História História 13 - PASSADO - Capítulo 50


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Aizen Sousuke, Byakuya Kuchiki, Gin Ichimaru, Hinamori Momo, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Izuru Kira, Karin Kurosaki, Nanao Ise, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Shihouin Yoruichi, Toushirou Hitsugaya, Ukitake, Urahara Kisuke, Yuzu Kurosaki
Tags Akira, Bleach, Historia 13, Hitsugaya, Hitsugaya Toushirou, Hitsukarin, Karin, Kurosaki, Kurosaki Karin, Passado, Secretária, Toshiro, Toushiro, Toushirou, Tsuruga, Tsuruga Akira
Visualizações 121
Palavras 1.716
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Josei, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, Minna-san! o/

Meu tempo ainda está um pouco apertado e meus dentes estão me matando. Então, estou postando o capítulo novo, mas ainda vou responder os comentários anteriores. Ok?

Espero que gostem! =D

Enjoy, Minna-san! o/

Capítulo 50 - Capítulo 50 - MÃE


Apesar do claro cumprimentar da jovem se direcionar ao recém-chegado homem, este, por sua vez, pareceu não escutar, ou, pelo menos, não deu qualquer sinal de tê-lo ouvido, permanecendo perplexamente calado. Karin, todavia, preferia não deixar que tudo se alongasse demais. Se teria que resolver aquilo, resolveria de uma única vez. E, assim sendo, passou a mão sobre as cabeças dos adolescentes mais uma vez e lhes olhou por um breve instante como quem pedia um espaço momentâneo.

 

Dando um passo à frente, por fim, suspirou cansada e levou uma das mãos à própria cintura.

 

- Hm, parece que sua idade finalmente está afetando seu cérebro, “Os-san”. - Comentou ela, em deboche. - E ainda está fedendo a cigarro, como sempre. Pensei ter avisado para parar de fumar perto das crianças. - Repreendeu ela.

 

Os olhos do mais velho, enfim, começaram a piscar, indicando, ao menos, que o sujeito continuava vivo. A boca do mesmo, demorou um pouco ainda, mas, finalmente, pareceu se mexer, embora fora interrompida por uma voz deveras mais jovem.

 

- Karin? - Chamou Kaien. - Conhece essas pessoas? - Questionou o menino claramente confuso.

 

A secretária, então, se lembrou das presenças que ainda estavam consigo e, para quem, muito provavelmente, teria uma longa e difícil explicação a dar mais tarde.

 

Após um breve instante de meditação sobre “como explicar tudo aquilo de forma resumida e sem entrar em detalhes”, a morena enfim respondeu:

 

- Hm, sim. Quando eu era adolescente eu cuidava dos filhos dele. - referiu-se a Hiei. - Na época, ele tinha apenas uma oficina de motos do outro lado da cidade. - Lembrou ela. - Como faz muito tempo que não nos vemos, tenho que conversar uns assuntos que ficaram pendentes. Aoi, Akane-chan, poderiam ficar um pouco com os meus amigos enquanto converso com o pai de vocês?

 

O rapaz, sendo o mais velho, enxugava as lágrimas tentando manter a pose.

 

- Posso levá-los para o espaço da pista nos fundos. - Disse ele, ainda que não soubesse exatamente como deveria se expressar.

 

A mais nova, entretanto, pareceu estar um pouco mais relutante - ou, pelo menos, foi o que deu a entender quando ela novamente voltou a agarrar-se a mais velha.

 

- Não quero ir. Você vai desaparecer de novo. - Explicou ela. - Não quero.

 

Karin, pacientemente, abraçou a garota.

 

- Não vou desaparecer de novo, só preciso de alguns momentos para conversar com o velho. Além disso, meus amigos estarão com você, como eu poderia simplesmente desaparecer sem deixar rastros assim? - Indagou ela, em um ligeiro tom engraçado. - Desculpe te fazer esperar todo esse tempo. Me dê só mais alguns minutos e logo vou estar ao seu lado novamente. Ok?

 

Akane, que ainda estava um pouco relutante, finalmente cedeu ao chamado do irmão, afastando-se da morena e seguindo para a porta além da catraca, juntamente com os dois menores. A secretária, então, virou-se para o verdadeiro problema: Hitsugaya.

