História Hidden Reality - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Black Veil Brides (BVB), Fall Out Boy, Gerard Way, Lacuna Coil, My Chemical Romance, Nickelback, System of a Down, The Cranberries, Three Days Grace
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Cristina Scabbia, Dolores O'Riordan, Frank Iero, Gerard Way, Matt Walst, Mikey Way, Patrick Stump, Personagens Originais, Serj Tankian
Tags Ação, Carly Smithson, Crossover, Descobertas, Drama, Ficção, Luta, Mentiras, Mistério, Morte, Passando, Romance, Sobrenatural, Universo Alternativo, We Are The Fallen
Visualizações 8
Palavras 3.894
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Important Thing


Fanfic / Fanfiction Hidden Reality - Capítulo 8 - Important Thing

Cristina não sabia se podia chamar aquilo de um Diário, mas aquele simples caderno havia se tornado seu mais confidente amigo. Estava recheado de informações rasuradas que só fazim sentido na sua cabeça. Frases desconexas; símbolos espalhados; palavras soltas; folhas rasgados; uma total bagunça - combinando com a sua mente. Coisas que não conseguia explicar a ninguém; perguntas que sabia que ninguém teria resposta; teorias nas quias ela se perdia completamente. Algumas nem valia a pena o tempo perdido. Mas aquilo tudo ajudou-a a formular as três perguntas mais importantes, às quais se referiam ao passado, presente e futuro - tais pontos fundamentais de serem esclarecidos em sua pesquisa.

Precisava saber de onde veio; de onde tudo veio. Cristina desconhecia seu contorno, não tinha conhecimento de basicamente nada a sua volta. Ela se sentia vazia, sua mente estava vazia de certezas e repleta de perguntas. Ela se sentia ingênua e perdida por não saber como surgiu, de onde e por quê. E isso ia muito além da perda de seus pais.

Ela precisava saber sobre onde estava. Cinrroch parecia uma caixa lacrada, tudo o que via era tão monótono e vazio, pobre. Cristina precisava saber se havia algo além de rochas e as criaturas elétricas que a cercavam. Queria conhecer sua realidade, conhecimento suficiente para colaboraram com o futuro.

Futuro… E qual seria seu futuro? Para onde iria? Ela se perguntara qual o destino dos corpos que eram executados em Cinrroch. Eles sempre desapareciam, e ninguém nunca era responsável pelo sumiço deles. Ela queria ter espectativas para o futuro, mas não existia nada. Ela não sabia para que existia. Não sabia o motivo de sua existência. E, se viver para uma guerra for mesmo o propósito de sua vida, Cristina não poderia ficar menos que desapontada.

Ela havia decido que aquele seria a sua mente em matéria. Decidiu que iria pôr tudo o que estivesse pensando naquele caderno; suas mágoas, seus medos, suas preocupações, todas as suas dores. Ele era sua única fonte de confiança. E o melhor ouvinte possível. Cristina finalmente podia dizer que tinha em quem confiar. Bem, pelo menos o que confiar. Talvez aquelas palavras confusas e desorganizadas, trouxessem alguma contribuição futuramente. Pelo menos no futuro ela teria algo real a lembrar.

Ela havia imposto um desafio a sí mesma. Tentaria ficar aquele dia sem sua carga diária. Cristina queria descobrir se poderia se tornar independente da energia fornecida pela máquina, e provar pelo menos para ela mesma que poderia viver por si própria. Isso arriscava sua própria vida, ela poderia morrer, mas, sinceramente, a morte era a menor preocupação em sua mente.

O ar estava pesado como sempre, e o clima gélido como de costume. A visão vazia e pálida continuava a mesma e, Cristina se perguntava quando veria algo diferente. Ela se lembrou de como era a área doa Mutáveis. Era iluminado, haviam cores vivas - ao contrário dos marrom, preto e cinza, que via por toda sua vida. O ar era mais leve e o cheiro era agradável, seus cabelos eram levados para trás levemente enquanto ela andava por lá, mas aqui era tudo rígido. Não havia movimento, não havia cor, não havia luz, apenas neblina e tragédia. Tudo era nebuloso e, Cristina estava farta daquilo, estava farta de ver, fazer e viver a mesma coisa. Isso seria para sempre? Para sempre trancada num mundo hostil?

