História História 14 - INCÊNDIO - Capítulo 17


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Categorias Bleach
Personagens Gin Ichimaru, Hinamori Momo, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Karin Kurosaki, Masaki Kurosaki, Personagens Originais, Rangiku Matsumoto, Toushirou Hitsugaya, Yuzu Kurosaki
Tags Akira, Akira-chan, Historia 14, Hitsugaya, Hitsugaya Toushirou, Hitsukarin, Incêndio, Karin, Kurosaki, Kurosaki Karin, N° 14, Toushiro, Toushirou, Tsuruga, Tsuruga Akira
Exibições 85
Palavras 2.199
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Josei, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, Minna-san! o/

Vou deixar as considerações para o final, então, apenas espero que gostem! =D

Enjoy, Minna-san! o/

Capítulo 17 - Capítulo 17 - PRISÃO


Hitsugaya não era um louco e também não era um criminoso, apenas um homem que há pouco descobrira que havia se apaixonado pela irmã caçula de um colega de trabalho. Pela antiga amiga de futebol.

Agora, livre de sua privação lógica, acabara por liberar todo seu desejo em um beijo profundo e ardente que nunca pensou um dia tentar, em especial, com a garota que antes jogava futebol consigo. Além disso, ainda havia todo o imenso prazer que agora sentia ao perceber que seu desejo estava se realizando. E, de olhos fechados, um mundo de sensações lhe saciavam ao mesmo tempo que lhe instigavam a continuar.

Hitsugaya podia sentir a maciez dos lábios quentes e molhados se moverem encaixados ao seus. Em seu rosto, conseguia sentir o calor da respiração quente e entrecortada da garota, que embora surpresa, pareceu aceitar bem sua ação. Seu olfato, agora, inebriava-se com o doce perfume proveniente da pele da morena - perfume este, que desde que chegara em sua própria casa, sentia impregnado em seus lençóis e travesseiros e lhe atormentara durante toda sua tarde. O tormento, obviamente, era causado por nada mais que pelo vazio que lhe criava não estar perto da dona do perfume - que antes lhe fazia questão de lembrá-lo de sua existência, mas que agora, finalmente, indicava a ter perto de si. E, por fim, seus braços apertavam contra si o delgado corpo feminino, aproximando-o dele mesmo enquanto os dedos de uma das mãos embrenhava-se em meio aos macios e negros fios de cabelo da jovem, levando o homem a se afundar em seu próprio desejo.

Satisfação e desejo alternavam-se simultaneamente.

O ar começara a faltar e o momento de afastar-se chegara. Agora, a única sensação que afligia ao capitão era a frustração de ter que parar seu beijo.

Conformado, embora ainda contrariado, aceitou seu destino, finalmente afastando sua face da face da morena. Contudo, foi tudo o que se permitira fazer até o momento. Possuindo ainda a liberdade total de Karin retida na prisão formada por seu próprio corpo. Uma distância maior lhe era impensavel no momento. Seu corpo ainda se recusava a liberar aquele que desejava. Hitsugaya, agora, só se afastaria por completo se a garota assim o pedisse.

Os últimos dias foram longos e cansativos, em especial, aquele que vivia no momento. No entanto, nos instantes em que se encontrava, havia finalmente conseguido obter algo valioso e não se desfaria disso se não fosse da vontade da garota também.

Silencioso, o capitão fora o primeiro a abrir os olhos, adquirindo assim, também, a possibilidade de ver a reação que a policial teria ao novamente lhe encarar. Entretanto, a garota soltou um riso parecendo achar graça de algo antes mesmo de abrir seus olhos e, ao fazê-lo, mostrou ao rapaz os olhos com a cor mais negra e profunda que podia existir no mundo e que possuíam um brilho tão intenso quanto sua cor.

- Não achei que fosse do tipo que usava esse tipo de tática para terminar uma discussão. - Comentou a jovem, meio sem reação.

O capitão pareceu ignorar o comentário.

