História Highwaymen - Capítulo 3


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Personagens Personagens Originais
Exibições 3
Palavras 1.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - "Fogueira"


    Eu estava saindo da sala do Diretor Woods, ao lado do Jace, quando esbarrei em um garoto de cabelos escuros e óculos de grau. Ele me olhou e se desculpou, mas eu não disse nada, apenas voltando a andar.
Eu o conhecia, ele era o filho do Stwart, o cara que nos vendeu as peças da Moto. Bom, não vendeu exatamente, digamos que ele só pagou uma divida conosco. Se o filho dele soubesse do passado do pai, duvido muito que seria o palerma que parece ser. Mas talvez seja até melhor assim, desse jeito evitamos problemas. 
    Eu não só o tinha visto na loja mais cedo, como também na entrada da escola, acompanhado de duas garotas no estacionamento. Uma delas tinha cabelos cumpridos, de um loiro platinado quase branco. Seus olhos pequenos e verdes, combinavam com seu rosto delicado. Ela tinha um piercing em argola no nariz, no seu lado esquerdo. Ficou bonito nela, embora eu ache que ela sem piercing ficaria mais linda ainda. Não que eu não goste, acho até sexy piercings e tudo mais, porém ela não me parece ser  esse tipo de garota....Não sei.
   Mas sei que ela era jovem demais e linda sem duvida. 
   Fui percorrendo os meus olhos pelos corredores da escola, a procurando enquanto Jace e eu nos encaminhávamos para fora dali.  Não a encontrei, mas com certeza a encontraria. Nós teríamos muito tempo para nos encontrarmos, Isso é, um ano inteiro. E eu espero encontra-la. 


    Liguei minha moto e antes que eu botasse o capacete, a voz de Jace soou em meio ao ronronar do motor. 

-Meus parabéns "Professor Sullivan". -Falou ele sorrindo e o dei um leve soco no ombro, rindo

-Cala a boca!

-Ok ok. Ja sabe como vai fazer para encontra-la? Você sabe, a filha do Watterson?! -Falou, pondo seu capacete

-Eu não sei ainda, mas tudo que sei é que ela estuda aqui...Bem, uma hora ou outra vamos ter que nos esbarrar, afinal,  vou dar aula aqui agora. Vai ser inevitável. 

-Certo...Deveria começar indo a festa da Fogueira hoje! -Ele comentou

-Que festa? 

-Ao que parece, é como um ritual de passagem. Todo ano os alunos do ensino médio se juntam para fazerem essa fogueira após o primeiro dia de aula. Até alunos de outras escolas comparecem. 

   Nós nos olhamos, e eu sabia o que significava. Comparecer, não me parecia ser uma má ideia. 

 

                       ................

 

    Chegamos a fogueira pouco depois de escurecer. Devo admitir, eles sabem mesmo dar uma fogueira. O lugar estava cheio, ao ponto de que eu e Jace tivemos que estacionar nossas motos pouco mais a dentro da floresta ali perto. Enquanto descíamos de nossas motos, adolescentes com copos de bebidas passavam por nós. Alguns em grupinhos, outros em casais, e outros apenas sozinhos. Eu sabia que por baixo de toda aquela aparência inocente, eles ja deviam ter uma boa quantidade de álcool nas veias. O suficiente para terem seus pais chamados na delegacia por serem menor de idade e terem ultrapassado os limites do bafômetro. Talvez eu devesse intervir, afinal eu agora era tecnicamente o responsável por eles. Mas é como eu disse, talvez. 

     Fomos andando até que chegamos a fogueira central da festa, onde estavam todos. Uns e outros nos olhavam, cochichavam entre sim, havia muitos olhares curiosos em nós. E eu podia adivinhar facilmente as perguntas: "Quem são?" "De onde vieram?" "O que fazem aqui?" E enfim, todas essas coisas. Havia uma garota em particular me fitando, uma linda garota de olhos grandes e castanhos. Ela tinha varias sardas sob as bochechas coradas, que coraram muito mais quando a flagrei a 
me olhar. Sorri de leve para ela e a mesma sorriu de volta, levantando seu copo de bebida como em sinal de brinde. Dei um rápido aceno de cabeça, como cumprimento, e então continuei a andar. 

-Vou pegar bebida. Quer? -Perguntou Jace, antes de se afastar

-Aceito. -Falei

   Ele saiu, se misturando a multidão e logo sumindo nela. Se passou um tempo ali, e eu estava meio distraído em meus próprios pensamentos, quando fui pego de surpresa por alguém a esbarrar em mim e derrubar sua bebida em minha camisa. Olhei disposto a xingar, mas ao invés disso, acabei encontrando pequenos e lindos olhos verdes a me fitarem com um certo receio e satisfação.

-Ain, Foi mal. -Ela falou, numa voz doce e angelical.  

   A garota loira que vi hoje cedo no estacionamento. Seus cabelos estavam presos num coque frouxo e mal feito. Ela usava um vestido escuro, junto a meias finas, e uma bota que me fez perguntar mentalmente se estaria confortável em seu pé, para ela estar andando e usando-a no meio de toda aquela terra. 

-Tudo bem...Só devia, olhar mais por onde anda. -Dei de ombros ao tentar limpar o molhado da camisa com as mãos

-Eu estava olhando para você, então, foi meio difícil. Desculpe!

