História Hipnotizado - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Midoriya Izuku
Tags Bnha, Boku No Hero Academia, Lemon, Midoriya Izuku, Oneshot, Pwp, Romance, Sexo, Shindeku, Shinsou Hitoshi, Yaoi
Visualizações 127
Palavras 4.856
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boku no Hero Academia e seus personagens não me pertencem, sendo propriedade intelectual de Horikoshi Kouhei. A arte da capa também não é minha, e sim da artista rurounikristin no Tumblr. Eu apenas editei.

E aqui estamos nós com mais uma fic de BNHA... E sim, é mais uma PWP SAHOSHOASHO Eu não tenho culpa se sexo com poderes é uma ideia tão interessante! E eu também não tenho culpa se eu gosto tanto de escrever e explorar essas coisas, igual o Midoriya :'D

Basicamente, Shinsou usa a individualidade dele aqui para fins safadinhos. Não se preocupe, é tudo consensual! Pode parecer meio estranho considerando que ele, bem, controla mentes, mas pra tudo a gente dá um jeito 8D

Hora da confissão: eu andei pensando muuuuito sobre isso com Shindeku já faz uns bons dias. Essa fic tava PEDINDO pra sair, eu tava me coçando pra escrever, e aqui está ela lmao

Se alguém me perguntasse há alguns anos atrás, eu nem cogitaria a ideia de escrever uma cena de sexo com algo tão peculiar (e que poderia dar errado fácil). Felizmente as coisas mudam, não é mesmo?

Aqui os personagens são adultos, aliás! Não acho que esse tipo de coisa daria muito certo com eles adolescentes e experimentando, ainda mais porque nessa época o Shinsou não deve ter segurança o suficiente pra querer usar o poder dele dessa forma... Então ele precisa de uma forcinha do tempo e do mozão <3

Eu amo o Shinsou e espero que ele só tenha coisas boas nessa vida. Idem pro Midoriya. Por coisas boas isso significa não apenas carreiras maravilhosas como heróis de sucesso como um relacionamento bonito e cheiroso <3

Boa leitura!

Capítulo 1 - Hipnotizado


Hipnotizado

Shinsou conseguia sentir o próprio coração batendo forte no peito, e seus dedos tamborilavam de ansiedade em suas coxas. Há poucos minutos, ele conseguia escutar o som da água do chuveiro, mas agora que ele havia parado, o homem sabia que Midoriya estava quase pronto para o que aconteceria em breve no quarto onde os dois dormiam.

Algumas vezes, quando ele respirava fundo, Shinsou quase podia imaginar o namorado cantarolando baixinho enquanto secava o cabelo. Midoriya certamente devia estar feliz, apesar do nervosismo - ainda assim, os dois já tinham conversado previamente sobre o que iria acontecer naquele quarto. Shinsou apenas precisava se deixar levar pelo clima que, certamente, seria trazido junto com o namorado quando ele chegasse.

Midoriya apareceu pouco tempo depois - quase como se tivesse, ironicamente, lido seus pensamentos -, apenas com a toalha branca enrolada em sua cintura. Ele fechou a porta devagar, e deu um sorriso tímido antes de dar alguns passos para frente. Shinsou aproveitou o momento para se levantar, indo de encontro ao outro herói, e parou quando o espaço entre os dois se tornou quase ínfimo - apenas alguns centímetros.

Shinsou quase perdeu o ar quando Midoriya ergueu a cabeça, seu olhar buscando o dele antes de falar.

“Por favor… Use sua individualidade comigo, Hitoshi.” As palavras saíram leves, doces e tentadoras. Shinsou nunca havia utilizado sua individualidade com outra pessoa em um contexto sexual, mas foi Midoriya quem o convenceu a tentar, quem afirmou que gostaria que os dois quebrassem aquela barreira juntos.

Ele quase podia escutá-lo falando “está tudo bem”, “eu confio em você” e “eu sei que você não vai me machucar” logo em seguida, para complementar seu pedido. De fato, Midoriya estava certo - ele conhecia bem demais seu coração. Era absurda a facilidade que ele tinha para desvendá-lo, como se Shinsou fosse um livro aberto.

Na noite em que eles falaram sobre isso, poucas semanas atrás, Midoriya pegou sua mão, assegurou-o do quanto queria, afirmou o quanto estava interessado e curioso. Falou que estava tudo bem se Shinsou não estivesse confortável, que ele não o forçaria a usar seu poder de uma maneira que ele não gostaria. No entanto, tudo era mais complexo que isso.

