela estendeu a mão.— Astrid! — ele apertou a mão dela, com um sorriso.
— Então, nova? Alguém já te apresentou a cidade? — perguntou o ruivo, sem quer deixar aquela sala mais.
— Não! Eu cheguei ontem e as pessoas que moram no meu apartamento não são o tipo receptivas! — murmurou a loira.
— Posso me oferecer para te apresentar alguns lugares? — Soluço ficou levemente corado. Há tempos não saia com ninguém e alguns de seus amigos e funcionários o pressionavam para fazer isso. Mas ele nunca se interessou por ninguém. Até agora.
— Claro! — ela sorriu, encarando os olhos verdes.
— Eu acho que tenho que te avisar que sou suspeito e vou te levar nos lugares onde animais podem ir! — murmurou o ruivo.
Ela riu.
— Eu amo animais! Já sou a nova voluntária do abrigo a duas quadras daqui! — disse a loira.— vai ser um passeio divertido! 
— Espera! Sou voluntário naquele abrigo também! Aos sábados! — disse Soluço sorrindo.
O rosto da loira se iluminou.
— Aos sábados também! 
Alguém chamou Soluço mas o mesmo mandou a pessoa esperar! 
— Então, que tal amanhã, quando a Tempestade ter alta? — perguntou o ruivo.
— E que horas posso vir buscar vocês? — perguntou Astrid.
Ele sorriu.
— depois do almoço estaria ótimo! Duas e meia? 
Alguém gritou lá atrás mais uma vez.
— Tá bom! Obrigada, Soluço! — disse Astrid, enquanto ele ia para a porta.
O ruivo esbarrou em algumas ajudantes sem querer, antes de sair da sala.
***
— Alguém vai sair! — disse Perna de Peixe, vendo o amigo abotoando a camisa verde.
— Pode parar?! — devolveu o ruivo.
O loiro riu, pegando uma pasta com os horários de banho dos cachorros.
— Sua garota chegou! — disse Perna saindo do lado de Soluço.
Ela estava usando um rabo de cavalo, calça leg é uma bata azul, que combinava com seus olhos, a loira sorriu ao ver Tempestade acordada, gritando para ela das mais de Soluço.
— Oi garota! — Astrid pegou a arara a abraçado com carinho.— senti sua falta essa noite! 
Soluço riu.
— Ela dormiu a noite inteira! — murmurou o ruivo.
— Ela sempre foi a mais despreocupada! — disse a loira, sorrindo para a arara. Ela levantou o olhar para o ruivo.— então, onde vamos? 
Ele sorriu, abrindo a porta para ela.
— Milady! — ela passou pela porta com um sorriso.
Ele pegou a chave do seu carro, mas Astrid o impediu.
— Podemos ir no meu? A gaiola de transporte da Tempestade está na cadeirinha! — perguntou Astrid pegando sua chave do carro.
Soluço concordou e a esperou prender a arara na gaiola de transporta vermelha, que estava devidamente presa em uma cadeirinha de bebê.  
— Devi dizer que isso é incrível! — disse Soluço. 
— Ela é quase como minha filha, e como meu irmão não usa mais essa cadeirinha.. — a loira deu de ombros, enquanto entrava no banco de motorista.— além disso, estou saído com um veterinário! 
Soluço sorriu ao ouvir aquilo, ele ficou corado mas esperava que ela não notasse.
Ele a ensinou a caminho até eles chegarem a um parque, a loira pegou Tempestade e a deixou em seu ombro.
— Então onde é aqui? — perguntou ela.
— Melhor parque de todos! Tem alguns animais protegidos, um lago bem cuidado, muitas árvores e sorvete! — explicou Soluço, enquanto algumas pessoas passaram fazendo caminhada.— eu não venho muito aqui, mas é ótimo para pensar! 
Astrid encarou as árvores sorrindo.
— Aposto que sim! 
— Então, o que veio fazer por aqui? — perguntou o ruivo.
— Abriu uma nova escola aqui! Uma escola boa e para crianças sem base! Ela vai até o final do fundamental, sou psicóloga, então.. — ela deu de ombros.— fui contratada pelo estado para ajudar as crianças e direciona-las para um bom lugar! 
— Isso é muito legal! — disse Soluço.
— Com certeza! Algumas são órfãs, e a maioria bem pobre, mas vai ser um trabalho maravilhos é gratificante! — disse Astrid.— é claro que minha família odeia essas ideias então eu também vou começar a trabalhar no hospital três vezes por semana! 
— Parece uma agenda lotada! — disse Soluço.
Ela deu de ombros, assentindo.
— Eu consigo! 
— Aposto que sim! — ele lançou um sorriso pra ela.
 Eles acabaram passando o dia inteiro naquele parque, Soluço tinha planejado mais vários lugares para eles visitarem, mas lá parecia tudo perfeito. Então acabaram ficando por lá até anoitecer, Tempestade dormiu no colo do ruivo, enquanto eles assistiam um filme que estava sendo exibido no gramado. 
— Obrigada por tudo! — disse Astrid, parando o carro na frente da loja de petshop que Soluço trabalhava.— foi tudo muito bom! 
Soluço sorriu.
— Espero que seu primeiro dia como voluntária amanhã seja bom! — disse o ruivo.
— Eu também! — ela sorriu.
— Não se preocupe! Vou estar lá! — disse Soluço.
— Obrigada Soluço! — disse a loira o encarando nos olhos.
Soluço a encarou nos olhos por alguns segundos, com um pequeno sorriso, ele queria a beijar, mas achava que a hora não era agora, ele ficou sem jeito e repedir diferentes "adues" ao sair do carro, Astrid sorriu fazendo um tchau enquanto ele se dirigia para seu carro.
*
 Quando Soluço chegou no abrigo de animais Astrid já estava lá, conversando com uma das mais antigas amigas de Soluço, Heather, as duas estavam rindo enquanto penteavam alguns cachorros.
— Olha só quem fez novas amizades! — disse o ruivo se aproximando.
As duas se vetaram sorrindo.
— Astrid é nova na cidade! — disse Heather animada.— Soluço essa garota já tem um lugar no meu coração! 
O ruivo sorriu.
— Está roubando a minha nova amiga, Heather! — disse Soluço.
— Vocês se conhecem! — a morena deu um sorriso malicioso.— ótimo, então a Astrid vai sair com a gente hoje! 
Soluço revirou os olhos.
— Acho que alguém não quer minha companhia! — disse Astrid.
— Não! — Soluço pareceu ficar desesperado.— não! Eu não quero a companhia dela! — ele apontou para Heather, que o encarou com um olhar malicioso ao mesmo tempo que Astrid levantou uma sobrancelha, confusa.— Não! Quer dizer..
— Eu também te amo, ruivinho! — Heather bagunçou o cabelo dele, saindo e deixado os dois sozinhos.
— Desculpa! É que não sou de ir na balada! — disse ele coçando a nuca.
Astrid sorriu.
— Tudo bem! 
— Vocês dois! — gritou um homem.— podem dar banho nos cachorros? 
Astrid se levantou, Soluço pegou um dos maiores cachorros, o carregando até a banheira dentro da casa, Astrid fez o mesmo mas com cachorro bem menor.
Eles ligaram a mangueira e encheram a banheira de espuma, Astrid começou a ensaboar o cachorro maior.
