História Hipnosis - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Hipnose, Jungkook, Taehyung, Taekook, Vkook
Exibições 276
Palavras 2.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá leitores-amores!
Perdão a demora, a vida anda meio louca.
Espero que gostem desse capítulo, nos vemos nas notas finais.

Boa leitura!

Capítulo 2 - Avalanche


Fanfic / Fanfiction Hipnosis - Capítulo 2 - Avalanche

Jungkook sabia que seu namorado ficaria preocupado, mas não via outra saída. Seu celular havia sido tirado de si e o produtor não parecia ficar satisfeito com nenhuma gravação, mesmo que já a tivesse repetido a música mais de mil vezes.

Agora, estavam ficando ainda piores. O moreno estava cansado e irritado, o que refletia na sua voz que já não soava mais tão bonita aos próprios ouvidos. Talvez tivesse enjoado da própria voz.

Cantar naquele microfone, preso dentro das paredes acolchoadas do estúdio, não era nada confortável. Não era como quando cantava para Taehyung, prazeroso e bom. Tinham várias pessoas ali o encarando enquanto ele gravava as músicas, mas ele não compôs as letras para nenhuma delas. Todas haviam sido feitas para Taehyung, e Jungkook pensou que se ele estivesse ali talvez sua voz conseguisse transmitir o sentimento correto e já teriam terminado aquelas gravações há horas.

Ele até havia sugerido ao seu produtor que chamassem seu namorado para vê-lo gravar, mas foi vetado. Aparentemente a presença do castanho serviria apenas para distraí-lo e atrasá-lo, atrapalhando na gravação do álbum.

Mas a saudade que Jungkook sentia atrapalhava muito mais. Estava exausto e louco para ir para casa. Sabia que quando chegasse Taehyung estaria uma fera com ele por ter demorado tanto, mas não se importava. Precisava vê-lo.

Afinal, era 21 de maio.

Capítulo 1 - Avalanche

Então tá, vou contar. Minha terapeuta já ouviu essa história milhares de vezes, e eu conto ela quase que de um modo mecânico, de tanto repetir. Ela diz que eu preciso superar esse trauma e seguir em frente, e até me ajuda um pouco nisso, mas eu não sou muito bom em superar. E sigo em frente, sim, por mais que doa.

Como disse, a gente se acostuma.

As coisas não estavam indo lá as mil maravilhas naquela época. Olha, é uma grande ilusão essa coisa de acharem que depois de resolvidos os problemas, vai ficar tudo lindo e bem. Eu pensava desse jeito também e dei com a cara na parede.

Os probleminhas do dia a dia e da rotina são bem mais chatos e difíceis de se resolver do que os problemas externos. No inicio parece que nada te incomoda, nada te irrita e você está tão cego e apaixonado que não consegue enxergar defeitos no outro nem em si mesmo. Mas essas coisinhas incômodas vão aos poucos aparecendo, uma a uma, e no principio a gente tenta ignorar, só que acaba ignorando tanto que tudo passa a se juntar dentro do peito, feito uma bola de neve que não para de crescer. A gente acha que é só uma bolinha de neve inocente, mas cedo ou tarde a avalanche vem.

Quando Jungkook começou a gravar seu primeiro álbum eu fiquei muito feliz por ele. Graças ao seu talento – e com um empurrãozinho do sucesso de taekook – ele conseguiu fechar com uma gravadora grande e saía de manhã bem cedo para voltar ao nosso apartamento só à noite. Trabalhou duro no álbum, ele queria que fosse perfeito. Mas eu detestava o produtor dele com todas as minhas forças.

Ninguém pode me julgar quanto a isso e acho que qualquer um detestaria aquele cara. Ele estava obviamente se aproveitando da proximidade de Jungkook e ficava ligando para ele nas horas mais aleatórias e pedindo para que fizesse isso e aquilo ou fosse até lá se encontrar com ele. Go Dongsun gostava de jogar na minha cara que tinha poder sobre Jungkook e eu até já tinha conversado com meu coelhinho sobre o assunto, mas ele dizia que eram ciúmes bobos e coisa da minha cabeça.

Mas aquela merda não estava só na minha cabeça de jeito nenhum! Era muito, muito diferente dos ciúmes ridículos e infundados que Jungkook – infelizmente – ainda tinha da Dahyun, e de praticamente qualquer pessoa que se aproximasse de mim. Aquele cara estava obviamente dando em cima dele, às vezes até fazia isso na minha frente, para me provocar e sentir-se superior. E eu não aceito esse tipo de afronta fácil, como disse, sou orgulhoso demais.

