História Hidden - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Mamamoo
Personagens Rap Monster, Solar, Suga, V
Visualizações 30
Palavras 2.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oioi, nenéns!!
eu tentei atualizar esse capítulo trocentas vezes, pq a vizinha emprestou a internet dela só que meu notebook simplesmente não conecta; nem mesmo o roteador do meu celular. enfim, finalmente consegui atualizar.
novamente peço desculpas pelo que aconteceu. parece que sempre dá tudo errado pra mim mesmo quando o assunto é internet. pq tipo, eu conseguia entrar na conta e tal (eu até apaguei o capítulo do recado pq tinha conseguido) só que depois que eu enviava, simplesmente a internet caía e não ia mais. e isso aconteceu durante todas as minhas tentativas.
e agradeço pela compreensão de vcs.
enfim, finalmente to aqui.

Capítulo 14 - Medo


Omelas, 13 de fevereiro de 2017

14h12min

 

Kim Yongsun

Entrei na rua casa de Park Jimin e em menos de cinco minutos encontrei sua casa. Era grande, afinal, era na mesma rua da casa de vovó Hwasa e essa área parecia uma das melhores da cidade. 

A casa de Jimin, além de ser grande, tinha um pátio pequeno, entretanto bonito. Diversas flores espalhavam-se entre ele; uma pequena cerca de madeira separava seu terreno da calçada. Era bem bonito. A princípio, bati palmas para que alguém me atendesse. Em menos de um minuto apareceu um homem na porta, aparentando quase quarenta anos. Por um momento eu o reconheci e fiquei pasma ao saber quem era: Im Jaebum. O que ele fazia na casa de Jimin?

Por um momento, pensei fazer sentido o fato de que Jimin sabia sobre tudo e todos de Omelas. Ele conhecia Jaebum, o escritor daqueles fantásticos livros a respeito dessa cidade imunda. 

Um leve sorriso formou-se nos lábios de Jaebum. Ele deve saber quem eu sou, talvez por Jimin, talvez por meu irmão, talvez pelas pessoas da cidade. Ele caminhou até o pequeno portão e abriu a portinha para que eu entrasse e eu assim fiz.

— Kim Yongsun. — Pronunciou meu nome com delicadeza. — É uma honra te conhecer.

Estranhei àquilo. Por que ele diria isso? Talvez por eu ser uma Kim, a quem ele tanto escreveu sobre? 

— Eu quem devo lhe dizer isso. — Sorri de volta, entrando no pátio. — Seus livros são fantásticos. 

Jaebum pareceu surpreso ao ouvir àquilo. Talvez ele nem sonhasse que eu havia lido seus tão amados livros. Ele pareceu ter dedicado sua vida inteira a escrevê-los.

— Você os leu? — Indagou perplexo e eu assenti. — Oh, isso é demais. 

Ri fraco e o segui até a entrada de sua casa.

— Onde está Jimin? — Questionei ao entrar na residência.

Era tudo bem organizado. O chão era cristalino, as paredes estupidamente alvas, a mesa — o primeiro cômodo parecia ser a sala de jantar — era de mármore e as cadeiras de metal. Há um espelho enorme que reflete a janela limpa. O cômodo ao lado esquerdo parece ser a cozinha e a próxima porta, logo à direita, a sala de estar. Entretanto, Jaebum guiou-me até um corredor onde também haviam enormes espelhos de ambos os lados e, no final, haviam três portas brancas: uma à direita e duas à esquerda. 

— Ele não sai do quarto nem tirando-o à força. — Comentou, antes de abrir a porta da direita, mostrando a imagem de um quarto bagunçado. — Desculpe a bagunça, mas este é o meu filho. — Riu.

Filho?

E a porta fechou-se atrás de mim, quando entrei no quarto do rapaz.

Jimin estava jogado na cama bagunçada, olhando para a janela. Na verdade, a única coisa que dava para ver daquela janela eram flores, muitas flores. Encantei-me com a visão, era a cara de Jimin isso. 

