História Hideki Kami-sama - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Deusa, Drama, Hideki, Japao, Kami, Kami-sama, Katana, Romance, Sakura, Samurai
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Palavras 3.324
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OOOOIIOII! Essa é a primeira história original que eu posto aqui. Agradeço a quem quiser ler, fugi um pouco do meu tema hentai, e fui para o romance do drama amorzinho, com lapsos temporais enormes, de um paragrafo para outro as vezes meses se passaram, se ficar muito dificil de entender, eu refaço essas partes. Essa historia foi um resumo de um sonho que eu tive, com o final muito diferente, por que eu simplesmente lembro de fragmentos, e meu final do sonho não combina com a minha proposta de história aqui. Então, boa leitura, se possivel, deixem um comentário pra me dar forças para continuar a escrever, obrigada :D
Ah, e ela não foi revisada, então ignorem os erros.

Capítulo 1 - Na saudade, o amor das lembranças apagadas


Fanfic / Fanfiction Hideki Kami-sama - Capítulo 1 - Na saudade, o amor das lembranças apagadas

Cansado da viagem, um samurai resolve descansar abaixo dos galhos de uma velha cerejeira. Uma única pétala de flor toca em sua pele, deixando o rastro do que seria uma gota de água escorrer sobre seu braço fadigado. Um suspiro foi ouvido, não que ele estivesse se sentindo desconfortável, afinal, essa é a vida mais digna que ele poderia ter segundo seus ideais. Um homem destemido, forte, leal e impecável na arte da morte. O fato é que: Ele sentia-se enfadado, como se seu corpo pesasse mais que o normal naquela noite. O ar varria as pétalas de Sakura do chão, levantando e fazendo um leve redemoinho a sua frente. Mesmo com galhos falhos e sofridos, a velha árvore não o deixou a mercê de si mesmo naquela chuva que duraria horas. Bastaram três piscadas para o sono vir, tão profundo que poderia jurar que havia morrido devido a todos os seus ferimentos.

 

A manhã veio, trazendo com si a alegria da jovem aldeia que fora salva na noite anterior das atrocidades de um grupo de mercenários aproveitadores. Seu herói ainda descansava, mas não podia ser visto, graças a quantidade de pétalas amontoadas sob seu corpo. A sabia árvore pareceu derramar-se aos prantos pela situação do homem, porém não se deixou abalar o suficiente para perder a compostura, continuou firme e forte por toda a tempestade, protegendo seu convidado mais que especial. Descansado, o samurai levantou seu tronco, sentindo-se mais aliviado e curado. Estranhamente curado. Suas roupas estavam encharcada de sangue, que deveria ser dele, porém, por alguma ocasião do destino, nenhum ferimentos foi encontrado, apesar de jurar que na noite anterior, iria finalmente entregar sua alma aos deuses e morrer com honra. Não crente, fez menção de dizer algo, mas sempre foi muito reservado. Levantou-se por completo, ainda sem saber se realmente estava vivo, ou se era apenas algum Deus o pregando uma peça, ao menos, antes fosse. Levou sua mão calejada até o tronco da velha árvore, que o protegeu do frio com suas pétalas em um expresso cobertor durante a noite, apesar de não haver tocado em si antes de adormecer. Encostou sua testa na madeira, agradecendo e se virando para partir.

 

Os ventos sopraram forte aquela fria manhã.

 

Kinseiji, vila oriental, agosto.

 

- Peguem esse ladrãozinho! - "O dono de um estabelecimento gritou em plenos pulmões, deixando até a própria saliva voar em gotas pequenas no ar, encontrando o chão com velocidade."

 

Um garoto não muito velho, mas com idade o bastante para ser conhecido por toda a vila como um ladrão de comida corria com toda a velocidade que poderia ter, seus músculos estavam mais que cansados, mais que doloridos, mas não ousaria parar agora, ou apanharia até a morte. Quando entrou em um beco, deu de cara com uma armadura, flexível, porém firme. Olhou para cima e se deparou com um homem notavelmente alto para si, máscara, chapéu e roupas manchadas de vermelho morto. Nesse momento, seu corpo estremeceu completamente, seria ele o mensageiro da morte? Porém não tardou para que os homens que o perseguiam o alcançasse, também ficando imóveis com a aparição do samurai. Logo atrás, o senhor que começou a gritaria, trazendo um cão que aparentemente estava muito enraivecido e uma adaga consigo. Olhou com desgosto para o tal moleque, deixando transparecer sua raiva e nojo, esse foi o gatilho para que o homem se pudesse na frente do menino, impondo sua presença e poder.