Não gosto que toquem nas minhas coisas. Não me considero um cara ciumento demais – não chego nem perto de Jungkook nesse aspecto – mas sei dizer quando tem alguém de olho no que me pertence e isso não me agrada nem um pouco. Jungkook era inocente demais e dizia que era tudo coisa da minha cabeça e que aquele babaca queria só ajuda-lo, mas ele era cego por opção mesmo. Acho que no fundo nem ele acreditava nisso.

Então não foi culpa minha coisa nenhuma! Foi aquele traste do Go Dongsun que acabou propositalmente com nosso relacionamento porque queria me separar de Jungkook. Porque queria que saíssem juntos em turnê enquanto eu estava passando perrengue com a RM. Porque aquele otário queria Jungkook para ele.

E eu odiava ver meu namorado o dia inteiro dizendo Dongsun sunbaenim pra lá e Dongsun sunbaenim pra cá. Estou errado? Acho que não. Era um saco.

O meu erro foi ter perdido a cabeça e depois não ter humildade suficiente para ir atrás de Jungkook.

O que aconteceu foi que nós estávamos fazendo quatro anos juntos. Infernos, era 21 de maio! Era uma data importante e que só me trazia memórias alegres e foi completamente arruinada por aquela noite. Meu último dia 21 de maio foi pior que feriado de finados.

Eu tinha preparado uma coisa toda bonitinha e fofa, e eu não faço isso com frequência. Jungkook era normalmente o encarregado de ser fofo no dia do nosso aniversário, mas daquela vez ele ia ter que passar o dia todo na gravadora e eu resolvi fazer uma surpresa especial para ele, já que ambos estávamos trabalhando demais e já não tínhamos tanto tempo juntos como antes.

Arrumei o apartamento, preparei o jantar – juro, eu nunca preparo o jantar, fiquei umas cinco horas tentando cozinhar algo decente – coloquei velas, comprei presentes e tudo o que mais tinha direito. E ele não chegava.

Ele simplesmente desapareceu sem deixar vestígios.

Fiquei igual um otário com uma cara de idiota lá, olhando para o teto do apartamento enquanto nossa comida esfriava. Poxa, eu tinha me esforçado tanto e ele nem ao menos se deu ao trabalho de me ligar! Foi horrível. Eu até chorei, mas chorei de raiva mesmo.

Quando a porta finalmente abriu e Jungkook chegou, eu nem consegui me mover. Continuei sentado à mesa de jantar, com o rosto ainda marcado pelas lágrimas que já tinham secado e me sentindo humilhado. Voltando no tempo e pensando naquele momento hoje, ainda consigo me lembrar perfeitamente do semblante abatido de Jungkook. Ele estava acabado, exausto. Mas na hora eu só ignorei isso e assim que ele abriu a boca para se desculpar eu parti para cima dele com cinco pedras na mão.

Não me orgulho disso.

- Me desculpe, Tae – Ele suspirou com a voz rouca e fraca.

Eu fechei os punhos e me levantei da cadeira. Estava tão puto da vida que nem me importei em ouvir o motivo do seu atraso e não consegui conter os mil insultos entalados na minha garganta.

- Desculpar? Porra, Jungkook. Você não podia ter me ligado? Não podia ter respondido minhas mensagens, me mandado um sinal de fumaça? Qualquer coisa! Fiz papel de bobo preparando essa merda toda pra você não demonstrar nem um pingo de consideração e me deixar aqui plantado sem aviso prévio.

Jungkook abaixou a cabeça covardemente e ficou encarando o chão. Eu me mantive calado, esperando que ele respondesse, esperando uma explicação. Mas no fundo eu já sabia que não importava qual desculpa ele me desse, nada seria capaz de me deixar menos irado.

Ele tinha sumido. No nosso aniversário de quatro anos. Com um cara que eu detestava e ele sabia muito bem que eu tinha ciúmes.

Parte do motivo de eu ter perdido a cabeça foi culpa do álcool. Eu não tinha tocado no jantar que passei tanto tempo preparando, mas estava quase no fim da segunda garrafa de vinho. A bebida subiu rápida pela minha corrente sanguínea, porque eu não tinha comido nada. Não recomendo beber de estomago vazio.

Só sei que tudo o que eu amava nele passou a me deixar com raiva naquele momento. O cheiro, os cabelos negros e macios que estavam bagunçados, a boca rosada e cheinha que tremia como se ele fosse começar a chorar a qualquer momento. Eu queria mandar tudo à merda.