— Quem é o bom garoto?! — dizia a loira coçando a cabeça do cachorro preto.
Soluço se distraiu a encarando por um segundo e não vou que o primeiro cachorro fugiu do banho, ele largou a mangueira e tentou a garrar o pequeno, na o mesmo se esquivou, correndo para banheira de plástico, então Soluço virou a banheira tentando pega-lo. 
— Aí meu Deus! — Astrid gritou, a água atingindo o joelho dela.
O cachorro menor pulou nela, a derrubando no chão molhado pela água da mangueira e da banheira, o cachorro maior também pulou em cima da loira.
Ela começou a rir.
— Não! — Soluço se levantou tirando o maior de cima dela, mas antes de alcançá-lo o mesmo fugiu com o pequeno.— você tá bem?
A loira se sentou encharcada e rindo.
— Estou bem! — ela tentou alcançar o pequeno mas ele escapou, Soluço arrumou a banheira e a mangueira, enchendo a banheira de plástico novamente.
Astrid conseguiu pegar o pequeno, mas o grande continuava correspondo pelo banheiro, Soluço tentou correr atrás dele mas escorregou e caiu dentro da banheira.
Astrid soltou uma risada, enquanto o ruivo se levantava mais molhado que ela.
— O banho é em quem mesmo? — se perguntou a loira rindo.
Soluço encurralou o cachorro, em um canto, mas mesmo o derrubou, passando pelas pernas do ruivo. O que ele não sabia  era que Astrid estava atrás dele, então ele acabou caindo em cima da loira.
— aí meu Deus! — ele colocou as mãos ao lado da cabeça dela e se levantou um pouco para aliviar seu peso.— você tá bem? 
— Eu.. — os cachorros passaram por eles jogando água na cara dos dois, principalmente Astrid.— eu To bem! — murmurou a loira com os olhos fechados, fazendo uma careta.
Soluço sorriu, percebendo mais uma vez como ela era bonita, ela retribuiu o sorriso.
— Temos alguns danadinhos para dar banho! — disse a loira.
— É! Banho eu! — Soluço saiu de cima dela.— é o que eu ia.. Banho! 

Eles conseguiram, apesar de saírem encharcados no final do dia, eles conseguiram. 
Eles acabaram ficando com essa tarefa para o dia todo, então quando saíram do trabalho no final da tarde, estavam molhados da cabeça aos pés. 
— Como vamos sair assim?! — disse Heather cruzando os braços.— te mando o endereço, Soluço! Você pega a Astrid! — Heather não o esperou responder, e montou em sua moto, indo embora.
— Olha eu não vou! — disse Astrid erguendo as mãos. 
— Eu entendo! Mas pode ser divertido! — disse Soluço.— só um pouco! 
— Pensei que não gostasse de balada.
— Qualquer tempo a mais com você pode valer a pena! — ele disse isso um uma cara de bobo apaixonado, depois que se deu conta, desviou o olhar vermelho.— quer dizer.. Hãn.. Com você e todo aquele pessoal! Eles são ótimos! 
Astrid riu.
— Tá legal! Eu te mando o endereço da minha casa! — disse a loira, sorrindo e se envolvendo com os próprios braços para ir pro carro.
***
Uma hora depois, Soluço estava na porta da casa dela, surpreso por ela ter mandado o endereço e um pouco nervoso.
Ela saiu pela porta da frente do apartamento, vestida com um vestido até o joelho azul, salto preto e cabelo solto, ele sorriu quando ela entrou no carro.
— você está linda! — disse o ruivo.
Astrid sorriu.
— Obrigada! Vocês também! — ela sorriu.
Eles chegaram no barzinho, e se sentaram. Depois de algum tempo que estavam lá, e já tinham conversado muito e comido, Soluço se levantou ao lado dela.
— Eu já volto! — anunciou o ruivo. 
Um homem moreno se aproximou e se sentou ao lado da loira.
— E aí?! Sou Mateus! — disse o homem.
Astrid revirou os olhos, se afastando um pouco.
— Não estou interessada! — disse a loira.
— Qual é gatinha?! — devolveu o garoto.
— É sério! — murmurou ela.
O homem simplesmente pegou o rosto dela e o virou para si, a beijando a força, Astrid bateu no peito dele e o empurrou.
— Eu mandei você sair, canalha! — disse a loira, limpando a boca.
— Melequento! Pela amor de Deus! — Soluço se aproximou, raiva refletindo seus olhos.— dá o fora daqui! 
O homem revirou os olhos rindo, ele mandou um beijou para Astid enquanto se afastava.
— Que absurdo! A gente devia ir atrás dele e matar pelas costas! — disse Heather horrorizada.
— Astrid, você tá legal? Aquele idiota tocou em você? — perguntou Soluço.
Ela se levantou.
— Eu vou pagar minha parte! — disse a loira.— obrigada pela noite, pessoal! 
— Senta aí! A gente nem sacudiu o esqueleto! — disse um dos irmãos gêmeos que estava acompanhando eles.
— Desculpa! Foi muito legal conhecer vocês! — disse a loira acenando e saindo.
Soluço pegou seu celular em cima da mesa, se despedindo também.
— Você não precisa vir! — disse a loira.— posso me virar! 
— Não! Eu vou te levar, tudo bem! Olha eu só.. — ele foi interrompido quando ela pediu a conta para o caixa, depois saiu, na frente dele. Soluço pagou a conta mais rápido o possível e a seguiu no estacionamento. O salto dela ecoando pelo lugar.
— Astrid, desculpe por isso, de verdade! 
— Da onde o conhece? — perguntou a loira, parando e se virando para Soluço.— olha, você tem que saber que não suporto machistas, então...
— Eu sei! Tudo bem! Eu também não! Ele é meu primo! Não tenho orgulho disso, e o odeio desde que me lembro! Me desculpe por ele! Acho que é tudo culpa do meu tio! 
Astrid massageou as têmporas.
— Desculpe Soluço é só que..
— Não é sua culpa! Ele forçou você se virar pra ele! Eu sinto muito! Estragou sua noite! 
Ela forçou um sorriso, dando de ombros.
— Tudo bem! Eu posso superar! — disse a loira.
Ele sorriu, pegando a chave do carro. Eles entraram no mesmo e o silêncio se instalou, a não ser por Katy Perry cantando "Changed To the Rythm" ao fundo. Astrid começou a olhar o celular, ela suspirou encostando a cabeça no banco.
— O que foi? — perguntou o ruivo, virando em uma esquina.
— Tem mensagens dos Meus primos que moram aqui, perguntando onde estou! — murmurou a loira.
— Diz que não tá afim de reuniões de família! — Soluço entrou na rua da casa dela.
— Provavelmente não vai ser uma discussão amigável! — Ela guardou o celular na bolsa, vendo um garoto em pé, na frente do seu prédio.
— Quer ir embora? A gente pode enrolar! — ele fechou os vidros para o loiro não os ver.
— Não! Não dá pra fugir desse idiota! — murmurou a loira, tirando o cinto enquanto ele parava o carro.— obrigada por tudo, Soluço! — ela se virou beijando a bochecha.
