História História 13 - PASSADO - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Aizen Sousuke, Byakuya Kuchiki, Gin Ichimaru, Hinamori Momo, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Izuru Kira, Karin Kurosaki, Nanao Ise, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Shihouin Yoruichi, Toushirou Hitsugaya, Ukitake, Urahara Kisuke, Yuzu Kurosaki
Tags Akira, Bleach, Historia 13, Hitsugaya, Hitsugaya Toushirou, Hitsukarin, Karin, Kurosaki, Kurosaki Karin, Passado, Secretária, Toshiro, Toushiro, Toushirou, Tsuruga, Tsuruga Akira
Exibições 96
Palavras 2.935
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Josei, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, Minna-san! =D

Voltando com mais um capítulo de #PASSADO e, já deixo avisado, que logo logo teremos mais uma capítulo de #MISSAO. Tentarei revisar ele amanhã, mas se não rolar, na sexta é garantido. Ok?

Eu quero postar amanhã mesmo, mas não posso dar certeza para amanhã, pois é o dia que mais dou aulas. =/

Bem, espero que gostem do capítulo de hoje! =D

Enjoy, Minna-san! o/

Capítulo 5 - Capítulo 5 - RECEPÇÃO


Hitsugaya novamente chegava à empresa, desta vez, um pouco mais tarde que o normal, pois havia ido visitar a obra de um condomínio que a empresa pela qual era responsável, uma construtora renomada, estava encarregada e, por isso, o grisalho fora se encontrar com os responsáveis pela obra para verificar seu andamento e prazos. Agora, chegava ao corredor que, ao seu fim, dava acesso à sua recepção e logo após, sua sala.

Enquanto caminhava, pôde ouvir o conhecido som da digitação de sua secretária, acompanhado de uma grave e relaxada voz masculina conversando com a feminina e desinteressada de sua funcionária, claramente desprezando o homem que lhe puxava assunto. A voz grave pertencia à um conhecido de Hitsugaya, para ser mais exato, era um homem alto, barbudo e de cabelos longos e cacheados, geralmente presos num rabo de cavalo baixo. E este, ninguém mais era além de Kyouraku Shunsui, o diretor do setor de relações públicas da corporação.

Quando queria, tal homem poderia ser competente e incisivo, porém, na maioria dos casos, agia de forma descontraída e relaxada, além de geralmente dar em cima de todas as mulheres que encontrava pela frente, como era o caso no momento.

- Bom dia, Kuro-chan. Hoje está tão bela quanto sempre. - Cortejou-lhe com um sorriso. A morena nada respondeu. - Está tão cedo e você já está trabalhando há algum tempo... Por que não para e me dar o prazer da sua companhia enquanto tomamos um café? - Sugeriu.

- Não tomo café. - Respondeu sem desviar seu olhar da tela.

- Se este é o caso, pedimos um suco para você. O que acha? - Continuou.

Karin parou de digitar e respirou fundo, finalmente olhando para o homem, porém sem qualquer expressão. Atrás deste, sentado em uma das poltronas em couro negro, um outro homem, também alto e de cabelos longos, porém lisos e grisalhos, olhava para ela com certa compaixão. Ukitake Juushirou, o diretor de Marketing e melhor amigo de Kyouraku o olhava com certo pesar, pois sabia que novamente este não teria sucesso em tentar convidar a jovem e atrapalhar seu trabalho.

- Kyouraku-san, poderia, por favor, me deixar trabalhar em paz? Se tiver algum assunto com meu chefe, terei prazer em lhe marcar um horário, mas se não o tiver, volte para o seu setor. - Disse a morena repreendendo-o.

- Para que tanta hostilidade, Kuro-chan? Só estou tentando descobrir um pouco mais sobre os nossos funcionários.

- Correção: sobre as funcionárias. Sei muito bem que não convida nenhum homem para sair e "saber mais" sobre ele. Deixe-me trabalhar ou um dia destes ainda lhe denuncio por assédio. - Declarou enquanto novamente voltava à digitar.

- Não precisa ser tão cruel, Kuro-chan. Só quero conversar um pouco. - Justificou-se. - Você conversa com seu chefe, eu já os vi conversando. Qual o problema de fazer o mesmo comigo?