E quando finalmente ele falou, só conseguiu piorar a situação.

- Tive que desligar o celular. Não era permitido que ficasse ligado dentro do estúdio.

- E você não podia sair por um segundo pra me mandar uma mensagem?

- Eu tentei. Dongsun sunbaenim não me deixou.

Senti meu sangue subir a cabeça e entrei num acesso de raiva como nenhum outro na minha vida toda. Sério, eu sei que sou um cara mimado e não é muito difícil me deixar irritado. Mas aquele dia eu devo ter baixado algum espírito do inferno, porque depois que meu namorado citou o nome daquele traste eu perdi completamente a noção do que era ou não apropriado.

- Agora você é o bonequinho do Dongsun, Jungkook! Faz tudo o que ele manda, vai aonde ele quer e ainda é egoísta o suficiente pra nem ao menos me dar notícias. Eu moro com você, mas nem parece! Você passa mais tempo com ele do que comigo ultimamente. Talvez devesse chama-lo para vir logo morar aqui e ocupar meu lugar ao seu lado na cama.

- Taehyungie, não...

Ele até tentou me interromper, mas eu não deixei. Se eu tivesse super poderes e pudesse voltar no tempo era aí, bem depois dessa frase que eu teria parado. Eu teria escutado, teria ouvido o que ele tinha pra me falar. Meu coração palpitava na garganta e eu pensei que fosse vomitar.

Infelizmente eu levantei meu tom de voz e não deixei Jungkook terminar a frase.

- Você é tão obediente que até o chuparia se ele pedisse.

Foi aí. Esse foi meu maior erro. Eu fui longe demais.

E não parei.

- Vai me dizer que estou errado? Tá mais do que na cara que esse imbecil está louco pra te dar a bunda, Jungkook. E você não parece se importar nem um pouco. Aliás, você me aparece aqui quase duas da manhã, todo suado e descabelado! O que quer que eu pense? Não duvido nada que fosse exatamente isso que estavam fazendo até essa hora!

Eu me arrependo. Não costumo admitir quando estou errado, mas nesse caso fica impossível negar.

Tenho vergonha de cada uma das palavras que eu disse a ele.

Mas assim que elas deixaram meus lábios provocaram outras e outras, num turbilhão de ofensas e mentiras que eu não consegui conter. Eu queria machuca-lo, queria dar o troco.

E depois de dito, não tinha como voltar atrás.

- Tae, você sabe que isso não é verdade.

E eu sabia que não era mesmo, mas o álcool, a raiva e a tristeza continuavam me confundindo. Jungkook só ficava encarando o chão como um covarde e eu me senti ainda pior por ele nem estar tentando se defender direito. Eu queria que ele berrasse comigo ou algo do tipo, mas ele só ficou calado me escutando e nem ao menos conseguiu olhar na minha cara.

Lembro-me de ter pensado que ele era patético. Não aguentava mais olhar para ele. Um ímpeto louco tomou conta do meu corpo e eu não podia mais ficar parado encarando Jungkook enquanto ele não fazia nada.

Precisava sair dali.

- Eu vou embora.

Jungkook finalmente levantou a cabeça e me encarou. Reconheci uma sombra escura perpassando seu olhar, algo nada comum em suas feições geralmente suaves. Soube que ele também estava com raiva.

- Já vai correr para a sua ex?

Dahyun. Eu nem tinha pensado nisso e acho que só queria dar uma volta e pegar um pouco de ar fresco, tentar esfriar minha cabeça e recobrar minha sobriedade. Mas meu orgulho e arrogância falaram mais alto e eu gostei de conseguir irritá-lo. Naquele momento saber que ele se sentia mal, fez com que eu me sentisse um pouquinho melhor.

Horrível, eu sei.

- Exato, vou mesmo.

Então eu passei por ele em silencio, peguei meu casaco, calcei meus sapatos e saí pela porta sem olhar para trás. Deixei-o sozinho no nosso apartamento, na companhia de duas garrafas de vinho vazias, um jantar frio e presentes embrulhados em papel prateado.

Deixei Jungkook.

 

 


Notas Finais


E aí, o que acharam?
Por favor não se assustem com os dramas, ja já a história começa a ficar boa com o reencontro dos dois <3
Desculpem mesmo ter demorado, realmente não tive tempo de escrever. T-T
Estou louca de pressa para ir pro curso então vou ficar por aqui mesmo, respondo os comentários de vocês mais tarde, ok? Por favor comentem! <3
Amo muito vocês!

~BtsNoona


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