 

- Se importa de ficar um pouco com eles? - Questionou ela, embora mais como um pedido do que como uma pergunta. - Tenho umas pendências com esse cara. Depois explico.

 

Os olhos do grisalho desviaram-se brevemente para o sujeito em questão, não gostando do pressentimento que este havia lhe passado.

 

- Realmente pretende explicar? - Inquiriu o rapaz, um tanto sério.

 

- Por mais que eu não quisesse, não acho realmente que conseguiria escapar. Estou enganada? - Retorquiu ela, já conformada.

 

Ainda que relutante, o diretor, por fim, também deixou o ambiente. Karin, portanto, novamente estava prestes a enfrentar uma pequena e importante parte de seu passado.

 

***

 

Embora o fato da construção atual nitidamente ser um velho e enorme galpão, a reforma ocorrida na fachada e no interior da loja certamente permitia a qualquer um esquecer a verdadeira essência do local. Contudo, esta novamente poderia ser relembrada ao passar pela misteriosa porta além da catraca...

 

Estendendo-se por inúmeros bons metros, os fundos da loja se apresentava em um genuíno e espaçoso circuito criado em concreto, madeira e metal. Pistas de Skate erguiam-se e afundavam ao chão em curvas sinuosas, permitindo ainda, próximas às paredes que faziam divisa com o exterior, a montagem de uma singela, porém extensa, arquibancada. E era justamente em um dos poucos degraus dessa mesma arquibancada que o pequeno grupo reuniu-se para esperar o retorno da misteriosa secretária.

 

Aoi permanecia sentado, pensativo e a observar a irmã mais nova que, por sua vez, continuava a chorar. Hitsugaya, de igual forma, permanecia pensativo e, intimamente, irritado.

 

Outro homem, pensava ele.

 

Por algum motivo, todas as vezes que o passado de Karin retornava das cinzas, sempre deveria haver algum homem envolvido. Abarai, Ichigo, Nishida, Himuro e, por fim, o suposto Hiei. Este último, entretanto, era o que mais incomodava. Talvez fosse pelo fato dela ter declarado passar algum tempo na casa deste, talvez fosse o fato de simplesmente não ver qualquer conexão parentesca entre eles ou, talvez ainda, fosse simplesmente pelo fato da mente do grisalho conseguir realizar sim uma conexão entre os dois, mas nenhuma que realmente o agradasse.

 

Hiei era mais velho que ele, bem mais velho, além de ter feito parte da adolescência da secretária, época na qual ela já declarara ter…

 

A conclusão de seus pensamentos fora interrompida pelo leve puxar de sua camisa e, talvez, fosse o melhor para o momento.

 

- Papai? - Chamou a garotinha com um feição um tanto aflita.

 

O diretor, enfim, respirou profundamente, recompondo-se.

 

- O que foi, Kyoko? - Respondeu ele, voltando sua atenção à filha.

 

- A Onee-san vai demorar muito? - Questionou ela.

 

- Não. Não vai. - Respondeu ele, embora aquilo fosse mais um desejo do que uma resposta.

 

Por um instante, a garotinha baixou seu olhar, observou todo o ambiente e novamente voltou-se para o pai.

 

- Quem era aquele homem, papai? - Indagou ela.

 

Aquela, definitivamente, era a única pergunta que ele não queria responder nem para ela, nem para ele mesmo. Talvez, por realmente não saber, ou, quem sabe ainda, justamente por temer saber quem ele era.

 

- Não tenho certeza. - Respondeu ele, somente.

 

Kaien, que permanecia inquieto, decidiu juntar-se a conversa.

 

- E o dono daqui, Kyoko-chan. A Karin-nee-san disse ser um conhecido dela de antes. - Lembrou ele.

 

- Isso quer dizer que ele é legal? - Questionou ela para o amigo.

 

O garoto pareceu pensar por um instante.

 

- Acho que sim. - Respondeu ele. - Não falei com ele ainda, mas os filhos dele são. Eles deixaram a gente usar a pista daqui mesmo ainda não estando aberta. - Argumentou ele.

 

Hitsugaya, então, voltou-se para o mais novo.