- Meu chefe não atrapalha meu serviço ou tenta dar em cima de mim, além do que, ele também não foge do trabalho dele. Pare de atrapalhar o meu trabalho e vá fazer o seu. Sei bem que agora mesmo sua secretária deve estar lhe procurando pela empresa como faz todos os dias. - Respondeu a garota.

- Deixe a Kurosaki-san trabalhar, Shunsui. Desista de uma vez. - Aconselhou o amigo.

- Por que não segue o conselho da minha secretária e vai trabalhar, Kyouraku? Pare de vir ao meu escritório para atrapalhar o trabalho dos meus funcionários. - Ordenou o jovem grisalho responsável pelo setor.

Karin já estava de pé e lhe fazia uma ligeira reverência.

- Bom dia, senhor. - Cumprimentou-lhe.

- Bom dia, Kurosaki. Algo urgente? - Perguntou.

- Nada, senhor. Tudo correndo como o planejado. - Afirmou.

- Ótimo. - Virou-se para os dois homens. - E vocês, o que fazem aqui?

- Bom dia, Hitsugaya-kun. Apenas estávamos passando por aqui e aproveitamos para dar um "oi" para vocês. - Ukitake respondeu.

- Dar um "oi"... E para isso precisam chamar minha secretária para sair?

- Não seja tão ciumento, capitão de gelo, sua frieza está contaminando esta bela flor. - Referiu-se à Karin.

- Pare de falar besteira, diretor irresponsável. - Rebateu Hitsugaya.

- Já estão chamando a menina de mulher de gelo de tanto que a prende neste escritório. Quero apenas descongelar esse belo coração e ver o lindo sorriso que ela deve ter. - Explicou-se Kyouraku.

- Acredite, Kyouraku-san. Não será o seu papo ou a sua conversa mole que "derreterá" alguma coisa, pelo contrário, apenas me fará ter dores de cabeça. Não gosto de homens "galantes demais".- Declarou Karin.

Ukitake soltou um educado riso contido, pois mais uma vez o amigo havia sido rejeitado. O outro grisalho, no entanto, lembrou-se de algo que já estava esquecendo de perguntar.

- Kurosaki, você chamou o meu motorista ontem?

- Sim, senhor. - Respondeu a garota sem qualquer cerimônia.

- Como e desde quando conseguiu contato o dele? - Indagou o grisalho.

- Há pouco mais de meio ano. Apenas procurei na sua lista de contatos, diretor. Acho prudente poder contactá-lo caso o senhor precise em uma urgência ou mesmo se não estiver em condições de fazê-lo por si mesmo. - Explicou.

- Tão dedicada... - Comentou Kyouraku admirado e fingindo inveja.

- O que me deu para tomar ontem? Aquele remédio era mais forte que o de costume. - Continuou seu interrogatório.

- Ah, peço desculpas por não ter avisado antes, pois os que deixo preparados para o senhor havia acabado. Aquele era um dos meus. Não há qualquer perigo de reações, porém tem 4x mais anestésico que os normais. - Contou. - Sentiu algum desconforto?

- Está doente? - Hitsugaya parecia preocupado.

- Certamente não é normal tomar algo tão forte. - Comentou Ukitake com certa preocupação.

- Não, não estou doente, senhor. O uso para enxaquecas, pois tenho certa resistência à anestésicos. É só. - Respondeu a garota.

- Entendo... Sendo assim, prepare os documentos necessários para hoje, tenho que compensar o tempo que perdi ontem. - Disso o grisalho caminhando em direção à porta de sua sala. - E vocês dois, voltem para seus setores, vi a secretária de Kyouraku o procurando novamente.

- Não precisa nos expulsar, Hitsugaya-kun. - Disse Kyouraku fazendo drama. Ukitake riu do amigo.

- Os documentos já estão em sua mesa, senhor. - Declarou a morena.

Hitsugaya parou de andar, já conformado e satisfeito com  que ouvira.

- Kurosaki, se quiser, pode tirar o resto a tarde de folga. Já concluiu seu trabalho para hoje. - Informou.