 

De fato, os tais imbecis não notaram o perigo que corriam assim que entraram naquele lugar, mesmo cansado, o homem de armadura de couro duro de disponibilizou para um trabalho. Os dois homens avançaram, claramente sem experiência, parecendo dois animais irracionais, obviamente sendo derrotados facilmente. O mais velho fez questão que deu cão participasse, mas acabou deixando ele fugir quando tropeçou na própria urina que escorreu por suas calças. Implorou perdão, mas no fim, ganhou o silêncio e a humilhação diante de algumas pessoas que foram espreitar o movimento. O honrado olhou rapidamente de soslaio para o pobre desafortunado e continuou seu caminho, uma ação diária, segundo sua própria história pessoal.

 

Mais tarde, fora a um espaço da vila, que também possuía uma Sakura, estranhamente idêntica a da noite anterior. Sentou-se encostado em seu tronco e descansou novamente. Mal sabia ele, que isso se repetiria por todos os dias possíveis de seu trigésimo sexto ano de vida. Por mais ferido ou cansado que estivesse, menos morto se sentia após descansar debaixo dos galhos de sua velha amiga Sakura. Na última noite de seu ano, algo diferente aconteceu. Os ventos sopraram como aquele dia, o primeiro de sua aventura. Ao acordar, a árvore havia sumido, sequer um rastro dela estava no chão. Levantou-se não tão surpreso quanto deveria, sorrio minimamente dentro da máscara e curvou-se em uma reverência ao local onde a árvore deveria estar. Arrumou seu chapéu e partiu para mais um dia de jornada.

*~   Mais um ano se passou, e com ele, a saudade. A velha árvore não mais o seguia, apesar de haver tantas outras sakuras, nenhuma era como sua velha amiga. Mais uma vez, sentiu-se triste e solitário, que de fato, sua história sempre fora dessa forma. Cicatrizes foram colecionadas ao longo desse curto tempo, apesar de ser acostumado, não entendia como era possível que ela houvesse se tornado tão especial, e sem explicações, sumido completamente de sua vida. Certo dia, estava nublado, enquanto seu corpo havia sido jogado no chão, coberto por seu sangue, dessa vez, a sakura não estava ali para o ajudar, finalmente, aquele era seu fim. Fechou as pálpebras pesadas, depois de cravar sua katana no solo, deixando finalmente dar seu último suspiro, porém, foi interrompido por um formigamento em seu braço dilacerado, uma pétala rosa caiu sob ele, abriu subitamente os olhos, olhando ao redor, procurando sua companheira, mas não entendeu, não havia nenhuma árvore que possui tal flor ao seu redor, e por ser inverno, todas deveriam estar depenadas. Deu pela primeira vez em longos anos, um sorriso aberto, deixando sua máscara cair ao lado de seu rosto, revelando a grande cicatriz que o acompanhou desde novo. Não sentia vergonha dela, pelo contrário, sempre sentiu orgulho, aquela marca havia sido deixada por seu mestre, no dia em que conseguiu o superar, antes de partir para a vida solitária. Sendo assim, sempre foi convicto de que apenas quem merecesse poderia ver aquela tão preciosa marca. O céu já não aparecia mais, estava tudo turvo em tons cinzentos mortos, sentia apenas o vento gélido percorrer sua face recém revelada, para então finalmente cair nos braços da morte.

Não suficiente novamente, apesar de estar sem sentido de tato algum, um cheiro de flores de cerejeira invadiu suas narinas, trazendo paz e sossego enfim. Mas braços rodeavam seu pescoço, enquanto uma canção era cantarolada com a voz de uma deusa, mesmo não podendo escutar em consciência, seu corpo pareceu responder muito bem aos comandos da canção, cicatrizando os ferimentos aos poucos. A flor que pousou em seu braço incrivelmente se fundiu em sua pele, formando uma marca rósea semelhante a uma cicatriz. Seu corpo foi então levado pelos ventos serenos do oriente, até uma cabana na floresta, de madeira, com flores e plantas muito bem cuidadas ao seu redor, um tatame em sua pequena sacada e um quadro com a palavra “vida” escrito em kanji, na mais perfeita caligrafia. Foi deixado à margem do lago com carpas douradas, que observaram com atenção enquanto ele era cuidado pelas mãos da própria vida. Não tardou para anoitecer, sua pele pálida reluzia em plena luz da lua, deixando os animais da floresta fascinados com o show de beleza.

