História História 08 - EFEITO BORBOLETA - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Aizen Sousuke, Byakuya Kuchiki, Gin Ichimaru, Hinamori Momo, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Izuru Kira, Karin Kurosaki, Kenpachi Zaraki, Nanao Ise, Nemu Kurotsuchi (Nemuri Nanagou), Rangiku Matsumoto, Renji Abarai, Retsu Unohana, Rukia Kuchiki, Soi Fong "Soifon", Tier Harribel, Toushirou Hitsugaya, Ukitake, Yumichika, Yuzu Kurosaki
Tags Akira, Bleach, Borboleta, Efeito, Efeito Borboleta, Historia 08, Hitsugaya, Hitsugaya Toushirou, Karin, Kurosaki, Kurosaki Karin, Toshiro, Toushiro, Toushirou, Tsuruga, Tsuruga Akira
Exibições 112
Palavras 2.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Esporte, Festa, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, Minna-san! =D

Com já sabem, comentários e avisos nas notas finais!

Espero que gostem! =D

Enjoy, Minna-san! o/

Capítulo 6 - Capítulo 6 - MENSAGEM


Após o comunicado que recebera de Kyouraku e Ukitake, Hitsugaya passou o resto do dia afogado em documentos e dossiês relacionados ao caso de corrupção e desvio de verba exercidos por três dos trezes acionistas do grupo, sendo o principal envolvido, Aizen Sousuke. O grisalho já tivera várias desavenças com o homem, principalmente quando o mesmo utilizou-se da "admiração" que a amiga de Hitsugaya - Hinamori Momo - para conseguir esconder um rombo bilionário que fez nos cofres do grupo. Além dos roubos, o homem também havia se provado um grande mandantes de crimes do tipo "queima de arquivo", ou seja, livrava-se definitivamente de qualquer um que o pudesse incriminar. Aizen certamente era um homem inteligente, o que o tornava ainda mais perigoso.

    Enquanto o grisalho trabalhava afogado em seus papéis, sua assistente de tempos em tempos parava de trabalhar e tornava-se inquieta, como se algo a incomoda-se. Hitsugaya já estava ficando irritado com a inquietude da ruiva.

- Se quer falar algo, fale de uma vez, Matsumoto, do contrário volte a trabalhar quieta!

- Taichou, não fale assim! Só estou preocupada com você, chefinho...

- Preocupada com o quê? - Dizia sem tirar seu olhar dos papéis.

- Não acha melhor contratar algum segurança pessoal? - Sugeriu.

Hitsugaya parou com os papéis e olhou para a assistente.

- E de quê adiantaria?

- Pelo menos estaria mais protegido que agora. Aquele homem é perigoso... Pode fazer tentar algo...

- Matsumoto, pareço com alguém que deixaria um funcionário me defender? - Seu tom era sério.

- Não é isso, taichou... Apena- O olhar do rapaz lhe calou. Estava nítido, não permitiria alguém lhe protegendo. Na verdade, não ficaria em paz.

Depois disso, Matsumoto não disse qualquer outra coisa relacionada ao assunto, apenas deixava escapar vez ou outra um suspiro cansado.

    O horário de almoço estava quase chegando e, como de costume, Hitsugaya planejava passá-lo trancado em sua sala trabalhando como antes, enquanto sua assistente já havia deixado a sala para aproveitar seu horário com suas amigas dos outros setores do grupo para fofocar enquanto comiam.

    Largando os papéis momentaneamente, o grisalho se virou para o computador para checar se algum e-mail importante havia chegado. Ao ligar o aparelho, a reportagem que mostrara anteriormente aos seus companheiros voltou a aparecer em sua tela e seus pensamentos se voltaram novamente para a curiosa garota.

    Olhou para o cartão em cima da mesa e das palavras da garota lhe dizendo para que avisa-se se soubesse algo sobre o irmão mais velho. Bom, Hitsugaya agora certamente sabia algo sobre ele, embora fosse abstrato. Em suma, ao menos aliviaria a preocupação de Karin saber que o ruivo estava vivo e bem.

    O rapaz pegou seu celular e enviou uma mensagem para a morena. "Não sei onde o Kurosaki está, mas parece que está bem.", disse apenas sem nem ao menos se identificar ou cumprimentar. Assim seguiu com sua tarefa antes determinada: checar e-mails. No fim, nada importante.

    O celular em sua mesa vibrou por um instante, uma mensagem havia chegado. Karin havia respondido. Um "Valeu, Toushirou!" estava escrito ao lado de um emoticon de comemoração.

“Toushirou…”, Disse o rapaz. Ela realmente não tinha qualquer inibição em chamar pelo nome alguém que acabou de conhecer?... Se bem que o irmão faz o mesmo. Isso é genético, será?, Pensava. Novamente o celular vibrou. Outra mensagem.

