História História 22 - PESADELO - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~LadyJees

Postado
Categorias Bleach
Personagens Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Karin Kurosaki, Masaki Kurosaki, Nanao Ise, Orihime Inoue, Personagens Originais, Rangiku Matsumoto, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Shihouin Yoruichi, Shunsui Kyouraku, Toushirou Hitsugaya, Ukitake, Urahara Kisuke, Yukio Hans Vorarlberna, Yuzu Kurosaki
Tags Akira, Akira-chan, Historia 22, Hitsugaya, Hitsugaya Toushirou, Hitsukarin, Jees, Karin, Kurosaki, Kurosaki Karin, Lady, Lady Jees, Linha, Pesadelo, Tênue, Toushirou, Tsuraga Akira, Tsuruga, Tsuruga Akira-chan
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Palavras 1.832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Josei, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, Minna-san! o/

Dessa vez é a Tsu-chan/Aki-san! =D Eu e a @LadyJees decidimos nos alternar entre as postagens, então, o próximo é dela! =D

Espero que gostem do capítulo novo! *-*

Enjoy, Minna-san! o/

Capítulo 3 - Capítulo 03 - PEDIDO


Sentada no chão acolchoado de sua nova “cela” temporária, Karin bufava pela enésima vez enquanto descansava de sua - também enésima - tentativa de se soltar de sua recém-adquirida peça de vestuário: uma camisa de força. Certamente que o chão daquele quarto não lhe parecia gélido como no anterior, mas o fato de ter seus movimentos limitados não lhe deixava uma sensação muito agradável. Mas seu desafio maior estava em lembrar que tudo aquilo acontecera únicamente graças a um pequeno sussurro que chegara aos seus ouvidos:


- “Socorro...”.


Mais cedo, naquele dia, nada daquilo pelo qual agora passava nem ao menos chegou a ser cogitado, mesmo em  suas piores hipóteses, embora também, ainda agora, a garota não se arrependesse minimamente de nada que tenha feito. Estava satisfeita.


Horas atrás, durante a manhã, sabendo que sua ala provavelmente passaria pela avaliação médica, a morena, desde as primeiras horas do dia, focara-se exclusivamente em manter-se em seu papel como uma “louca apaziguada”. Sentou-se na cama encolhendo seus joelhos e os abraçando, manteve seu rosto escondido por de trás destes e, assim, quieta, fechou seus olhos e passou a escutar todo e qualquer som de aproximação. Após um breve intervalo de tempo, sua atuação verdadeiramente começou.


Passos longínquos se aproximavam indicando que estava na hora de iniciar seu plano. Um suspiro longo e profundo, um breve pensamento sobre a vida além da janela de seu atual quarto e seu foco mantivera-se em analisar toda e qualquer pergunta que lhe fosse feita e definir a melhor resposta, ou seja, que lhe permiti-se realmente fingir estar tomando seus remédios.


Passados alguns instantes, o médico, por fim, chegou a porta. Uma leve batida e esta logo se abriu. Dois homens adentraram a sala, um sendo seu avaliador e o outro, um dos enfermeiros. O último com uma cadeira que logo posicionou em frente sua cama.


Entretanto, mesmo com a aproximação, os olhos de Karin não se levantaram para analisar qualquer um de seus visitantes. Em teoria, ela deveria estar extremamente tímida e constrangida, já que há pouco tempo se via como uma jovem bem criada, livre e “delirante” e, assim sendo, em sua análise, deveria então - pelo menos, na visão do médico - estar extremamente constrangida por agora permanecer presa em um lugar para pessoas psicologicamente perturbadas. Algo como o orgulho ferido de uma herdeira mimada.


Contudo, mesmo sem o devido contato visual, a garota não pôde deixar de sentir certo incômodo com a intromissão dos homens em seu quarto. Não sabia o porquê, talvez por se sentir naturalmente ameaçada com a entrada de estranhos ou, talvez até, pelo fato de saber que suas condições de vivência ali dependeria da vontade de terceiros mas, indubitavelmente, acabou por deixá-la em estado de alerta.


Uma voz, então, soou de forma calma e arrogante após um suspiro curto:


- Pode esperar do lado de fora. Chamarei se for preciso. - Declarou o médico.


O outro homem não respondeu verbalmente, mas logo escutou seus passos chegarem até a porta, a qual se abriu e fechou novamente. Agora, enfim, via-se sozinha com o psiquiatra.


