História Hidden Whispers - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Aaron Carpenter, Shawn Mendes
Personagens Aaron Carpenter, Personagens Originais, Shawn Mendes
Exibições 83
Palavras 1.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


CHEGAY GAY GAY GAY!
Convenhamos que nem demorou tanto, né non? hu3
Então vamos que vamos u.u
Boa leitura o/

Capítulo 2 - It Can't Be That Bad


— Isso é uma puta sacanagem. — Keith diz do último banco do ônibus.

Todos os outros membros do time imediatamente concordam, e não demora até que uma onda de frases revoltadas comecem a soar pelo automóvel. Shawn aperta os olhos por alguns instantes, sentindo inúmeras pontadas na cabeça conforme avançam no caminho.

O que diabos é isso? Não pode simplesmente ser normal!

— Cara, você está bem? — Aaron apoia a mão sobre o ombro do amigo, mas Shawn apenas ergue a mão, pedindo para que ele espere.

Sua visão está embaçada quando torna a abrir os olhos, então, apenas tenta focá-la em algum lugar. Não demora até que seu olhar caía sobre Charlotte, que ri de alguma coisa que Lara Braun, sua melhor amiga e fiel escudeira, disse. O garoto apoia a mão sobre o encosto do banco a frente, estreitando os olhos conforme tenta encará-la.

— Você deveria ir ao médico. — Aaron prossegue um tanto cauteloso. — Esse tipo de coisa não é normal.

— É apenas uma dor de cabeça. — Shawn murmura, finalmente desistindo e desabando sobre seu banco, apoiando a cabeça no encosto. — Vai passar.

— Mas já está passando mal, Mendes? — Keith grita do banco de trás, arrancando alguns risinhos dos outros. Shawn apenas fecha os olhos. — Por que não me surpreende?

Alguns olhares se desviam para a cena, inclusive os de Charlotte e Lara. Shawn torna a abrir os olhos, dando de cara com os brilhantes olhos verdes de Charlotte apenas alguns bancos a frente. Todos sabem que Keith Harrison adora aparecer, e fará o que for a quem for apenas para conseguir seus cinco minutos de fama. Charlotte parece não fugir a regra, já que sorri em compaixão para Shawn, que apesar de sentir seu coração palpitar, sente outra pontada e é obrigado a fechar os olhos.

— Está piorando… — disse, rangendo os dentes.

— Talvez você devesse tomar uma aspirina. — sugere o garoto ao seu lado, observando o amigo com certo receio.

Mas os remédios nunca adiantam. Quando criança, Shawn quase esgotara o estoque de aspirinas de uma farmácia inteira por conta das dores, mas os comprimidos sequer faziam efeito. Nas poucas vezes que havia visitado algum médico, os mesmos disseram se tratar de alguma enxaqueca, ou qualquer outro problema patológico. Não que isso o surpreenda, já que os médicos de West Wood não são os mais preparados.

— Oh, estamos chegando! — ouve a professora Carter dizer.

Quando seus olhos se abrem, a maior parte dos alunos no ônibus se espremem contra as janelas do lado direito. Pisca algumas vezes, notando que, como sempre, a dor passara como num passe de mágica. É como se ele sequer estivesse sentindo seu crânio explodir há alguns instantes, como se tudo não tivesse passado de uma ilusão.

O garoto não demora a se levantar, considerando que Aaron também parece ansioso para dar uma olhada no lugar. Ambos se dirigem até a janela e quando finalmente conseguem uma brecha para espiar, Shawn não consegue acreditar no que está diante de seus olhos.

— Que porra é essa… — Keith sussurra, mais para si mesmo do que para os outros.

— Quero todos em fila para descer. — o professor Samuels se pronuncia ao lado da porta. — Certifiquem-se de que não esqueceram nada no ônibus e saiam organizadamente.

Os alunos do último ano se espremem no pequeno corredor, cada qual garantindo o seu lugar mais próximo a saída. Shawn apanha a mochila sobre o banco e pega seu lugar no final, seguindo o fluxo conforme todos descem. Quando finalmente consegue pisar fora do veículo, seu olhar corre da fila de alunos abismados até o lugar onde passarão os quatro dias.