"Sabe onde encontro um lugar bom por aqui e uma loja de calçados esportivos? Estou na sua cidade, preciso passar em uma antes de voltar.", Perguntou e abaixo da mensagem, um mapa com um localizador mostrava sua posição.

    O rapaz se surpreendeu em ver que não estava muito longe do seu edifício, na verdade a apenas duas ruas. Olhou para a papelada e para o computador, nenhum e-mail novo e a papelada estava praticamente finalizada. Virou-se para a cortina de vidro enquanto pensava no que responder. Ao que lhe parecia, a garota não conhecia a cidade e lhe explicar exatamente aonde ir poderia se tornar complicado, além de que seu próprio estômago começava a reclamar do vazio.

    Pegou o telefone e discou o número da mensagem enquanto saía de sua sala e a garota logo atendeu.

- Alguma sugestão? - Disse a morena ao atender.

- Espere onde está, estou perto. - Respondeu apenas enquanto atravessava o corredor e entrava no elevador vazio.

    “Ao menos, deveria esperar eu responder”, comentou Karin consigo mesma ao ouvir o rapaz desligar após lhe mandar esperar.

A morena estava em uma rua movimentada e larga. Prédio elegantes e altos se erguiam em direção ao céu; nas calçada perfeitamente projetadas e bem executadas, o espaço se dividia entre ciclistas, pedestres, cadeirantes e canteiros com jardins e árvores. Na pista de mão dupla, numerosos veículos se movimentando emitiam sons de motores, buzinas e freios que se juntavam aos sons das pessoas apressadas atravessando a faixa de pedestres, enquanto conversavam e os telões de propagandas que compunham a melodia urbana.

    Em meio a toda aquela agitação, uma mulher com um rabo de cavalo alto, usando luvas pretas meio dedo, uma camisa branca de mangas curtas, um jeans "surrado" e all star negros, esperava apoiada com a mochila negra em suas costas encostada em uma parede. Karin olhava para o alto dos edifícios enquanto rodava seu skate em pé com sua mão esquerda.

- Quase não dá para ver o céu daqui... - Comentou baixo.

- Apenas quem está nos andares mais altos tem uma vista melhor. - Disse uma voz rouca e masculina. Karin continuou a olhar para o pequeno pedaço de céu entre as gigantes construções.

- Que desperdício... - Respondeu.

- Sim... - Fez uma pausa. - O que está fazendo aqui?

- Vim visitar uma ex-paciente. E você? Trabalha por aqui? - Desceu seu olhar para o rapaz.

- Sim.
 

Karin  observou durante um breve momento.


- Está mais arrumado do que ontem. Sempre anda assim?

- Algum problema?

- Se continuar com esse olhar sério, vai acabar sendo confundido com um gângster. - Comentou. - Quanto tempo tem?

Hitsugaya ignorou o comentário, afinal de fato já tivera problemas com isso, mas preferia não comentar.

- Uma hora e meia.

- Bastante tempo. Tire o blazer e a gravata, se puder dobrar um pouco as mangas da camisa também ajuda. - Instruiu.

- Por que faria isso? - Perguntou estranhando o pedido.

- Olhe em volta e pense por si mesmo. Se achar que não precisa mesmo assim, podemos seguir. - Disse.

    O rapaz o fez com certa relutância. Discretamente olhou ao redor e viu alguns olhares curiosos direcionado aos dois, passou seu olhar lentamente pela rua, vendo seu reflexo na fachada de vidro de um edifício, suas aparências contrastavam muito e era lógico o fato chamar atenção em um bairro de predominância empresarial como aquele.

    Embora geralmente não se importasse com olhares ligados à sua aparência, naquele lugar em especial, gostaria de não ser percebido. Muitos dos integrantes da Gotei 13 passavam por lá e preferia que não levantassem comentários sobre si.

    Retirou a gravata e enrolou colocando em um dos bolsos do blazer, que logo desabotoou os únicos dois botões e retirou-o carregando em seu antebraço esquerdo. Da camisa, abriu apenas o colarinho.

    Karin olhou o resultado, mas algo parecia estar fora do lugar. O cabelo. Os fios estavam muito mais ordenados que antes.

    Largou o skate e o prendeu debaixo do seu pé, e a mão livre bagunçou um pouco mais os fios grisalhos.

- O que está fazendo?

- Finalizando seu "disfarce". - Respondeu pegando novamente o skate. - Podemos ir. - Concluiu com um sorriso leve.


- O que pretende fazer? - Perguntou o grisalho observando a garota caminhar calada. Desde que começaram a andar, Karin parecia ter se calado e se restringido a apenas a andar, sem nem mesmo perguntar o caminho.

- Hmm? Ah, sim... Preciso comprar um tênis novo e comer alguma coisa antes de voltar.

- Seria mais fácil comprar numa loja da sua cidade depois que voltasse. - Comentou.

