História Hidden - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan Boys, Bts, Kim Taehyung, Min Yoongi, Suga, Taehyung, Taetae, Yoongi
Exibições 16
Palavras 2.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um capítulo :)
espero que gostem...
Boa leitura!

Capítulo 2 - Womanizer


Fanfic / Fanfiction Hidden - Capítulo 2 - Womanizer

Peguei a jarra que estava com suco de laranja e enchi um copo até a metade. Fiz uma careta ao tomar um gole e perceber que estava azedo.

- Já está de pé? – Ouvi Yumi dizer com a voz ainda sonolenta, esfregando um pouco o rosto.

- Na verdade nem dormi direito.

- Você deveria tomar um remédio pra isso. – Disse e depois sentou na minha frente pegando um copo.

Eu não a respondi.

Ela sabia o quanto eu era ansiosa, e que, às vezes, o nível de ansiedade passava um pouco do limite. Insônia é uma das consequências disso, mas não é em 100% das vezes que acontece, então, nada de remédios pra mim :).

Ri quando ela repetiu a mesma cena de segundos atrás. Assim como eu, fez uma careta - que julguei ser engraçada - ao notar que faltava açúcar na bebida.

Depois do café da manhã, fomos nos arrumar. Eu passei maquiagem para tentar esconder um pouco das pequenas olheiras que começavam a se formar embaixo dos meus olhos. E também pra esconder minha cara de quem não dormiu. Mas, não fiz nada muito exagerado. Eu só gostava de me produzir mais, quando ia para uma festa, ou um lugar especial. Não tinha por que ir para o trabalho com algo mais “pesado”.

Assim que terminamos, fomos juntas para a empresa. Tivemos que pegar dois ônibus. O trânsito até que não estava tão ruim - apesar de ser um horário em que as pessoas saem para o trabalho, assim como nós - e eu nem percebi o tempo passando.

Quando chegamos, descobri que sentaria ao lado de Yumi. Nós ficávamos na parte da administração. Não eram salas, mas sim, uma área com vários computadores enfileirados.

Acho que nunca vi tantos papeis juntos. Nem na época da faculdade, quando os meus queridos professores, entregavam apostilas enormes e depois passavam uma prova – que era enorme também.

Peguei o que era preciso pra poder oficialmente começar a trabalhar.

 

 

- Graças a Deus amanhã é sexta-feira! – Comemorei e vi Yumi rir da minha cara balançando a cabeça negativamente. – O que?

- Se com uma semana de trabalho você já está assim, imagina quando tiver que fazer hora extra.

- Hora extra? Mas não é você que escolhe se quer fazer ou não?

- Hora extra. Grana extra. – Ela piscou e acabei rindo de seu comentário. Não era uma questão de fazer as coisas pensando somente no dinheiro, nós precisávamos dele. E há um tempo, ela tinha comentado sobre comprarmos um carro. Seria bem melhor, pras duas.

Depois que terminamos o café da manhã rumamos para a empresa.

Mais papeis. Mais sons de dedos pressionando teclas de um computador ou de pessoas assinando documentos. Mais barulho de máquinas imprimindo algo. Era assim, o dia inteiro.

Descobri depois, que você tinha uma espécie de “meta semanal”. Daí que surgia a hora extra. Se você adiantasse seu trabalho ganhava mais por isso. Cada meta na verdade era uma pasta com um monte de folhas. Nessas folhas tinham tabelas, gráficos e um monte de coisas pra organizar. Tinham coisas também de empresas que faziam parcerias.

Existia um cargo a frente do meu e do de Yumi, que era basicamente o que a gente fazia, porém duas vezes mais cansativo. É como se eles tivessem uma meta a mais pra cumprir, só que no mesmo tempo que a gente, e lógico, eles ganhavam mais.

Nos sentamos, ligamos os computadores e começamos a trabalhar normalmente. Já que era quinta, estávamos praticamente nas últimas folhas. Meus olhos não aguentavam mais ver tantos números e palavras, mas fazer o quê? Me formei para isso.

- Ah, não acredito nisso! – Yumi disse. Já iria perguntar se ainda faltava muita coisa para ela, e por isso usara um tom de reprovação, mas ao virar de lado para encará-la, vi que estava com o cotovelo apoiado no braço da cadeira e alguns dedos estavam em sua têmpora. Seu olhar era de desespero, e para tentar entender eu apenas o segui, e percebi que todos ali também olhavam naquela mesma direção.