- Teremos uma chuva canivetes hoje, Juushirou? - Perguntou Kyouraku um pouco surpreso.

- Talvez, meu velho amigo. Sem dúvida, escutamos algo raro. - Respondeu igualmente surpreso.

Hitsugaya lançou-lhes um olhar fuzilante, irritado com os comentários.

- Agradeço, diretor, mas prefiro continuar aqui para caso precise de mim. Além disso, acho melhor adiantar a papelada para semana que vem para que o senhor não fique sobrecarregado. - Contou Karin.

- Agradeço sua preocupação, mas não se sobrecarregue. - Ordenou o grisalho.

- Não irei, senhor. - Respondeu a morena se sentando novamente.

- Temos algo em especial para semana que vem, Hitsugaya-kun? - Perguntou Kyouraku na porta do corredor.

- Ainda estão aqui? - Comentou irritado. Dando um suspiro, virou-se de costa e continuou seu trajeto para a sala. - Minha filha passará a viver comigo.

Os dois homens à porta se olharam um tanto surpresos e, logo em seguida, Kyouraku tornou a entrar na recepção e, desta vez, se ajoelhou na frente da mesa da garota.

- Kuro-chan, sabia que tinha um belo coração. Estou tocado por sua sensibilidade. Que tal casar-se comigo? Seria uma honra ter tão bela e dedicada mulher ao meu lado - Pediu o homem.

Hitsugaya virou-se um tanto incrédulo com a ação um tanto estúpida - em sua opinião - do diretor de relações públicas. Ainda que fosse brincadeira, a estava levando longe demais.

- Shunsui, não exagere. - Pediu o outro grisalho.

- Kyouraku-san... - Começou a morena sem expressão. - Concordo que já deveria estar casado, talvez assim não perturbasse as funcionárias da empresa, mas não estou interessada em ser a criatura com paciência divina que lhe aguentará. Passar bem! - Respondeu a garota voltando a digitar.

O homem rejeitado pôs-se encolhido num canto com uma aura deprimida. Ainda que fosse brincadeira, esperava que seu charme, no mínimo, conseguisse um sorriso da morena. Os dois grisalhos, no entanto, tiveram um impulso imenso em rir ao ouvir sobre a "paciência divina" comentada pela garota, o que não deixava de ser realidade na opinião de ambos. Kyouraku certamente era um bom homem, mas era fato também que possuía um quase incontrolável instinto em perturbar as pessoas para sua própria diversão. Contudo, Hitsugaya simplesmente não esboçou reação alguma, se contendo em apenas voltar à seu percurso anterior.

- Ukitake, leve-o daqui de uma vez. - Pediu o rapaz antes de finalmente entrar em sua sala. De acordo, Juushirou acompanhou o amigo para fora da sala enquanto o consolava. Agora, Karin finalmente voltava a ter paz.

Em sua sala, Hitsugaya deixou um resquício de riso causado pela resposta da secretária escapar. Ao cessar, parou para pensar novamente sobre o assunto. Bem, cedo ou tarde ela iria se casar, mas será que continuaria ao seu lado após isso ocorrer? Algumas mulheres deixavam o seu cargo após o casamento por conta da gravidez e dos filhos que consequentemente sucediam o casamento. Pensando mais claramente, ele não sabia mais se ainda se lembrava como trabalhava antes da garota aparecer com toda aquela eficiência, atenção e dedicação à ele e ao seu trabalho. Logo ponderou por alguns instantes, mas, por fim, não conseguiu uma resposta muito clara de si mesmo, o que o levou à outra pergunta... Quando e como sua secretária se tornou insubstituível?

Sentado em sua mesa, olhou a pilha de papéis previamente digitados, impressos, selecionados, catalogados, registados, e que agora vinham para suas mãos unicamente para verificação e, após a provável aprovação, assinados e levados à uma reunião qualquer previamente marcada e confirmada. Se não houvesse uma Kurosaki ao seu lado, tudo o processo se daria por conta do próprio grisalho, pois de certo não passaria documentos tão importantes para qualquer um que estivesse sentado na cadeira após sua porta. Sua imersão em pensamentos foi interrompida com o soar de um bip baixo, Karin o chamava sobre a ligação de confirmação da reunião do dia, a qual logo confirmou. Todavia, o grisalho decidiu ignorar tais pensamentos sobre sua dúvida anterior, pois quem decidiria se ela continuaria ou não era a própria, assim não valia levantar hipóteses sobre um futuro tão incerto.