  A olhei. Seu sorriso era inocente mas ao mesmo tempo tinha algo de diferente nele. Algo de quente e chamativo. Era um sorriso lindo, e que o deixava mais lindo ainda expondo suas covinhas. 

-Ah...-Foi o que consegui dizer com o seu comentário, confuso. Não estou acostumado com elogios, se é que isso foi um elogio. Parte de mim acreditava que aquilo tinha sido uma cantada. 
 De qualquer modo, ela deve ter notado meu embaraço e continuou

-Desculpe de novo pela camisa, eu sou muito desastrada as vezes! 

-Tudo bem, só espero que seque rápido. 

-Eu também. Posso recompensar de alguma forma? -Ela perguntou, dando um passo em minha direção e eu sabia exatamente o que o seu olhar, e o seu tom de voz, propunham. 

-Melhor não pensar nisso!

-Por quê não? 

-Não sabe onde esta se metendo. 

- Então me diz?!

-É errado. Você é de menor ainda!

-E dai? Ninguém aqui esta ligando para isso. Esta? Porque eu acho que não. -Ela olhou ao redor dando de ombros, levando suas mãos até meu peitoral, passando seus dedos por ele sob a camisa  - Já me envolvi com caras mais velhos e nunca tive problema nenhum com isso, eles até gostam. por mais errado que lhe pareça ser, isso é bom, você devia tentar! -Ela sussurrou em meu ouvido e voltou a me olhar, me lançando um olhar inocente- Eu gosto disso. Um pouquinho de Loucura, e perigo, as vezes é bom!-Ela falou, piscando. 


    
                      ..................


     Eu queria mesmo dizer que aquilo não me instigou. Uma parte de mim não queria cair na dela e sabia ser errado, pois corria o sério risco de eu acabar sendo seu professor. Mas  por quê to me importando com isso agora?  Eu nunca liguei muito para minha parte sensata e bem, até que dê 00:00, eu ainda sou apenas o cara misterioso e novato. Não o novo professor de Educação Física. 
  Bem, é a ai que entra a minha outra parte, a não sensata. Essa parte estava realmente interessada naquela garota. Estava afim de pega-la pela cintura e a mostrar o que era loucura de verdade. Uma parte de mim sorria com a ousadia de suas palavras, com a malícia de seus lábios, com a indecência em sua voz, e a inocência em seus olhos. 
  E essa parte de mim, essa parte estava a me seduzir, a me induzir e a me dominar de tal modo, que quando dei por mim já estávamos em um beijo quente e intenso contra o tronco de uma arvore. 
  Mãos bobas a ir e vir, subir e descer. Minhas mãos estavam firmes agarrando suas coxas enquanto seus dedos passavam por meus cabelos e os repuxava, entre mordidas de lábio e arfadas. Beijei seu pescoço, com minhas mãos a subirem por dentro de seu vestido, encontrando a polpa de sua bunda e a apertando. Ela soltou um gemido baixo e manhoso que me deixou louco. Agilmente suas mãos foram a minha jaqueta e a tiraram, logo desabotoando minha camisa.

    E assim foi, cada vez mais intenso. E teria ido muito mais além da pegação, se não tivéssemos ouvido um grito. Um grito tão perto que nos fez parar imediatamente.

-O que foi isso?

-Eu não sei...-Abotoei minha camisa rapidamente e peguei minha jaqueta do chão, saindo para ir ver.

   
     Fomos depressa em direção aos gritos, e foi ao chegar la que notamos que não fomos os únicos a ter ouvido e tido a ideia de ir olhar. Havia uma grande movimentação e multidão ali, e Jace também estava ali. Ele estava a poucos metros de mim e seus olhos estavam arregalados e surpresos. Eu não sabia bem o que estava acontecendo e tudo aquilo estava a me deixar nervoso. 
   A garota que vi anteriormente, a de sardas e olhos verdes, estava toda suja de sangue e completamente Desesperada. Não só desesperada, como desorientada também, não parando de pedir por ajuda. Havia medo em seus olhos, um medo que eu sabia que a traumatizaria para sempre, e que eu não queria que ela passasse, pois ela parecia ser uma boa garota.
    Fui abrindo passagem entre a multidão, ciente da loira atrás de mim, até chegar no ponto X de tudo aquilo. Um garoto estava caído no chão. Morto, todo ensanguentado, e com uma adaga enfiada em seu peito. Agora eu entendia a expressão de espanto na cara do Jace, pois foi a mesma expressão que me tomou. Aquela ali não era qualquer Adaga ...Era uma Adaga da Highwaymen, com o símbolo da gangue. Uma adaga que só membros da gangue tinham e usavam... Uma adaga exatamente como o meu Pai tinha.


Notas Finais


OIE! DESCULPEM SE FICOU MEIO BOSTA ESSE CAP E A DEMORA TB PARA POSTA-LO, MAS É PQ EU TENHO MAIS UMA FIC AQUI NO SPIRIT QUE EU PRECISO TERMINAR, QUEM ACOMPANHA ELA SABE (O CANTO DA SEREIA- NAVEGANDO EM AGUAS MISTERIOSAS), E TAMBÉM ESTOU TRABALHANDO MUITOOO, AI ESTA DIFICIL PRA MIM ESTAR POSTANDO SEMPRE. TANTO ESSA FIC QUANTO A OUTRA!
SORRY!

ENFIM É ISSO, ESPERO QUE TENHAM GOSTADO OU QUE ESTEJAM GOSTANDO!

Xx


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