Por um momento, parei para avaliar seu quarto: cama com lençóis brancos e bagunçados, roupeiro azul com as portas abertas e roupas bagunçadas, uma escrivaninha alva com um computador desligado e com comida logo ao lado, roupas jogadas pelo chão, um skate logo abaixo de sua cama, um criado-mudo branco com seu celular e flores em cima. Só pela maneira como descrevi, dava-se para ver como estava bagunçado. 

— O que quer aqui? — Indagou Jimin, deixando-me envergonhada.

Ele vestia a mesma roupa da noite anterior e estava tão magro que pude jurar que se eu encostasse nele, ele quebraria. 

— Vim ver como está. — Menti. 

Afinal, eu já descobri como chegar em Jaebum e até mesmo quem ele é. 

Jimin virou-se para mim e soltou um longo suspiro, indicando um lugar na cama logo ao seu lado.

— Sente-se. — Pediu e eu assim fiz. Encarou-me desconfiado, porém logo mudou de expressão, para uma mais indecifrável. — Conheceu meu pai?

— Não mude de assunto. — Pedi quase que implorando. — Você está mal desde a noite passada. O que Chaeyoung era sua? 

— Nada. — Respondeu.

— Como nada, Jimin? — Sem perceber, aumentei meu tom de voz, mas em seguida acalmei-me. Afinal, eu estava em sua casa. — Você pintou o cabelo de uma cor escura, pediu demissão do seu emprego e agora vem me dizer que ela não era nada sua? — Tentei soar o mais doce possível, porém foi falho.

— E-ela... ela conhecia minha mãe, é isso. — Limpou uma lágrima que havia se formado. — Ela era muito amiga dela, apesar da idade. Eram como carne e unha. Sinto pela minha mãe, apenas isso...

Falar que elas eram como carne e unha me fez lembrar de Jisoo chorando pela morte da mulher. Chaeyoung e Jisoo eram irmãs, Jisoo sofreu muito por isso, deve estar ainda arrasada. Mas Jimin, ele era... quem era a mãe dele, afinal? 

— Quem era a sua mãe? — Indaguei. — Ela já morreu? 

— Ela me deixou. — Foi o que ele respondeu. 

E falar que a mãe dele o deixou lembrou-me de como Jisoo tratou Moonbyul. Será que a mãe de Jimin era Jisoo?

— E mesmo assim você sofre por ela? — Questionei e Jimin assentiu.

— Ela é minha mãe. Acima de tudo eu devo amá-la. 

Ele estava certo.

 

***

 

Após conversar com Jimin e consolá-lo, fui atrás de seu pai para conversar com ele a respeito de seus livros. Ele chamou para que eu sentasse-me com ele em seu escritório e assim eu fiz.

— Então quer saber como eu descobri aquelas coisas? — Questionou-me pela terceira vez seguida e eu assenti. — Você já leu o livro Omelas e suas maldições? — Indagou e eu neguei. — Bom, então vou lhe dar um breve resumo do que acontece para poder te explicar. — Assenti novamente. — Neste livro, como é óbvio, eu falo sobre as maldições que há em Omelas. O que há por trás das tão escondidas festas clandestinas e dos grupos religiosos que existem na cidade. — Fez uma pausa. — Quando eu tinha apenas quatorze anos, eu ia naquelas festas, era maravilhoso na época. Eu era uma pessoa muito boa, até ser convidado para entrar numa religião, ICEK, eles adoravam à um deus do passado, daquela época em que Omelas foi criada. Quando eu entrei, eu já comecei a achar tudo estranho. Haviam juramentos, pactos de sangue e os olhos do líder eram alvos como a neve. Era tudo sinistro e sombrio. De alguma forma, eles sabiam tudo sobre o princípio de Omelas, sobre a criação. Segundo eles, seus antepassados passaram de vida em vida para que cada geração de descendentes soubesse e sempre orasse para que o deus deles ajudasse Omelas a livrar-se dos Shin. Depois de um tempo eu saí, mas ainda tenho contato com eles.