Sentiu-se vivo novamente, levantando em um rangido, arregalando os olhos para sua volta, perguntando a si mesmo e sua subconsciência como veio a parar nesse lugar. Pôs seus pés no chão e caminhou até a cabana, pedindo licença ao entrar, deparou-se com uma pesa farta de comida. “Sirva-se”, dizia a nota escrita, não negaria, sentiu que seria uma falta de educação tremenda negar tal apetitoso jantar preparado tão bem. Sentou-se à mesa e deu o primeiro gole no líquido esverdeado em cima da mesa, o melhor chá que já tomou em sua vida, ou seria um dos, já que se assemelha muito ao que seu mestre preparava logo depois de um dia cansativo de treinamentos. Comeu mais que à vontade, enchendo sua barriga e suspirando aliviado por não morrer de fome. Decidiu então esperar, uma hora o anfitrião da casa apareceria, e poderia agradecer e prestar seus serviços como compensação. A lareira estava acesa, então se locomoveu até a sala, sentando-se perto do calor, mas ficou se perguntando se quando entrou, a lenha já estava queimando, não se lembra, não havia prestado atenção.

De repente, a porta se abre, fazendo um barulho de madeira velha rangendo. Ele leva seu olhar até ela. Não a porta, mas a mulher que se apresentava nela. Jovem, esbelta e angelical, as primeiras impressões. Levantou-se mais que rapidamente, curvando-se em uma reverencia, enquanto ela entrava descalça, trajando um belo kimono branco, que dava contraste a seus cabelos curtos e róseos, como as flores de cerejeira.  Em um singelo sorriso e face serena, o cumprimentou também, deixando que alguns segundos se passassem ali. Não havia nada a ser dito, apenas sentido. Porém, algumas palavras deveriam servir de início para uma longa conversação de sentimentos.

- Eu o observei durante toda sua vida, Samurai. Eu a dei a você de presente, várias vezes. Seria um prazer que me acompanhasse essa semana, oferecendo seus serviços para me ajudar com as tarefas diárias. – “Disse a deusa em um tom calmo e sereno, analisando a situação, que a propósito, estava a seu favor.”

O homem nada disse, apenas ergueu seu tronco, ficando de frente a mulher, alguns centímetros mais alto. A ficha ainda não havia caído para ele, não percebera que é uma deusa, apenas sentiu uma longa apreciação por sua presença. Seus olhos castanhos são da cor de sua velha amiga e companheira sakura, deixando-o ainda mais confuso. Ela entrou, indo em direção a cozinha, para fazer o chá, o que seria o último da noite.

Pela manhã, os pássaros o despertaram logo cedo, porém não tão cedo quanto gostaria e estava acostumado. Eram nove horas da manhã, jamais acordava tão tarde, mas a presença da moça o trazia um sentimento de segurança e comodidade jamais sentido. Suspirou e levantou, procurando o resto de seu traje, mas encontrou um kimono azul claro, perfeitamente dobrado e posto em cima de uma cadeira ao lado do futon que estava deitado. Uma exigência da deusa talvez? Eles passaram a noite conversando, nunca foi de seu feitio ser tagarela, mas ela conseguia fazer, sem esforço algum, ele conversar como uma ave cantando ao despertar.

 

A semana foi passando, e com ela, a vontade de ir em bora e voltar para aquela vida fora junto com os segundos. Se ele pudesse pegar no tempo, ele escorreria por entre seus dedos, formando uma cascata de lembranças. Ele a ajudava nas plantas, com os animais, com a comida e o artesanato. No último dia, não soube dizer adeus, então se ajoelhou, pedindo por abrigo naquele tão confortável lugar. Era de se esperar. Nunca havia sentido essa paz que a presença da moça de cabelos rosa trazia, era algo inovador. Quando se nasce com o propósito de morrer pelo trabalho, o ser humano torna-se frio de vários aspectos, e podre por dentro, no sentido de frágil, mesmo sem transparecer. Aquela mulher passava tranquilidade, e além de cuidar de sua carne, reconstruiu seu interior, a cada sorriso arrancado de si, era um fio a menos segurando sua insegurança, deixando no fim que ela despencasse de vez, sumindo no fim do penhasco, dando lugar a alegria e felicidade que tanto merece.