- Não use outro homem como desculpa para morrer. - Pediu ele encarando a garota surpresa. - Não me faça perder a paciência novamente.

Karin, ainda estática, processava as palavras egoístas do grisalho, bem como toda a possessividade que transmitia ao continuar a mantê-la presa a si. Os olhos percorreram o corpo masculino analisando a “jaula” criada pelo rapaz. Não havia aberturas e seu olhar dizia-lhe estar falando sério.

- Por que está fazendo isso, Toushirou? Por que está tão nervoso? - Questionou ela.

Hitsugaya trincou maxilar. Não gostava de ter que responder àquele tipo de pergunta em voz alta.

- Já disse que perdi a paciência. - Rosnou ele a desviar o olhar.

- Também perdi a minha, mas foi porque insultou um amigo meu. E você? O que te fez perder a sua? - Inquiriu Karin a analisar o grisalho. Ele, claramente, parecia ter resistência em lhe responder, mas ainda assim não se afastava.

O comportamento inesperado do capitão intrigou a jovem policial.

- Toushirou, responda! - Ordenou ela. - Por que está nervoso? Por que me prendeu? - Questionou ela.

O grisalho rangeu os dentes. Sua raiva lhe levara a não controlar sua ações e, agora, precisava se explicar.

Uma situação um tanto desconfortável para si.

Por fim, deu um último suspiro em derrota e os olhos verde-mar novamente encararam a morena.

- Me estressa se preocupar tanto com seu parceiro. Não gosto da ideia de que vá tão longe por outro homem. - Admitiu. - Algum problema? - Questionou irritado.

Karin deixou sua cabeça tombar levemente em choque com a resposta tão sincera e, ao mesmo tempo, arrogante do rapaz.

- … - Uma breve pausa se fez antes da morena responder. Precisava recalcular sua conclusão. - Ciúmes… ? - Sugeriu ela em tom baixo.

O rosto masculino adquirira um leve tom avermelhado, bem como também, uma feição um pouco contrariada. Entretanto, ele não desmentiu.

A garota sorriu. A situação inevitavelmente lhe parecia engraçada demais.

Hitsugaya era um antigo amigo de futebol. Um garoto mais velho e por quem sempre se interessou, embora nunca tivesse tido qualquer esperança real. No entanto, depois de salvar sua vida duas vezes e quase morrer nas mesmas tentativas, lhe dizia ter ciúmes de si, ou seja, possuía algum interesse nela.

- Em menos de 24 horas, você quase morreu duas vezes me salvando e, vendo por esse lado, não seria algo normal... Está parecendo que está com ciúmes, mas acho pouco provável. É isso mesmo? Se não desmentir, eu posso acabar acreditando. - Declarou ela, achando graça da situação.

O grisalho lhe encarou diretamente. Ao contrário dela, não parecia achar graça. Na verdade, se via bem sério.

- É justamente por ter quase morrido duas vezes em tão pouco tempo que posso afirmar o que quero. - Declarou ele de modo direto. - Quero protegê-la. Quero ter certeza de que está viva e bem; e não quero que qualquer outro homem se aproxime de você novamente. - Admitiu ele sem qualquer hesitação.

Os lábios da morena se abriram em uma exclamação muda. Karin precisou de uma pequena pausa antes de tentar responder.

- Espera… Está falando sério? - Perguntou um tanto incrédula.

O questionamento irritou um pouco o capitão. A situação lhe era constrangedora e ele não costumava ter qualquer tipo de humor idiota. O fato, na realidade, era que Karin já estivera comprometida antes, contudo, nenhum relacionamento deu certo e todos pelo mesmo motivo: não conseguiam aceitar o fardo de um futuro incerto.

- Acha mesmo que brincaria com esse tipo de coisa, Kurosaki? - Questionou ele de volta. - Disse que pretendia voltar para a cidade. Ótimo. Quero que volte e viva comigo.