Ele esperou a loira chegar até o loiro, que começou a gritar com ela, ele não podia ouvir o que estavam falando de dentro do carro. Astrid tentou passar por ele, mas o mesmo segurou o braço dela, a empurrando. Isso foi o suficiente para o ruivo tirar o cinto e descer do carro.
— Você acha que pode virar as costas pra mim assim?! — gritou o garoto. Incrivelmente forte e bonito.
— Me esquece, Carl! — disse a loira o empurrando.
— O que tá acontecendo? — perguntou Soluço.
— Não é da sua conta! — disse ele, que ainda estava segurando o braço de Astrid, ela puxou o braço com força o fuzilando com o olhar.
— Lógico que é da minha conta! — Soluço colocou as mãos na cintura.— você está agredindo a minha amiga! 
— Eu sou o namorado dela!
— Não é desde o baile de formatura! Há 5 anos, panaca! — devolveu ela.
— Você acha mesmo que pode me humilhar no último dia e sair impune? Vaca!
— Opa! — Soluço entrou na frente da loira.— cara, seja o que for esquece! Siga sua vida!
— Não se mete! — gritou o garoto.
— Quer saber? Eu vou chamar a polícia! — Astrid pegou o celular, mas Carl passou por Soluço e pegou o mesmo da mão dela.
— Não vai ligar pra ninguém! — ele jogou o celular de volta nela.
— Sai daqui! — gritou Astrid o empurrando.
— Alô? Tem um cara agredindo verbalmente a minha amiga e eu! — disse Soluço atrás deles.
Calr se virou pra ele e bufou, indo embora. Não antes de gritar "Eu vou voltar!"
— Não, agora está tudo bem! Obrigado! — disse o ruivo desligando o celular, depois do loiro estar longe.
Astrid bufou revirando os olhos.
— O que foi isso?! — murmurou Soluço.
— Meu ex! Eu era uma idiota no ensino médio! Só percebi isso no dia da formatura! — murmurou a loira.
— Bem, pelo menos você percebeu! — disse Soluço.
— É.. — resmungou a loira, pegando sua chave no chão.
— Ele te machucou? — perguntou Soluço.
— Estou bem! Não acredito que ele conseguiu tirar dos meus primos na onde estou! — disse ela, encarando Soluço nos olhos.
— Desculpa! Foi uma noite horrível! — murmurou Soluço.
— Não! Não foi ruim! — ela forçou um sorriso.
Ele suspirou, colocando as mãos no bolso e desviando o olhar.
— Se ele voltar, ou você precisar de qualquer coisa, me liga! — disse Soluço, enquanto ela abria a porta.
Ela sorriu, assentindo e abrindo a porta.
— Soluço, você não quer entrar? — perguntou Astrid. 
— Se o Banguela não comer logo vai começar a unhar as cortinas! — disse o ruivo entrando no carro e tirando uma risada da loira.
***
Um mês se passou. Astrid começou a trabalhar na escola, e no hospital, a cada dia ela estava mais envolvida com os dois e mais animada também.
— Sabe o que acho? Nós podíamos organizar uma excursão ao zoológico! — disse Soluço, enquanto ele e Astrid estavam alimentando os porquinhos da Índia , da loja de animais.
— O que? — Astrid riu.— com que dinheiro? 
— Uma excursão não é tão difícil! Tem o ônibus, e o lanchinho! — ele sorriu ao perceber que lanchinho era uma palavra fofa.
— É.. Pode ser uma boa! — ela sorriu, fazendo carinho em um dos porquinhos.— mas você deu a ideia! Vai ter que ajudar! 
O ruivo deu de ombros, indo para os coelhos, com Astrid logo atrás.
***
— Tia Astrid? — uma garotinha se aproximou da loira, acompanhada com um amiguinho.— Você e aquele moço são namorados? 
A garotinha apontou para Soluço mostrando um pássaro para um garotinho.
— Não! Somos amigos! — a loira sorriu.
A garotinha deu de ombros, e saiu saltitante.
 O resto do dia foi ótimo, as crianças se comportaram e Soluço quase não foi atacado pelos animais que tentou brincar. Quando as crianças estavam no ônibus a loira se virou pra ele.
— Vai com a gente? — perguntou ela.
— Não! Vou de moto! Acho que meu carro ficou pronto e vou finalmente poder devolver essa moto pro Cabeça Dura! — disse o ruivo.
Ela riu.
— Tá legal! — a loira colocou um pé no degrau do ônibus.
— Astrid espera! — ele começou a mexer na mão como fazia quando estava nervoso.— você quer sair comigo? 
Ela sorriu.
— Por que tá nervoso? Já saímos várias vezes! — devolveu a loira.
— É que.. — ele desviou o olhar querendo sair correndo.— você sabe, quer ir ao um encontro comigo? 
O sorriso dela aumentou um pouco.
— Te vejo às sete! 
 A loira subiu os degraus que faltavam no ônibus e depois as portas se fecharam. 
Soluço sorriu para si mesmo como um idiota. 
***

Astrid saiu do seu banheiro. Cabelo preso em um coque, e enrolada no roupão, suspirando enquanto saía do meio na névoa que seu banheiro estava.
Ela pegou o celular, vendo as ligações perdidas. Todas de Soluço, ela sorriu, ligando no celular dele.
— Alô! — uma voz feminina e calma ,disse.
— Quem tá falando? 
— Aqui é do pronto socorro! Esse celular foi encontrado em um acidente! 
— O que houve? — perguntou Astrid sentindo seu corpo tremer.
— O homem que portava este sofreu um acidente de moto! Um carro bateu nele, do lado esquerdo! Ele está passando por uma cirurgia agora! — disse a atendente.— preciso de alguém que faça a fixa dele.
— Estou indo para aí! — disse Astrid, correndo para trocar de roupa.

Dentro de meia hora ela estava lá, respondendo todas as perguntas da atendente, pegando o celular e algumas roupas do ruivo. Depois ela teve que ligar para os pais de Soluço.
Ela passou mais duas horas sentada na sala de espera, roendo as unhas, avisando os outros amigos e correndo atrás das enfermeiras para mais informações.
Um casal aflito entrou no pronto socorro, Astrid os encarou, mexendo nas mãos, nervosa.
— Somos os pais do Soluço Haddock! Cadê ele?— disse a mulher.
— Logo ele vai sair da cirurgia senhora! Vocês são os pais? — perguntou a atendente.
Eles assentiram e Astrid se levantou.
— Aguardem um pouco com a namorada dele! — disse a atendente, mostrando Astrid com a cabeça.
O casal se virou para loira, surpresos.
— Oi! — murmurou Astrid.
A mãe de Soluço se aproximou, levantando uma mão pra ela.
— Sou a Valka! 
Astid apertou a mão dela, engolindo em seco.
— Astrid! E eu.. Não sou a namorada dele! — ela ficou corada desviando o olhar.
Valka sorriu.
— Sabe de alguma coisa? — perguntou a mulher. O pai de Soluço se sentou enterrando a cabeça nas mãos.
— Nada mais que vocês! — murmurou a loira.
— Os pais de Soluço Haddock! — disse o doutor da porta.
Os três se viraram para ele. Astrid começou a os seguir mas o médico a repreendeu.
— Só os pais! — disse ele, a fazendo revirar os olhos.
Depois de um tempo eles não voltaram, o desespero estava crescendo cada vez mais dentro da loira.
