História História 13 - PASSADO - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Aizen Sousuke, Byakuya Kuchiki, Gin Ichimaru, Hinamori Momo, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Izuru Kira, Karin Kurosaki, Nanao Ise, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Shihouin Yoruichi, Toushirou Hitsugaya, Ukitake, Urahara Kisuke, Yuzu Kurosaki
Tags Akira, Bleach, Historia 13, Hitsugaya, Hitsugaya Toushirou, Hitsukarin, Karin, Kurosaki, Kurosaki Karin, Passado, Secretária, Toshiro, Toushiro, Toushirou, Tsuruga, Tsuruga Akira
Exibições 113
Palavras 1.292
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Josei, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, Minna-san! o/

Obrigada por lerem e comentarem a fic!

Espero que gostem! =D

Enjoy, Minna-san! o/

Capítulo 4 - Capítulo 4 - RESULTADOS


Hitsugaya sentia seu corpo num leve balançar irregular, certas vezes, um diminuto tombar, outras um ligeiro empurrar, como se seu peso por si só o guiasse. Aos poucos, seus sentidos retornavam. O som de um chiar quase imperceptível, o cheiro de couro. Logo despertou, já tendo ciência de onde se encontrava e porque sentia todas aquelas sensações, seu carro. Desperto, abriu seus olhos e olhou para o retrovisor à sua frente, encarando os olhos atentos do motorista na estrada.

- Boa noite, Hitsugaya-sama. Sente-se bem? - Perguntou um jovem de cabelos negros, aparentando ser poucos anos mais novo que o grisalho.

- Estou bem, obrigado. Que horas são, Nishida? - Indagou ao reparar no céu escurecido.

- 19:03h, senhor.

- Parece que o efeito foi mais forte do que esperado. Dormi por muito tempo. O que ela me deu? - Murmurou para si, logo reparando em um pequeno detalhe. - Nishida, como vim para o carro?

- Acredito que a Kurosaki-san lhe carregou até o estacionamento depois de me chamar. Não havia mais ninguém na empresa. Ela também deixou claro que o senhor não deveria ser acordado, pois logo o faria sozinho. - Contou.

- Carregado por ela? Devo ter 30kg a mais que ela. - Comentou um tanto incrédulo.

- Com todo respeito, Hitsugaya-sama, mas se tratando dela, acho bem possível. - Opinou o rapaz.

O grisalho ponderou por alguns instantes e, pensando bem, já havia visto alguns indícios de que poderia ser verdade. Certa vez, ao sair de sua sala encontrou-a carregando algumas caixas junto com sua governanta. Matsumoto carregava uma e reclamava do esforço, já a Kurosaki carregava três e não parecia nem um pouco incomodada com o peso. Seria ela uma fisiculturista durante seu tempo de faculdade? Se tratando daquela mulher, tudo seria possível.

- Quem sabe... - Concordou. - Mas ainda assim, não é algo que eu aprove.

O motorista deu um leve sorriso amigável. Não conversava muito com seu patrão, mas sabia que este era um bom homem. Hitsugaya agora parecia um pouco mais descansado que nos dias anteriores, parecendo estar mais saudável, o que alegrava o leal empregado.

- Nishida, desde quando tem contato com a Kurosaki? - Perguntou o patrão reparando que nunca havia dado o telefone de seu motorista para a secretária.

O homem pareceu um pouco desconcertado com a pergunta.

- Sinceramente, não sei senhor.

- Como não sabe? - O rapaz estava desconfiado.

- Eu apenas recebi uma mensagem dela me pedindo para buscá-lo algumas outras vezes. Não sei quando exatamente, nem como ela conseguiu falar comigo. - Respondeu um tanto envergonhado.

- Já se conheciam?

- Às vezes tenho a impressão que sim, mas é só impressão mesmo. Se visse uma mulher como aquela alguma outra vez na minha vida, creio que eu me lembraria. Kurosaki-san é muito diferente das pessoas que conheço. Tenho que admitir que ela me dá certo medo. - Contou ainda mais desconcertado.

- Medo?

- É difícil lidar com pessoas que não consigo saber o que estão pensando. Às vezes, acho que ela enxerga além do que vê ou ouve, talvez por isso tenha esse tipo de habilidade quase sobrenatural. - Deu um pequeno sorriso desacreditado. - Acho que é coisa da minha cabeça.

- Não acho que esteja tão errado em seu pensamento. Não acredito em sobrenatural, mas é um fato que nunca sei como ela pode se adiantar sem eu ter lhe dado qualquer ordem ou comentado qualquer coisa. Hoje mesmo ela me trouxe remédio, mas minha dor de cabeça começou uma hora depois de eu tê-la visto pela última vez, não havia como ela ter percebido algo que não viu. Algo semelhante aconteceu no primeiro dia de trabalho dela. - Lembrou-se.