Estava sobre uma rocha duas vezes mais alta que ela, sentada observado o vazio territorial. Não havia nenhuma pessoa a não ser as criaturas mortíferas que se espalhavam por lá. Um Elecar rodeava a rocha onde Cristina estava, pronto para atacá-la no menor discutido. Caso houvesse uma queda, Cristina finalmente se despediria desse lugar. Mais duas das criaturas estávamos bem distantes, à frente, onde mal se podia enxergar através da neblina cinza, só se podia ver as luzes azuis da estrutura corporal do Elecar, se espalhando pela cauda, as patas, orelhas; alternando por cada parte do corpo imenso.

Ela se perguntava quanto tempo ele demoraria para sair e deixá-la só, para que pudesse, por fim, ir até Gerard e conversar sobre suas dúvidas. Mas parecia que o Elecar nunca se cansava. Uma vez ou outra ele batia forte com as patas na pedra, de forma que a fazia tremar e já se fazia duvidar se conseguiria continuar de pé. Por dedução de Cristina, a pedra imensa só seria capaz de suportar mais quatro golpes. E ela precisaria montar de pressa uma estratégia para fugir dele. Estava fraca pela falta de carga e sabia que, se tentasse lutar, as chances de sair viva eram minúsculas - quase inexistentes. Uma entre cem.

Quando a enorme fera deu o último golpe na pedra, chocando suas enormes patas dianteiras contra o sólido vertical, Cristina se sentiu cair, e a força de algo puxá-la para baixo. A rocha estava tombando. Ela escorregou desajeitadamente para outra menor, enquanto a anterior estava derrubada. Ela colidiu com as costas dolorosamente sobre a segunda pedra. Ela sabia que seguiria a mesa sequência até alcançar o chão - e ser alcançada também - se continuasse escorrendo e caído de pedra em pedra. Então ela arrancou sua adaga do casaco grosso e, dificilmente, conseguiu agarrá-lo a pedra enquanto prosseguia com a queda. Logo, a mesma foi interrompida pela tentativa bem sucedida de Cristina. Suas pernas, seu braço esquerdo e todo o resto do corpo estava pendurado; solto no ar, sendo sustentado apenas pelo punhal agarrado à rocha.

O Elecar e estava a poucos metros de distância, agora a rodeado lentamente, ele sabia que Cristina estava prestes a cair e estava apenas aguardando ao momento. Ela não havia mais nada a que se pudesse agarrar; as outras rochas altas estavam distantes e esta qual se garrava, era lisa e sem nenhuma curva que colaborasse com sua escapatória. A adaga estava se afrouxando aos poucos com o peso corporal de Cristina o puxando cada vez mais para baixo. E então ele se desprende da rocha.

Seus olhos vão rapidamente em direção ao vulto de luz que corre em sua direção enquanto cai. O chão ficava cada vez mais próximo é a rocha cada vez mais distante. Suas costas colidiram com o solo rígido de forma dolorosa, ainda mais que da primeira vez - agora, a distância fora maior e consequentemente a dor também. Sua cabeça chacoalhou para frente, junto com suas pernas e braços, e a adaga foi para longe do seu alcance. Meio tonta, ela ergueu a cabeça à procura da fera que a buscava, ele estava um tanto distante, o suficiente apenas para Cristina raciocinar sobre o que fazer para sair da tal situação.

Embora estivesse fraca, Cristiana ainda era capaz de usar uma de suas habilidades especiais. E, felizmente, a que extraía uma quantidade maior de energia não séria útil no momento. Então, quando o Elecar está a ponto de saltar sobre ela, com seu corpo intenso e eletrizante, pronto para atacá-la e destroçar toda sua carne, Cristina já está a metros de distância. O Elecar bate bruscamente com seu corpo no chão, no local onde estava ela há poucos segundos, antes de usar o teletransporte para ficar, aproximadamente, quinze metros de distância dele.

Cristina corria com todas as forças que restavam e, estava contente de que ainda restasse um pouco dela - pelo menos o suficiente para realizar a corrida. Olhando brevemente para trás, na direção da criatura, enquanto corria, ela se certificou se ele a perseguia. Um sirpiro de alívio a despede. O Elecar ficou parado bem distante de Cristina, parecendo tonto e perdido. Um orgulho imenso a tomou ao notar que o plano de fuga improvisado tivesse funcionando melhor que o esperado, e a supreendendo por ter feito algo útil.