- Não vou poder. A loja em que compro se mudou para o outro lado da cidade. Vou gastar muito tempo indo lá para comprar um par de sapatos. Tenho consultas mais tarde.

- Entendo... Sabe onde fica a loja que quer ir?

- Não.

- Então, por que está andando como se soubesse o caminho? - Perguntou o rapaz.

- Apenas queria andar um pouco... - Respondeu meio evasivo. - Já comeu?

- Não.

- Ótimo. Atrasei seu jantar ontem, pago seu almoço hoje.

- É desnecessário.

- Deixe de ser machista e me deixe pagar, ou acha que não posso pagar? - Perguntou um pouco irritada.

- Não é machismo. Não gosto que paguem para mim, seja mulher ou homem.

- Complexo de autossuficiência? - Diagnosticou.

- Como é? - Perguntou irritado.

- Apenas me diga onde, neste lugar, consigo comida. Veio aqui para isso, não é?

- Apenas estava por perto... Seja como for, vai depender da sua preferência. O que pretende comer?

- Comida tradicional japonesa.

- Tem certeza?

- Sim. Por quê? É tão estranho assim? - Perguntou.

- Iie... É que a maioria das pessoas decidem comer algo diferente do que geralmente comem no cotidiano.

- É exatamente por isso que quero comida tradicional. Não costumo almoçar, mas não deu para tomar café da manhã. Tem algum que serve ou não?

- Tem sim. Por acaso, fica nesse caminho aqui mesmo, mas do outro lado da rua. - Respondeu apontando para uma placa um pouco à frente.

- Certo...

Depois disso, os dois permaneceram em silêncio até chegar à porta do restaurante. Lá, Karin novamente olhou para os lados antes de entrar.

- Algum problema? - Perguntou o grisalho desconfiado.

- Não, nada. Vamos. - Disse com um sorriso leve.

Hitsugaya estranhou, mas acompanhou-a sem questionar mais.

    Assim que entraram, a morena sentiu uma brisa fria chegar ao seu corpo e observou o ambiente. Um local extremamente arrumado e limpo. O comércio estava parcialmente cheio, porém era bastante silencioso comparado ao número de pessoas. Garçons passavam de um lado para o outro com bandejas tão reluzentes quanto prata. Lustre pendiam acima das cabeças dos cliente sentados em mesas com cadeiras em madeira acolchoadas. Obviamente um restaurante para classe média e acima.

    A garota se abraçou e esfregou de leve as mãos nos braços para se aquecer contra o repentino frio. O grisalho observou e logo reparou que a temperatura a incomodava um pouco, mas para o próprio não fazia diferença - já que sua sala era muito mais fria do que o ambiente em que se encontrava no momento.

- Vista. - Disse à garota entregando-lhe seu blazer.

- Obrigada, mas não precisa, daqui a pouco me acostumo. - Respondeu.

- Não vai conseguir comer se ficar com as mãos ocupadas. Vista. - Insistiu ele.

A garota, em realidade, não gostava de aceitar ajuda de terceiros, mas o argumento do rapaz era válido demais para fugir.

- Obrigada. - Respondeu pegando o terno para vestir.

    Enquanto o colocava, um atendente se aproximava para recepcioná-los. Quando chegou, observou os dois, em especial a garota que vestia o blazer. Franziu o cenho de leve e começou.

- Sejam bem-vindos... Em que posso ajudá-los? - Perguntou o homem magro e calvo.

- Uma mesa para dois, de preferência longe do ar condicionado. - Disse o grisalho.

- Tem alguma reserva? - Perguntou abrindo uma espécie de caderno negro.

- Não. - Respondeu.

- Entendo... - Respondeu o homem fechando o caderno. - No nome de quem devo colocar a mesa?

- Hitsugaya Toushirou. - Respondeu em tom um tanto gélido.

    O gerente que havia acabado de sair da cozinha para fazer uma vistoria geral no estabelecimento, observou o atendente falar alguém acompanhado de uma garota vestindo um terno e com um skate em mãos. Logo foi na direção dela para avisar que o local não permitia o "equipamento esportivo", quando ouviu um nome conhecido dito de uma voz conhecida e que parecia um pouco irritada.

- O Sr. Hitsugaya está ciente da vinda de vocês? - Perguntou o atendente.

- O que disse? - O rapaz franziu o cenho e mostrava clara irritação.
 

E desta forma sutil, o caos se inicia de forma imperceptível. Uma pequena turbulência que se propaga lentamente enquanto a ordem pouco a pouco era desfeita.


Notas Finais


Só lembrando que estarei liberando os capítulos de todas as fics conforme forem ficando prontos, Ok? Contudo, essa semana vai ficar meio apertado, pois tenho dois trabalhos complexos para entregar para clientes, mas vou fazer o máximo para postar mesmo assim!

Espero que tenham gostado do capítulo de hoje! =D

Nos vemos em breve! o/

Kissus s2


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