- Rangiku-san me contou isso uma vez... Um tipo de anjo da guarda, talvez? Sei que o senhor não acredita neste tipo de coisa, mas não consigo pensar em outra explicação.

- Se acredita em sobrenatural, não seria mais lógico pensar que ela pode apenas telecinese?

- Ler mentes não é garantia de entender as pessoas, acredito eu, senhor. Julguei ser um anjo pelo benefícios que ela lhe dá.

- Benefícios?

- Está cansado ou com alguma dor?

- Como já disse, estou bem.

- O senhor pretende continuar a trabalhar hoje à noite?

- Hoje não precisarei. Kurosaki já adiantou os documentos que eu precisava procurar para criar a proposta.

O motorista o olhou com um sorriso gentil no rosto.

- O senhor conseguiria me dar estas mesmas respostas três anos atrás? - Perguntou sinceramente.

Hitsugaya arregalou levemente os olhos ao entender onde o motorista queria chegar. Estava certo, sua vida se tornou muito mais tranquila comparado à antes. Talvez, se já tivesse a morena ao seu lado quando se casou, seu casamento teria durado mais e sido bem menos turbulento, mas logo desistiu de pensar em algo do tipo, afinal, a garota nem estava na faculdade na época. Kurosaki não deveria ter mais do que 16, 17 anos; uma estudante do colegial.

E, agora que pensava, não conseguia a imaginar como uma adolescente normal frequentando à uma escola e passando seu tempo em clubes ou saindo com amigos. Pensando melhor, novamente descobrira algo novo, pois não conseguia vê-la sorrindo e agindo como uma garota normal, pois esta nunca sorrira ou agira como uma mulher normal na sua frente. No fim, da mulher que parecia saber tudo e um pouco mais sobre ele, ele não sabia nem ao menos como ela era quando não estava trabalhando.

- Hitsugaya-sama, - Chamou Nishida. - Chegamos. - Informou à chegada na mansão de Hitsugaya.

O grisalho despertou de seus pensamentos e finalmente retirou o cinto e saiu do carro, encontrando os olhos azuis e curiosos de sua governanta.

- Chefe, está tudo bem com o senhor? - Perguntou a ruiva.

- Estou ótimo. Por que a pergunta? - Rebateu enquanto entrava em sua casa.

- Bem... Sua gravata. - Apontou para o próprio pescoço.

O diretor não entendeu muito bem, mas caminhou atravessando a grande e luxuosa sala afim de ir de encontro com o espelho pendurado na parede, logo acima de um aparador com uma bandeja contendo alguns copos e uma garrafa de whisky. Parado à frente do móvel, encarou o espelho, observando a gravata frouxa em seu pescoço e o botão aberto no colarinho da camisa debaixo do terno. Franziu o cenho em confusão.

- Não foi o senhor? - Perguntou Rangiku.

Hitsugaya ignorou a pergunta da ruiva estando imerso em seus próprios pensamentos.

- Quando foi que... - Enquanto murmurava confuso, uma voz conhecida lhe veio à mente: "Ao menos, afrouxe a gravata, Hitsugaya, ou pode morrer sufocado... Bons sonhos". - Kurosaki. - Deixou escapar por seus lábios.

Matsumoto, não entendeu muito bem, mas não quis deixar a oportunidade de perturbar seu chefe geralmente mal-humorado.

- Chefe... - Um tom malicioso e debochado saía dos lábios da mais velha. - Está dizendo que a Kurosaki abriu suas roupas?

- Cale a boca, Matsumoto! Não estou com paciência para sua brincadeiras impertinentes. - Repreendeu-a em tom moderado, mas severo. - Pare de me aborrecer e vá cumprir suas obrigações. Comece por preparar o quarto de hóspedes. - Ordenou enquanto cruzava a sala em direção à uma grande escada circular que dava acesso ao segundo andar da mansão.

- Teremos visitas? - Indagou confusa. Hitsugaya, desde de seu divórcio, nunca recebia ninguém em sua casa.

- Kyoko morará comigo à partir segunda-feira. Faça todos os preparativos para sua chegada. - Ordenou-lhe.

- Hai! - Respondeu. Quieta, esperou até que o grisalho desaparecesse no segundo andar. - Morar aqui... Talvez seja bom para o chefe ter sua filha por perto, já faz tanto tempo desde que eles se viram. - A mulher tinha um olhar aflito no rosto. - Espero que dê tudo certo.

A aflição da governanta certamente tinha seus motivos, mas o fato era que a repentina mudança da criança para a casa de Hitsugaya significaria muito mais do que brinquedos e cuidados.

O primeiro cadeado começava a ser destrancado.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! =D

Até o próximo capítulo! o/

Kissus s2


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