História Hills - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias A Colina Escarlate, Mia Wasikowska, Tom Hiddleston
Tags Drama, Época, Novela, Romance
Exibições 57
Palavras 3.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá :) Para quem não me conhece meu nome é Juliett, e eu posto aqui no site há alguns anos. Essa ideia me veio de repente quando eu estava assistindo ao filme "A colina escarlate" com nosso amado Tonzinho <3 A ideia central não é nem de longe a mesma, porém tem alguns elementos que poderão ser similares, por isso a referência ao filme. Estou animada com a ideia, espero agradar quem estiver lendo isso agora :)

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Hills - Capítulo 1 - Prólogo

Prólogo 

Há uma grande agitação na praça central, as pessoas acotovelam-se entre si, dão passos largos e apressados, quase posso sentir suas respirações pesadas, entrecortadas pairando no ar que inalo com certa dificuldade. Ao meu lado Kilorn sustenta a cauda de meu longo e pomposo vestido enquanto rapidamente investimos para mais perto da multidão que vai se afunilando, tornando essa situação um milhão de vezes mais claustrofóbica. Nunca há novidades por aqui, da última vez que algo semelhante à uma comoção deste nível ocorreu tratava-se apenas de um chapéu pendurado em um comprido poste de mármore, o qual balançava na direção do vento de uma maneira um tanto perturbadora. Muitos mitos e histórias mirabolantes surgiram, mas ao final de tudo tratava-se apenas de um maldito chapéu, não havia motivo algum para temer o que quer que fosse. Porém talvez agora seja diferente, afinal as pessoas parecem extremamente agitadas e espichando-me um pouco consigo obter uma boa visão da expressão de espanto que esboça Lady Rose que em minha mais sincera opinião é uma das mulheres mais contidas deste mundo. Isto só serve para provocar ainda mais minha curiosidade. Sinto Kilorn apertar sua mão direita ao redor de meu pulso conforme eu me esgueiro em meio a dezenas de pessoas amontoadas em um só recinto arrastando-lhe comigo. Ele não quer estar aqui, sei disso, mas tenho pleno conhecimento de que não se arriscaria a permitir que eu me aventurasse sozinha correndo o risco de ser pisoteada por este bando de animais selvagens. Quando finalmente atravesso o “mar humano” e alcanço um lugar o qual me garante plena visão panorâmica do “espetáculo” tudo o que vejo é um homem descer de uma sofisticada carruagem. Ele certamente é alto, muito mais alto do que os homens que aqui habitam, mais alto até mesmo do que Kilorn que até então sempre fora o homem mais alto que eu já tivera o prazer de conhecer. O estranho veste roupas finas, galantes, luxuosas. A cartola bem posicionada logo acima de sua cabeça é prova viva disto, por aqui não vestimos cartolas, estão muito além de nosso alcance financeiro, uma cartola é sinal de riqueza, de bonança. Quase posso sentir os olhares se intensificando. Ele se locomove com graça, como um verdadeiro príncipe, é até um pouco cômico devo admitir, soa como um pinguim engomado, porém tem seu charme também. Ah, se meu pai estivesse aqui agora, certamente seria o primeiro a dirigir-lhe a palavra, mas bem sei que ele não virá por conta da doença que lhe acomete há anos os ossos e as articulações. Portanto dou mais uma espiadela tímida no homem misterioso certificando-me de não perder sequer um detalhe para narrar-lhe mais tarde no jantar. Seus olhos claros passeiam pela multidão, ele também está tirando suas conclusões obviamente. Não o culpo, acho que é da natureza humana nutrir um pouco de curiosidade, afinal se não fosse por esse motivo eu não estaria aqui agora. Mas tão logo perco o interesse, não há nada mais para ver. Ele é apenas um forasteiro muito bem afortunado que provavelmente está em busca de terras para usurpar. Sei disso porque é o que sempre acontece quando belos homens descem de carruagens elegantes e se portam como verdadeiros nobres da realeza. Ele não ficará muito, e tão logo será apenas mais uma história a ser contada com admiração e um tanto de desapontamento. Permito que um longo suspiro escape por meus lábios pálidos e com a ajuda de Kilorn preparo-me mental e fisicamente para trilhar o caminho de volta. 