A fazenda espetacular da qual o Sr. Samuels havia dito em suas aulas não passa de um enorme casarão abandonado. O lugar, sustentado por madeiras velhas e com cara de que havia sido restaurado várias vezes, possuí um ar fantasmagórico e assustador. O único som que se pode ouvir dali é o do rio que corre logo a sua frente e o da floresta que o rodeia, tirando, é claro, os murmúrios dos alunos.

— Até parece que vou ficar nesse barraco. — o garoto da cara de raposa se pronuncia. — Quero voltar para a cidade.

— Vá, e leve suas notas vermelhas junto. — a professora Carter sorri. — Seus pais com certeza ficarão muito felizes.

— Vocês não podem me obrigar a ficar aqui! — rebate ele, apontando para o casarão. — Esse negócio deve ter duzentos anos ou mais, não é nem seguro!

— Está com medo, Keith? — um dos membros do time, Clyde Harris, sorri com deboche para o outro.

— O casarão é totalmente seguro.

Todos erguem os olhares, encontrando duas silhuetas se aproximando, um homem e uma mulher de meia idade. Ambos possuem traços indígenas, apesar da mulher ser um tanto mais baixa e possuir mais rugas que o rapaz.

— Sou Marcell, e essa é Elana. — diz o homem, estendendo a mão para o professor Samuels, que logo a aperta. — Pensei que sua turma seria maior.

— Ah não, apenas os alunos do terceiro ano. — a professora Carter intervém, cumprimentando Elana. — Sou Denise Carter, falamos por telefone.

— É um prazer recebê-los. — Marcell sorri, enquanto que Elana se mantém em silêncio. Logo após, o homem se volta para a fila de alunos ao seu lado. — Bem vindos a fazenda Harper-Wood.

— Que nome ridículo. — Keith balbucia, e Shawn precisa se conter para não mandá-lo calar a boca.

Uma pequena pontada lhe atinge na região das têmporas, o que lhe faz apertar os olhos instantaneamente. Toca o local com as pontas dos dedos, esfregando-o por alguns instantes, mas a dor insiste em incomodá-lo, atingindo-o em intervalos curtíssimos. Quando seus olhos tornam a se abrir, encontra o olhar de Elana sobre si. A mulher parece assustada, e trata logo de agarrar a cruz de madeira que pende em torno de seu pescoço.

— Peguem suas malas e vamos entrar. Elana mostrará as acomodações femininas, e os garotos… — Marcell chama-os com a mão. — Venham comigo.

O grupo de alunos se dirige de volta ao ônibus, assistindo enquanto o motorista calvo e raquítico abre o compartimento lateral. Um aglomerado se forma em torno da abertura, é como se algo extremamente precioso estivesse dentro da repartição, não apenas meras malas. Shawn e Aaron demoram alguns minutos até finalmente conseguirem acessar o local, mas assim que a mão do primeiro se fecha em torno da alça da mala, sente alguém tocar seu ombro.

— Pode pegar aquela vermelha para mim? — uma voz suave pronuncia-se próxima ao seu ouvido, o que lhe causa arrepios. — Não quero ficar aqui a tarde inteira.

O som da voz de Charlotte Whitmore faz seu corpo inteiro tremer, como se um anjo em pessoa tivesse descido à terra e dito algo em seu ouvido. Sente cada parte de seu ser travar, e somente após alguns minutos, a ficha de que ela realmente se dirigiu a ele cai. Seu olhar se volta para o compartimento, onde a mala vermelha permanece intacta enquanto as demais são puxadas. Shawn estica-se na direção da mesma, puxando-as pelas alças e se virando para a garota.

Charlotte sorri, tirando uma mecha rebelde do cabelo loiro que cai sobre seu rosto.

— Obrigada.

Shawn estende a mala para ela, mas antes que a garota possa pegá-la, parte da multidão enfurecida a empurra de encontro a ele. Charlotte cambaleia para frente, apoiando as mãos no garoto e tentando conter o peso do próprio corpo antes que ambos caíam chão. Solta um palavrão baixo, finalmente firmando seus pés na grama e então puxando o menino para fora da roda. Ao olhar para trás, Shawn pode ver Keith Harrison lançar-lhe uma piscadela.

