História História 20 - ESCOLHA - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Masaki Kurosaki, Rangiku Matsumoto, Shunsui Kyouraku, Toushirou Hitsugaya, Yuzu Kurosaki
Tags Acidente, Akira, Bleach, Carro, Escolha, História 20, Hitsugaya, Hitsugaya Toushirou, Karin, Kurosaki, Kurosaki Karin, Morte, Toshiro, Toushirou, Tsuruga, Tsuruga Akira
Exibições 74
Palavras 2.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, Minna-san! o/

Espero que gostem do capítulo de hoje! =D

Enjoy, Minna-san! o/

Capítulo 3 - Capítulo 3 - CAMINHO


Após a morte de Karin, mesmo prometendo para a garota que não iria procurá-la, não foi algo que Hitsugaya realmente pôde cumprir. O capitão precisava, ao menos, saber para onde a amiga fora mandada e ter a certeza de que ela estaria segura. Seu sorriso - lançado antes de sua partida - ainda se repetia em sua mente e por mais que tentasse manter a promessa, sua mente lhe perturbava com inúmeros pensamentos. Karin era uma criança, tinha poder espiritual e facilmente seria um alvo para os hollows, em especial, se por alguma má sorte ela realmente perdesse sua memória. E sempre que chegava a quase se convencer de que deveria seguir por completo a vontade da garota, a mente lhe torturava com inúmeras situações perigosas pelas quais a morena poderia passar se deixada sozinha.

E desta forma, vencido por sua própria consciência, o rapaz decidiu, por fim, encarar a ira de uma garota segura do que peso do arrependimento de não tê-la protegido. Assim, de tempos em tempos, o grisalho tirava folgas de seu trabalho como capitão para vasculhar cada distrito de Rukongai em busca de qualquer resquício que fosse da presença de Karin. Logicamente, tentando aumentar as chances de um possível salvamento em casos extremos, sua busca se iniciara do pior distrito para o melhor. E, embora não encontrasse nada em suas primeiras buscas, via o fato como algo positivo já que se não encontrara, era porque Karin havia caído em um lugar mais seguro que aquele.

Durante o tempo que precisava trabalhar, o fazia de modo impecável para que nada o atrapalhasse quando precisasse sair, além de sempre estar bem informados sobre todo e qualquer ataque que acontecesse naquele mundo. Nos breves momentos de descanso, repassava em sua mente cada centímetro que havia percorrido em suas buscas, apenas para ter certeza de que não havia esquecido em procurar em um só pedaço de terra do qual pertencia o distrito vasculhado.

E enfim, depois de algum tempo procurando, o rapaz finalmente encontrara o que tanto procurava. De cima de uma árvore, em um distrito perto do n°60, finalmente avistou a garota de cabelos e olhos negros a caminhar pela ruas em companhia de mais alguns garotos de idade aproximada. No mundo humano ou no mundo espiritual, seu senso de liderança permanecia o mesmo.

Nenhum dos garotos realmente parecia hostil consigo, apenas conversavam e lhe perguntavam coisas como se precisassem de sua opinião para algo. E, mesmo que nada mostrasse qualquer sinal de problemas ou hostilidade, o grisalho não pôde deixar de se sentir tentado em ir buscá-la para que retornasse para Seireitei consigo e, para que assim, permanecesse sob sua proteção. Entretanto, não o fez. Discutiu consigo mesmo em um sério conflito interno, praguejou e esmurrou irado - embora uma única vez - a árvore que lhe sedia o galho que estava sob seus pés, após derrotar-se em seu próprio conflito. Karin era uma amiga e tinha vontade própria. Ela não podia simplesmente ignorar seu pedido por conta de seu próprio ego.

E após seu breve momento de fúria, desapareceu imediatamente ao ser percebido pela garota, que embora não o tenha visto por uma reação atrasada, sabia que alguém lhe observava até o momento. Sem muitas opções, o capitão começou uma breve investigação sobre o distrito e o que constatou, de certo, não lhe permitiria dormir em paz.

Um distrito perigoso, seja pelos hollows ou pela violência. Não era um lugar em que poderia ficar em paz em seu escritório, enquanto a garota tentava sobreviver por lá. E assim, mais uma vez, o grisalho voltou para a mesma árvore em estava quando visualizou a amiga na rua. Contudo, algo estava diferente. Uma curta mensagem fora deixada: “promessa”. A palavra fora talhada logo ao lado da marca que o punho do jovem capitão havia deixado anteriormente, como um lembrete do que havia prometido e a mensagem de que ela se lembrava dele.