Cristina agora teria um pequeno trabalho para se livrar desse Elecar, pois sabia que ele não a deixaria em paz até que a alcançasse. A menos que ela se livrasse dele primeiro.

Ela pôs esse pensamento para trás de sua cabeça, ocupando-se agora em encontrar sua amiga e descobrir o que Serj dissera longe de sua presença, e por fim descobrir se tal homem era merecedor de sua confiança. Ou não.

Enquanto andava e movia seus olhos para toda a área, varrendo todo o local vazio, Cristina repensava sobre sua conversa com o líder. Fora a primeira vez que o vira no estado de nervo tão alterado, não que Serj fosse um homem calmo todo o tempo, mas ela já estava acostumada com seu temperamento estável e sua postura casual, nada como ele se mostrou durante a conversa, quando não conseguia olhar para ela, seus ombros se mostravam o tempo todo rígidos e suas mãos inquietas.

Ela parou de pensar quando viu Carly com Matt, caminhando lentamente enquanto conversavam. Ele estava com uma mão nas costas dela de maneira carinhosa, e ela sorria para ele, que observava seu rosto atentamente. Algumas vezes eles pareciam bem suspeitos - ainda mais que Cristina e Andrew - com suas demonstrações de afeto e, embora declarassem um status de amizade, Cristina ainda tinha a esperança de vê-los num relacionamento mais sério. Matt era atencioso, responsável, respeitoso e bastante cuidadoso com tudo que fazia - principalmente quando tinha a ver com Carly -, e, ela suspeitava de algum sentimento a mais vindo do rapaz. Mas, Carly ainda estava arrazada com os últimos acontecimentos em sua vida que, já era de se esperar que seu coração ainda estivesse quebrado. Ela não demonstrava ou dizia nada sobre nenhum garoto a quem estivesse interessada, e Cristina respeitava isso, preferindo não se intrometer na vida de sua amiga, aliás, ela era péssima em cuidar do seu próprio relacionamento, nem de longe a pessoa apropriada para interferir no de alguém.

- Hei! Carly! - chamou, erguendo a mão e correndo até a dupla. Alcançando-os, Matt tirou a mão das costas de Carly e se mostrou desconfortável pelo flagra. Cristina achou o constrangimento desnecessário, mas preferiu ocultar sua opinião, na escolha de não causar outro constrangimento ainda maior. - Oi, Matt - cumprimento ofegante, recebendo um aceno de cabeça e um sorriso pequeno, claramente decepcionado pela quebra do momento à sós com Carly. Ela, no entanto, estava tranquila e sequer notou a expressão do companheiro. Ainda olhando para ele, prosseguiu: - Preciso levá-la, agora. É importante. Depois vocês continuam… o que estavam fazendo.  

Antes que ele desse alguma desculpa de que não estava fazendo nada demais e ficasse envergonhado outra vez, Cristina puxou sua amiga gentilmente para o lado e a levou para uma conversa particular, sozinhas. Carly não hesitou, e seguiu sua amiga sem dizer nada, certamente já sabendo a que se tratava.

- Cristina, você está bem? - Cristina franziu o cenho e olhou para a amiga.

- Claro. - Ela responde como se já fosse óbvio.

Era quase impossível mentir para Carly. Ela já conhecia Cristina de uma maneira tão imensa que já se tornara imune às mentiras da garota. Mas Cristina não mentia por completo, embora estivesse se sentindo péssima pela falta da energia que a câmara fornecia - e principalmente depois de tanto ser golpeada pelo próprio corpo durante as quedas -, mas ela ainda estava melhor do que esperava estar. Em sua imaginação anterior, agora ela já estaria morta.

Carly continuava a olhando com os olhos transbordando de preocupação. Foi preciso desviar o olhar para frente para escapar do olhar intenso dela, para que não cedesse com sua postura firme. Mas, então, Carly parou. Cristina precisou parar também para não perder a outra.

- Vamos, - chamou, Cristina. - não podemos conversar onde tem o risco de alguém nos ouvir.