Alguém abriu a porta do pronto socorro, Heather e Perna de Peixe.
— Querida! — Heather correu para abraçar a amiga.— o que houve.
— Eu não sei! Não me deixam entrar! — a loira tenteou engolir o choro.— chamaram os pais dele há algum tempo! E eu não sei que tipo de cirurgia ele fez! Só que bateu em carro! — as lágrimas começaram a rolar, Heather abraçou a loira.
— Quanto tempo faz que você está aqui? — perguntou Perna de Peixe.
— Eu não sei, algumas horas! 
— Cinco horas! — disse a atendente.
— Tem que ir descansar! — disse Heather.
— Não! Eu não vou sair daqui até me dizerem o que aconteceu com ele! — disse Astrid, limpando as lágrimas teimosas.
— Namorada! Pode entrar! — disse uma enfermeira abrindo a porta.
Astrid não discutiu, ela se levantou, Heather lhe lançou um olhar de confiança, então a loira começou a seguir a enfermeira pelos corredores sombrios e vazios.
Eles chegaram na UTI, Valka estava chorando abraçada ao marido na porta de um quarto, o coração de Astrid parecia ter sido esmagado, o medo crescendo.
A enfermeira pediu licença ao casal e abriu a porta do quarto. Mostrando um Soluço todo machucado e arranhado ligado a diversos aparelhos, que faziam barulhos irritantes, ela cobriu a boca com a mão, sentindo o choro subir pela garganta.
— Soluço! — a loira entrou com passos apressados, alcançando a mão dele e entrelaçando seus dedos.
— Ele vai ficar bem! Não precisa mais se preocupar, mas tivemos que amputar a perna esquerda! — disse a enfermeira.
Os olhos da loira foram diretamente para perna, o coração dela disparou e as lágrimas teimosas escaparam. A perna dele tinha sido amputada até o joelho, as mantas cobriam a mesma mas a loira tinha uma noção de como ficaria.
— Ele vai precisar de muito apoio! — disse a enfermeira, enquanto a loira acarinhava o cabelo ruivo dele.— mas precisamos de alguém para contar! Os pais dele disseram que não conseguem! Você não é psicóloga? 
O lábio de Astrid tremeu.
— eu.. Sou! — murmurou ela, limpando as bochechas.— posso dar a notícia! 
— Ele vai acordar amanhã cedinho! Contamos com você aqui! — disse a mulher.— mas o doutor também.. 
— Eu posso ficar aqui! Tudo bem! — ela encarou os aparelhos.— ele corre algum outro risco? 
— Só precisa se manter estável até amanhã de manhã e estará bem! Agora, preciso que vá embora comigo! 
Astrid apertou a mão do ruivo.
— Não pode me dar mais alguns segundos? 
A mulher sorriu.
— Cinco minutos.
Astrid se virou pra ele, forçando um sorriso.
— Eu queria ter te enfiado naquele ônibus! — ela puxou um banco, e sentiu as lágrimas virem.— é sério! Agora estaríamos rindo da criança que vomitou no fundo do ônibus! — ela limpou o rosto revirando os olhos. Astrid Hofferson não chorava.— talvez nós estivéssemos tentando esquecer mas.. — ela fungou.— qualquer coisa seria melhor né?! — ela encarou as máquinas rapidamente, olhando para os batimentos dele. Depois voltou ao rosto do ruivo. Há alguns dias ela estava tentando superar e esconder que talvez sentisse algo mais pelo ruivo. Mas agora, quase o perdendo, ela decidiu que não poderia mais ignorar o que sentia pelo ruivo.
A enfermeira bateu na porta. Astrid suspirou, se levantou e beijou a testa dele.
— Eu vou ficar aqui! — sussurrou ela, entes de sair do quarto.
A loira demorou um pouco mais pra chegar a sala de espera, ela parou para conversar com a médica de Soluço, ela pegou todas instruções de como vai ser a vida dele nos próximos dias, meses e anos.

Valka e Stoico tinham saído do corredor, e estavam na sala de espera com Heather e Perna de Peixe.
Astrid se aproximou deles.
— Como ele está? — perguntou Valka, com os olhos vermelhos.
— Estável! — a loira se sentou em uma das cadeiras ao lado da ruiva.— vai acordar amanhã cedo! 
— Isso parece ótimo! — disse Heather.
— Ele.. — Astrid respirou fundo, tomando coragem para dizer.— ele perdeu a perna, Heather! 
A morena se virou para Perna de Peixe, chocada assim como o loiro.
— Aí meu Deus! — murmurou a morena.
Eles passaram algum tempo em silêncio. Até Heather se levantar. 
— Cabeça Dura e Cabeça Quente estão vindo! Você vem com a gente? — perguntou Heather.
Astrid fez que não, sem se mexer do banco. Heather se ajoelhou na frente da loira.
— Soluço não vai gostar de acordar e ficar sabendo que você não dormiu bem comeu! — disse a morena.— você volta amanhã! Vamos lá! 
Vaka colocou a mão nas costas da loira.
— Pode ir querida! Já fez muito por nós! — disse a ruiva.
— Não eu.. — Astrid jogou o cabelo pro lado, tentando pensar no que iria fazer.— eu vou comer alguma coisa e voltar! — murmurou ela se levantando.
E foi o que ela fez, comeu em um restaurante que estava por perto e depois voltou, ela olhou no relógio do carro, duas e meia da manhã. A loira suspirou, batendo com a cabeça no volante.
Ela saiu com a sacola de lanche para os pais dele, e entrou de novo na maldita sala de espera com paredes brancas e depressivas.
Valka tinha dormido no ombro do marido, o mesmo estava encarando o chão.
— Oi! — Astrid se sentou ao lado dele, entregando a sacola.— eu comprei alguma coisa pra vocês! 
O homem lhe mandou um sorriso forçado.
— Obrigado! — ele pegou a sacola e colocou em cima de uma mesinha.— acho que nem pudermos nos apresentar! Sou o Stoico! 
Ela forçou um sorriso.
— Astrid!
— Como vocês se conheceram? — perguntou o ruivo puxando assunto.
— A minha arara tinha tentando se jogar de uma árvore! — Astrid deu de ombros, sorrindo.
Stoico riu.
— Parece que veterinária serviu pra alguma coisa, afinal! — disse o homem.
Astrid deu de ombros sorrindo.
— Olha, por que não vai pra casa descansar? Você está aqui até antes da gente! — disse o ruivo.
Astrid suspirou, olhou no relógio do hospital, duas e quarenta.
— Vou ficar! Ele faria o mesmo por mim! — disse a loira se encostando na cadeira e tirando as sapatilhas apertadas. 
Ela encarou a blusa de Soluço que estava com ele no acidente, a mesma não estava suja porque ele não estava a usando. Ela só estava guardada na mochila dele.
Astrid pegou a blusa e encolheu as pernas junto ao peito, se cobrindo com a mesma, e sentindo o cheiro dele. Então ela pegou no sono.

— Garota? — a loira pulou, olhando em volta. Onde ela estava?
Ela encarou o enfermeiro na sua frente. Ela tinha dormido no hospital?
— Ele vai acordar logo! A doutora dele já tirou os tranquilizantes! — disse o enfermeiro.
 Essa não, Soluço! 