A garota quase se engasgou com o ar. As condições estavam vindo rápido demais.

- Toushirou, espera! Eu disse antes que tentaria vir para cá e tudo mais, mas viver junt… - O questionamento de Karin foi prontamente interrompido.

Hitsugaya já havia deixado de ouvir os argumentos da garota e novamente a tomara para si em um beijo lento e prazeroso. O rapaz não parecia querer gastar seu tempo com qualquer questionamento. E, novamente, afastara-se minimamente apenas para que pudesse dar um pequeno recado.

- Não quero desculpas e empecilhos. Se quiser ficar comigo, apenas aceite meu pedido. Não vou deixar que vá embora sem me dar uma resposta clara sobre o que quer. - Declarou o grisalho.

Os repentinos pedidos do capitão já começavam a deixar a jovem policial sem reação. Nunca vira ou pensara que o rapaz pudesse ser tão incisivo ou impulsivo a ponto de lhe pedir para morar consigo após, apenas, um dia de reencontro depois de anos sem se verem. Entretanto, não podia fingir que tudo aquilo não lhe agradava.

Para um ser normal, a vida podia ser consideravelmente longa. Porém, para Karin ou mesmo Hitsugaya, a vida podia ser taxada como algo curto e passageiro.

Sempre que se levantava da cama para trabalhar, a jovem não tinha certeza se mais uma vez voltaria para casa após o seu turno. Cada momento deveria ser vivido ao máximo que podia, pois este poderia ser seu último dia. Um último jogo, um último filme, um último almoço ou jantar. Um último “oi” ou um último “tchau”. Tudo era incerto para si e, embora para todos devesse ser assim, ela, por ser uma policial e estar sempre envolvida com o perigo, possuía mais possibilidades de morrer em serviço.

Precisava viver tudo com intensidade.

A morena possuía essa necessidade e, Hitsugaya, assim como ela, arriscava sua vida todos os dias sem saber se voltaria.

Embora o pedido fosse repentino, ela entendia seus motivos.

A garota voltou a encarar o rapaz, embora, agora, com um discreto sorriso satisfeito.

- Toushirou, pensei que eu fosse a impulsiva… - Comentou ela.

O grisalho suspirou já esperando algum comentário do tipo.

- Não é bem um impulso, mas veja como quiser. Devo entender isso como se tivesse aceitado minha proposta? - Questionou ele.

A morena lhe sorriu e, por sua própria vontade, novamente iniciou um beijo.

Com o tocar de seus lábios aos de Hitsugaya, Karin sentiu um arrepio prazeroso passar por seu corpo, enquanto sentia o abraço do rapaz se apertar ainda mais tentando trazê-la mais para si. A morena, então, logo levou seus braços à circundar o pescoço do capitão e deixou que suas mãos se  embrenhassem em meio aos curtos e macios fios grisalhos, sentindo a maciez dos fios e o contrair do corpo masculino ao ser correspondido.

O desejo de anos atrás começava a ser saciado.

E, em meio aos suspiros do beijo, novamente alguém batia à porta e, percebendo isso, a garota novamente afastou seus lábios dos lábios do rapaz.

- Parece que tem visita. - Comentou ela a olhar de soslaio para a porta.

Hitsugaya, no entanto, não desviou o olhar. Continuava fixado em Karin.

- Não me interessa agora. - Respondeu.

A garota riu. A indiferença do antigo amigo ainda existia e de forma bem conveniente para ele.

- Alguém veio te visitar. Deveria ter mais consideração, sabia? - Argumentou ela. - Se não quer ir atender, posso fazer isso para você. - Karin ofereceu fazendo menção em soltar-se.

O rapaz, vendo a intenção da garota em lhe prestar o favor, decidiu deixar seu desejo mais claro. E, apertando seu abraço, novamente tomou-a em um beijo profundo e intenso, não lhe dando espaço para respostas ou reclamações. Quieto e satisfeito após sua repentina ação, observou a expressão surpresa e um tanto atordoada no rosto da jovem junto à si.