A ideia de usar a lavagem cerebral de maneira sexual fazia com que Shinsou tivesse uma infinidade de sentimentos: dúvida, curiosidade, receio, ansiedade, desejo. O que ele mais sentia, porém, era a confiança que Midoriya depositava nele - com suas palavras naquela noite, com o segurar firme de sua mão, com seu olhar fixo em seu rosto naquele exato momento.

Foi aquela determinação nos olhos verdes e grandes de Midoriya que fez com que Shinsou ativasse sua individualidade.

No mesmo instante, a visão de Midoriya ficou enevoada. Tudo que ele podia ver era a face de Shinsou: seu cabelo escuro, os olhos que mal piscavam, a boca ainda fechada, lábios finos ainda se tocando e não tocando sua boca, sua pele, ou ao menos lhe dando ordens.

Midoriya queria falar, mas seus músculos não obedeciam. Shinsou pousou as mãos em seus ombros, e ele suspirou baixinho - quase preguiçosamente. Tal resposta pareceu surtir um efeito positivo no parceiro, que passou as mãos devagar pelos seus braços, segurou suas mãos, apertou a palma e cada um de seus dedos delicadamente.

Shinsou não estava acostumado com o parceiro ao seu comando e controle, então ele decidiu começar devagar. Seus olhos estavam relaxados, mas o homem imaginava que dentro de sua mente, seus pensamentos deviam estar correndo, as palavras querendo sair pelos seus lábios.

Ele subiu as mãos pelos braços torneados, acariciando cuidadosa e minuciosamente as cicatrizes, deixando que seus dedos grandes contornassem cada linha e irregularidade em sua pele. Após isso, ele desceu pelo peitoral igualmente definido, circulando com os polegares pelos mamilos da maneira mais lenta que podia até que estes ficassem rijos, e então seguiu até chegar na toalha, tirando-a logo em seguida.

Seu olhar seguiu naturalmente para o meio das pernas de Midoriya. Apesar dele ainda não ter sequer chegado perto de tocar a região, Shinsou pode notar que ele já estava começando a ficar excitado - ele se perguntou se seria capaz de deixá-lo completamente ereto sem precisar tocá-lo ou fazê-lo se tocar diretamente, e a ideia o deixou animado para continuar.

Midoriya notou o rosto de Shinsou se aproximando do seu, fazendo seus olhares se cruzarem e os narizes quase baterem. Ele sorriu, deixando de tocá-lo com as mãos antes de abrir a boca e falar seu primeiro comando.

“Me beije.” Ele disse, e logo em seguida Midoriya se moveu em sua direção, buscando os lábios do parceiro. Shinsou notou que ele fechou os olhos, e aproveitou para se perder durante o momento, retribuindo o gesto com calma e deixando que Midoriya fosse aprofundando o contato aos poucos.

Era curioso como Shinsou não precisou dar muitos detalhes para que Midoriya não apenas usasse os lábios como também a língua. Ainda assim, talvez por conta do controle mental, Midoriya ia devagar. Shinsou aproveitou o momento para acariciar seu corpo, fazer carinho em seu cabelo, subir e descer com uma das mãos preguiçosamente pelas costas antes de apalpar seu traseiro - e ele se surpreendeu quando um gemido involuntário escapou dos lábios do outro homem.

Os dois permaneceram assim por mais alguns momentos, até que Shinsou se afastou e desativou sua individualidade. Midoriya piscou ao sair de seu controle, quase dando um pulo no lugar, e ele olhou para o parceiro com um sorriso antes de abraçá-lo.

“Isso foi muito bom!” Shinsou foi pego de surpresa pelo abraço caloroso, mas logo ele se viu passando os braços pelo corpo do outro herói. A animação estava presente na voz de Midoriya, assim como na maneira que seus braços apertavam seu corpo - com firmeza e segurança, da maneira que ele tanto queria fazer antes, mas não podia.

“Você quer mais?” Ele perguntou, e Midoriya respondeu com um “sim” repleto de entusiasmo. Shinsou apenas riu baixo enquanto fazia carinho logo atrás da orelha do parceiro, para então beijar-lhe a testa e então voltar a utilizar sua individualidade.