A loira se levantou, estalando a coluna, ela olhou para Stoico e Valka, dormindo. Ela olhou no relógio, cinco horas da manhã.
Ela se levantou da cadeira, tirando a blusa dele.
— Quarto 20! — disse o garoto moreno saindo e entrando na enfermaria.
Astrid colocou as sapatilhas, entrou pelo grande corredor sem fim. Ela abriu a porta do quarto, Soluço estava se mexendo, tentando acordar.
Ela se aproximou segurando a mão dele, enquanto uma enfermeira saia do quarto. 
O quarto estava com pequenos raios de sol entrando, fora a luz acesa amarela em conjunto com as paredes amarelas.
Ela segurou a mão de Soluço, enquanto ele abria os olhos fazendo uma careta de dor.
— Oi! — sussurrou a loira, sorrindo.
Ele franziu a testa.
— O que? — ele fez uma careta de dor, ainda olhando em volta! — o que houve?
— Você sofreu um acidente, seu idiota! — Astrid passou o polegar pela bochecha machucada dele.
Ele a encarou nos olhos. Apesar de estar confuso e com medo a olhar nos olhos o acalmava.
— Se lembra? — perguntou a loira sentando na cama.
— Me lembro da moto, e o carro, vindo quando o sinal já tinha fechado! — murmurou o ruivo.
— É! — sussurrou Astrid se aproximando e sorrindo.— mas você tá acordado agora! Vai dar tudo certo! 
— Astrid..— ele se mexeu desconfortável.— eu não consigo sentir minhas pernas! 
Ela suspirou, engolindo o choro e fechando os olhos. Depois os abrindo de novo encararam os verdes floresta dele. 
— Soluço, eu quero que saiba que, apesar de nos conhecermos há um mês, eu nunca mais vou te deixar escapar! — ela apertou a mão dele.— talvez isso não seja fácil de superar mas..
— o que houve? — perguntou o ruivo, sentindo o coração disparar.
— Você perdeu metade da perna esquerda! Tiveram que amputar, pra você não morrer com a perca de sangue! — disse a loira.
Soluço ficou a encarando por um tempo, totalmente perdido. Ele tentou se sentar para olhar a perna mas ela o segurou.
— Como é que vou andar? Como vou dirigir? Tomar banho? Astrid.. 
— Tudo bem! — ela deixou uma lágrima escapar, mas a limpou rapidamente.— vamos dar um jeito, tá legal?! O importante é que você tá vivo! 
— Eu vou ter que usar cadeira de rodas?! — perguntou ele, incrédulo.
— Não! — Astrid entrelaçou os dedos nos dele.— eu já arrumei tudo! Liguei pro pet-shop! Dois meses de licença! Vai fazer fisioterapia, a gente pode vender seu carro e comprar um adaptado!
— Comprar um adaptado?! — gritou Soluço.
— Tudo bem se não quiser, a cadeira de rodas é só por um mês! Depois nuca mais! — disse a loira.
Soluço levou as mãos a cabeça, bagunçando o próprio cabelo. Desesperado.
— Vai ficar tudo bem! — ela segurou a mão dele.— eu prometo! 
Soluço suspirou, depois desviou o olhar e soltou o ar de vagar.
— Você pode ficar mais um pouco? — perguntou o ruivo.
— Claro! — ela sorriu, beijando a mão dele.— eu não vou a lugar algum! 
Soluço assentiu, suspirando, Astrid não pode se segurar e o abraçou, ele retribuiu o abraço prontamente, a respiração dela causava arrepios bons e ele agradeceu silenciosamente por a ter por perto.
— Que dia é hoje? — perguntou o ruivo e olhando por sol nascendo do lado de fora.
— Você só ficou desacordado ontem! Hoje é sábado! — Astrid se levantou da cama e ele sentiu falta dela instantaneamente. 
— Devíamos estar ajudando cãozinhos! — murmurou o ruivo.
— Já liguei pro abrigo,ontem! Tenho outro cãozinho para cuidar! — disse ela passando o dedo indicado no nariz dele.
— Você dormiu? — perguntou Soluço, a encarando com preocupação.
— Sim! Na sala de espera, com seus pais! — murmurou a loira.
— Astrid..
— Digamos que agora sua blusa deve ter um pouco do meu cheiro! — disse Astrid.
Soluço forçou um sorriso.
— Não é problema pra mim! — disse o ruivo.
Ela corou, sorrindo.
— Ok! — ela encarou o soro.— como se sente?
— Um deficiente! — murmurou Soluço.— como as pessoas vão me olhar?!
Ela suspirou, sentando na cama.
— Não importa como as pessoas vão te olhar! O que importa é o sentimento que as pessoas que te amam vão continuar sentindo por você! — disse a loira.
Soluço desviou o olhar, mas uma vez tentando ver a perna, mas ela não deixava.
— Como vou arrumar uma namorada agora? — perguntou o ruivo, tentando resgatar seu humor sádico.
Astrid forçou um sorriso, desviando o olhar para seus pés.
— Aposto que você consegue! — disse a loira.
Ele forçou um sorriso, ainda a encarando nos olhos.
Quando alguém bateu não porta. Os pais dele entraram.
— Filho! — Valka se aproximou sorrindo e o abraçando, enquanto Astrid descia da cama.
Stoico logo se juntou ao abraço.
— Como você está? — perguntou a ruiva.
— Bem! — Soluço forçou um sorriso, com os vários beijos da mãe.
— Você nos assustou! — disse Stoico.
— Desculpa! 
Astrid se sentou no sofá. Observando a família conversar por algum tempo. Até um enfermeiro entrar no quarto.
— Tem alguns outros amigos querendo entrar! Mas não cabe todo mundo aqui! — disse o homem.
— Certo! — Valka forçou um sorriso.— nós vamos pra casa e voltamos mais tarde então! — ela deu um beijo na testa dele.— tudo bem? 
Ele assentiu, enquanto seus pais saiam.
Astrid se aproximou.
— Eu posso..
— Não! Vai pra casa e descansa! — Soluço alcançou a mão dela.— obrigado, Astrid!
Ela se aproximou, colando a testa na dele.
— Prometo que volto logo! 
— Tá tudo bem! Leve seu tempo!  — disse Soluço.
Ela sorriu, se afastando e beijando a bochecha dele. 
Heather entrou antes da loira ir embora, carregando um gatinho especial na bolsa.
A morena fechou a porta assim que soltou o gato no quarto.
— Como pegou ele? — perguntou Soluço o pegando no colo e fazendo uma careta de dor rápida.
— Sua mãe me emprestou a chave ontem! — explicou Perna de Peixe.
— Cara sabe o que é legal?! — disse Cabeça Dura animado.— vai poder estacionar na melhor vaga! 
Astrid bateu no ombro do loiro, enquanto todos riam.
— Ok, agora a senhora precisar dormir um pouco! — disse Soluço advertindo Astrid.
Ela revirou os olhos.
— Ok! Já que está me expulsando! — murmurou a loira pegando a bolsa e acariciando Banguela.— volto daqui a pouco! 
— Eu não vou a lugar algum! — disse o ruivo, recebendo um beijo na testa.
Assim que ela saiu todos se viraram pra Soluço com olhares maliciosos.