Aquilo ainda não fazia sentido, pois, se queriam ajudar Omelas, como iriam ser sombrios e sinistros? Não seriam eles boas pessoas? Aliás de que, todo pacto que se é feito com sangue, coisa boa não é. Só pelo nome essa religião já era toda estranha.

— Se eles eram sinistros e sombrios... — Comecei a minha pergunta, entretanto, Jaebum cortou-me terminando-a.

— Então por que o "deus" deles era bom? — Fez aspas com as mãos ao falar a palavra deus. Logo assenti em resposta e Jaebum logo esclareceu: — Com o passar do tempo, começaram a orar com outra finalidade: não queriam mais livrar Omelas do caos, mas sim que o poder de seu deus penetrasse em seus corpos para que eles mesmos fizessem a justiça. Estavam errados, desde o princípio. 

— Como assim desde o princípio? — Indaguei confusa.

Jaebum respirou fundo, olhando fixamente em meus olhos. Estremeci por um mísero segundo; aquilo foi estranho.

— Eu percebi que havia entrado no meio de um jogo de mentiras. — Começou a falar. — Eu, na verdade, estava lá por acreditar que Omelas precisava ser salva, mas depois de um tempo percebi que rezava para o deus errado. 

— Você não acreditava no deus deles... — Murmurei.

— Não. — Balançou a cabeça em negação, deixando suas mãos postas sobre a mesa. — Eu acreditava e ainda acredito em Deus.

Ele estava certo, realmente. Apesar de que cada um acredita no que quiser e devemos respeitar isso, não devemos viver numa mentira sem fim, ainda mais quando o assunto é tão sério como este. Afinal, quando se trata de deuses e religiões, é algo muito forte e, muitas vezes, sem volta. Acredito que Deus teve piedade de Jaebum e o livrou daquilo, tirou-no daquele mar de mentiras e o levou até um lugar mais calmo, como a casa do próprio Jaebum, por exemplo; como também o Paraíso, lugar de possível existência, pelo menos para mim: uma cristã.

— E você disse que eles mudaram a finalidade com que oravam, correto? — Questionei-o.

— Sim. 

— Então eles também mudaram alguns costumes?

— Fiquei sabendo que eles estão fazendo sacrifícios. — Achei estranho a maneira calma como ele falava sobre àquilo, talvez por fazer parte do cotidiano dele fosse algo simples, entretanto, para mim era um assunto um tanto horrendo. 

— Sacrifícios? — Assustei-me com a resposta.

— Sim. — Confirmou. — Eles fazem alguns desafios... um tanto quanto torturantes, coisas bem diferentes do que se fazia antigamente. Além do mais, isso é terrível. Por isso não fui nunca mais, entende? — Assenti. — Apenas mantenho contato com alguns membros. 

— Oh... — Eu estava apavorada com tudo o que Jaebum havia me contado. Pois bem, ainda há muito mais segredos em Omelas do que eu pensava. — O líder deles... ainda é o mesmo?

— Não. — Negou. — Agora o líder deles é um rapaz bem jovem. Há uma regra à respeito dele, quer saber qual? — Fiz sinal para que ele prosseguisse. — Quem não faz parte da religião e olha fixamente em seus olhos no mesmo instante em que ele faz o mesmo, jamais conseguirá sair de seu caminho; ele sempre irá voltar. 

Completamente assustada, fiz o sinal da cruz, dizendo:

— Tá amarrado!

 

 

***

 

Depois de sair da casa de Jimin, eu havia visitado Yoongi no hospital, entretanto, não fiquei lá por muito tempo. Apesar de que o tempo que fiquei, nós gargalhamos, conversamos e até mesmo lhe contei sobre eu ter lido o seu livro. Yoongi havia dito que eu não precisava ter feito àquilo, mas eu neguei dizendo que precisava sim. 

Já eram quatro horas da tarde quando eu havia entrado na floresta de Omelas, seguindo a trilha que dava até o chalé de Hoseok. O dia estava iluminado, apesar de estar frio. As árvores balançavam suavemente com o ritmo do vento e as pedras cravavam na terra a cada passo que eu dava. O som sereno do cantar dos pássaros acalmava minha alma. Estava tudo bem calmo, estava estranho. Minha vida ultimamente precisava daquela calmaria. Entretanto, eu só sabia me meter em confusão. 