Chegou por vezes a pensar que seria um homem desonrado por deixar seu propósito inicial de lado para viver única e exclusivamente em função de uma mulher, recém conhecida. Porém, não havia cogitado a ideia antes de que essa mulher o acompanhou durante um ano inteiro de sua vida, mesmo em forma de uma sakura, e agora, ele é capaz de tocá-la pele a pele, apesar de não se atrever a fazer isso. Sentar ao seu lado e ouvir suas histórias se tornou mais que compensador.

Então quatro meses se passaram, e com eles, o amor fluiu.

O homem já não pensava mais em voltar para a vida que tinha, principalmente depois de ouvir tantas coisas boas e relaxantes da deusa. E em meio a um suspiro do anoitecer, ambos se deitaram na grama, observando o luar. Não mais paciente, a mulher de cabelos róseos avançou mais, subindo no colo do samurai. O vento soprou, fazendo seus curtos fios balançarem e soltarem flores de sakura ao vento, sua pele morena reluzia em plena luz prateada, a natureza ajudava ainda mais no momento com o silêncio e a leveza do ar. Passou as mãos na face de seu amado, deixando seu corpo cair para a frente, selando seus lábios. A noite apesar de fria, esquentou com o calor dos dois corpos em atrito por horas. Cada curva, cada traço que ela possuía, o fisgava, e aqueles olhos negros que sugavam toda sua atenção... mal poderia acreditar que aquela mulher, uma deusa, agora é sua, e está em suas mãos. O destino é realmente irônico.

Um homem que honra seu nome, recebe um novo, para poder viver ao seu lado. Passar uma noite com a deusa se tornou cada vez mais viciante e recente. Ele tinha necessidade dela, de seu corpo, de sua voz e seu calor. Nunca sentira algo tão alucinante quanto sua boca se movendo e chamando por si, em meio ao jardim rosa que estava a sua frente, sendo cuidado por ambos. É o nome dado por ela que ele precisa, é sua pele que quer tocar, seu cheiro de flores recém brotadas que deseja. Ela agora é seu tudo, sequer passa em sua cabeça sair dali, aquele é seu lar. Ela é seu lar.

 

Envelhecendo, o homem se preocupa. Anos se passaram, a sensação continua a mesma, o toque da mulher é sempre uma maravilha, uma surpresa atrás da outra. E dentre elas, a melhor de todas, ou seria a pior. Seu amor havia dado um fruto, um meio humano estava para crescer dentro da mulher de sua vida. Sua preocupação é: O que seria dessa criança? Certamente não seria aceita, um nephilim, vindo de um homem humilde e uma fabulosa deusa? Isso tirou seu juízo por noites e mais noites. Não esperando tudo se resolver e se assentar na cabeça do humano, a criança levou apenas um terço do que um humano normal levaria para crescer e se desenvolver na barriga de sua mãe.

O tão esperado momento chegou, trazendo consigo uma enorme tempestade. Os trovões soaram tão forte, que os animais estavam amedrontados com os estrondos, porém continuavam firmes onde estavam, ao lado da deusa, dando forças para deixar seu filho vir ao mundo. Em meio ao sufoco de fazer esforço para que saísse, um grito foi ouvido, vindo junto um lindo menino, que apesar de estar claro que os céus não o deseja, sorriu nos primeiros segundos de vida, logo após ser colocado no peito de seu bravo pai, que deu um suspiro, junto com uma lágrima solitária que desceu pelo canto de seu olho, e nela contida, a dor que compartilhou com a mulher, a alegria de ver o fruto de sua relação nascer, e a preocupação do futuro deles.

Um lindo menino, cabelos róseos assim como os da mãe, porém, olhos cor de mel puro, como os do pai.

- Mamoru. O nome dele será Mamoru. – “Em um último suspiro, ela deixou-se descansar. Não estava morta, mas desfalecida. Levaria semanas para se recuperar completamente de  um parto como esse.”

O homem nada disse, apenas assentiu e sorrio para a criança em seus braços, que agora dormia.

“Mamoru, ‘protegido’.”