O grisalho, mais uma vez, fora derrotado. Assim, concordou que não deveria mais vigiá-la, mas isso só iria acontecer desde que ele pudesse vigiar a região. Não iria interferir em seus assuntos, mas, ao menos, manteria a área segura até que a morena pudesse se defender por si só como shinigami. E na reunião seguinte realizada entre capitães, Hitsugaya fizera questão de pedir que aquela região ficasse sob sua custódia. Não deu motivos concretos, mas sabia que Zaraki, o atual responsável não tinha qualquer interesse na função. Boatos se espalharam como o pedido sendo um capricho do jovem capitão, mas ele não chegou realmente a se importar. Era, realmente, um capricho seu.

Pouco tempo depois, o distrito já era tão seguro quanto um dos primeiros e, com o passar do tempo, um certa ansiedade começava a crescer dentro de si. Karin estava demorando para aparecer.

Sempre que novos alunos eram aceitos na academia shinigami, a Gotei 13 era informada, bem como o rendimento destes durante sua formação a fim de finalmente serem aceitos pela organização. Contudo, o nome da jovem nunca aparecia na lista de novos alunos e o grisalho se tornava cada vez mais impaciente.

Todavia, passado mais algum tempo, o boato de que os Shiba haviam adotado uma garota poderosa e sem modos chegou ao gabinete do capitão de gelo e, por algum motivo, o rapaz achara graça da descrição. Logo após, pouco tempo depois, a nova lista de alunos chegou e um nome um tanto suspeito apareceu. “Shiba Karin”.

Um pouco mais relaxado, agora apenas esperava a promessa se cumprir. Karin viria até si para lutar ao seu lado, onde, a partir deste momento, poderia ter certeza de que poderia protegê-la. Agora, anos passados desde a data da promessa, a garota, já adulta, sorria para si após lhe dizer de forma deliberada que lhe causaria problemas.

- Minha vida capitão nunca foi realmente tranquila. Matsumoto sempre fez questão de que isso nunca ocorresse. - Comentou ele, conformado.

- Acho que mesmo que indiretamente, isso também foi culpa minha. Foi obrigado a se tornar capitão mais cedo quando meu velho desapareceu no mundo humano. - Disse ela. - Isso me lembra de algo que sempre quis te perguntar: quantos anos você já tem?

O grisalho pensou por um tempo. Fazia certo tempo desde que parara de contar. Na verdade, nunca contou realmente.

- Creio que algo por volta dos 60 anos. - Opinou ele.

A jovem, no entanto, fez careta como se não gostasse do que ouvira.

- Então, sou muito mais nova. Tipo, a alma com menor tempo de existência por aqui? - Quis confirmar.

- Pode se dizer que sim. Por que? Algum problema com isso? - Perguntou o grisalho, curioso.

A morena cruzou os braços e desviou o olhar bufando.

- Nada. - Respondeu apenas, logo mudando de assunto. - E então, o que eu farei por aqui?

O rapaz pensou momentaneamente se deveria ou não voltar a sua pergunta anterior, maa decidiu por seguir em frente mesmo. O dia já estava acabando e seria mais produtivo explicar, pelo menos, o básico para sua nova assistente.

- Irá me assistenciar aqui no escritório, além de receber um treinamento prático de combate. Basicamente, irá me ajudar a manter todos os processos e relatórios atualizados durante a maior parte do tempo, recebendo seu treinamento mais ao final do dia. - Explicou ele.

A morena, novamente, fez careta.

- Em outras palavras, a maior parte do tempo será de trabalho burocrático. - Sugeriu ela com um tom um tanto cansado.

- Exatamente. - Confirmou ele, um tanto divertido pelo nítido sofrimento adiantado da amiga.

Karin sempre foi bastante ativa, logo era fácil de se concluir que uma atividade tão monótona como ler, redigir e carimbar papéis lhe era uma verdadeira tortura

A garota suspirou uma última vez.

- Certo… Fazer o quê?! - Disse conformada. - O que eu preciso saber?

Inesperadamente, a aceitação veio mais rápido do que o amigo esperava.

- De início, conhecer as instalações para caso eu precise que pegue ou entregue algo para mim. Além de conhecer onde irá morar a partir de agora. O trabalho burocrático vai variar de documento para documento. - Disse ele a desencostar-se da mesa e direcionar-se para a porta. - Me acompanhe e te mostrarei todas as instalações. Se tiver alguma dúvida, apenas pergunte.

- Certo, capitão. - Respondeu a garota achando graça da pequena excursão.