***
Depois de uma semana internado, Soluço já tinha se chocado com sua perna, já tinha passado por algumas recaídas e agora estava quase pronto para receber alta.
Naquela noite, Astrid insistiu em ficar como acompanhante dele.
— Por que não tira um cochilo?— perguntou Soluço encarando a loira bocejar.
Astrid assentiu, mas para a surpresa do ruivo ela se sentou na cama e se deitou ao lado dele, depois do choque ter passado Soluço foi um pouco pro lado com um pequeno esforço. Ela descansou a cabeça no peito dele.
— Isso dói? — perguntou Astrid relaxando a cabeça em cima do peito e braço dele. 
— Não! — sussurrou o ruivo.
Talvez doesse um pouco, mas o sentimento de a tê-la por perto era muito maior e melhor.
Ele passou os dedos pelo cabelo dela. 
 — É amanhã! — sussurrou a loira.
— Amanhã! — Soluço suspirou.
— Vai dar tudo certo! — sussurrou Astrid.
— Se você estiver comigo! — disse ele, arrancando um sorriso dela.
— Eu vou estar! — sussurrou Astrid, antes de tudo ficar quieto e ela cair no sono.
***
— Eu não disse que daria tudo certo? — perguntou Astrid, entrando na casa do ruivo empurrando a cadeira de rodas.
Soluço bufou.
— Tem noção de que não posso fazer nada? — devolveu ele.
Banguela correu até o amigo, pulando no colo do mesmo e o lambendo. O gato conseguiu tirar um sorriso do ruivo.
Astrid fechou a porta do apartamento.
— Então, de volta ao lar! — ela colocou as mãos na cintura, sorrindo pra ele.
— Vou ter que reformar tudo! — murmurou Soluço olhando em volta.— vou ter que mudar pra Europa porque não tem como andar pelas ruas esburacadas daqui! 
— Para com isso! Você vai conseguir! — ela se agachou na frente dele.
— Como? Sozinho? 
— Não é sozinho! — ela alcançou a mão dele.— estou aqui! 
Soluço desviou o olhar.
— Desculpe, Astrid, mas você não precisa fazer isso! 
— O que? 
— Você está me ajudando muito desde o acidente e eu agradeço, mas.. Me desculpe, eu não sei se está fazendo isso por pena ou culpa, mas não precisa! Pode ir..
— Pena ou culpa?! — ela soltou uma risada forçada.— se sentisse pena, não teria coragem de ficar do seu lado todos os dias! Além do mais você não precisa da minha pena! — ela socou o ombro dele.— já tem sua família! 
Soluço a encarou nos olhos.
— E se eu tivesse culpa, já teria te dito! Já teria pedido desculpas! — ela se levantou, se apoiando na cadeira de rodas para se aproximar mais dele.— quer saber porquê estou aqui e porquê me importo?— Soluço assentiu, ela fechou os olhos e respirou fundo.— eu gosto de você Soluço Haddock.
Ela se afastou um pouco, o encarando nos olhos, ele levantou uma sobrancelha. 
— Eu gosto de verdade de você! — repetiu a loira, sentindo as mãos soarem.— tá tudo bem se... — Astrid foi interrompida por um beijo. Soluço se aproximou e a puxou pela nuca em um beijo rápido e surpreso, ele se afastou rapidamente, para falar algo, mas Astrid o puxou pela camiseta, o beijando de novo, com mais intensidade que ele tinha tentado, o ruivo correspondeu prontamente.
Banguela saiu do colo de Soluço, quando a porta atrás dos dois se abriu.
Os dois se afastaram rapidamente, Valka estava na porta, corada e paralisada.
— Hãn.. Oi! — disse a ruiva.
Astrid limpou a garganta e colocou a franja atrás da orelha.
— Mãe! Você veio mais cedo! — disse Soluço se virando com um pouco de dificuldade.
— É! A Astrid já ficou a noite toda com você! Achei que ela gostaria de descansar um pouco.
Astrid forçou um sorriso, ainda um pouco corada. 
— Ha sim!— a loira se abaixou dando um leve beijo na bochecha do ruivo.— então eu.. Tchau Valka! 
A mulher assentiu enquanto a loira fechava a porta.
— O que foi isso? — perguntou a ruiva.
Soluço se virou e saiu guiando a cadeira sem responder nada.
***
No outro dia, ela entrou na casa e deu de cara com Perna de Peixe.
— Ele está na cama! — avisou o loiro, pegando suas coisas.
— Obrigada, Perna! — disse Astrid enquanto o loiro ia embora.
 Soluço estava olhando pro teto, irritado.
— Oi! — disse ela, se sentando na cama.
— Eu sou um fardo! Pra todo mundo! — disse ele.
Astrid se deitou ao lado dele.
— O que foi? 
— Eu preciso contratar uma enfermeira! Eu virei um fardo! Eu..
— Hey! As pessoas que estão aqui, estão vindo porque te amam e querem ajudar! Você não é um fardo pra ninguém! — sussurrou ela.
— Você não tava aqui! O Perna de Peixe... 
— As pessoas têm seus dias ruins! — disse ela dando um soquinho no braço dele.— deixa de ser manhoso!
Soluço suspirou. Deixando o quarto em silêncio.
— Então.. Hãn.. Aquele papo sobre.. — Soluço se virou para encara-la depois de um tempo.
Astrid riu, se virando pra ele e o puxando para um beijo surpresa, que o ruivo correspondeu, eles sorriram quando se separaram.
— Então.. Aquele encontro está de pé? — perguntou Soluço, tirando uma risada da loira.
— É claro que que sim!
— E pode me dar um tempo até eu conseguir sair de casa? 
— Eu espero! — sussurrou ela, acariciando a bochecha dele.
***
Ele pelo menos conseguia sair de casa e ficar em pé sozinho.
Então estava no dia do tão esperado encontro.
O ruivo estava no local há meia hora e estava começando a ficar nervoso. Ele pediu uma garrafa de vinho e ficou encarando as árvores.
O local que ele escolhera foi o parque onde saíram pela primeira vez. De noite o lugar ficava animado e com restaurantes espalhados por toda parte.
— Desculpa! — Astrid chegou com um vestido vermelho que ia até os joelhos e um salto preto, o cabelo solto.
— pensei que não viria! — disse ele.
Ela suspirou.
— Desculpa Soluço! Tive que cobrir a diretora! Ela me deixou no comando e.. — a loira tirou uma mexa de franja da frente do olho.— desculpa, eu devia ter avisado mas não queria que você...— ela o encarou.— ok, estou falando demais não estou?
Ele riu.
— Está tudo bem! 
— Veio andando até aqui de muleta? Sem ajuda? — perguntou a loira com olhar preocupado.
— Estacionei há metros daqui! — disse ele.
Ela suspirou tomando um gole de vinho.
— Então, como foi seu dia? — perguntou ela.
— Nada de especial!
— Qual é! Já passamos da formalidade! Eu sei que o Banguela quebrou uma cortina!
Soluço riu.
— Na verdade, papai não o viu entrando na máquina de lavar louça! — Astrid cobriu a boca com a mão para suprimir um riso.
— Aí meu Deus!
— É, os Meus pratos estão cheios de pelo e o meu gato traumatizado! 
Ela se inclinou para trás rindo.
— Tempestade se enrolou nas minhas cobertas hoje de manhã! 
