História História 16 - REFLEXO - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~RonoroaZoro-kun

Postado
Categorias Bleach
Personagens Hinamori Momo, Isshin Kurosaki, Karin Kurosaki, Rangiku Matsumoto, Shunsui Kyouraku, Toushirou Hitsugaya
Tags Akira, Bleach, Cadeira, Hinamori, Hinamori Momo, História 16, Hitsugaya, Hitsugaya Toushiro, Hitsugaya Toushirou, Hitsukarin, Ichigo, Karin, Kurosaki, Kurosaki Karin, Kyouraku, Matsumoto, Momo, Reflexo, Toushiro, Toushirou, Tsuruga, Tsuruga Akira, Tsuruga Akira-chan
Exibições 156
Palavras 1.694
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Festa, Ficção Científica, Josei, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, Minna-san! =D

Como prometido, aí está o novo capítulo de #ESPELHO!

Espero que gostem! =D

Enjoy, Minna-san! o/

Capítulo 16 - Capítulo 16 - INIMIGO


No banheiro de seu próprio quarto, o jovem capitão tomava seu banho como ele mesmo havia sugerido fazer. Embora, em realidade, não era apenas o cansaço que lhe obrigara a se retirar, o rapaz precisava de seu próprio tempo para respirar e pensar com calma.

Debaixo da água fria, o arranhão que Karin havia lhe causado ao se transformar ardia levemente lembrando-o continuamente de que ele ainda estava ali e que tudo que acontecera fora real.

A gélida água, naquele momento, pareceu mais acolhedora como nunca.

Mesmo com seu poder de gelo, em batalha com a morena, seu sangue ferveu e seu corpo esquentou. Agora, entretanto, a fria água levava consigo todo o incômodo calor e cansaço que seu corpo recebera de forma tão árdua.

Todavia, um misto de sentimentos e dúvidas ainda lhe torturavam.

A frustração da provável derrota causada por seu próprio desleixo. A satisfação de mais uma vez ter podido batalhar ao lado de sua confiável zampakutou, Hyourinmaru. O alívio de conseguir adiar novamente sua conversa com a amiga de infância, Hinamori. O interesse por descobrir do que se deram os anos que Karin e ele não se falavam e o porquê de seus poderes.

No geral, agradecia a presença de Karin no mundo espiritual. Hitsugaya, antes, estava a definhar lentamente. Seu orgulho como homem e capitão reduzindo a cada dia, além de sua impotência forçada criada à partir do momento que ninguém mais deixara que fizesse algo por si mesmo. Seu corpo enfraqueceu, assim como sua alma e sua vontade de continuar a viver. Em fato, o grisalho continuou a viver unicamente por conta do trabalho na 10° divisão que ainda deveria ser terminado, do contrário, era muito provável que este já tivesse abandonado este e todos os outros mundos. O grisalho não sentia mais vontade de viver.

Tornara-se inimigo de si mesmo.

Mas a chegada repentina da criança humana que conhecera lhe trouxe novamente para a superfície do mar em que este se afogava. Sem qualquer delicadeza ou cuidado, ela simplesmente o puxara subitamente quando já aceitava seu destino e ao trazê-lo para terra, o derrubara com pura força inúmeras vezes como punição por sua quase desistência.

Graças a isso, o capitão agora voltara a verdadeiramente viver, bem como com sua vontade de viver. Com isso também lhe veio algo mais. O grisalho sentia-se culpado por não ter retornado, nem mesmo quando sabia que a amiga e a irmã gêmea dela ficaram sozinhas no mundo humano. As duas eram adolescentes na época, quase crianças e, já órfãs de mãe, perderam seu pai e seu irmão mais velho de uma única vez.

Sua ingratidão agora torturava sua mente.

A culpa lhe consumia.

***

O silêncio do organizado escritório do capitão da 10° divisão se via periodicamente quebrado pelo suspirar pesado e resmungar baixo da curiosa e inquieta capitã.