Assim que ele fez isso, Shinsou se afastou e foi para mais perto da cama. O olhar de Midoriya continuava fixo nele, mas ele permanecia parado no lugar, pronto para suas ordens. O homem tirou a camiseta, e então assoviou, sem deixar de prestar atenção em como as sobrancelhas do parceiro se moveram para cima levemente em surpresa.

“Vem cá. Fique na minha frente.” Assim que ele terminou de falar, Midoriya deu passos curtos e lentos, voltando a se aproximar dele. Suas pernas travaram quando ele parou, num sinal inconsciente de frustração. Se ele pudesse falar, Shinsou imaginava que Midoriya certamente o perguntaria o que ele estava planejando - e ele apenas riria e diria que logo ele iria descobrir.

Na verdade, ele praticamente conseguia ver a dúvida e a ansiedade na maneira que a respiração de Midoriya estava levemente descompassada, e em como ele estava começando a suar.

“Você pode olhar, mas não pode tocar. E nada de se tocar, também.” Shinsou riu assim que terminou de falar, imaginando a frustração do parceiro com tal comando. Ele sabia que podia mandá-lo fazer várias coisas, mas por enquanto, o homem queria aproveitar o momento para que ele prestasse atenção nele sem poder ter um mínimo de alívio.

Instintivamente, sua língua passou por entre os lábios no momento em que sua mão chegou até o volume de sua calça, apalpando-o. Ele passou a outra pelo peitoral, convidativo e provocativo, e não pode deixar de sorrir ao notar as pernas de Midoriya ligeiramente trêmulas.

Midoriya queria se mover, queria fazer alguma coisa - tocar Shinsou, beijá-lo novamente, tirar o resto de suas roupas ele mesmo. Porém, ele não podia; seu corpo não lhe obedecia, e aquilo era frustrante da mesma forma que era excitante. Shinsou disse que ele podia olhar - e tudo que ele podia fazer, de fato, era assistir o parceiro se tocando, passando as mãos nos lugares que ele gostaria de ter o privilégio de tocar.

No início do relacionamento deles, Midoriya não imaginava que Shinsou fosse, um dia, se abrir com ele daquela forma. Era gratificante vê-lo tão à vontade para se mostrar explorando o próprio corpo, expondo suas fantasias e até mesmo se arriscando em coisas novas - e apesar da timidez inicial naquela noite, era notável que o homem estava começando a se soltar e ganhar confiança aos poucos.

Confiança ficava bem em Shinsou, especialmente quando ele tirou o resto das roupas e sentou-se na cama, ficando de pernas abertas. Midoriya sentiu-se tremer ao escutá-lo suspirar baixo no momento em que sua mão envolveu seu sexo, movendo-se devagar em carícias que ele mesmo gostaria de estar fazendo.

A outra mão ficou na parte interna da coxa, acariciando-a gentilmente. Midoriya sabia o quanto Shinsou era sensível ali, o quanto ele gostava de ter aquela região lambida e mordida, do quanto ele se arrepiava mesmo com o toque mais sutil. Era até mesmo um tanto sufocante - mas não de uma maneira ruim - ser capaz de apenas assistir enquanto ele avançava, fingindo inocência, até o períneo, para então pressionar a região com os dedos.

Shinsou passou o polegar da mão que usava para se masturbar pela glande, espalhando o pouco do pré-gozo que estava começando a sair. Ele olhou para Midoriya, deleitando-se com seu corpo: seus músculos bem definidos graças ao trabalho de herói, as sardas em sua pele que sempre ficavam mais visíveis no verão, as cicatrizes que o lembravam de agradecer por tê-lo ao seu lado.

Além disso, Midoriya agora estava completamente excitado, e Shinsou não podia deixar de sentir-se um tanto orgulhoso por ter sido capaz de deixá-lo daquele jeito sem precisar partir para carícias diretas. Se ele precisava de mais alguma prova de que o outro estava gostando de estar sob seu controle mental - completamente entregue -, então aquilo certamente bastava.

“Tá vendo como eu tô duro aqui? Vem me chupar.” Ainda assim, Shinsou não queria ficar apenas provocando o namorado, e também imaginava que ele gostaria de poder tocá-lo depois de tudo. Por isso, mesmo que ele não tivesse mandado ele sorrir, os cantos da boca de Midoriya se curvaram para cima enquanto ele se ajoelhava, buscando apoiar-se com as mãos em suas pernas.