Observei um garoto – que se vestia como quase todos os homens ali, apenas com a ausência do terno - caminhar como se fosse uma celebridade. Ele era alto e magro. Tinha os cabelos pintados em um tom laranja. Extremamente chamativo. Havia vários fios bagunçados, mas isso não parecia ser um problema pra ele, inclusive dava até um charme. A gravata que usava também não estava em seu devido lugar e o último botão de sua camiseta branca estava desabotoado. Enquanto todos pararam para admirá-lo, ele parecia não estar nem ligando, mantinha sua postura séria, olhado para frente.

O tempo parecia ter parado, e somente quando ele passou tudo voltou ao normal.

- Quem é ele? – Perguntei.

- Kim Taehyung. Filho do chefe.

- Uau! Eles não têm nada a ver. – E realmente não tinham, a começar pelo jeito de se arrumar.

- Esse garoto é uma peste.

- Você fala como se ele fosse uma criança. – Disse rindo.

- Às vezes age como uma. – Estranhei.

- O que foi que ele fez pra você não gostar dele?

- ____, ninguém aqui gosta dele. – Ok, agora eu realmente tinha motivos para ficar com medo. De alguém que eu nem conhecia. Até por que Yumi era aquele tipo de pessoa que gostava de todo mundo, e todo mundo também gostava dela.

- Por quê?

- Basicamente ele atrapalha nosso trabalho de todas as formas possíveis. Eu soube de uma funcionária que se demitiu por causa dele.

- E por que vocês não reclamam?

- Alooou, o pai dele é o dono disso aqui. –Disse gesticulando com um dedo levantado. - Acha mesmo que alguém tem coragem de falar alguma coisa?

Fazia sentido. Mas como um pai não conhece o comportamento do próprio filho?

Não respondi, e ambas voltaram a fazer o que estavam fazendo antes. Na hora do almoço fomos para um restaurante que não ficava muito longe dali, e tinha um ambiente agradável. Muitas pessoas também iam para lá e acabamos ficando em uma mesa do lado de fora, por que dentro já estava um pouco cheio.

Depois que acabamos retornamos a empresa e Min-hee veio falar comigo.

- O senhor Kang quer falar com você. – Disse e simplesmente saiu como se pedisse para eu segui-la. Direcionei um olhar preocupado para Yumi, que retribuiu com um confuso.

Mesmo com receio, fui até o elevador e depois até a sala de Kang. Eu não estava muito perto, mas mesmo assim dava pra se ouvir algum diálogo lá dentro. Aliás, algum tipo de discussão.

Bati na porta ouvindo quando as vozes alteradas cessaram.

- Entre.

- Licença, mandou me chamar? – Disse enquanto fechava a porta atrás de mim, me deparando com o ruivo, de frente pro mais velho, de uma forma que certamente era confortável para ele, já que estava praticamente deitado sobre a cadeira e seus pés estavam sobre a mesa de madeira.

- Sim. – Respondeu e eu fui até ele. – Conversamos sobre isso depois! – Mesmo baixo, ouvi quando disse para o filho. Ele tinha feito algo muito grave para ter recebido aqueles olhares mortais.

Parei colocando as mãos sobre a cadeira que estava à esquerda do garoto que tinha um olhar distante, parecendo não se importar com a presença de ninguém.

- Está gostando do emprego? – Kang perguntou.

- Sim. Agradeço muito por ter me dado uma chance aqui. Não achei que eu fosse conseguir.

- Não precisa agradecer você realmente tem potencial. – Abri um sorriso sem mostrar os dentes.

- Bom como não gosto muito de enrolação... – O garoto o interrompeu quando tentou segurar a risada, recebendo um olhar de desaprovação. – Eu gostaria de pedir para que você fosse... – Interrompido novamente. Soltou um suspiro. Ele estava ficando incomodado com aquilo. – Sim, está bem, estou indo. – Disse ao desligar o telefone. – Vou ter que sair por um momento, mas não demoro, pode aguardar aqui.

- Sim senhor. – Disse e assenti.

Ele levantou, ajeitando o botão do paletó, e foi até a porta.

- Taehyung, tire os pés da minha mesa. – Ordenou antes de sair, porém o ruivo não mexeu um músculo sequer.

Ele encarava a janela como se seu filme favorito passasse ali, sem desviar o olhar.

Olhei-o melhor, dos pés a cabeça. Ele parecia não querer estar ali, como se fosse apenas uma obrigação. Talvez por isso estivesse inerte em seus pensamentos.