— Eu faria o mesmo! — ele faz uma pausa percebendo que aquilo parecia estranho.— quer dizer nas Minhas hãn...— o ruivo corou e ela riu.— continua!
Ela parou de rir.
— Ok.. Eu fui estender a cama e ela bateu a cabeça no teto, saiu voando e bagunçou o meu cabelo! 
Soluço riu.
— Isso que chamo de cabelo-ninho..— ela o encarou com um sorriso idiota.— quer dizer.. Seu cabelo está um ninho...— ele enterrou a cabeça entre as mãos enquanto ela ria.
— Você é um precioso piadista! — disse a loira.
— É! Eu vou continuar tentando! — murmurou ele.
— Que os deuses me protejam! — murmurou ela, enquanto a comida chegava.
Depois de mais uma hora conversando, as pessoas estavam começando a ir embora e as estrelas estavam aparecendo no céu.
— É a terceira garrafa! Nós vamos ser presos! — disse a loira, despejando o líquido vermelho em sua taça. 
— É, mas valeria a pena, com você! — disse o ruivo.
Astrid lhe lançou um sorriso carinhoso.
Soluço suspirou olhando para sua perna, ele ainda não usava a prótese porque era incomoda e o mesmo não sabia andar com ela.
— Tudo bem? — perguntou ela. 
Ele notou o cabelo voando dela, percebendo que estava ficando frio. Ele desejou poder levantar ir até ela é cobrir-lhe os ombros com seu casaco.
— Sim.. Tudo bem! Eu só.. To legal!
Ela estendeu a mão colocando por cima da dele, Soluço forçou um sorriso, a olhando nos olhos.
— Você sabe que eu queria ficar de joelhos pra fazer isso mas... — ele pegou a caixinha vermelha no bolso antes que pudesse desistir.— Astrid Hofferson, quer namorar comigo?
Ela sorriu, se levantando, o alcançando do outro lado da mesa e o beijando, o ruivo correspondeu o beijo prontamente. 
Ela se ajoelhou na frente dele assim que se separaram.
— Sim! — sussurrou Astrid.
Soluço sorriu, pegou uma das alianças e colocou no dedo dela ao mesmo tempo que a loira tomou seus lábios novamente.
***
— Stoico? — gritou Astrid entrando no apartamento do namorado.
Ela ouviu o barulho de algo caindo, vido do quarto de Soluço, e correu até o mesmo. 
Soluço estava caído no chão, tinha batido o ombro e estava fazendo uma certa.
— Soluço! O que diabos você.. — começou Astrid se abaixando para o ajudar a se levantar.
— Só queria tentar sozinho..— murmurou ele.
Astrid suspirou o sentando na cama.
— Cadê seu pai?
— Embora mais cedo! — murmurou o ruivo, estralando seu ombro com uma careta.
— Machucou? — perguntou ela o analisando.
— Não.. — ele esfregou seu ombro.— estou bem!
Astrid suspirou.
— Precisa estar com alguém por perto pra tentar andar! 
— Eu sei! — ele revirou os olhos.— desculpa!
Astrid o encarou nos olhos com um pouco de pena, depois beijou sua testa.
— Tudo bem! Podemos dar uma volta mais tarde! 
— É melhor não! — ele suspirou.— desculpe!
Ela forçou um sorriso, e beijou a bochecha do ruivo.
— Tudo bem! 
***
Astrid chegou no local de fisioterapia, que ficava há cinco minutos do seu local de trabalho, ela se sentou em um sofá observando Soluço tentando andar com a perna. Ele fraquejava e tombava muito ainda, mas estava progredindo.
Depois de uns dez minutos ele saiu da sala na cadeira de rodas.
— Não vou conseguir! 
— Você está quase! — disse o fisioterapeuta. 
— Oi! — Astrid se aproximou deles.— então, alguém tem dever de casa?
— Tentar andar! — disse o ruivo, murmurando.
— Vai ser fácil! Com essa namorada ajudando! — disse o fisioterapeuta.— vejo você daqui três dias, senhor Haddock.

— O que foi? — perguntou Astrid dirigindo o carro.
— Eu não vou conseguir! 
— Vai conseguir! 
— Não vou! Eu vou ter que voltar a morar com Meus pais! Vou precisar de uma babá e vou ficar em uma cadeira de rodas ouvindo meu pai me xingar o dia todo! 
Ela pisou no freio parando o carro.
— Você vai voltar a andar normalmente! 
— Normalmente?! Nunca mais vai ser normal! Eu vou andar estranho! Minha perna será estranha! E você vai deixar de gostar de mim quando começar a receber olhares de pena desnecessários por aí! 
—Espera! O que? Não! — ela o forçou a olhar pra ela.— acha que pessoas cuja vida não me importa podem tirar algo que gosto de mim?! Eu não vou te deixar porque alguém vai te achar estranho! E sabe o que mais? — a loira se aproximou e o beijou rapidamente.— eu gosto mais da palavra único! 
— Uma perna será única e a outra será uma droga! — devolveu Soluço.
— Não fala assim! Tudo que você precisa é acreditar em si mesmo! E quer saber o que mais? A gente casa! Foda-se! Mora comigo e.. Eu sei lá! 
Soluço forçou um sorriso.
— Tá legal.. Eu acho que talvez eu consiga! Sem ter que casar pra fugir do meu pai! 
— É assim que se fala! — disse a loira, ligando o carro de novo.
***
Quase três meses depois do acidente, ele estava andando, mas ainda assim ele caia de vez em quando por sorte sempre alguém estava por perto. Por esse motivo Astrid tinha a chave da casa do namorado.
Em uma sexta à noite ela chegou e foi direto para o quarto dele, cumprimentando Banguela no caminho.
— Então..— ela se encostou na parede da porta de braços cruzados.— você não tá pronto?
Soluço a encarou de cima a baixo. Ela estava linda, cabelo solto, uma calça jeans preta com uma blusa preta, uma jaqueta de couro azul a bota de salto alto e pra completar o batom vermelho.
— Pronto pra que? — perguntou o ruivo.
Ela pegou o celular, lendo a mensagem que Heather mandou. 
—"Estamos no bar do Luca, noite do Rock!" — leu a loira em voz alta.— e eu sei que você recebeu a mesma mensagem! 
Soluço revirou os olhos.
— Astrid, você sabe que pode ir sozinha! — disse ele.
— É, mas estou cansada de ver meu namorado trancado aqui dentro como se fosse condenado! — devolveu ela.
— Você sabe porquê eu não quero sair, a não ser para trabalhar! — disse ele.
— Você precisa voltar a fazer o que fazia antes! — ela se aproximou, sentando na cama.— só hoje! Por favor! 
Soluço suspirou, sem poder dizer não à aqueles olhos azuis. Ele se levantou tirando um sorriso da namorada.
— Obrigada! — disse ela.
Ele tirou a camisa na frente dela, depois de perseverança que a loira o encarava, o ruivo perguntou:
— Se importa? 
Ela sorriu.
— Não! 

— Era pra ser um bar simpático! — disse Soluço assim que eles pararam na porta do lugar, que era cheio de luzes e música alta.
Astrid riu.
— Pois é! — ela o encarou.— se quiser voltar..
— Não! — ele guardou a chave abrindo a porta.— tudo bem! 
