História Hidden Whispers - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Aaron Carpenter, Shawn Mendes
Personagens Aaron Carpenter, Personagens Originais, Shawn Mendes
Exibições 102
Palavras 2.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"É como se seu coração fosse sair pela boca."

HEY EY EY!
SEGUNDA FIC DA PROPOSTA, BORA LÁ HAHAHAHAHA
E vamos de Hidden Whispers, não? Afinal de contas, o trailer foi postado há séculos e só agora a fic sai!
Não tenho muito o que dizer que HW, ela saiu de um sonho antigo que eu tive (sonhei com uma cena da fanfic, mais especificamente) e agora é esperar que dê tudo certo haha
Obviamente, HW não vai ter cronograma de postagem E, ao que tudo indica, ela será uma short fic!
Agora, sem mais delongas, boa leitura haha o/

Capítulo 1 - It's as if your heart would go out through the mouth.


Uma nova pontada atinge a cabeça de Shawn Mendes, o que lhe faz apertar os olhos por alguns instantes. As dores estavam se tornando cada vez mais constantes, mas as pessoas ao redor sempre diziam que não era nada demais, o que levava o garoto a desistir de se preocupar; portanto, assim que a dor passa, ele volta a apurar os ouvidos para a conversa dos jogadores a sua volta.

— ... E obviamente, acabaremos com os otários de Calgary nessa temporada! — Keith Harrison, o moreno corpulento com rosto de raposa, que usa a jaqueta de capitão do time de Lacrosse se pronuncia, arrancando urros dos outros membros do time que lhe rodeiam.

— Você disse o mesmo ano passado, mas meses depois, Mike e os capachos levaram a taça da estadual. — Shawn torna a apertar os olhos. Seus conselhos sobre manter a boca fechada não surtem efeito em Aaron, mas ele não consegue se surpreender.

— Mas desta vez eu garanto que iremos ganhar, Carpenter, até porque se não o fizermos, irei avaliar atenciosamente quem está servindo de peso morto para o time. — Keith se adianta, o que faz Aaron se encolher. Shawn cerra os punhos, aquilo não acabará bem. — Garanto que seu nome estará estampando o topo da lista.

— Pega leve, Keith. — sibila, mantendo o olhar baixo no tampo da mesa. Keith desvia a atenção de Aaron para Shawn como um falcão, seu alvo mudando totalmente.

— Como é, Mendes? — a voz do garoto sai lenta e com um toque de falso controle, como se ele tentasse intimidar a aparente ameaça.

— Ele está certo, Keith, dá uma relaxada aí. — um membro qualquer responde, o que desestabiliza o capitão por alguns instantes.

Shawn pode sentir o olhar do garoto queimando sobre si, e a adrenalina irradiando não ajuda em nada. Os nós de seus dedos começam a ficar brancos, a sensação é desconfortante, e quando finalmente se dá conta, sua cabeça se ergue na direção do capitão, seu olhar cruzando diretamente com o dele. Sua relação com Keith nunca havia sido das melhores, Shawn sempre havia sido uma ameaça aos olhos do outro, tanto por jogar maravilhosamente bem quanto por se impor diante das injustiças impostas pelo capitão. Porém, Shawn sabe que, nesse momento, Keith não dirá nada. Não perderá a pose na frente de todos, então, obviamente deixará para descontar a raiva no campo, onde todas suas reclamações provavelmente cairão sobre ele. O garoto reprime o impulso de bufar diante da ideia.

— Olha só quem chegou...

Todos os olhares da mesa se desviam para a mesma direção.

O grupo das líderes de torcida chega, instantaneamente se tornando o centro das atenções da escola. O grupo de garotas de vestidos vermelho e branco na altura do início da coxa conversam e riem audivelmente em meio ao silêncio em que a escola se encontra, mas obviamente não é isso que chama a atenção de Shawn. O motivo pelo qual o garoto mantém o olhar fixo no grupo pode ser resumido em três palavras:

Charlotte Diane Whitmore.

A capitã das líderes de torcida, voluntária no orfanato local, melhor aluna em todas as matérias e rainha do baile por três anos consecutivos se mantém logo ao meio das outras, prestando atenção em tudo o que as garotas dizem. Entretanto, em meio a tantos risos e gritinhos, os dela são os únicos que Shawn consegue ouvir. O riso doce e despreocupado que inebria seus pensamentos e o impede de prestar atenção as outras coisas. É  como se a escola inteira tivesse se tornado um borrão, e Charlotte fosse a única que ele conseguisse enxergar, com seus cabelos louros esvoaçantes e olhos verdes brilhantes.