Ele lambeu a glande, passando a ponta da língua em pequenos círculos ao seu redor. Shinsou sentiu as pernas estremecerem com aquele contato inicial, que depois passou a se tornar longas lambidas misturadas com beijos pela extensão de seu membro. Midoriya fazia tudo mais devagar do que de costume - como se a conexão entre os dois estivesse fazendo-o tentar premeditar de maneira inconsciente o que Shinsou gostaria que ele fizesse depois -, mas aquilo apenas aumentava a ansiedade e a surpresa do homem.

Algumas vezes Midoriya olhava para cima, e Shinsou não podia deixar de achar aquilo extremamente gratificante. Apesar de estar sendo controlado por sua individualidade, ele ainda conseguia ver a devoção e a luxúria no olhar de Midoriya - e se ele desativasse seu controle, Shinsou sabia que o parceiro não iria parar por vontade própria o que já tinha começado a fazer.

Shinsou gemeu um pouco mais alto quando Midoriya passou a lamber seus testículos, em uma carícia que ele não esperava receber. Se não fosse pelo silêncio do outro homem - exceto pelos pequenos grunhidos e outros sons derivados do ato - e pelo seus olhar, Shinsou estaria até mesmo se perguntando se ele não perdeu o controle por acidente. Porém, não foi o que aconteceu; seu parceiro ainda estava seguindo sua ordem, do jeito que ele mesmo entendia.

“Você pode bater uma também, mas bem devagar. Não pode gozar.” Sendo assim, ele aproveitou para dar mais um comando ao namorado, para que ele ao menos tivesse um pouco de satisfação. Midoriya tirou uma das mãos da coxa de Shinsou, indo diretamente para o meio de suas pernas. Ele gemeu baixo ao começar a se masturbar - lentamente, em movimentos praticamente mínimos -, tomando cuidado para não se estimular demais.

Logo Midoriya voltou a se concentrar em seu sexo, passando a língua por toda a parte de baixo em uma única lambida, longa e preguiçosa. Ele beijou a glande antes de envolvê-la com os lábios, sugando-a e abaixando a cabeça aos poucos.

Shinsou se viu colocando a mão na cabeça do parceiro por puro instinto, mesmo que ele soubesse que podia ordená-lo a fazer tudo do jeito que queria. Ainda assim, era até mesmo hipnotizante observá-lo descendo lentamente, com a respiração controlada, e uma mistura de obediência, desejo e foco no olhar.

Quando Midoriya colocou-o por completo na boca, deixando que seu nariz tocasse em seu baixo ventre, Shinsou segurou-lhe o cabelo com mais força. No mesmo momento, Midoriya gemeu, e as vibrações em seu sexo derivadas daquele ato o fizeram estremecer.

Naturalmente, ele passou a falar pequenos incentivos para o parceiro, e aquilo parecia fazer com que Midoriya aumentasse a intensidade do que fazia - os movimentos com a boca, as lambidas por debaixo do membro, os murmúrios involuntários e incompreensíveis que faziam Shinsou querer gozar ali mesmo e mandá-lo engolir tudo depois.

Mesmo assim, ele não tinha planos para isso agora. Além disso, Midoriya não aumentava a intensidade de sua masturbação, e Shinsou estava realmente começando a ficar com um pouco de pena dele.

“Parece que você tá meio agoniado, né?” Ele comentou com um risinho, passando a mão pelo cabelo do outro homem em um carinho simples. Midoriya não parou o que estava fazendo, mas soltou um murmúrio que convenientemente pareceu ter sido em resposta, e nesse momento Shinsou desativou sua individualidade.

Midoriya, que estava com ele por completo na boca, sugou-o com mais força ao ver-se livre de seu controle. Logo em seguida ele se moveu, tirando-o e aproveitando para respirar fundo antes de olhar para cima, sendo retribuído pelo parceiro.

“Você tá me provocando assim de propósito, né? Isso é maldade…” Midoriya fingiu irritação ao falar, mas não pode deixar de rir logo em seguida quando ele notou o sorriso e o olhar apaixonado do namorado. Era bom saber o quanto ele estava feliz naquele momento, e aquilo fazia com que Midoriya tivesse certeza de que a sua ideia de usar o poder de Shinsou na cama estava sendo prazerosa para os dois.