O grisalho, no entanto, se virou para encará-la.

- O que foi isso? - Questionou ele.

- Nada. Estava apenas concordando com seu plano. - Disse ela dando de ombros.

O capitão, entretanto, não acreditou muito. Hitsugaya não tinha total certeza, mas poderia jurar que a morena estivesse fazendo qualquer brincadeira consigo.

- Sei… - Disse ele. E enquanto caminhavam, o superior decidia seu primeiro destino. - Pelo que vi, já conhece o caminho para a primeira divisão, então pularemos ela. Entretanto, deve lembrar sempre que apesar do jeito desleixado daquele homem, ele ainda é o supremo comandante deste lugar.

- Já percebi isso. - Contou ela. - Além disso, ele é bem mais poderoso e esperto do que parece.

O rapaz apenas observou a garota ao seu lado. Ao que parecia, sua percepção estava tão boa quanto sempre fora.

- Por falar nele. Por que estava rindo tanto mais cedo? O que ele te disse? - Perguntou Hitsugaya.

A garota pareceu segurar o riso enquanto desviava o olhar.

- Nada demais. Apenas uma piada. - Disse ela ao tentar ignorar a imagem que novamente se formava em sua mente.

- Está mentindo. - Afirmou ele.

- Talvez. Por que não pergunta para ele mesmo? - Devolveu ela.

- Por que nunca saberia se realmente está falando a verdade. Aquele homem consegue ser irritante quando quer apenas para me irritar. - Admitiu ele já se irritando.

- Não parece muito maduro da parte dele. - Comentou Karin.

- É porque ele não é. - Declarou o rapaz. - E então, o que ele inventou?

A morena novamente desviou o olhar e travou o maxilar tentando não mudar sua expressão.

- Nada. - Mentiu novamente.

O grisalho estreitou o olhar.

- Karin! - Exigiu em tom mais severo.

- Hai, hai… Estava apenas tentando poupar seu humor… - Comentou ela. - Ele apenas tentou me enganar sobre você. E como eu já o conhecia, sabia que estava mentindo.

Um mau pressentimento afligiu o capitão.

- O que ele disse? - Questionou mais uma vez.

- Bem… Disse que você era um mulherengo e que dava em cima de todas as garotas daqui. - Contou ela, por fim.

- O quê?! - Questionou ele em uma explosão de raiva e descrença.

- Ei, Toushirou, relaxa! Foi só uma brincadeira! Está chamando atenção. - Alertou a morena.

A explosão de raiva automaticamente elevou o nível de reiatsu do capitão, deixando claro, para quem estivesse no prédio, sua visível irritação.

- Eu ainda mato aquele desgraçado. Um dia eu ainda o matarei. - Resmungou o grisalho. - De todas as pessoas para ser comandante… De todas as pessoas… Por que tinha que ser justamente o mais irritante de todos?

- Certo, certo, relaxa. Como eu disse, foi apenas uma brincadeira. Eu já sabia que era mentira. - Karin tentou amenizar.

- Sabendo ou não, aquele irresponsável não pode apenas sair inventando histórias sobre qualquer um. Um mero boato desses e eu teria um longo tempo de dores de cabeça por causa da irresponsabilidade daquele capitão desleixado. - Declarou ele.

- Ok, ok. Apenas esqueça a história. Resolva isso outra hora, ok? Mas por falar nisso, está mais alto que eu. Percebi isso quando ele me falou sobre você e sua antiga imagem me veio a mente. Cresceu bastante nos últimos anos. - Comentou ela.

O grisalho, todavia, não achava que seu crescimento fora muito se comparado ao da garota. Da última vez que a vira, ela era praticamente uma criança ainda, mas chegara a Gotei 13 com a aparência de uma jovem por volta dos 20 anos. Um crescimento acelerado visto o pouco tempo em que ela estava naquele mundo.

- E você se desenvolveu mais rápido do que as outras almas. - Comentou ele. - Isso tem algo haver com seus poderes?

A morena pensou momentaneamente como se estivesse se lembrando de algo.

- Se não me engano, a Kuukaku-nee disso algo do tipo. Meio que como já estavam em desenvolvimento quando morri, eu deveria envelhecer como no mundo humano até meus poderes chegarem à maturidade. Os 21 anos. Ou seja, até o ano que vem. - Contou ela. - Depois disso, devo seguir envelhecendo como todos aqui.

- Entendo. - Respondeu o grisalho. - Bem, acho que o tempo para conversa acabou. Chegamos à 2° divisão.