Um passo e este se sentou. O som de uma folha sendo virada e o “amigável” diálogo finalmente começou:


- Espero que não se importe com a minha visita, senhorita… - Fez uma pausa como se quisesse confirmar em seu formulário. - Ishida.


O sobrenome registrado, é claro, se via no nome daqueles que lhe prenderam e, obviamente, não impediu que um impulso primitivo quase lhe obrigasse a corrigi-lo - de forma ríspida e clara, sem dúvidas - seu verdadeiro sobrenome: Kurosaki. No entanto, conseguiu segurar bem seu impulso e apenas assentir com sua cabeça ainda baixa após vira-la levemente para a esquerda, como se quisesse - em sua personagem de moça constrangida - certificar-se de não deixar que haja contato visual entre eles. Assim então, mantinha seu papel e escondia o repúdio em seu olhar.


Um breve silêncio se fez. Karin bem sabia estar sendo observada minuciosamente durante tal pausa.


- E como têm se sentido? - Questionou ele.


Ela, da mesma forma, sabia o real sentido da pergunta. Não era algo como seus atuais sentimentos pelo qual o homem perguntava e sim se a medicação estavam agindo como deveria agir: “acalmando-a”.


- Não… - Iniciou ela de forma acanhada e em baixo volume. - Não tenho certeza… Não estou com muita fome e fico sonolenta durante o dia. - Respondeu ela.


Um leve rabiscar na folha e um “entendo” logo ecoou. Ela, é claro, não sentia nada daquilo, mas sabia que deveria sentir - isto é, se realmente tomasse a medicação.


- Não se preocupe, está tudo bem. Se sentir sonolenta ou sem apetite é natural por causa da medicação. - Explicou ele. Seu olhar, de certo, encarava a morena, pois mesmo sem ver diretamente o que acontecia no quarto, conseguia sentir-se observada. - Desde que chegou, não parece ter se agitado. Não houve nada que lhe incomodasse então?


“O que você realmente perguntou é: não viu nenhum “monstro” desde que chegou?”, proclamou a garota em seu subconsciente, preferindo guardar seu sarcasmo para si no momento, respondeu simbolicamente com um menear de cabelo negativo.


E em verdade, não vira nenhum monstro por ali, porém também não poderia dizer que não tenha visto mais nada. Afinal, eles não eram os únicos que ela podia ver.


Certa vez, ao passear sem rumo pelos corredores em busca de exercitar - mesmo que pouco - suas pernas, Karin chegou a ver algo. Uma pessoa.


No quarto de uma senhora de idade, um homem de cabelos negros parecia observá-la de forma calorosa, porém possuindo uma expressão extremamente triste. Mais tarde, ao perguntar sobre a velhinha para um amigo com quem conversava - pelo menos, nos momentos em que ele se via lúcido -, a garota descobriu que a pobre já estava ali há alguns anos, aparentemente sendo internada após o falecimento de seu marido. Ela, então, não conseguindo aceitar a morte do companheiro, acabou por criar uma realidade para si mesma aonde este nunca faleceu.


Até aquele momento, Karin nunca havia realmente entendido sobre o que via, em especial, a parte dos monstros. Contudo, ao menos agora, ela entendia que, no mínimo, os “humanos” que apenas ela já havia visto, um dia realmente foram humanos. Logo, o triste homem nada mais era do que o marido da solitária idosa.


No entanto, não era algo a relatar para seu atual entrevistador.


Algumas outras poucas perguntas se seguiram, mas todas já previstas e com suas respostas prontas. Tudo correu como planejado, até que ao final, o homem lhe pediu para que elevasse seu rosto apenas para que pudesse avaliar seu aspecto. Karin o fez e, ainda estando em seu papel, não olhou para o homem mais do que um segundo após elevar seu rosto. Assim, logo desviando seu olhar para a lateral, em direção a cabeceira da cama. Seus olhos, então, quase se arregalaram.


Cabelo. Cabelo castanho…


Havia cabelo próxima a cabeceira…


Ela, por fim, entendeu. Eles não eram os únicos no quarto.


Uma terceira presença se via tão perto e quieta que acabou por não ser percebida antes pela garota e, graças ao caso, seu coração quase parou ao percebê-la ao seu lado. Todavia, ainda não se via livre. Karin não poderia demonstrar qualquer surpresa agora, pois a terceira pessoa, indubitavelmente, apenas ela podia ver.