- Perdeu algo em mim? – Sua voz grave me fez “voltar pra Terra”, e pude sentir meus pelos arrepiarem. Seus orbes escuros agora me encaravam intensamente como se me desafiasse, e uma das suas sobrancelhas estavam arqueadas.

- N-não. - Respondi desviando o olhar.

Como ele sabia que eu estava olhando pra ele?

Ele riu como se tivesse lido minha mente, em seguida retirou os pés de cima da mesa, e pôs sobre o chão.

Levantou-se e foi até a outra mesa de vidro não muito distante, que eu até o momento nem tinha reparado que existia. Nela havia algumas garrafas de diferentes formatos. Provavelmente eram bebidas alcoólicas. Observei Taehyung pegar um dos copos, e despejar um líquido escuro dentro, tomando um gole logo depois.

- Quer? – Ofereceu me olhando. Eu franzi o cenho e fiz que não com a cabeça. – Não bebe?

- Hora errada pra beber.

- É licor. – Falou como se fizesse alguma diferença, tomando mais um gole.

- Ok, então, lugar errado pra beber. Pra mim pelo menos. – Ele abriu um sorriso divertido mostrando os dentes. Ele tinha um sorriso retangular? Era diferente, mas não podia deixar de negar que era bonito. Taehyung é um cara bonito. Se me pedissem pra imaginar alguém com o cabelo que ele tem eu começaria a rir, ou acharia no mínimo estranho, mas a cor realmente parecia ter caído bem pra ele.

Já que ele não disse mais nada, o lugar ficou em silêncio, até por que ele parecia ser o único a querer ter algum tipo de conversa. Voltei a olhar para frente, e ele voltou a beber.

 

 

Debrucei meus braços sobre a cadeira, juntamente com meu tronco, e meu cabelo que estava solto acabou alcançando a parte do assento do acolchoado, e certamente ficaria bagunçado. Suspirei já um pouco cansada de estar ali esperando durante um bom tempo.

- Você fica muito bem desse ângulo. – Ok, eu realmente não tinha ouvido isso, tinha?

- Como é? – Disse levantando meu corpo para encará-lo. Ele não disse nada, apenas sorriu de lado. – Ficou bêbado só com o licor ou você é assim mesmo? – Seu sorriso aumentou.

- Assim como? – Começou a se aproximar de mim.

- Mulherengo?

- Eu não sou mulherengo. – Ficou cara a cara comigo.

- E como você chama isso?

- Eu só sei avaliar bem as curvas de uma mulher e, por coincidência... Você tem algumas muito bonitas. – Disse me olhando descaradamente de cima abaixo. – Diferente das outras meninas que trabalham aqui.

Tinha como voltar no tempo e impedir que isso acontecesse? Que canalha.

Quando eu ia abrir a boca para falar algo, um barulho atingiu meus ouvidos, assim como os de Taehyung, já que o mesmo afastou-se rapidamente.

- Desculpe a demora, tive que resolver uns assuntos. – Disse Kang. – Está tudo bem aqui? – Olhou para mim e depois para o ruivo.

- Por que não estaria? – Tomou o restante da bebida que estava no copo de vidro.

- Kim Taehyung, sabe que não é hora e nem lugar pra fazer isso, não sabe? Além de que você nem tem idade ainda pra isso. – O mais novo estava mais sério agora. Ele me olhou de soslaio e depois assentiu com a cabeça para o pai. – Ótimo. – Soltou um suspiro e passou a mão na testa, esfregando-a um pouco. – Vá para casa, você já me deu algumas preocupações por hoje.

Ele assentiu novamente e saiu da sala.

- Me desculpe por isso, tem muitas coisas que esse moleque ainda precisa aprender.

Mesmo achando que ele havia sido ríspido apenas assenti e esperei-o falar.

 

 

- O que ele queria? – Perguntou Yumi quando sentei ao seu lado.

- An? – Eu ainda estava meio desnorteada pelo que havia acontecido, mas depois entendi que ela se referia a outra pessoa. – Ah, nada demais.

- Você tá bem?

- Por que tá me perguntando isso?

- Não sei você tá estranha. – Me olhou desconfiada. Ela infelizmente – ou felizmente – me conhecia como ninguém.

- Por quê? Eu estou normal, deve ser só impressão sua. – Ela ainda tinha aquele olhar de que sabia que algo aconteceu, mas permaneceu calada.

 


Notas Finais


desculpa qualquer erro e até o próximo
bjs :*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...