- Você me parece cansada - ela uniu as mãos e deitou um pouco a cabeça, olhando dentro dos olhos de Cristina. - Aconteceu alguma coisa?

- Ah, não. - Deu de ombros, mostrando-se despreocupada. - Só vou ter que pedir um daqueles dardos espéciais ao Patrick. - ela balança a cabeça, compreendendo.

- Mas você nunca fica tão fraca depois de uma luta. - Inssistiu, com a voz suave. - Sabe que eu estou contigo nessa, não sabe? - Pergunta, pousando a mão no seu antebraço.

Carly já havia se mostrado tão eficiente e colaboradora nos últimos tempos. Ela parecia querer demostrar o quanto queria ajudar Cristina, e estava funcionando. Cristina tinha certeza de que Carly era a pessoa mais fiel de todo o território - todos os dois - e sabia que não a abandonaria jamais. Tinha tanta paciência com a frieza de Cristina que a fazia se sentir mal às vezes, por notar o quão má ela conseguia ser - naturalmente - com as pessoas que não mereciam. Mas mesmo com toda a grosseria, Carly estava lá. Por ela.

- Tudo bem… - começou, logo em seguida deu um suspiro de preparação para a explicação. - Eu não abasteci minha energia para hoje. Eu preciso saber se é possível viver sem precisar disso. Eu estou tomando um sentimento tão ruim quanto aquela área ultimamente, que eu quero me ver o mínimo dependente de lá possível. Eu quero conhecer os meus limites, explorar o máximo possível de tudo que eu puder. Agora há pouco, eu quase fui atacada por Elecar, mas, depois de alguns tombos, eu ainda me sinto bem melhor do que eu achei que estaria. Talvez seja possível não depender mais daquela energia. Talvez eu consegua me desprender disso. - Ela ergue o pulso indicando o aparelho preso lá.

Carly não disse nada, apenas balançou a cabeça, desfazendo a feição preocupada e formando outra pensativa. Cristina prolongou um suspiro e, finalmente perguntou:

- Você ouviu Serj dizer algo suspeito? - apoiando as costas numa pedra, Cristina observava Carly sentar-se em outra frente a ela.

- A conversa foi longa - Carly começa a dizer, apoiando as mãos entrelaçadas sobre um joelho. - mas eu não consegui entender o sentido de praticamente nada. - Confessou, largando os braços dos lados do corpo.

- Pode dizer mesmo assim. - Estimula, Cristina, na expectativa.

- Disseram sobre você ser uma peça fundamental - Cristina apoia o queixo na mão para olhar para Carly com mais atenção.  - Uma peça fundamental para o nosso time. Eles disseram que não podem perdê-la, pois a situação ficaria pior. Que, se perdessem você para o lado Mutável, estaríamos perdidos. E… Eu não consegui ouvir essa parte muito bem, mas, você tem algo a ver com a chave. Algum tipo de ligação. Disseram sobre perder os dois ao mesmo tempo.

- Isso foi tudo o que eles disseram?

- Bem, teve uma quantidade generosa que eu não consegui ouvir depois. A voz dele desapareceram do nada. Eu acho que eles me ouviram e pararam de falar por minha causa.

- Depois disso você os viu de novo? - questionou, um tanto preocupada

- Sim, nos falamos na abertura das barreiras.

- Então não a viram. - Concluiu.

Cristina não sabia o que pensar. Carly dissera que não havia entendido nada; Cristina estava na mesma situação. Não fazia ideia do que significava ser “uma peça fundamental” para a área. Tampouco sabia sobre algum tipo de ligação que podia haver com a chave. Se via preocupada também com isso agora. A chave era algo tão disputado, ela não queria ser caçada como tal, queria estar o mais distante dela possível, não o contrário.

Quanto mais ela sabia, mais complicado ficava de entender.

- Eu não entendo… - pensa, ela, num murmúrio involuntário, enquanto mantém os olhos grudados no chão. - Você tem certeza de que foi isso mesmo que ouviu?

- Tenho, sim. - Responde, balançando a cabeça. - Parece que perdi nosso tempo, não? - Resmunga de forma desapontada.

- Não, claro que não. Só precisamos juntar todas as informações possíveis. Obrigada por estar nessa comigo. Imagino que eu deva estar te enlouquecendo com isso tudo. Desculpe.