— Se continuar assim, vai acabar babando. — Aaron sussurra, tirando o garoto dos próprios devaneios. Shawn pisca rapidamente, desviando o foco da garota. — Se bem que eu acho que é tarde demais…

— Cale a boca, Carpenter. — diz ao mesmo tempo em que o sinal soa. Todos os garotos recolhem seus materiais e, assim como Shawn e Aaron, se colocam de pé e seguem rumo as suas devidas salas.

— Você devia ver a sua cara quando ela aparece. — Shawn desvia o olhar, correndo-o até o final do corredor, onde a entrada para a sala de história se encontra. — Já te disse que deveria conversar com ela, mano.

— Até porque não seria nada estranho. — o garoto sorri amarelo. — Você não tem aula de biologia agora? Deveria ir logo, ou a Dragonise vai comer seu fígado.

— Não entendo o complexo de vocês com a professora Carter. — Aaron rola os olhos, o que faz Shawn rir. Não é novidade para ninguém que o rapaz tem uma queda pela professora que todos detestam, por mais que ele negue até o ultimo suspiro. — Ela é uma ótima professora.

— Certo, Aaron. Certo. — Shawn ri pelo nariz. — Agora vou ir logo ou o Samuels vai acabar me mandando para a detenção, e não posso me atrasar de novo na oficina.

Aaron nega com a cabeça e, ainda rindo, deixa o amigo para trás e ruma para as escadas. Shawn, por sua vez, apenas adianta-se na direção da sala e assim que cruza a porta, segue para sua carteira no meio da mesma.

— Bom dia, turma. — o Sr. Samuels, um senhor baixo, de olhos pequenos e cabelos ruivos quase afetados pela calvície atira seus livros sobre a mesa, chamando a atenção dos alunos. — Espero que todos tenham feito o dever da semana passada. — uma onda de murmúrios corre a sala, o que não é nenhuma surpresa. — Não me surpreende que a grande maioria não o tenha feito, até porque vocês não fazem parte dos melhores cidadãos de West Wood.

— Com licença, Sr. Samuels. — o olhar de todos os presentes na sala se voltam para a porta, onde Charlotte Whitmore parece  sem fôlego, mas não menos graciosa. — Perdoe meu atraso, precisei resolver um grande problema quanto a torcida.

— Entre, Srta. Whitmore. — em um de seus momentos raros, o Sr. Samuels esboça um sorriso, mas não é uma grande novidade, afinal, é quase impossível não fazê-lo quando se está na presença de Charlotte. — Estava contando aos seus colegas sobre o ultimo trabalho que passei.

— Ah sim, o trabalho sobre West Wood. — a garota sorri abertamente, o que deixa o Sr. Samuels aparentemente nervoso. Shawn revira os olhos, mas volta a assistir enquanto Charlotte procura sua fiel pasta cor de rosa dentro da mochila. Assim que a encontra, a garota tira um punhado de folhas grampeadas. — Aqui está.

Com um sorriso no rosto, o professor folheia rapidamente o trabalho e assente para a aluna, só voltando a sua carranca cotidiana quando encara o restante da sala.

— Mais ninguém irá se dignar a entregar?

Uma nova pontada atinge a cabeça de Shawn, o que lhe atordoa por alguns instantes. Sente vontade de gritar, mas reprime e baixa o olhar para seu caderno, que está mais abarrotado que o normal por conta do trabalho debaixo da capa. Não pode entregá-lo, não seria o único além de Charlotte a fazê-lo. Aquilo chamaria atenção demais, e ela poderia achá-lo um idiota completo.

— Devo não ter sido claro quando disse que o trabalho influenciaria na nota do semestre inteiro…

Outra pontada: ele precisa entregá-lo. Apoia ambos os cotovelos sobre a mesa e passa as mãos entre os cabelos, tentando se recuperar do choque momentâneo da pontada. Aperta os olhos por alguns instantes e então abre devagar a capa do caderno, puxando o trabalho de debaixo da mesma.

— Sr. Mendes! — o professor diz, aparentemente surpreso.

Shawn se levanta, ignorando os olhares curiosos enquanto segue até a frente da sala. Pode sentir Charlotte encarando-o, e sente uma vontade enorme de encara-la de volta crescer dentro de si. O Sr. Samuels folheia rapidamente seu trabalho e deixa-o sobre o da menina, a qual Shawn acaba por olhar de soslaio quando se vira para retornar a sua carteira. Os lábios rosados de Charlotte repuxam-se num sorriso, o que faz seu coração bater mais forte. Será aquilo para ele? Por via das dúvidas, o garoto acaba por sorrir de lado, o que faz a loira acenar com a cabeça e voltar-se para o professor.