Os cabelos castanhos estavam em uma maria-chiquinha dupla, de um corpo pequeno e frágil abraçado a uma mochila vermelha. Este, da mesma forma, não deveria ter mais do que 7 ou 8 anos e, encolhida atrás da cama, possuía um olhar aterrorizado e uma respiração quase inaudível. Sem dúvidas, um fantasma silencioso.


- Algum problema, Ishida-san? - Questionou o médico.


A jovem, percebendo a pergunta, praguejou em sua mente, pois mesmo que sem demonstrar emoção, havia passado tempo demais olhando para o mesmo ponto: a garotinha. No entanto, o parar de respirar da criança ao ouvir a voz adulta não lhe passou despercebido também. Algo estava estranho, mas fosse como fosse, não poderia simplesmente perguntar agora.


Esboçando um leve e pequeno sorriso - falso - a garota respondeu:


- Apenas lembrei um pouco do meu antigo quarto. Saudade, eu acho. Desculpe por me distrair no meio da avaliação. - Disse fingindo estar constrangida.


A jovem, no momento, não podia analisar muito o quão convincente conseguiu ser em sua atuação. Mas, pela reação dele, ao menos por ora, era certo que conseguiu enganá-lo. Ele, em resposta, lhe respondeu com uma espécie de consolo como “é normal sentir saudade, mas o tratamento era para o bem dela” e logo a avaliação acabou.


O enfermeiro, novamente entrou recolhendo a cadeira e o médico, por fim, seguiu para o próximo quarto.


E ainda que ansiosa, Karin esperou até ouvir os passos se distanciarem. A criança, de algum modo, continuava assustada ao seu lado, mas parecia estar tentando conseguir coragem para levantar-se.


- Não precisa ir agora. Pode ficar aqui mais um pouco, não vou te fazer mal. - Declarou a morena em voz baixa para a criança.


A garotinha lhe olhou em lágrimas, quase como se tivesse ouvido tudo o que sempre quis ouvir.


- Obri-Obrigada, Onee-san… Mas eu… eu não posso ficar. - Disse a criança que logo saiu correndo. Sem que a jovem tivesse tempo para tentar convencê-la, a pequena visitante já havia atravessado a parede e abandonado o quarto.


O restante do dia, é claro, seguiu normalmente em seu comum tédio. No entanto, a inesperada visita continuou na mente de Karin.


Por que a criança estava tão assustada?


Por que se assustou com a voz do médico? Assustou-se por ser a voz de um adulto, por ser a voz de um homem ou justamente por ser a voz dele?


Se estava tão assustada, por que não continuou escondida no quarto com ela?


Por que ela havia sentido aquela estranha sensação de alerta mais cedo? Seria mesmo por causa da criança ou por causa do homem?


E assim, perguntas como estas continuaram a circular em sua mente, mesmo após o escurecer. Durante a noite, a garota ainda não conseguia deixar de lado a impressão de que as respostas, de uma forma ou outra, não demorariam a chegar. E no fim, sua intuição não poderia estar mais certa…


***


Deitada em sua cama como em todas as noites, a morena fingia dormir enquanto, também como de costume, mantinha seus sentidos alertas. E os sons que já esperava, passado algum tempo, logo voltaram a ecoar.


Os passos arrastados novamente se propagavam pelo corredor, mas desta vez, assim como em algumas outras raras noites, não pararam em seu quarto. Estes, desta vez, findaram-se um pouco antes e logo um quase inaudível ranger da porta seguiu-o.


Karin não sabia quem era ou o que era, mas sem dúvida alguma, naquela noite, o que quer que fosse aquilo acabava de entrar em um dos quartos. Contudo, ainda era nítido não se tratar de uma alma ou um monstro, pois do contrário, a porta nunca precisaria ser aberta. Ainda assim,  por algum motivo ainda desconhecido, a sensação de perigo em nada diminuía. E por baixo dos lençóis, os punhos femininos, inconscientemente, se cerraram. Algo estava errado.


Todavia, inesperadamente, um pedido subitamente foi feito em uma voz chorosa que soou ao lado de sua cama.


- Socorro. - Clamou.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! =D

Até breve! o/

Kissus da Tsu-chan/Aki-san! s2


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