Carly ficou em silêncio por um tempo. E Cristina perceboe o porquê. Acabara de inserir “obrigada” e “desculpe” na mesma fala e, isso foi um grande progresso. Cristina sentiu-se estranha ao pensar nisso. Essas dúvidas estavam a deixando maluca, concluiu.

Silenciosamente, Carly se aproximou de Cristina e a abraçou. Cristina retribuiu e deitou a cabeça em seu ombro, aproveitando o sentimento afetuoso transmitido por ambas.

- Detesto interromper o momento amigas-para-sempre, mas não posso esperar pro resto da vida.

Elas se separam. Cristina procurou pela voz masculina que surgira, mas já sabia de quem se tratava. E sua hipótese de confirmou ao encarar o rapaz de cabelos compridos, parado próximo a elas com a expressão de tédio e a postura ensiosa.

Cristina revirou os olhos e não disse mais nada.

- Carly vai ajudar a gente. - Cristina explicou, sentando-se no antigo lugar de Carly. Gerard ergueu uma sobrancelha, certamente lembrando do acordo de não dizer a mais ninguém. Cristina, no entanto, deu de ombros e continuou falando. - Ela descobriu algumas coisas. Parece que eu tenho alguma coisa que me liga com a chave - Gerard franziu a testa e cruzou os braços, atento.

- Cristiane é importante para o nosso grupo, de alguma forma diferente - Carly prosseguiu com a explicação. - Disseram sobre tudo estar acabado se a perderem.

- Então você está relacionada à guerra? - perguntou, direcionando os olhos para Cristiana. Ela assentiu.

- É o que dá pra concluir disso. Mas não sabemos no que isso ajuda em nossa investigação. - Confessa, encolhendo os ombros. - Parece que tudo vai ficando cada vez mais difícil de entender.

- Talvez isso sirva como ajuda no futuro - Carly opina. - Agora nós sabemos muito pouco, mas, conquanto tivermos mais informações, reunimos tudo é conseguiremos chegar a alguma conclusão íntegra.

- E se nós buscarmos saber do começo? - Propõe, Cristina. - Nós não conseguimos entender porque estamos colhendo fragmentos de informações. Não conseguimos tirar nenhuma conclusão porque não começamos e, sem começo como vamos prosseguir? Precisamos saber desde o começo. Como tudo começou; de onde viemos; de onde tudo isso veio. Por acaso, algum de nós sabe algo realmente útil sobre o passado. Nós estamos vivendo simplesmente por viver. Não fazemos idéia do que somos ou para quê somos.

- Está dizendo que precisamos buscar do início de tudo? - Questiona, Carly. - Desde o começo do mundo, até o nossos presente?

- Sim. E temos que fazer sem ajuda deles. Não podemos contar nem com nossos líderes ou Patrick e Mikey. Não é possível depositar confiança nessas pessoas. Provavelmente só irão nos atrapalhar.

- Mas só eles têm os recursos necessários para realizarmos qualquer tipo de pesquisa - observou, Carly.

- Vamos invadir as salas deles. - Cristina disse francamente. Seu olhar foi para Gerard, que se mantia silêncioso, a mão no queixo e os olhos no chão. Ele nem parceria que estava mais lá. - Acha que pode invadir a sala do Chad, Gerard? - perguntou, Cristina, tentando despertá-lo. Ele ergueu a cabeça lentamente e dividiu o olhar entre Carly e Cristina.

- Vem comigo, vocês. - Disse, se levantando do lugar e andando rápido em direção a algum lugar que Cristiana não sabia qual.

Elas dividiram olhares confusos, antes de o seguirem.

Caminharam por uma longa distância, em silêncio, ouvindo apenas suas respirações ofegantes e seus sapatos batendo no chão. Cristina estava confiante - embora desconfiada - enquanto era guiada com Carly por Gerard. Sentia-se empolgada por começar com a investigação.

Um de seus passos foram interrompidos e seu braço foi puxado bruscamente para trás. Seu corpo colidiu com outro mais alto e firme que o seu. Ela levantou os olhos lentamente procurando por quem fosse a pessoa e sua dúvida esclareceu quando viu a tatuagem no pescoço.