Desde a sua passagem pelo corredores da Gotei 13 em direção à 10° divisão a curiosidade estava a corroer intensamente a mente da bonita ruiva que junto ao seu  comandante esperava pelo retornar de Hitsugaya.

Sentada em um dos confortáveis sofás laterais, a capitã pendia a cabeça para um lado à cada hipótese que passava por sua mente enquanto resmungava em tom quase inaudível a mesma pergunta.

A porta se abriu e logo o grisalho capitão - que no momento excepcionalmente se encontrava um pouco distraído - deu de cara com seu comandante à observar a ruiva capitã que claramente se via inquieta.

- O que estão fazendo aqui? - Perguntou o grisalho já imaginando a  resposta e, claro, o verdadeiro motivo.

- Ora, seja bem-vindo, Hitsugaya-taichou. - Cumprimentou o mais velho. - Trouxemos os dados, é claro.

O rapaz olhou cético para o superior.

- Se era unicamente para trazer a prancheta, bastava apenas deixá-la na minha mesa. Não me usem como desculpas para matar trabalho. - Repreendeu o jovem.

O homem logo fez seu habitual drama.

- Que coisa cruel de se dizer, Hitsugaya-taichou. - Reclamou o mais velho. - Estávamos apenas curiosos, digo, preocupados.

O grisalho suspirou cansado.

- Sei… É claro que estavam. - Respondeu sarcástico. - E então, o que Matsumoto está resmungando agora?

O comandante olhou de soslaio para a capitã ainda perdida em seus pensamentos. Levemente, lhe cutucou com o cotovelo.

- Hm?... - Resmungou a mulher enquanto ainda despertava de seus pensamentos. - Taichou!!! Não vi que já havia chegado! - Exclamou ela surpresa.

- Eu pude reparar. - Disse ele um pouco irritado. - E então, o que estava resmungando aí?

A mulher apoiou sua bochecha com a mão e pendeu a cabeça ficando novamente pensativa.

O rapaz estranhou o estado pensativo da antiga subordinada.

- Matsumoto, estou esperando. - Alertou o grisalho.

A ruiva suspirou pesado. O capitão já começava a perder a paciência.

- Hein, taichou… - Chamou a mulher por fim. - Acha que se a Karin estivesse apaixonada por alguém, ela lhe diria? - Questionou a capitã pensativa.

O jovem, por sua vez, demorou a processar a frase. Kyouraku, entretanto, interessou-se pelo assunto e parecia se divertir.

- Hã? - Questionou finalmente o capitão levemente irritado. - Do que está falando, Matsumoto?

A mulher permanecia pensativa enquanto respondia.

- Vocês são amigos… Ela sempre te ajuda… Eu gostaria de perguntar eu mesma, mas não sei se ela responderia. - Continuava a mulher. - Acha que ela te contaria, mesmo se o cara em questão não fosse você? Ela é sempre tão evasiva...

O comandante realmente se divertia com a amiga distraída e a rápida troca de  expressões abobalhadas e zangadas do amigo capitão.

O grisalho decidiu por apenas se virar para a estante de documentos ao reparar no olhar divertido do mais velho sobre si.

- Por que não para de pensar besteiras e vai trabalhar, Matsumoto? - Questionou o rapaz. - A vida pessoal dela não é problema nosso. - Respondeu.

A mulher pareceu se irritar com a resposta.

- Aí, taichou, como você é insensível! A Karin-chan não conversa com ninguém e passa o tempo todo dela aqui com você. Nunca pensou que talvez ela precise conversar com alguém? Ela é uma mulher adulta também! Tem problemas como todo mundo!  - Exclamou a capitã indignada.

O capitão logo iria lhe responder, embora da mesma maneira evasiva, mas as batidas na porta interromperam a discussão.

Os três capitães, imediatamente olharam para a porta.

- Hitsugaya-taichou, está aí? - Chamou uma voz anasalada atrás da porta. - Sou Kitamura Shougo, da 13° divisão. Peço permissão para entrar.