Eles caminharam até lá de mãos dadas.
Não foi difícil encontrar a turma.
— Galera! — Heather gritou mais alto que a música.— a Astrid conseguiu tirar esse cara de dentro de casa! 
Todos gritaram e brindaram ao mesmo tempo.
— Vocês estão babados! — disse o ruivo, enquanto a morena o abraçava.
— Com toda certeza meu amigo! — gritou Heather no ouvido dele antes de sair e dançar com Perna de Peixe.
Astrid chegou perto dele, oferecendo uma bebida, que ele pegou.
— Como você fez pra trazer ele? —  perguntou Cabeça Quente, gritando pra Astrid ao lado de Soluço.
Astrid franziu a testa tentando entender.
— Você sabe o que ela fez sua idiota! — Cabeça Dura se aproximou com um olhar malicioso.— Vocês dois se...
— Não, galera...— começou Soluço.
— É isso aí! — gritou Astrid fazendo os rostos dos dois se iluminarem e eles sairem pra contar pra todo mundo.
Soluço bateu na própria testa.
— O que eu fiz? — perguntou Astrid, perto dele. 
— Vocês disse pros gêmeos que usou sexo pra me tirar de casa! — disse ele a deixando corada.
— Aí meu Deus! — disse a loira tampando a boca com a mão e tirando um sorriso do ruivo.
Ele passou o braço pelo ombro dela.
— Tudo bem! — disse ele, beijado a cabeça dela.— não vão lembrar disso amanhã mesmo.
Soluço viu seu primo se aproximando e quis tirar a namorada de lá, mas não fez isso a tempo.
— Astrid, não é? — perguntou Melequento a fazendo olhar pra ele.
Astrid franziu a testa assentido.
— So gostaria de pedir desculpas pela aquela primeira vez que nos vimos! Espero que possamos ser amigos, já que estou saindo com a Cabeça Quente! — disse ele, fazendo Soluço e Astrid ficarem surpresos.
A loira sorriu.
— Tá legal! Você ganhou uma segunda chance! Mas não pisa na bola! — disse ela.
Soluço sorriu, orgulhoso do primo, que levantou os polegares pra eles e se dirigiu a Cabeça Quente, que o recebeu com um beijo.

Depois de algum tempo, Soluço estava realmente com dor de cabeça. Ele avisou Astrid que ia tomar um ar e ela decidiu acompanha-lo.
— Está achando ruim? — perguntou a loira, quando eles se afastaram do som.
— Na verdade, eu sentia saudades dos nossos rolês juntos! — disse ele a puxando pela cintura.
Astrid sorriu passando os braços pelo pescoço dele.
— Obrigado por me tirar de casa! — disse ele.
— Disponha! — disse ela antes de o beijar. 
— Astrid Hofferson e mais um iludido! — gritou alguém, os fazendo se separarem.
Astrid encarou o garoto revirando os olhos. 
— Por que não para de me perseguir, Calr?! — gritou Astrid.
— Você destruiu a minha vida, vadia! — gritou ele.
— Era só um baile de formatura! 
— Era pra eu ser o rei do baile! Um nerd foi no meu lugar! Podia ter terminado comigo só um dia depois?!
— Isso tudo porque queria uma coroa de plástico?! — disse Soluço, passando um braço pela cintura da namorada. 
— E você aí! Pegando a mina dos outros?! — disse Carl mais perto agora, gritando com Soluço.
— Por que você não vai embora?! — disse Astrid o empurrando.
— Por que eu quero é te ver morta! — disse Carl, a empurrando de volta.
Isso foi a gota d'Água para Soluço, o ruivo avançou, socando a cara do moreno. 
Carl cambaleou pra trás, tonto, Soluço o puxou pela camisa.
— Não chegue perto da minha namorada de novo! — disse o ruivo, cuspindo as palavras, o empurrando em seguida.
Astrid o puxou.
— Vamos embora! — disse ela.
 Soluço ligou o carro enquanto Astrid deixava uma mensagem para Heather, dizendo que a pagaria no outro dia e eles tiveram que sair correndo.
— Tudo bem? — perguntou Soluço.
— Não precisava ter sido violento! — disse ela, a luz da estrada iluminando seu rosto.
— Você ouviu o que ele disse?! Como queria que eu ficasse parado com um cara te ameaçando de morte?! — devolveu o ruivo.
— É só que.. Não quero que você arranje briga por aí, Soluço! — devolveu a loira. 
Ele parou o carro em um posto de gasolina e mandou um homem encher o tanque, depois os dois passaram alguns segundo em silêncio.
— Me desculpe! — Soluço descansou a cabeça no volante.— perdi a cabeça!
Ela levantou a mão, acariciando a nuca dele.
— Tudo bem! Quem devia pedir desculpas sou eu! Você não vai querer sair mais, agora! — murmurou ela.
— Na verdade foi emocionante! — disse Soluço levantando a cabeça do volante, e sorrindo.
Ela riu, enquanto ele pagava o abastecimento.
— É sério! Nunca bati em ninguém! Foi uma experiência única! E aquele cara mereceu! — disse o ruivo pegando seu cartão de crédito.
— Mereceu! — concordou a loira, enquanto ele ligava o carro e continuava o caminho pra casa.
— Mas então, um baile de formatura?! — o ruivo se virou a encarando.
Ela sorriu.
— Eu terminei com ele na frente de toda escola, no começo do baile, isso fez com que não ganhássemos o título de rei e rainha! — ela deu de ombros.— acho que a família dele tinha um lance com ganhar isso! 
— Você é uma pessoa horrível! — disse Soluço. 
— Eu só queria acabar logo com aquilo! — disse a loira, batendo no braço dele.
— Ok! Faz sentido! — desse Soluço rindo. 
— Você vai voltar a sair com a gente, depois de hoje? — perguntou ela, animada.
— Eu vou, milady! — disse ele, pegando a mão dela de cima da sua coxa e a beijando.
— Obrigada! — disse ela beijando a bochecha dele.
— Por você, qualquer coisa! 
***
No dia segunde, pagaram Heather no canil onde trabalhavam e contaram toda a história pra morena, enquanto davam banho em cachorros de grande porte.
Carl parou de caçar ou ficar enchendo o saco de Astrid. O que foi ótimo. Um pouco de paz.
Soluço e Astrid passaram a viver suas vidas. Juntos, com diversão, às vezes brigas, às vezes desesperos por conta dos animais ou das crianças, mas eles ficaram bem.

Em uma certa noite os dois estavam deitados na cama dele, era só uma tarde de domingo assistindo um filme qualquer.
Astrid passou o pé lentamente pela perna de prótese dele.
— Ainda dói? — perguntou a loira sussurrando.
— Um pouco! Correr, ficar de joelhos.. É um pouco complicado! Mas estou bem milady!
Ela forçou um sorriso, subindo a mão pelo peito dele e passando o polegar pela cicatriz no queixo que ele tinha.
— Astrid, obrigado por tudo! Desde o começo, do dia que nos conhecemos você me tornou uma pessoa melhor e mais feliz! Obrigado! 
A loira sorriu, levantando a cabeça do peito dele, o beijando em resposta.
— Você fez o mesmo por mim! — devolveu Astrid, sorrindo após se separarem.


Notas Finais


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