Ele se levantou, indo até o namorado para que assim pudesse distribuir beijos em seu rosto. Shinsou abraçou-o, permitindo que ele seguisse com aquilo por mais algum tempo, chegando a derrubá-lo na cama e ficando por cima dele, esfregando-se contra seu corpo e querendo mais.

Shinsou mordiscou-lhe o pescoço apenas para fazê-lo murmurar seu nome, e nesse momento ele aproveitou para usar sua individualidade novamente. Midoriya parou de se mover no mesmo instante, e Shinsou deu-lhe um beijo na bochecha.

“Relaxe, eu vou te ajudar agora. Deita aí e abra as pernas.” Ele mandou, e não demorou muito para que Midoriya fizesse o que lhe foi dito, deitando-se ao lado de Shinsou e abrindo as pernas o máximo que podia.

Shinsou passou a ficar por cima do namorado, beijando-lhe o rosto. Seus lábios passaram pela testa, cantos dos olhos, bochechas, nariz, queixo. Ao mesmo tempo, suas mãos acariciavam os ombros e peito de Midoriya, que suspirava baixo em resposta, e Shinsou não podia deixar de ficar surpreso e animado com as respostas naturais que nem mesmo ele era capaz de controlar.

“Você é tão lindo, Izuku...” Ele murmurou enquanto descia com os beijos e carícias, aproveitando para dar atenção especial para as cicatrizes e para os locais onde as sardas mais se concentravam em seu corpo. Shinsou conseguia sentí-lo estremecer em prazer em alguns momentos, e cada pequena reação era uma vitória para o homem.

Ele estava sendo realmente sincero: Midoriya era o homem mais belo que ele já teve a sorte de conhecer. Shinsou podia passar horas acariciando cada cicatriz, traçando cada um de seus músculos, beijando cada sarda. Ele podia amar cada centímetro de sua pele, cada pelo de seu corpo, cada suspiro que saia de seus lábios misturado com o ar que ele respira; também podia marcá-lo com suas unhas e dentes, sentir o gosto de seu suor e seu gozo, explorar os lugares mais íntimos - isso tudo sem nunca se cansar.

Shinsou sabia, também, que o contrário era verdade para Midoriya. Mesmo que ele não pudesse passar as mãos em seu cabelo bagunçado, agarrá-lo com suas pernas ou simplesmente pedir por mais, Shinsou sabia que ele estava gostando de suas demonstrações de afeto. Aquilo era claro pelas suas reações involuntárias, pelas vezes que Shinsou quase acreditava ser capaz de ouví-lo chamando seu nome como faria normalmente.

Era claro, principalmente, pela maneira que ele estava excitado, com o membro ereto e molhado por entre as pernas, apenas esperando para ser devidamente tocado - e que Shinsou tanto esperou para finalmente poder fazer.

“Olha como você ficou.” Ele comentou assim que chegou mais abaixo da cintura de Midoriya, ficando deitado por entre suas pernas. Suas mãos acariciaram as coxas, da mesma maneira que o outro fez com ele mais cedo, os dedos passando devagar pela pele clara e sensível.

Shinsou abriu a boca, e deu uma lambida longa da base até a glande do membro de Midoriya, engolindo o pré-gozo que já estava começando a escorrer. Ele passou a masturbá-lo com uma das mãos e focou-se em lamber e chupar a glande, deleitando-se com os gemidos involuntários do parceiro.

Ele continuou com cuidado, prestando atenção nas reações de Midoriya e no quanto ele pulsava em sua mão e sua boca - mesmo se ele o mandasse não gozar, não era como se Shinsou fosse realmente capaz de controlar suas respostas aos estímulos em seu corpo, muito menos o que poderia acontecer caso ele o fizesse demais. Mesmo assim, ele continuou com o que estava fazendo, tentando ir até onde conseguia ao mesmo tempo em que usava as mãos para estimular as outras partes de seu corpo - pernas, abdômen, testículos -, e quando notou que Midoriya estava começando a gemer com mais frequência e mais alto, ele parou e o tirou da boca, apertando a base do membro com a mão.

“Ainda não, Izuku. Está faltando um lugar.” Shinsou afirmou, provocativo, para então se erguer apenas para pegar o lubrificante e o preservativo que se encontravam já separados na mesa de cabeceira. Midoriya o seguiu com o olhar, e Shinsou lambeu os lábios, já ansioso para o que iria acontecer em seguida.