Estava na hora de apenas começar trabalhar.

Os dias seguintes logo se passaram e o eficiente diretor apenas deixou para o esquecimento as perguntas que antes se fazia. Sua mente, agora, se preocupava com algo maior: o dia da chegada de Kyoko finalmente havia chegado. E, por conta disso, Hitsugaya não conseguia deixar de se sentir tenso, embora evitasse ao máximo demonstrar tal sentimento, afinal, a garotinha ainda era sua filha.

Contudo, o caso é que desde o divórcio os encontros com a criança se tornaram cada vez mais escassos, até chegar ao ponto de ficarem mais de um ano sem contato, e agora, de uma hora para outra a menininha estaria morando o grisalho. Um bip soou, sendo reconhecido rapidamente pelo diretor aflito como um chamado da secretária.

- Fale, Kurosaki. - Ordenou.

- Senhor, Nishida-san informou já estar próximo da empresa com sua filha. - Disse a morena ao telefone.

- Entendo. Algo mais?

A funcionária ficou muda por alguns instantes antes de responder.

- Diretor, lhe incomodaria se eu entrasse agora?

O grisalho ficou confuso com a pergunta repentina, mas, mesmo assim, respondeu.

- Não.

- Então, estou desligando.

Após tais palavras, a ligação foi encerrada e, instantes depois, a morena já dava suas discretas batidas na porta e adentrava à sala.

- O que foi? - Perguntou o diretor confuso.

Karin parecia claramente o analisar e ele sabia que ela o estava fazendo.

- Desculpe me intrometer, mas está tudo bem, Hitsugaya? - A pergunta, obviamente sem o uso de honoríficos, deixava mais do que claro seu sentido. A secretária agora usava o direito de se expressar exatamente como o diretor havia lhe ordenado tempos atrás.

Contudo, a pergunta lhe pegou um pouco desprevenido. Ao ouvi-la, os olhos do grisalho se arregalaram levemente em surpresa, estando confuso se aquilo era simplesmente a habilidade sobrenatural da mulher em sempre saber o que se passa com ele ou se, desta vez, ele estava realmente emanando nervosismo.

- Perceber o meu desconforto está tão fácil assim quanto parece ou é porque é você quem está me analisando? - Perguntou Hitsugaya, sincero.

- Não vou dizer que está fácil para qualquer um, mas para quem passa muito tempo com você fica mais nítido. Me pediu o mesmo documento três vezes hoje, além de demorar mais do que normalmente demora para finalizá-los. Não sei se posso ajudar em muita coisa, mas se tiver algo que eu possa fazer... - Ofereceu a morena.

Karin estava parada frente à mesa, encarando-o enquanto esperava uma resposta. Hitsugaya, entretanto, parecia em uma pequena guerra interna, que logo pareceu perder, ou, ao menos, foi o que ela constatou ao vê-lo bufar e bagunçar de leve os fios grisalhos antes de responder.

- Não vejo minha filha há muito tempo, nem faço ideia do que falar com ela. Atualmente somos como estranhos... Estou nervoso e com medo dela me rejeitar como pai. - Bufou cansado. Normalmente, sendo fechado para o mundo como costumava ser, o diretor, obviamente, apenas guardaria suas preocupações para si. Contudo, esse não seria o caso. A garota que chegava não poderia ser ignorada. Era sua filha e ele precisava de ajuda.  - Tem alguma sugestão para um pai irresponsável falar com a própria filha, Kurosaki?

A mulher o encarou por alguns segundos como se estivesse montando algum tipo de plano para salvar o mundo, ou, pelo menos, foi assim que o grisalho interpretou a incógnita e concentrada expressão da funcionária. Finalmente, Karin voltou sua atenção novamente para ele.