- O que foi, Andrew? - esbravejou, tomando distância. Ela olhou para seus acompanhantes. Eles estavam parados, aguardando-a. Carly franzia a testa para o rapaz irritado em frente Cristina, enquanto Gerard mantia os braços cruzados e a expressão tipicamente neutra. Cristina indicou com a mão que eles continuassem indo; Gerard começou a caminhar, mas Carly foi até ele e o impediu de continuar. Cristina deixou de olhar a discussão dos dois e direcionou seu olhar agora para o namorado. Andrew estava furioso, a testa franzida, as mãos no quadril e os olhos formes em Cristiana. - O que foi?

- O que você está fazendo, Cristina? - disparou, a voz mais grave que o normal. - Você está andando com ele - falou com um tom ainda mais áspero quando se referiu a Gerard. - Não percebe que está cada vez mais distante do nosso lado e mais próximo do dele. Eu não quero perder você, Cristina, mas isso está cada vez mais difícil de impedir.

- Você está falando sobre nós - gesticulou para eles. - ou sobre nós - gesticulou agora para todo o território.

- Sobre tudo. - Respondeu, sacudindo os braços. - A Cristina que eu estou vendo aqui não é a mesma de… pouco tempo atrás. Você teve uma mudança tão drástica em tão pouco tempo. Eu não te reconheço mais. Você não fala direito comigo. Nossa comunicação é zero, Cristina. Não percebe isso?

- Talvez eu tenha mudado, sim. E eu fico feliz por isso. Acho que devia experimentar, sabia?  - Andrew franziu a testa ao ouvir isso.

- Do que você está falando?

- Eu estou cansada, Andrew. Estou cansada de viver assim, fazendo a memsa coisa para nada.

- Não é para nada - ele interrompeu. - Sabe que isso tudo é por causa da chave.

- Eu não estou nem aí para essa chave. Não estou nem aí para a guerra. Eu só quero que isso acabe e as coisas fiquem bem. Estou me acabando para salvar sabe-se lá o que. Já matei tanta gente que é quase impossível contar e, isso me cansa. Ser caçada o tempo todo cansa. Essa responsabilidade toda cansa.

- Egoísta! - Andrew interrompeu mais uma vez. Cristina levantou uma sobrancelha e cruzou os braços. - Você é uma egoísta, sim. Você está pensando em você mesma, sabendo que outras pessoas dependem de você. Não é só a chave que está está em jogo, a existem pessoas entre essa guerra que precisam de nossa ajuda também, e você está deixando tudo, porque simplesmente cansou.

- Talvez eu seja mesmo egoísta. Mas quer saber? Eu não me importo. Não me importo de ser egoísta, não me importo com sua opinião sobre mim. Pense o que quiser. E, sim, existem muitas pessoas sofrendo com essa guerra, mas ninguém se importa com isso. Fala sério, Andrew, você nem se importa com isso. Por acaso você já as ajudou com algo? O salvamento das pessoas nunca foi um assunto em questão pra ninguém, e agora você vem me cobrar isso? Faça-me o favor. Matamos mais que qualquer coisa. Por acaso você já ajudou alguém? Aposto que não. Então não venha me chamar de egoísta quando você é igualzinho a mim.

- Eu preferia o seu eu antigo. Quando você ainda era a Cristina que eu amava…

- Já disse: estou cansada. Cansada de tudo. E você faz parte desse tudo, Andrew. Eu não tenho mais a capacidade de me preocupar com coisa irrelevante. Tenho coisa mais importante pra fazer, então vamos fazer o favor um ao outro? Eu paro de te encher com a minha "personalidade horrível" e você me deixa, com as minhas mudanças que eu sei que não valem a pena abandonar. Adeus, Andrew.


Notas Finais


Um aviso para os fãs de Linkin Park: eu tive que tirar o Chester da fanfic. Desculpe se desapontei vocês com isso, mas eu não me sinto a vontade escrevendo ele como um personagem depois do trágico acontecimento. Talvez não seja nada, mas, agora eu realmente não consigo colocar ele nessa história. É ainda mais complicado se eu tentar explicar. Desculpe se vocês queriam que eu continuasse usando ele como um personagem, mas eu não pretendo mais continuar com ele. Talvez por questão de respeito.


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