História História 17 - MOTIVOS - Capítulo 1


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Categorias Bleach
Personagens Karin Kurosaki, Toushirou Hitsugaya
Tags Akira, Bleach, História, Historia 17, Hitsugaya, Hitsugaya Toushirou, Hitsukarin, Karin, Kurosaki, Kurosaki Karin, Motivo, Motivos, Toushiro, Toushirou, Tsuruga, Tsuruga Akira
Exibições 161
Palavras 1.079
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, Minna-san! =D

Me deu uma vontadezinha de escrever alguma coisa mais simples sobre HitsuKarin hoje, algo mais sutil.

Desta vez, temos uma one bem curtinha, em especial, porque fiquei trabalhando demais e não dormi. Rsrs'

Espero que gostem! =D

Enjoy, Minna-san! o/

Capítulo 1 - One-shot - MOTIVOS


A "vida" de um shinigami pode ser quase que considerada a perfeita eternidade. No geral, não queria dizer necessariamente que este deveria ser imortal, seja no sentido de tempo ou de vulnerabilidade. Shinigamis morrem, assim como tudo que existe tem seu tempo limite, o mesmo valia para as sobrenaturais criaturas.

Seja em batalhas ou pelo desgaste do próprio tempo - mesmo este excedendo até mesmo um milênio -, a existência dos conhecidos "deuses da morte" findava-se. E assim, após sua jornada póstuma de estudo, treino e dedicação para proteger o mundo espiritual e o delicado balanço existente entre este e os outros, o ciclo finalmente se concluía. E, novamente, a alma voltava a renascer no mundo físico, para então, novamente, morrer e mais uma vez iniciar sua vida espiritual.

O ciclo, desta forma, se repetia infinitamente.

No entanto, a alma, enquanto em seu período como shinigami, passa seu maior tempo em seu mundo definido - o mundo espiritual - raramente saindo deste. Salvo, é claro, quando necessário.

E isto, é claro, passa despercebido pela maioria das pessoas normais do mundo físico - que aliás, nem sequer tem conhecimento sobre a existência de qualquer dimensão que não fosse a sua própria.

Shinigamis, para estes, eram seres invisíveis. E, escondidos em sua discreta realidade, vagavam despercebidos entre os humanos enquanto trabalhavam pela proteção das almas que dali partiam para o próximo passo de seu ciclo de existência.

Contudo, não eram eles realmente invisíveis para todos. Um ínfimo grupo de pessoas podia senti-los por perto e, um ainda menor, vê-los. A anomalia neste sistema de co-existência se dava pelo fato de algumas raras almas acabarem por manifestar seu poder espiritual ainda em vida.

E ela era uma dessas pessoas.

Ela via o que ninguém mais podia ver.

Quieta e observadora, vislumbrava com precisa e discreta atenção tudo que acontecia ao seu redor. Pois seus olhos, sendo estes de um intenso e raro tom preto-breu, via tudo o que ninguém mais via.

Isolada de tudo, Karin possuía seu próprio mundo, tão secreto quanto a existência de tudo aquilo que apenas ela podia ver.

E, com extrema maestria após anos de prática, a jovem conseguia facilmente fingir não ver o que via e usar sua aguçada percepção para proteger aqueles que precisavam ser protegidos. Com sutileza - pelo menos, ao que diz respeito ao objetivo de suas ações -, ela facilmente desviava pessoas de caminhos perigosos e protegia outras sem que estas sequer notassem.

Entretanto, nem tudo era tão sacrificante ou problemático. Havia, é claro, benefícios em ver o que ninguém mais via.

Apenas ela era capaz de ver ele.

Isto é, quando ela quisesse - e sem qualquer tipo de equipamento -, bastava olhar para a direção em que sentia sua presença para ver a pessoa que tão ansiosa e inesperadamente passou a esperar.

E ela se divertia e satisfazia secretamente com este fato.

Mesmo estando ele ainda vestido como um shinigami - um capitão -, ela podia vislumbrar o penetrante e vívido olhar verde-mar à lhe observar - muitas vezes, este vindo de cima de um telhado qualquer na redondeza enquanto, provavelmente, estava de passagem em uma missão qualquer.

Karin deixava um quase imperceptível sorriso de canto - satisfeito - enfeitar seu rosto assim que avistava a elegante e imponente figura do capitão de cabelos brancos. O que também causava certa confusão a quem quer que estivesse consigo em seu caminho durante tão casual encontro de olhares, visto que era ela a única capaz de ver o intenso olhar a lhe observar silenciosamente. Era quase cômico como o rapaz mantinha sua pose de indiferença mesmo estando ciente de sua presença e estando tão satisfeito quanto ela em seu encontro casual.

Discreto, o capitão apenas assentia minimamente com a cabeça em uma saudação quase imperceptível aos olhos dos prováveis subordinados que lhe acompanhavam em sua missão - embora ao fim desta, quando os outros fossem embora, era fato, acabaria por permanecer no mundo, em um telhado específico da cidade, a espera de uma distinta jovem para enfim reunirssem adequadamente - assim como sempre faziam desde os tempos em que a mesma garota ainda era uma criança.

Contudo, mesmo com tão discreta saudação, a jovem lhe respondia abertamente com imenso sorriso sincero e que quase o desconcertava com certa facilidade.

Um shinigami, normalmente, não podia frequentar ou mesmo ficar  no mundo físico por muito tempo. Possuíam importantes deveres a serem cumpridos e algumas rigorosas regras a seguirem, em especial, os capitães.

Todavia, Hitsugaya, inesperadamente, conseguia facilmente seguir as regras, trabalhar e ainda assim manter visitas frequentes ao mundo humano. Não havia um só ser que pudesse reclamar de si, mas era fato também que não havia um só ser, da mais alta à mais baixa patente, que não tivesse curiosidade pelas assíduas visitas do respeitável capitão ao outro mundo. Em especial, por seu objetivo nestas.

E assim, da mesma forma que a existência do rapaz se via nula para o mundo - ao menos, até que este quisesse se mostrar fisicamente -, a pequena cidade ainda possuía outros pequenos fatos ocultos.

O primeiro deles era o fato da morena, quando mais nova, odiar os poderes aqui já mencionados, embora isso tenha curiosamente mudado tempos depois.

O segundo era que o jovem capitão de cabelos grisalhos, até algum tempo atrás, dificilmente tirava folgas ou saía do mundo espiritual. Salvo, é claro, em suas missões.

E por fim, como o terceiro e último fato, se via uma discreta e inesperada relação entre os dois primeiros fatos.

Ela acabou por gostar de ver o que apenas ela via, e ele, de igual forma, acabou por gostar de visitar e permanecer no mundo humano sempre que podia.

Ele, na realidade, era o motivo dela.

Ela, inesperadamente, também era o motivo dele.

E em um sorriso discreto, os dois seguiam seus caminhos individuais, satisfeitos com aquilo que só eles sabiam existir.

E, mais tarde, à sós, em um clima que dava forma a seu próprio mundo particular, a garota e o capitão se encontrariam novamente em mais um de seus secretos encontros.

O motivo, desta vez, era o mesmo: a necessidade  e a satisfação de ter um ao outro.

E assim, mais dois fatos mantinham-se ocultos para o restante do mundo.

Karin amava e pertencia ao capitão.

Hitsugaya, da mesma forma, amava e pertencia a morena.

Um segredo, até então, mantido com o motivo do mero capricho de dois jovens apaixonados que satisfaziam-se em criar seu secreto mundo particular.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! =D

E para aqueles que acompanham minhas outras fics HK, só posso dizer que nos veremos novamente muito em breve! \o/

Kissus s2


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