- Ok, capitão. Modo “soldado” já ativado. - Declarou a morena.

O rapaz encarou a jovem momentaneamente, recebendo em troca um olhar divertido e um sorriso maroto enquanto dava de ombros.

- Com o quê está se divertindo tanto? - Questionou ele, desconfiado.

- Não é com o quê, é com quem. - Corrigiu ela. - Estou te chamando como deveria, mas você sempre me olha com desconfiança quando eu o faço. E, o seu olhar desconfiado me diverte.

- Desconfio porque não tenho certeza se está levando isso a sério. Sempre parece se divertir quando usa minha posição como capitão. - Explicou ele.

- Estou levando a sério sim, mas admito que me divirto também. É engraçado te chamar de capitão agora, pois para mim você sempre foi só Toushirou. Sem Hitsugaya e sem capitão. Uma pessoa próxima. - Contou ela com um sorriso nostálgico.

O capitão perdeu a fala por um breve momento. Karin era sincera demais e, às vezes, isso se tornava dificil quando precisava respondê-la. Por sorte, o grisalho ouviu passos indicando que alguém já se aproximava da porta de entrada da 2° divisão.

- Tente não se divertir demais com isso, então. Pode acabar parecendo que está debochando da hierarquia daqui. - Aconselhou ele.

- Certo, capitão. - Respondeu ela desviando o olhar para qualquer canto quase aborrecida.

Hitsugaya, entretanto, decidiu por continuar seu caminho, embora tivesse deixado transparecer um discreto sorriso satisfeito que fora percebido por poucos durante sua breve excursão pelas 13° divisões. Contudo, as poucas pessoas foram o suficiente para que se espalhasse o boato de que o capitão de gelo estava inesperadamente de bom humor naquela semana.

E, no dia seguinte, a rotina de Karin como shinigami finalmente se iniciou. Durante o turno da manhã e boa parte da tarde, a garota e o capitão passavam seu tempo entre pilhas de papéis, mas que logo foram diminuindo até fixar-se em um fluxo normal, já que nenhum dos dois enrolava em serviço, isto é, mesmo a morena reclamando bastante sobre a falta de ação no trabalho. Mais a tarde, finalmente iam para o treinamento prático e, consequentemente, o momento do dia em que a jovem mais sorria. Ironicamente, gastar energia parecia lhe dar ainda mais energia.

Todavia, a garota não era a única a preferir aquele horário de sua rotina. Mesmo que secretamente, o capitão acabou por também adquirir tal preferência. Era o horário em que os dois podiam se enfrentar brevemente, gastar suas energias acumuladas e possuíam liberdade para conversar sobre qualquer assunto, visto que o local de treinamento era privado e Karin era a única que estava em treinamento.

Logicamente, os dois shinigamis passavam o dia todo juntos, porém seu trabalho no escritório exigia concentração e ainda possuía as frequentes visitas de Kyouraku, gastando a maior parte do seu tempo à elogiar a beleza da morena. No almoço, ficavam em um local público e barulhento, contando com a presença não só de Kyouraku, como de outros capitães e tenentes, assim como Hinamori. Excluindo assim, qualquer possibilidade de uma conversa privado. Sobrando, por eliminação, apenas a zona de treinamento.

Entretanto, com o passar de alguns meses, Hitsugaya começou a detectar um pequeno problema que começava a lhe dar certas dores de cabeça. Fazendo assim com que a promessa que a garota lhe fizera se cumprisse. Sua vida como o capitão de Karin seria bem mais difícil do que como capitão de Matsumoto, pois para resolver-se com a ruiva, bastava que o comportamento desta fosse corrigido. Contudo, as suas atuais dores de cabeça não podiam ser resolvidos, pois a culpa destas eram puramente suas.

O problema que arrumara para si começara a muito mais tempo do que Hitsugaya imaginava e, a possibilidade de ser resolvido, se via ainda mais longe.


Notas Finais


Bem, como vocês já devem estar sabendo, está semana estou me dedicando a liberar os capítulos já concluídos para na semana que vem, liberar um tempinho a mais para poder escrever os que estão faltando. Ok?

Como eu disse antes, essa nossa fic terá um número menorzinho de capítulos ~ embora os capítulos sejam maiores que o normal ~, então, só pra já deixar avisado, essa aqui deve acabar, provavelmente, no próximo capítulo ou no seguinte ~ se houver ~.

Ah, quero agradecer à vocês também. Obrigada sempre por todos os favoritos e comentários!

Espero que tenham gostando! =D

Até o próximo capítulo! o/

Kissus s2


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