“Pode relaxar bem… Você sabe que eu gosto de te preparar quase tanto quanto eu gosto de te foder depois.” O homem riu logo em seguida, espalhando bem o lubrificante em seus dedos e próximo da entrada de Midoriya, que soltou uma pequena exclamação por conta da temperatura do líquido em sua pele. Shinsou aguardou um pouco, passando os dígitos ao redor da região antes de penetrá-lo devagar com um deles, indo aos poucos e com paciência antes de começar a movê-lo dentro do parceiro.

Midoriya ainda estava bastante receptivo aos seus estímulos, e Shinsou se perguntava até onde estar sob seu controle afetava isso. Felizmente, seu comando para que ele relaxasse estava sendo muito bem seguido, e ele não encontrou dificuldades enquanto movimentava o dígito e nem quando precisou adicionar o segundo, com a mesma paciência que fez com o primeiro.

Ao mesmo tempo em que ele o preparava, Shinsou masturbava o parceiro, distraindo-o ainda mais de qualquer desconforto que ele pudesse estar sentido. Seus dedos exploravam o interior de Midoriya, tateando e acariciando, pressionando o ponto que ele sabia ser a próstata ocasionalmente apenas para fazê-lo gemer mais alto.

Não era necessário para Shinsou perguntar se suas carícias estavam sendo prazerosas, considerando não apenas os suspiros e gemidos de Midoriya como também a maneira que seu membro pulsava e ficava molhado de pré-gozo. O homem adicionou o terceiro dígito - junto com ainda mais lubrificante - algum tempo depois, e naquele momento ele mesmo também estava ficando um pouco impaciente em expectativa.

Shinsou queria se tocar, mas ele já estava com as duas mãos ocupadas e não queria deixar de estimular Midoriya apenas para cuidar de si mesmo. Além disso, se o outro herói foi capaz de aguentar as provocações que ele fez mais cedo, então era justo que ele aguentasse apenas mais um pouco, até que Midoriya estivesse devidamente preparado.

Ele continuou a usar os três dígitos, assim como também diminuiu um pouco a intensidade da masturbação. Midoriya estava suado, excitado, cada vez mais próximo do limite - e mesmo se ele fosse capaz de ir até ele e voltar um pouco, isso não podia durar para sempre. Os dedos de Shinsou entravam e saíam facilmente, e ele estava pensando se aquilo não significava que o parceiro estava pronto para seguir adiante.

Mesmo assim, ele queria ter certeza, então desativou seu controle mental.

“Está bom agora?” Shinsou questionou assim que tirou Midoriya de seu comando, e o outro homem apenas falou “sim” e acenou positivamente com a cabeça antes de gemer mais um pouco. Já que ele tinha respondido verbalmente, Shinsou ativou sua individualidade mais uma vez, para logo em seguida parar de estimulá-lo com as mãos.

Ele se afastou e pôs o preservativo, assim como também lubrificou o seu membro. Midoriya respirava pesado na cama, ansiando pelo seu toque novamente, e Shinsou também queria tê-lo - tanto que mal conseguia parar de olhá-lo. Controlar o outro com sua individualidade era bom, mas também se provava um desafio; algumas vezes, tudo que Shinsou mais queria era desativá-la e deixar que Midoriya tomasse o comando, o controlasse, passasse as mãos por todo o seu corpo e beijasse cada pedaço seu.

Pelo menos Shinsou gostava de desafios tanto quanto Midoriya, assim como também gostava de ver o outro homem praticamente desesperado por ele, por seus toques, por seus elogios, por seus comandos.

“Vem pro meu colo.” Ele falou, por fim, no mesmo momento em que ele deitou-se na cama.  Midoriya o seguiu, passando a perna por cima de seu corpo, sentando-se em seu colo e deixando que o membro de Shinsou encostasse em seu traseiro.

O homem passou as mãos pelas coxas e nádegas de Midoriya, tentando controlar a respiração. Seu coração batia forte - uma mistura de desejo e animosidade -, quase como se estivesse revivendo sua primeira vez, quando os dois eram adolescentes.