[…]

“Um forasteiro você diz, uh?”. Dispara meu pai com a boca repleta de frango recém-cozido. Da cozinha ouço minha mãe repreendê-lo com seu arrastado sotaque alemão. Ela detesta quando ele fala de boca cheia. 

“Nada com que se preocupar, pai. Ele deve partir em breve”. Murmuro. Ou assim espero, é claro. Aliás o que mais teria para fazer em um lugar como este? 

“Isso é bom, Jane. É bom. Quem sabe ele possa acabar com nossos problemas de escassez de água. Já faz tempo que o xerife Norton vem prometendo um milagre, ele pode ser nosso verdadeiro milagre”.  Papai me encara esperançoso, mas sei que as probabilidades são praticamente nulas, mas ainda respeito seu padecer e opto por não desencorajá-lo. Sorrio cândida e torno a cortar mais um pedaço de minha carne. 

Da cozinha ouvimos o ruído estrondoso da porta de entrada sendo escancarada, e é quando minha irmã mais nova Sally vem ao nosso encontro parecendo nada menos do que radiante. Seus cabelos louros estão desarrumados e ela possui um sorriso exorbitante em seu rosto fino de fada madrinha. Ela estreita os olhos como um gatuno e torna a olhar para minha mãe que termina de servir o último prato à mesa. 

“Vocês não vão acreditar! A esposa do xerife Norton dará um baile esta noite no salão Blackwood!”. Sally dispara feito um relâmpago, ágil e luminosa. Todos sabemos que um baile é uma ocasião rara neste vilarejo, quase nunca desperdiçamos verbas que podem ser convertidas para melhorias urbanas em festas dançantes como estas. Ainda assim é algo admirável e sem dúvidas interessante. 

“Ora, mas isso é ótimo! Jane, finalmente terá a oportunidade de usar aquele vestido que lhe bordei verão passado. Quem sabe até possa conhecer um bom rapaz, não?”. Os olhos de minha mãe se iluminam como dois flocos de cristal. Ela vive querendo me empurrar para ‘bons rapazes’. Mas todos sabem que meu coração pertence única e exclusivamente à Kilorn desde que me conheço por gente. 

“Ou eu poderia convidar Kilorn para ser meu parceiro esta noite”. Sorrio abobalhada. Só de pronunciar seu nome sinto um enorme sorriso espalhando-se por meu rosto. Ele é o suficiente para me deixar em júbilo e sei que ao seu lado terei uma maravilhosa noite. Mas minha mãe nunca entenderá, em sua concepção errônea Kilorn sempre será um lenhador, um fracassado. Como se fôssemos melhores do que isso. 

“Jane, por favor! Você quer matar sua pobre mãe do coração? Não lhe dê tamanho desgosto, ao menos não hoje, querida. Será uma noite especial, uma noite de gala, e bem, sem querer ser rude, mas você não será bem vista ao lado daquele rapaz. Pense em todos nós, faço isso pela honra em nome de sua família”. Papai contra-ataca despedaçando meu coração em frangalhos, ele sabe que me magoou, porém não parece se importar. Papai sempre utiliza de suas artimanhas mais perversas, das chantagens emocionais mais potentes de que dispõe. E não é diferente desta vez. 

“Kilorn é um bom rapaz, só vocês não conseguem enxergar isto! Estão cegos por sua própria ganância, só conseguem ver a cor do dinheiro e pouco se importam com caráter! Mamãe não deseja que eu me case com um bom rapaz e sim com alguém que tenha cacife o suficiente para bancar a todos nós. Eu não sou uma maldita interesseira, eu amo Kilorn!”. Brado a todos pulmões, mas sei que minha histeria é inútil. Eles não me darão ouvidos. E é por isso que preciso ir embora. Se quiser mesmo ser feliz terei de me libertar dessas correntes que me obrigam a ser alguém que obviamente nunca almejei ser. Eu jamais desprezaria Kilorn, mas por hoje serei obrigada a fazê-lo por mais que me doa profundamente a alma. 