- Tenho algo em mente... Se quiser tentar. - Sugeriu. - No entanto, acho exagerado se autoproclamar um "pai irresponsável". - Comentou ela se virando de costa e se encaminhando até o aparador à esquerda da porta de entrada, onde abriu a garrafa de whisky e preparou uma pequena dose.

Hitsugaya permanecia um tanto perplexo. Sua secretária  quase o fazia acreditar realmente ser algum tipo de ser sobrenatural. Não acreditava que aquela mulher pudesse ter respostas para tudo que ele precisasse, era algo impensável. Mesmo sendo competente, ela deveria ter algum limite. Contudo, ao vê-la voltar à sua frente, reparou no copo em sua mão e a encarou confuso.

- Vai beber? - Perguntou.

- Eu não, você. - Depositou o copo à frente do diretor. - Tome apenas esta dose, vai ajudar a relaxar. Kyoko-chan já deve estar chegando e, se não se importar, vou buscá-la no estacionamento. Neste meio tempo, relaxe um pouco e se concentre em alterar seu tom de voz para algo mais "calmo", garotas tem tendência à estranhar mais a presença de seres do sexo oposto. - Karin esticou o indicador e o pressionou entre as sobrancelhas grisalhas. - Essa ruga vai assustá-la também. Relaxe sua expressão, não está indo para uma guerra, vai encontrar com uma criança de seis anos que acha que qualquer um maior do que ela é assustador. - Retirou o indicador da testa e virou-se para a porta, enquanto olhava seu relógio. - Se não tem ideia do que vai falar, tenha, ao menos, ideia do que não deve falar. Não fale sobre a mãe dela, vai fazê-la sentir saudade, e não fale sobre trabalho, a não ser que ela pergunte, e, se perguntar, explique da forma mais educativa e simples possível. Licitações, empreendimentos e contratos são termos complicados demais para uma criança da idade dela. Pergunte o que você não sabe sobre ela, como o que ela gosta, se está com fome ou se quer comer algo especial. Ah, e já que se trata de uma menina, trate-a como a princesinha que ela é. Vai ser mais fácil se tornar um príncipe para ela assim. - Concluiu ela abrindo a porta para ir buscar a garotinha.

Embora seu tema fosse complexo, o homem estava realmente agradecido por receber ajuda. Todas as sugestões da funcionária realmente lhe pareceram lógicas e úteis. No mínimo, agora, sabia como começar sua relação com sua filha.

- Kurosaki, - chamou o diretor. Karin o olhou com atenção. - Hm... Bem... Obrigado. - Agradeceu o homem um tanto constrangido, mas era realidade que sua preocupação havia diminuído.

A feição de Karin se tornou ligeiramente surpresa, mas logo deixou relaxar num sorriso discreto que não deixou transparecer por mais que alguns meros segundos antes de se virar para saída novamente.

- Boa sorte, "Otou-san". - Disse a garota desaparecendo ao passar pela porta.

Hitsugaya permaneceu estático por alguns poucos instantes. Realmente viu a garota sorrir ou seria mera impressão? Talvez seria o efeito da bebida?, Perguntava-se.

A jovem secretária dificilmente costumava mostrar muitas emoções, sua voz mantinha-se sempre num tom controlado e sem muito interesse, como se tudo à sua volta lhe fosse naturalmente ignorável. Apenas fazia o que precisava fazer, apenas olhava o que precisava olhar, apenas falava o que precisava falar.

Todavia, agora, quando Hitsugaya mais precisava, a garota apenas aparecera à sua frente, lhe dera um pouco de bebida, alguns conselhos em um tom um pouco mais pessoal do que normalmente e um ligeiro sorriso - ou, pelo menos, ele pensou ter visto um.

E, estranhamente, realmente se sentia mais calmo.

Se Hitsugaya realmente não fosse um homem lógico e acreditasse no sobrenatural, talvez esse fosse o momento em que ele comprovasse que a garota realmente possuía algum tipo de magia e, que esta, certamente funcionava em si. Contudo, sua crendice talvez não durasse muito tempo, pois era fato, a verdadeira personalidade de sua secretária não demoraria a ser revelada.

O disfarce de Karin logo chegaria ao seu limite.


Notas Finais


Espero que tenhan gostado! =D

Até o próximo capítulo! o/

Kissus s2


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