— Mas, devo dizer que, como sou um bom professor, irei dar uma segunda chance para que recuperem a nota. — alguns suspiram aliviados, mas Shawn não consegue dar tanta atenção. Nem mesmo as pontadas na cabeça conseguem mudar seu entusiasmo por Charlotte Diane Whitmore ter sorrido para ele. — Eu e a professora Carter montamos um projeto para a primeira semana das férias de verão, e para o bem das notas de vocês, sugiro que participem. — uma onda de protestos correm a sala. — Silêncio! — após alguns minutos, o professor finalmente suspira e apoia-se na mesa. — Como vocês iriam saber caso tivessem feito a pesquisa, nossa cidade é um dos patrimônios históricos mais importantes do Canadá. E, para explorarmos todo esse conhecimento que ela nos proporciona mais a fundo, eu e a professora Carter arrumamos uma fazenda histórica nos limites da cidade, na qual poderemos explorar as ruínas ali perto e também, a fauna e a flora, que é de interesse da professora.

— Mas vamos perder a primeira semana de verão! — grita um dos alunos.

— Bom, você pode escolher entre perder a primeira semana do verão ou mais um ano na escola. — as sobrancelhas ruivas do Sr. Samuels se arqueiam. — A decisão é de vocês. Deixarei as autorizações sobre a minha mesa, poderão retirá-las no final da aula.

Shawn pondera por longos instantes, não dando importância quando seus devaneios se prolongam pelo início da aula do Sr. Samuels. Se der sorte, seu trabalho será o suficiente para livrá-lo de ter que participar da expedição… Não que uma nota a mais na aula de história avançada fosse ser tão ruim, afinal, pontos nunca eram demais, principalmente para a faculdade. Talvez a viagem não seja uma má ideia no final das contas, mas precisaria conversar com uma pessoa antes.

 

 

— É claro que você pode ir na expedição da escola. — Manuel sorri para o filho. — Posso dar conta da oficina por uns dias.

Shawn sorri de volta, erguendo então o capô do carro. Uma nuvem de fumaça se ergue em meio ao monte de cabos e tampas, e o menino precisa se afastar enquanto ouve os risos do pai. Ri baixo, passando o braço nos olhos numa falha tentativa de enxergar melhor.

— Tenho certeza de que é o óleo de novo. — diz o homem em meio aos risos. — Vá lavar o rosto, está tão cheio de fuligem que você já mudou de cor.

Apesar da fumaça começar a encher a oficina, o garoto logo consegue fugir até o banheiro. Enche as mãos d’água e começa a esfregar o rosto diante da pequena pia, só parando para observar o espelho para ter certeza de que está limpo. Sua regata branca já mudou de cor há tempos, provavelmente depois de trocar os pneus do carro do vizinho. Por vezes, se pergunta como raios um Sr. de 78 anos de idade consegue furar tantos pneus e causar tantos vazamentos de óleo igual o velho Yates faz.

Quando retorna a oficina, encontra o pai debaixo do carro. Já passava das 20h, e é óbvio que ninguém mais surgirá na oficina. O velho só passará para buscar o carro pela manhã, e é muito raro que algum cidadão de West Wood saía de casa essa hora. Caminha até a calçada, dando uma olhada a sua volta. A rua está deserta, exceto por duas silhuetas no final da rua.

É como se seu coração fosse sair pela boca.

Charlotte Whitmore corre despreocupadamente no final da rua, segurando um cachorrinho minúsculo pela coleira. O cabelo loiro da líder de torcida se agita para trás enquanto ela atravessa a rua na direção de sua casa, e a menina parece totalmente entretida com alguma música e alheia ao fato de estar sendo observada. Abre o portão de casa e abaixa-se para poder libertar o cachorrinho, que trata de correr logo para dentro da propriedade. Então, Charlotte tira os fones e dá uma olhada em volta, rapidamente pegando seu admirador no flagra.

E então a menina sorri abertamente, e Shawn tem a certeza de que tem que ir na expedição da escola.


Notas Finais


E o que rola nessa expedição hein? hehehehehe

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=iLIHY9nJv_o
Grupo do face: https://www.facebook.com/groups/546395568895604/
Grupo do WhatsApp: Nome e DDD+Número por MP!
E onde mais me achar haha: http://ask.fm/AtriaGrey ou https://twitter.com/sickeningmendes

Nos vemos em breve, amores!
Xx


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