O tempo, como esperado, continuou passando, a criança cresceu tão rápido quanto nasceu. Com poucos meses de vida, já aparentava ter anos. Aprendeu a se defender, a cozinhar e colher, ajudar aos dois. Mas apesar de estarem rodeados de paz, ela não foi duradoura. O céu, assim como previsto, revelou-se contra eles, transformando suas vidas em um inferno. Soltaram uma praga, que se alastrou por todos os vilarejos próximos, chegando até lá. Apesar de ter sangue divino, grande parte de seu ser era humano, fazendo o garoto desfalecer. O pouco tempo foi o suficiente para juntar o que chamam de família, e tiraram de si. A deusa ficou furiosa, decidindo então fazer vingança.

Enraivecida, urrou perante dos outros deuses, jurando que isso não sairia barato. O homem por sua vez, tentou acalmá-la, tentando dizer que não seria necessário tanto alarde, apesar de ser trágico e desumano, deveriam manter a calma, pois já sabiam que algo do tipo iria ocorrer mais tarde. Não dando ouvidos, a mulher se trancou em um quarto, passando dias confinada, sozinha, nenhuma palavra foi dita. As árvores floridas, tornaram-se espinhosas e cheias de rachaduras. O cenário alegre, agora era de dar pena.

Nada foi a seu favor, as criações da mulher ficaram cada vez mais macabras, monstros, zumbis, lobos humanos e doenças foram criados pela nova mulher. Tornou-se fria, gélida. Não era mais sua doce mulher, era uma desconhecida. Por tempos deixou ela fazer isso, desejando que um dia parasse, mas tudo foi ficando cada vez pior, levando ele a uma decisão drástica: Tirar a própria vida da amada. A divindade havia compartilhado consigo até mesmo como tirar sua vida, seus piores segredos, talvez já visando o que iria ocorrer em um futuro próximo.

O corpo de sua amada em seus braços, dessa vez sem pulsação alguma cortou seu coração. Ele sempre soube no fundo, que deveria voltar à vida que tinha, que seu futuro nunca reservaria algo tão bom quanto aquilo. Desejou muito ser um sonho, para que sua vida nunca cruzasse com a dela, para evitar danos tão terríveis a humanidade e a si mesmo. Dos céus, desceu um homem, voando em uma nuvem estranha, soletrando coisas sem sentido. Sua amada acordou do transe de morte em que se encontrava, deixando um sorrido torto escapar de sua face, não havia nada mais lindo que aquilo. Levou suas mãos até as bochechas de seu amado.

- Desculpe, por culpa de minha arrogância, sua vida se tornou infértil, eu já não aguentava mais apesar te observar, tive que ser impaciente e estragar tudo... a verdade é que eu te persigo a várias vidas, mas dessa vez, estraguei tudo. Eu sinto muito, sempre vou te amar, meu samurai. – “As palavras ásperas foram ditas com uma voz tão doce, que seu coração se partiu ao meio, e se juntou aos cacos novamente no mesmo segundo”.

Em um piscar de olhos, ela foi sumindo, e tudo aquilo que ele conhecia. Não reconhecia o rosto da mulher a sua frente, uma poeira foi feita em seus pensamentos, e um muro erguido em suas lembranças, o mundo parecia estar caindo, e de fato, caiu.

Acordou assustado, pegando sua katana e levantando rapidamente. ‘A manhã veio, trazendo com si a alegria da jovem aldeia que fora salva na noite anterior das atrocidades de um grupo de mercenários aproveitadores. Seu herói ainda descansava, mas não podia ser visto, graças a quantidade de pétalas amontoadas sob seu corpo. A sabia árvore pareceu derramar-se aos prantos pela situação do homem, porém não se deixou abalar o suficiente para perder a compostura, continuou firme e forte por toda a tempestade, protegendo seu convidado mais que especial’.

Uma fisgada de lembranças percorreu sua mente, parecia que conhecia aquela árvore de algum lugar, e apesar de não saber o porquê, nutria sentimentos por ela. Agradeceu tocando em seu tronco e seguiu adiante, sumindo na luz alaranjada do sol nascente, e consigo, uma pétala rósea, trazendo suas lembranças enjauladas.

 

                                                                                                                                         Hideki Kami-sama.


Notas Finais


Entãããããããun, foi isso. Obrigada por lerem <3 Lembrando que plágio é crime :3


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