Demorou um tempo para que eu chegasse até o chalé do rapaz. E, ao chegar, deparei-me com uma caminhonete azul estacionada. Se era dele, eu não sei. Não fiquei pensando muito no assunto, apenas parei em frente à porta entreaberta e bati na mesma umas três vezes. Logo, Hoseok aparece com um sorriso no rosto. Parece que ele não esperava que eu viesse.

— Ora, ora. — Dizia ele, abrindo completamente a porta para que eu entrasse em seu chalé e assim eu fiz. — Não pensei que fosse vir me visitar.

Ri fraco, observando a lareira aceza e agradecendo mentalmente por isso. Estava frio, afinal. 

Achei umas coisas um tanto estranhas e diferentes em sua casa: no sofá havia uma colcha desajeitada e a televisão fixa à parede estava ligada. Alguém estava ali com ele.

— Quem está aqui? — Indaguei, curiosa.

— Não é da sua conta. — Respondeu rudemente, fazendo-me revirar os olhos.

— Apenas vim aqui para dizer algo que pode ser de seu interesse. — Disse-lhe. 

Instantaneamente Hoseok fecha a porta frontal e senta no braço do sofá, encarando-me curioso.

— Prossiga. — Pediu.

— Jongdae me convidou para sair. — Respondi, observando uma reação de expectativa em Hoseok. — E eu aceitei. — Agora ele tinha uma feição de indignação. — Acalme-se.

— Impossível! — Resmungou. — Você é burra ou o quê?

— Pensei que te ajudaria com alguma coisa...

— Ajudar? — Riu com sarcasmo. — Yongsun, você não tem ideia com o que está se metendo...

— Mas, se eu sair com ele e me envolver, posso saber o que você está procurando a respeito dele e de Baekhyun. — Respondi como se fosse algo óbvio.

— Você acha que consegue uma coisa dessas? — Perguntou ainda irritado e eu assenti. — Você está ficando louca! 

— Certo, então eu não vou ao encontr...

— NÃO! — Bradou Hoseok alto demais, quase me deixando surda. — Agora você tem que ir, senão... — Deixou a continuação vaga, fazendo-me ficar ainda mais confusa e irritada.

— Senão o quê, Hoseok? — Questionei, irritada.

— Senão irá acabar pior do que se você ir. — Respondeu, deixando-me assustada.

O silêncio reinou por alguns longos segundos, parecia até mesmo uma eternidade. Nem sequer o som do cantar dos pássaros pôde ser ouvido, apenas os galhos das árvores remexendo-se com a brisa que passava. 

— Você não vai me dizer mesmo o que está acontecendo? O que aqueles garotos fazem? O que meu primo Chanyeol faz? — Fiz todas as perguntas de uma só vez.

— Não posso. — Bufou, colocando a mão em seus cabelos. — Infelizmente eu não posso te dizer.

Respirei fundo, lembrando-me que Chanyeol fazia parte de uma máfia. Então, isso quer dizer que eles fazem parte de uma máfia?

— É uma máfia, não é? — Indaguei.

— Não é apenas uma máfia, Sun. É muito pior do que isso.

Aquilo me deixou ainda mais assustada naquele dia.


Notas Finais


eita, caraio, aconteceu várias coisas nesse capítulo, né não? skjdh
quero muito saber o que vcs acharam desse capítulo. espero que tenham gostado!
eu to dando muto duro nessa fanfic, acho que deu para perceberem. a fanfic se trata muito mais do que uma simples história sobre a cidade de omelas; os assuntos abordados são um tanto importantes e delicados. eu simplesmente coloquei toda a minha criatividade nessa fanfoca. as únicas coisas que não me pertencem são as características dos personagens e o nome da cidade, porque de resto fui tudo eu que criei com a ajuda da minha mãe.
enfim, vou parar d falar porque já deve estar chato kasjhakdjh.

até a próxima, bbs, espero que tenham gostado!!
xx


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