“Não vamos discutir na mesa, Jane. Termine seu jantar. Cuidaremos disso depois”. Mamãe anuncia solenemente. Porém sei que já perdi esta batalha, vejo em seus olhos que não cederá, portanto apenas continuo a engolir o restante de meu jantar a contragosto, empurrando comida para dentro de meu estômago na esperança de afanar um pouco a dor que se alastra por meu peito. Será temporário, eu sei. Tão logo Kilorn e eu estaremos longe daqui, longe de todos. E eu poderei enfim viver em harmonia. Mas tento gravar a melhor memória possível de meus pais em minha mente, para que eu possa me recordar deles com afeto. 

[…]

“Está tudo bem, eu entendo. Jane, eu entendo”. Kilorn ampara meu rosto em suas duas mãos conforme deixo rolar todas as lágrimas antes reprimidas. Ele escalou a janela de meu quarto em segredo como vem fazendo há cerca de dois anos. E agora está aqui comigo, envolvendo-me com sua aura magnética de compaixão. 

“Não está certo e você sabe disso! Eu o amo! Quero estar com você, quero dançar com você, quero que esteja ao meu lado a noite inteira, mas não posso! Porque eles são egoístas e tudo o que veem são cifrões!”. Murmuro contra sua blusa já encharcada por meu choro amargo e então me acolhe em seu abraço morno e apaziguador. 

“Não se preocupe. Consegui o que precisávamos. Um velho amigo nos dará cobertura amanhã pela manhã e então partiremos em direção ao Norte. Vá a este baile esta noite, encare isso como um pedido de desculpas a seus pais, porque logo será tarde demais. Seja a filha perfeita apenas por hoje, aja como eles desejam que você faça e então junte-se a mim pela manhã e eu lhe mostrarei o que a vida nos reserva de melhor”. Ele sussurra as palavras com doçura em meu ouvido fazendo meus pelos se eriçarem. Um breve sorriso lampeja por entre meus lábios e minhas mãos apertam-lhe a barra da camisa ainda desacreditadas. 

“Você fala sério?”. Ergo meu olhar e o inspeciono com todo o meu intelecto. Ele está mais convicto do que nunca e isso não poderia me deixar mais energética. 

“Como nunca antes, Jane Ashcott. É uma promessa. Agora vá. Enxugue estas lágrimas e mostre-me seu mais belo sorriso, pois é assim que me lembrarei de você amanhã quando estiver lhe esperando próximo ao riacho de Caldon”. Kilorn percorre o polegar ao longo de meu rosto capturando meus sinais de tristeza e então estou sorrindo plenamente. Sorrindo tanto que duvido até mesmo de minha própria sanidade. 

“Eu o amo tanto!”. Digo-lhe e então permito que me beije, levando-me a outra dimensão do Paraíso. Os lábios experientes de Kilorn me aquecem e então sinto que estou pronta para suportar o que quer que seja esta noite. Afinal amanhã de manhã estaremos longe dessa realidade, seremos apenas nós dois juntos e com um futuro pleno à nossa frente. Seremos mais felizes do que nunca. 

“Eu também a amo. Agora vá. Não lhes dê motivos para suspeitar. Sua irmã está impaciente do lado de fora. Nos vemos amanhã!”. Kilorn rouba-me mais um beijo e então desaparece em meio a escuridão da noite que o envolve em sua penumbra. Determinada volto-me para a penteadeira em meu quarto e dou início ao árduo trabalho de domar meus rebeldes fios dourados. Mas o faço com um enorme sorriso no rosto, pois sei que a partir de amanhã tudo será diferente. 