 

- Era aqui que pretendia trazer ela? - Perguntou, referindo-se aquela parte da loja em específico.

 

O garoto, inocente, abriu um enorme sorriso.

 

- Karin gosta de skates. Ouvi dizer que ela era uma das melhores. - Afirmou o menino.

 

- Ela não era uma das, ela era a melhor. - Corrigiu a adolescente, tentando se recompor. - Anos atrás, a Onee-san era conhecida por todos, até mesmo nas cidades vizinhas. Era a rainha da noite. Nunca perdeu uma disputa. - Contou ela, com certa admiração na voz ainda um pouco rouca.

 

- Aquele skate na parede era dela. Tem muita gente que ainda vêm só para ver ele. A Nee-san se tornou uma lenda, mas todos acham que ela morreu anos atrás. - Contou o rapaz. - Vai ser um choque quando todos souberem que ela está viva.

 

- Ao menos, por ora, não vão saber. - Declarou Hitsugaya.

 

Os dois adolescentes, então, olharam confusos e surpresos após a súbita declaração do mais velho.

 

- Por que não? - Questionou Akane.

 

- Pergunte para ela depois, mas não contem à ninguém antes disso. Se ela não apareceu aqui antes, é porque ela tinha motivos para não aparecer. - Lembrou ele.

 

O rapaz, no entanto, pareceu não gostar muito da situação imposta.

 

- E quem é você? - Questionou Aoi.

 

Por um breve instante, Hitsugaya permaneceu calado. Como, exatamente, ele poderia se rotular? A pergunta, no geral, era simples. A resposta, entretanto, nem tanto.

 

- Um amigo de infância. - Respondeu ele, por fim. As crianças ainda estavam com ele, uma palavra errada e seria problemático conter a curiosidade e também a língua dos pequenos quando encontrassem os outros adultos da empresa, em especial, Kyouraku e Juushirou.

 

Aoi encarou o grisalho mais um pouco.

 

- Não parece ser da cidade. - Comentou ele ainda.

 

- E não sou mesmo. - Confirmou ele. - Apenas morei um tempo aqui com minha tutora.

 

Foi a vez da garota se interessar.

 

- Tutora? - Questionou ela. - Era uma criança rica? Não imagino a Nee-san com um filhinho de papai.

 

Hitsugaya, obviamente, não comentou, mas sentiu certa ironia na conclusão precipitada da mais nova, visto que, em realidade, Karin era a criança rica e de linhagem nobre.

 

- Não, apenas um órfão. - Corrigiu ele sobre a parte que lhe dizia respeito.

 

Akane, então, fez careta como que se repreendia por ter cometido algum erro grave.

 

- Foi mal. Não foi a intenção. - Declarou ela.

 

Hitsugaya, todavia, apenas deu de ombros, não se importando realmente com a pequena confusão. Silencioso, afagou a cabeça da filha a olhar impaciente para a porta.

 

- Ela não era apenas a babá de vocês, era? - Questionou ele, apenas por perguntar. A resposta, é claro, não era realmente nenhum mistério.

 

Com um sorriso nostálgico e um olhar longínquo, a jovem negou lentamente com a cabeça.

 

- Nós também éramos órfãos. Nossa mãe biológica morreu há muito tempo, nem mesmo conseguimos nos lembrar dela. - Contou a garota. - Karin-nee-san é o mais próximo que tivemos de uma mãe. - Sorriu, mas logo as lágrimas retornaram à feição feminina, juntamente com uma expressão extremamente aliviada.

 

- Você não cansa de chorar, Akane? - Questionou o irmão, embora a pergunta não parecesse nenhum tipo de repreensão real.

 

A garota fungou enquanto tentava conter as lágrimas.

 

- Mas… Mas ela está viva… Ela... realmente está viva. - Tentava ela se justificar ao mesmo tempo que tentava conter o choro. - Eu não matei a Onee-san…

 

E, logo após dizer isso, a garota, novamente, desabou a chorar enquanto o jovem diretor, por sua vez, viu-se intrigado com a estranha declaração da mais nova.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado! =D

Até o próximo! o/

Kissus da Tsu-chan/Aki-san s2


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