Hitsugaya estranhou a visita, mas se tratando da 13° divisão, provavelmente tinha assuntos com a capitã.

- Permissão concedida. Entre Kitamura. - Ordenou o grisalho.

O jovem de aparência franzina entrou na sala, porém antes de fechar a porta, conferiu mais uma vez o caminho atrás de si. Ao virar-se deu de cara com três capitães - incluindo o próprio comandante - lhe encarando curiosos.

- Kitamura-kun, algum problema? - Questionou a capitã.

- Matsumoto-taichou, estava a sua procura. Esqueceu-se de assinar um documento. - Contou o subordinado lhe entregando o papel.

- Parecia um tanto assustado, meu rapaz. Está acontecendo algo? - Questionou o comandante.

O rapaz, no entanto, pareceu assustado e ao mesmo tempo, confuso.

- Não sei bem… - Respondeu ele enquanto novamente pegava o papel com a capitã.

- Fale de uma vez, homem, o que você viu para te deixar branco feito cera? - Inquiriu a mulher.

- Bem… O Kuchiki-taichou… - Respondia ele.

Os três capitães penderam suas cabeças confusos e descrentes.

- Ele pode ser assustador as vezes, mas não acho que seja para tanto. - Comentou o comandante.

- Não, não é isso. - Corrigiu o rapaz. - Enquanto eu vinha para cá, ouvi alguns gritos de mulher, como se fosse algum tipo de discussão, mas quando entrei no corredor, o taichou já estava sozinho. Entretanto, no rosto dele, tinha a marca de uma mão. - Lembrou.

Os olhos do comandante se arregalaram tanto quanto os de Matsumoto.

- Não acredito! - Exclamou a mulher. - Ela bateu nele! - Anunciou.

Os olhos de Hitsugaya logo caíram sobre a antiga tenente.

- “Ela”? - Questionou o grisalho. - Sabe o que se passou com o Kuchiki, Matsumoto?

Um frio correu pela espinha dorsal da ruiva. O tom de voz do grisalho era bem explícito.

- Talvez… - Respondeu a capitã.

Matsumoto pensava desesperadamente em como fugir da pergunta.

Desta vez, a ruiva fora salva pela porta, que no lugar de ser batida, apenas se abriu de uma vez com o adentrar de uma jovem de cabelos negros e longos.

- Ora, Ojou-chan, seja bem-vinda! - Cumprimentou o comandante.

A garota, com o rosto molhado como que acabara de se afogar em uma pia, olhou com extremo mau humor para o homem, logo assustando também o visitante da divisão de Matsumoto.

- Está tudo bem, Karin-chan? - Perguntou a capitã.

A morena jogou sua bolsa sobre o outro sofá e respirou fundo penteando com os dedos  os pesados cabelos para trás.

- Parece que hoje esse mundo decidiu me irritar. - Disse ela. - Mas não foi nada. Já resolvi.

O capitão grisalho estreitou seu olhar ao se incomodar com algo que vira.

- Karin, - Chamou ele. A garota logo olhou. - Como conseguiu isso no seu pulso?

Os outros presentes na sala, de igual maneira, observaram a marca levemente arroxeada que surgia na pele alva da morena.

- Nada que valha ser relembrado. - Respondeu ela somente.

O amigo, no entanto, não se satisfez com a resposta.

Karin adquirira uma marca em seu pulso e Byakuya havia apanhado. Considerando que não havia muitas pessoas com coragem para bater em um capitão, em especial, um nobre e o repentino grito de Matsumoto ao saber da marca no rosto do capitão da 6° divisão, não era muito difícil concluir que todos os fatores possuíam uma ligação.

A pergunta que reinava agora era: Por que?

Por que Karin teria batido em Byakuya?

Por que a garota retornara com uma marca em seu pulso?

E por que os dois estavam juntos?

O capitão da 10° divisão não se satisfazia com tais perguntas sem resposta.

Algo lhe incomodava.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! =D

Até o próximo capítulo! o/

Kissus s2


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