[…]

Este lugar exala glória e sofisticação. Não sei bem como arranjaram tempo o suficiente para transformar um simples salão mofado em um ambiente tão agradável e repleto de harmonia, mas de pouco importa agora, pois estou contando as horas para poder ir embora. Ao meu lado minha irmã Sally soa encantada, soltando suspiros de prazer a cada cinco minutos. Ela aponta para todos os cantos, acena para suas amigas e nossos conhecidos vizinhos sem perder a pose. Já eu, pobre de mim, concentro-me em parecer menos ansiosa do que realmente estou em meu interior. Conforme circulamos ao redor do extenso salão posso conferir um pouco mais da aparência do tal homem misterioso. Agora sei que tem título de Barão e que vem de algum lugar importante da Inglaterra, mas sou pouco instruída e tudo o que aprendi sobre mapas na escola não me é suficiente, portanto não reconheço geograficamente o lugar de onde provém quando me citam incansavelmente o nome como um mantra da sorte. Sally não para de falar sobre o tal homem, segundo ela há uma grande competição entre as garotas do vilarejo esta noite, todas esperam conquistar a atenção do tão afável Barão Hiddleston. Ao que aparenta ele procura uma bela noiva para ostentar assim que deixar nossa pequenina comunidade. Eu imagino o que o levaria a pensar desta forma, ainda assim tem pouca relevância para alguém como eu, considerando que tão logo estarei bem longe deste lugar. Volta e meia sinto os olhos claros me escoltando, como se pudessem ler minha mente, porém sei que é irracional. Ele está apenas curioso, ou quem sabe interessado em Sally. Afinal apesar de mais nova ela é dona de uma beleza impiedosa que por vezes é motivo de inveja. 

“Ele não tirou os olhos de você nem por um segundo sequer desde que colocamos nossos pés aqui dentro!”. Sally cutuca meu ombro indiscretamente e quase consegue fazer com que eu tropece em meus próprios saltos. 

“É impressão sua”. Digo sem muita cerimônia, capturando os olhos do barão no momento em que ele dá mais uma espiadela em nossa direção. Não sei dizer, mas sinto-me incomodada com estes olhares frequentes, afinal não tenho interesse em chamar-lhe tanto a atenção, se é que realmente o faço. 

“Não se finja de cega, Jane. Ele sabe bem o que quer. Não sou estúpida e creio que não é o seu caso também. Pense bem, essa é sua chance de fazer algo realmente útil da sua vida e conceder um pouco de orgulho aos nossos infames e já exaustos pais. Você seria o orgulho da família. É muito melhor do que ficar circulando por aí na companhia daquele ‘saco de ossos’ falido”. Sally despeja desgostosa. Eu simplesmente detesto quando ela torna a ofender Kilorn usando de seus apelidos extremamente pejorativos. 

“Não estou interessada, e você sabe disso bem melhor do que qualquer outra pessoa. Kilorn é tudo o que desejo, e serei feliz com ele, não preciso de um estupido barão metido a…”. Minha frase se interrompe a partir do momento em que noto que o barão está caminhando, movendo-se para longe de seu círculo de novas e recentes amizades. E ele não está rumando para qualquer destino, ele está vindo em nossa direção. De repente minhas articulações enrijecem e meu corpo se recusa a continuar funcionando, meus pés teimosos traem-me da pior forma possível, e as mãos ágeis de Sally me impedem de buscar uma saída alternativa. 

“Eu avisei”. Ela sorri vitoriosa afrouxando o aperto em meu pulso conforme o barão investe para ainda mais perto. Ele não sorri, na verdade parece mais sério do que nunca, talvez essa seja sua expressão mais neutra, mas é o suficiente para que minhas mãos comecem a suar desesperadamente. Minhas pernas viraram gelatina, não sei bem o que farei agora. 