Ele sabia o que fazer. As palavras estavam em sua mente, bastava que ele as falasse. Midoriya o aguardava, suas coxas pressionando levemente o quadril, as mãos apoiadas em seu peitoral, as pontas dos dedos ameaçando apertar sua pele e deixar marcas de unha.

Shinsou engoliu a saliva antes de falar.

“Cavalga no meu pau, Izuku.” Seu rosto esquentou quando ele disse aquilo, e Midoriya acabou por soltar um risinho ao vê-lo embaraçado com a própria frase. No entanto, ele o obedeceu, posicionando-se e logo depois deixando-se ser penetrado pelo namorado.

Midoriya avançou devagar a princípio, soltando um gemido arrastado após ser penetrado completamente. As mãos de Shinsou concentravam-se em fazer carícias em suas coxas e apertar-lhe as nádegas, no mesmo ritmo lento empregado pelo outro herói. Logo Midoriya começou a se mover novamente, subindo e descendo o quadril, apoiando-se em cima do corpo do parceiro.

Shinsou podia contemplá-lo daquela forma para sempre. Naquele momento, ele podia ver o quanto Midoriya estava afetado pelo uso de sua individualidade, tendo ficado várias vezes no limite e precisando se segurar para não gozar. Seu cabelo estava completamente bagunçado, com mechas para todos os lados e algumas grudadas em sua testa, seus lábios estavam abertos, permitindo que os gemidos escapassem, e era notável como ele parecia quase quebrar o controle mental apenas com seus dedos, pressionando-os contra os músculos do homem abaixo dele.

Em um dado momento ele rebolou, e Shinsou chamou-lhe pelo nome em surpresa. Como que em resposta, Midoriya repetiu o ato mais algumas vezes, como se planejasse enlouquecê-lo de vez. Shinsou, então, pegou em seu sexo e passou a masturbá-lo, incentivando-o a ir mais rápido - e assim Midoriya o fez.

Normalmente quem mais falava durante os momentos de intimidade era Midoriya; porém, como aquilo não estava sendo possível no momento, Shinsou decidiu que ele mesmo devia preencher o silêncio com algo mais além de suspiros e gemidos. Quando ele não estava chamando pelo parceiro ou elogiando-o, Shinsou pedia para que ele continuasse, que fosse mais rápido, com mais força. Graças ao controle de sua individualidade, Midoriya fazia tudo isso, e logo os dois podiam escutar também o ranger da cama com toda a movimentação de seus corpos.

Sem necessitar do seu comando, Midoriya gozou, melando o abdômen, peito e mão de Shinsou sem parar de se movimentar por um único instante, dando um gemido longo e mais do que satisfeito. Suas pernas tremeram junto com todo o resto de seu corpo, e o homem se perguntou se o parceiro não iria cair em cima dele por conta da exaustão, mas isso não aconteceu.

Apesar de estar com as pernas mais fracas, de fato, ele não parou até que Shinsou atingisse seu próprio orgasmo, fazendo com que ele movesse o quadril para cima e agarrasse o outro com força o suficiente para tirá-lo de seu controle. Midoriya soltou uma exclamação quando isso aconteceu, mas continuou a mover-se no colo do namorado até que o momento acabasse - e mesmo cansado, Shinsou logo se sentou e puxou-o para um abraço, dando-lhe um beijo em agradecimento.

“Você me tirou da lavagem cerebral quando gozou, sabia?” Midoriya comentou depois que eles se separaram, retirando o membro do namorado de dentro dele para poder acomodar-se melhor em seu colo, fazendo pequenos carinhos em sua nuca. Shinsou estava quase ronronando apenas com isso, e Midoriya achava aquilo genuinamente adorável - e ficar junto dele daquela forma era algo tão bom quanto o sexo em si.

“Eu sei. Da próxima vez eu vou tentar não me mexer com muita força… E acho que podemos tentar uma posição diferente.” Shinsou comentou com um sorriso, e Midoriya acabou por dar uma risada safada logo em seguida quando escutou aquilo vindo do namorado.

“Oh, então teremos uma próxima vez?” Ele questionou, passando as mãos pelos ombros largos de Shinsou e dando uma piscadela provocativa, que foi retribuída por um sorriso ainda mais malandro.

“Uma não, várias. Tudo isso porque você é um safadinho que adora perverter tudo que existe!” O homem respondeu e derrubou-o na cama, enchendo-o de beijos em seu rosto junto com leves cócegas nas laterais de seu corpo, fazendo-o se contorcer em meio aos risos e carinhos.