- Se não entendeu, não quero nem tenho a intenção de atender ninguém agora. - Declarou ele.

Karin achou graça da declaração de Hitsugaya.

- Ok, já entendi, capitão. - Concordou ela com um sorriso satisfeito. - E o que pretende fazer agora, fingir que não está em casa depois de todos esses gritos?!

O grisalho pensou momentaneamente, mas no fim, não se importou muito.

- Não estou interessado em receber qualquer visita agora. Seja quem for, deixe-o pensar o que quiser. Não me importo. - Respondeu e, abaixando seu olhar em uma breve varredura pelo corpo feminino, pareceu ter se interessado em algo específico para fazer.

Uma de suas mãos se moveu lentamente até chegar à perna da morena. Devagar, seus dedos deslizaram para cima, seguindo para baixo do vestido negro. A morena, quieta e até um tanto surpresa pela repentina ousadia do rapaz, encarava-o curiosa.

A pele quente da jovem arrepiava-se e os músculos contraíam-se ao sentir os intrusos dedos gélidos deslizarem por sua extensão. Contudo, logo estes pararam em um ponto específico.

- O que está fazendo? - Questionou ela, calma e curiosa.

- Para começar, pretendo te desarmar. Não vai precisar disso enquanto estiver comigo. Nunca mais. - Declarou ele a encará-la enquanto habilidosamente abria a fivela que prendia o coldre e o retirar.

Karin encarou travessa o rapaz.

- O que é isso? Tentando garantir que não vou fugir de novo? - Sugeriu ela.

- Não acho que vai fugir, até porque não vai conseguir me nocautear uma segunda vez. Mas isso vai me atrapalhar agora se ficar ai. - Declarou ele.

No fim, o coldre se soltou e deixado em um canto qualquer, enquanto o grisalho novamente beijava a jovem. Entretanto, agora a duração do beijo seria bem mais longa e o capitão, enquanto desfrutava de seu momento de prazer, aproveitava-se também para direcionar a garota pela casa fazendo um caminho mental bem específico. O caminho para seu quarto.

Karin, obviamente, sabia perfeitamente o que o rapaz planejara, e não se pronunciou de forma negativa sobre o caso. Apenas se deixava levar pelo corpo masculino até já conhecida cama de casal na qual descansara sozinha durante a noite.

Sua vida era imprevisível demais e já ouvira aquilo que há tanto tempo esperara. O grisalho a queria consigo, se importava, a desejava, e ela, de igual forma, se portava para com ele.

Não havia mais porquê esperar por algo que também queria.

E o capitão, já tendo a devida permissão da garota, deitara-a em sua cama e, aos poucos, desfrutava do prazer de conhecer cada centímetro do corpo da morena e lhe arrancar suspiros durante o processo. E claro, com a garota não era diferente, conseguindo lhe arrancar os mesmos suspiros de uma noite intensa, e ironicamente tranquila, que começava apenas para os dois.

Em resumo, nem o capitão, nem a morena, se lembravam de ter ouvido qualquer som diferente do companheiro.

Mas neste dia, em realidade, o bater na porta fora inúmeras vezes ignorado. 


Notas Finais


Bem, é um pouco triste, mas esse foi o nosso ultimo capítulo da fic!

Eu estava pensando em postar apenas na semana que vem e talvez fazer algum extra, mas no momento está ruim para mim. Estou sem muita vontade esses dias. Um pouco desanimada e cansada, então quis adiantar o que já estava pronto no lugar de escrever as outras fics, pois não estava saindo nada de bom.

Mais adiante, se realmente rolar, teremos um ou mais extras, ok? Mas como não posso prometer nada, deixarei ela como termina.

Agradeço a todos que acompanharam e que também comentaram! O apoio de vocês foi super importante para mim!

Muitissímo obrigada! *-*

Nos vemos por aí! Até a próxima fic! o/

Kissus s2


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