Sally se afasta completamente de mim deixando-me a mercê daquele homem completamente desconhecido. Meus olhos acompanham a silhueta magra de minha irmã mais nova conforme ela se junta a um grupo de garotas exageradamente perfumadas que me fuzilam com um olhar ultrajado. Nem sei porque estou tremendo, não tenho motivos para temer este homem, ele não me fará mal algum. Assim espero. Também não possuo motivos para permitir que se aproxime tanto de mim, afinal só tenho olhos para Kilorn e não acho que as intenções do barão sejam apenas pautadas em alguma espécie de amizade. É tarde demais de qualquer forma. Noto isso quando ouço sua voz melódica ressoar aos meus ouvidos. 

“Concede-me esta dança?”. Estende-me com plena convicção a mão esquerda. Penso em recusar, porém meus modos falam mais alto. E prometi à Kilorn que seria a filha perfeita para meus pais esta noite, e a filha perfeita jamais recusaria uma simples dança ao barão mais cobiçado do vilarejo. Sendo assim encaixo minha mão na dele e aguardo que me conduza até o centro do salão onde agilmente desfrutamos de uma música agradavelmente bela e suave. 

Rodopiamos chamando a atenção de tudo e todos, até mesmo os funcionários contratados para servir esta noite interrompem seus serviços para fixar seus olhos sedentos em nossas silhuetas sintonizadas. Consigo acompanhar os passos de dança com facilidade, afinal pude treinar diversas vezes com minha irmã, aliás foi ela quem me ensinou a dançar dessa maneira tão esplendorosa. Não que eu deva lhe agradecer agora, não estou realmente contente com minhas habilidades no momento. Preferia ser um completo desastre, assim o barão logo perderia seu interesse em minha pessoa estupefata. O barão é silencioso como a escuridão da noite, mas seus olhos são límpidos e claros como a luz do dia. Ele é um enigma, um grande e formoso paradoxo. Não que eu esteja interessada, mas é impossível não notar os contrastes. Continua sem pronunciar palavra alguma e conforme a música chega ao fim nem um sorriso amistoso é capaz de me dirigir. É o suficiente para que eu me atreva a pensar mal de si, visto que sua aura soa superior como se ele não pertencesse realmente à este lugar. Mas de toda forma também não posso culpá-lo, porque há vezes que nem eu me sinto bem aqui. A dança se encerra e o barão apenas liberta-me de seu aperto afastando-se um pouco. 

“Qual seu nome, senhorita?”. Indaga finalmente. 

“Jane Ashcott, senhor”. Respondo com cordialidade e então ele me dá as costas, partindo para longe sem nem ao menos olhar para trás. Permaneço ali por longos minutos, paralisada e incrédula com tamanha rudeza. 

[…]

Quando amanhece ergo-me da cama e visto-me com meu vestido mais antigo. Afinal nem as lembranças desagradáveis da noite passada foram suficientes para me fazer esquecer de minha missão. Tomarei o último café da manhã com minha família e então aguardarei até que todos tenham saído para que possa enfim me encontrar com Kilorn e dar adeus a este vilarejo no meio do nada. Prendo meus cabelos em um rabo mal feito e marcho escada abaixo. Sei que algo está errado, porque meu pai soa extremamente feliz hoje e minha mãe não me encara com desgosto assim que põe seus olhos experientes em meu penteado indesejável. Sally não para quieta e balança as duas pernas em um ritmo alucinante, ela não sorri abertamente como de costume, o que quer que tenha sido é ruim o suficiente para me causar espasmos pelo corpo inteiro. Aproximo-me da mesa e tomo coragem para perguntar. 

“O que está acontecendo?”. Murmuro com medo da resposta. Mamãe parece pensativa e meu pai se encolhe em sua cadeira de rodas. Minha irmã apenas me encara com piedade. 

“Jane, querida…”. Minha mãe abre um sorriso e murmura com a voz cândida. Ela está analisando uma maneira astuta de me dar a notícia. Mas é Sally quem se apressa completamente impaciente. 

“O barão Hiddleston veio pedir-lhes esta manhã a sua mão em casamento!”. Dispara.  

E então meu mundo desaba. 

 


Notas Finais


Oi de novo! Se você leu até muitíssimo obrigada <3 Beijos e até a próxima *3*


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