— Me desculpe por isso... — a menina sorri envergonhada, pegando a mala das mãos do garoto e então erguendo-a no ar. — E obrigada por isso aqui.

Antes que ele pense em responder, Charlotte vira-se e correu na direção do grupo de meninas que já adentram na casa. O garoto assiste enquanto ela e Lara Braun trocam cochichos até enfim entrarem no lugar.

— Até que Keith Harrison pode não ser tão ruim, certo? — Aaron ressurge, sorrindo malicioso para o amigo.

— Você não sabe do que está falando, Carpenter. — Shawn acerta levemente o menino, que ri em resposta.

Ambos seguem até a fila de Marcell, que se completa minutos após todos conseguirem apanhar as malas. O motorista raquítico não demora a arrancar com o ônibus dali, talvez um tanto assustado com o apocalipse adolescente que acabara de presenciar, e quando o automóvel amarelo se torna apenas um ponto distante em meio ao horizonte cheio de árvores, Marcell começa a caminhar, sendo seguido pelos rapazes.

O casarão é ainda maior e mais escuro por dentro. É possível ouvir o vento batendo na madeira do lado de fora, apesar de internamente haver paredes bem sólidas, pintadas de uma cor tão escura que dão um ar fantasmagórico ao lugar. A sala é enorme, e duas escadas ao fundo levam a diferentes lados do primeiro andar. Ao lado de ambas há uma porta, mas apenas a do lado direito está aberta, revelando uma pequena parte do que parece ser uma sala de jantar.

— A esquerda leva aos dormitórios masculinos; e a direita, aos femininos. — Marcell anuncia, tomando a frente da fila.

— É bem planejado para uma fazenda antiga. — Aaron diz, e Marcell sorriu de lado.

— Por ser tão próximo do sítio arqueológico de West Wood, a fazenda já foi transformada em várias coisas. — o rapaz parece um tanto desgostoso. — A última tentativa foi um desses hotéis moderninhos, mas paramos de receber visitas de turistas há tempos, então a prefeitura desistiu de investir.

A fila se põe a subir a escadaria, encontrando então um curto corredor. Existem apenas três portas, duas de um lado e uma de outro.

— O dormitório de vocês é por aqui. — Marcell abre a única porta em um dos lados, abrindo então passagem para os demais.

O dormitório é imenso, apesar de se assemelhar a um abrigo de guerra. Shawn pode ouvir alguns dos colegas resmungando enquanto passam pelas fileiras de beliches ou seguem até os armários no fundo do dormitório. Parece até mesmo os armários da escola, mas numa versão maior. O garoto olha para os lados, vendo as janelas no limite das paredes do quarto, e pergunta-se mentalmente se não foram levados para uma prisão.

— Esse lugar é horrível.

Dessa vez, ele sequer pode discordar de Keith. O lugar é deplorável.

— Serão apenas quatro dias, não pode ser tão ruim. — Clyde diz de cima de um dos beliches, dando levemente de ombros.

— Sim, e sugiro que se preparem, pois nossa jornada se inicia amanhã. — o professor Samuels sorri, jogando sua mala sobre a cama de baixo de um dos beliches.

Uma onda de resmungos corre o dormitório, mas se o Sr. Samuels ouve as reclamações, finge que não o faz, já que apenas deixa o lugar sem ao menos olhar para trás.

— Bom, os chuveiros e os banheiros ficam do outro lado do corredor. — Marcell sorri para os garotos. — Se instalem e… Boa sorte.

 


Notas Finais


A gente não sabe o que intriga mais né: a cabeça do Shawn, a chatice do Keith ou a paixonite pela Charlotte, né non? HAHAHAHAHA
O que será que rola agora? e.e

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=iLIHY9nJv_o
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E onde mais me achar haha: http://ask.fm/AtriaGrey ou https://twitter.com/sickeningmendes

Nos vemos em breve!
Xx


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