Shinsou gostava de fazer cócegas no namorado, e estava sentindo falta não apenas de sua voz como também de sua risada. Era bom fazê-lo gargalhar e falar seu nome por entre os risos, assim como era bom rir junto com ele, contagiado pelo seu jeito e pela sua felicidade. Ele parou depois de algum tempo, deixando que Midoriya recuperasse o fôlego antes de falar novamente.

“Você não fala como se fosse algo ruim, Hitoshi.” Ele disse, por fim, para então receber um beijo do namorado na ponta do nariz. Midoriya não resistiu e roubou-lhe um selinho, fazendo-o corar um pouco, abraçando-o com mais força e deixando que ele deitasse em seu peitoral sem importar-se com a sujeira ou com o suor em seus corpos.

O outro homem permitiu-se relaxar, descansando a cabeça no espaço perto do ombro do parceiro. Logo ele sentiu uma das mãos de Midoriya passando pelo seu cabelo, bagunçando-o ainda mais. Se ele continuasse com aquilo, Shinsou corria o risco de adormecer em cima dele.

“Não é. Eu gosto desse seu lado… E de como você faz com que eu me solte também.” Shinsou afirmou, afinal, e Midoriya soltou um murmúrio positivo logo em seguida antes de levantar-se junto com ele, fazendo-o soltar uma exclamação em protesto simplesmente porque ele queria continuar deitado com o namorado.

“E eu amo quando você se solta comigo. Mas acho que agora é hora de arrumar a cama e tomar banho de novo.” Midoriya estava certo sobre isso, e Shinsou concordou com um “sim” seguido de um aceno positivo com a cabeça antes de se levantar para jogar fora o preservativo e se preparar para o banho.

Assim que ele jogou a camisinha no lixo, Shinsou se virou e foi atrás do namorado, pegando-o de surpresa e colocando-o em seus braços. Midoriya gritou, mas começou a rir logo depois, deixando que ele o carregasse até o chuveiro, que foi onde ele o deixou botar os pés no chão novamente.

Midoriya não podia estar mais feliz, e o oposto também podia ser dito sobre Shinsou, que agora estava rindo como uma criança mesmo depois dele ligar a água do chuveiro. Era adorável como ele movia as mãos, como seu peito subia e descia, e como o seu cabelo molhado ficava completamente para baixo, as mechas da franja cobrindo partes do seu rosto.

Shinsou não precisou usar sua individualidade para que Midoriya as afastasse para os lados e beijasse sua bochecha, e muito menos para que ele sussurrasse “eu te amo” no pé do seu ouvido.


Notas Finais


Eu acho incrível como mesmo em momentos assim Shindeku consegue ser um casal tão FOFO. Sério, olha pra eles, olha pro Shinsou elogiando o Deku, OLHA PROS MOMENTOS FINAIS AAAAAAAAA ELES SÃO MUITO APAIXONADINHOS MEU DEUS DO CÉU

Como deu pra notar, eu tenho uns headcanons sobre como funciona a individualidade do Shinsou XD

Eu acredito que o nível de "detalhamento" que ele precisa usar numa ordem varia de acordo com a intimidade que ele tem com a pessoa, isso porque ele comanda, mas não pode controlar totalmente a resposta da pessoa. Isso acontece porque tudo depende de como a outra parte interpreta as palavras dele.

Como o Midoriya é o namorado dele, e portanto alguém super íntimo, ele pode falar uns comandos mais "abertos" e confiar na capacidade de interpretação do mozão, que são muito boas SOAHSAOHSHOA Ah, a doce linha entre a obediência e o instinto <3

Isso também torna tudo mais dinâmico, porque se ele tivesse que comandar cada movimento na hora do sexo oral, por exemplo, o bagulho ia durar uns 15 anos lmaooooo Acho que ele iria desistir no meio do processo e aí seria uma vez pra nunca mais -q

Além disso, ele não pode controlar reações naturais a estímulos C; Dá pra fazer muita coisa a partir daí... Ah, Shinsou, essa individualidade é ótima pra se perverter. Imagino como vão ser as futuras vezes deles dois!

Fico feliz em ver que Shindeku está se popularizando no fandom também, e essa fic pode não ter plot, mas fica como presentinho <3

Espero que tenha gostado! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...