História História de Carvalhos - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - A vida continua


As histórias que se passaram no submarino Mobile in Mobiles pertence a outros universos. Basta dizer que Flávio se apaixonou de verdade por Delilah e ele se casaram. Quando a viagem acabou, em 3307 eles voltaram para a Inglaterra, tiveram três filhos (trigêmeos) e continuaram amigos de Ricardo e Maya. Alguns anos depois, certo dia Flávio foi avisado pela mãe que seu irmão estaria retornando, ao chegar em casa deu a boa notícia para a esposa.

 

_ Ah, oi amor. Como foi hoje? Só um minuto: MARY! SE EU TIVER QUE IR AÍ EM CIMA PRA VOCÊ ENTRAR NESSE CHUVEIRO VOCÊ VAI VER UMA COISA! - gritou Delilah em direção às escadas, ela havia acabado de chegar também, o cabelo estava desfeito e a blusa amarrotada.

_ Oi amor. Foi tudo bem. Como estão as crianças?
_ Estão ótimas, como você pode ver. Animadas até demais.
_ Mary! Flo! Pedro! Não vão dar um beijo no papai? - três mini pessoas apareceram do nada, uma descendo as escadas freneticamente, outra disparando da cozinha e o terceiro despontou do corredor.
_ Papai!!! - Delilah observava sorrindo e interveio.

_ Vamos, crianças. Contem ao seu pai como foi o primeiro dia na escola.
Pedro: Então pai, eu pintei um arco-íris.
Mary: Eu um pônei.
Florence: E eu um jardim.
_ Que lindo gente, meus filhos são tudo viada.
_ Sim. Tanto que resolveram espalhar cor por aí e pintaram a parede do escritório - ela olha duro pros três.
_ Do meu escritório ou do seu, Delilah?
_ Do seu, amor.
_ Então não tem problema. Crianças, dêem um beijo no papai e já para o banho. - as crianças o beijam e sobem enquanto a moça abraça o marido.

_ Sabe, eu às vezes te odeio. Te amo mas te odeio - ela ri.
_ Eu também te amo. - ele a abraça de volta - tenho uma novidade.
_ É mesmo? Qual?
_ Meu irmão está voltando para a Terra.
_ Hmmm - ela sorri - Então quer dizer que finalmente vou conhecer seu famoso irmão?
_ Flávio: sim. Tem mais uma coisa, amor, ele é cadeirante. Mas ultra independente. Nunca dei um banho nele, nem carreguei no colo por esses motivos. Desde o acidente é assim.
_ Ele parece ser uma pessoa extraordinária - ela fica pensativa - mas como ele faz com essas tarefas? Alguma magia?
_ Também. Além dele ser muito forte. Ele é musculoso como eu. Eu já falei que somos gêmeos? E sim, ele é incrível, querida.
_ Não! Oh meu Deus, existem dois de você por aí... Ele podia passar um tempo aqui. Depois de visitar a sua mãe, claro. Imagino que ela deve estar com saudades, embora tende aparentar ser uma pedra de gelo - ela diz entre um risinho.
_ Sim, dois de mim. Somos gêmeos idênticos. Ele vai passar uns meses com mamãe. E depois... Ele pode vir morar conosco?
_ Claro que pode. Não vejo problemas nisso.
_ Obrigada. Eu sou muito ligado a ele. Estou morrendo de saudades.
_ Imagino - ela sorri - São só vocês dois, não é? Tanto tempo juntos... Vocês realmente devem ser muito ligados.
_ Muito e desde sempre. Eu vou vê-lo em Manaus primeiro, semana que vem. Como faz muito tempo ele só sabe de você por email, eu queria ir sozinho. Aí na próxima, vamos nós dois. O que você acha?
_ Tudo bem. E quanto as crianças?
_ O que tem elas?
_ Com quem vamos deixá-las. Ou levamos?
_ Levamos! Aproveitando que elas ficam mais calmas depois q vêem a avó...
_ Sim! Não sei o que sua mãe fez pra isso, mas foi efetivo. São uns anjos perto dela.
_ Hum, sabe pq eu e Bruno fomos fazer faculdade?
_ Não. Porque?
_ Porque faltamos a uma reunião do movimento sindical anarquista em 29. E deu um ruim gigantesco. Minha mãe nos deu uma coça extraordinária e resolvemos tomar um rumo na vida. - Delilah gargalha e tenta responder, em meio ao riso.
_ Então você era um menino rebelde?

_ Então... Um pouco né?

Manaus - Brasil, 3312

 

_ Olá Flávio, prazer em vê-lo.

_ Oi Oscar. Igualmente.

_ Sua mãe está no escritório.

_ E Bruno?

_ Ele havia se retirado para descansar uns dez minutos atrás.

_ Ah, sim, obrigada.

 

Oscar fez um gesto complacente com a cabeça e seguiu. Flávio foi ao encontro da mãe e a achou trabalhando em sua mesa. Havia três dias que o irmão estava entre eles novamente, mas a ideia era integrá-lo à vida terrestre e não parar tudo, de forma que ele se sentisse no cotidiano e pertencente a ele. Após comprimentar Cristina e conversar um pouco com ela, Flávio subiu as escadas, entrou no corredor dos quartos e após deixar sua mala em seu quarto, bateu levemente à porta da frente e entrou. Bruno estava deitado em sua cama, um livro estava aberto a seu lado e ele parecia estar em um sono leve. Flávio tirou os sapatos e deitou ao lado do irmão, que acordou com a movimentação. Os sorrisos foram largos e sinceros, o abraço saudoso e carinhoso como os beijos. Conversaram muito, sobre todos os assuntos possíveis, inesgotavelmente. Permaneceram abraçados, deitados na cama.

_ E Delilah, está lá em baixo?

_ Não. Eu a deixei em Londres com as crianças.

_ Por que?

_ Porque eu queria você só para mim.

_ Fico feliz por essa parte. Mas estou ansioso para conhecer meus sobrinhos.

_ Ah, eles não passam despercebidos, fique tranquilo.

_ Imagino! Eles parecem conosco?

_ Piores!

_ Meu Deus!

_ Pois é. Tirei férias de você, mas ganhei três filhos do fogo.

Alguém bateu à porta, Bruno deu permissão para entrar. Era Oscar avisando que o jantar seria sendo servido em quinze minutos. A casa estava um pouco cheia, Cristina tinha feito questão de dar uma recepção ao filho diante da sociedade bruxa.

_ Você nem perguntou quem era antes de falar entra.

_ Pressupus que era Oscar. Ele tem cuidado de tudo por aqui, inclusive da mamãe.

_ Entendi. Ele pode saber de nós?

_ Flávio, quem da sociedade bruxa já não sabe? Nunca sentiu sua alma sendo escrutinada por eles?

_ Várias vezes. Escuta: não me importo que saibam. Até meus filhos, quando mais velhos podem saber, mas Delilah não.

_ Por que?

_ Ela não é como Maya e Ricardo, mano.

_ Tudo bem, eu entendo.

_ Mesmo? Porque eu quero te levar para morar conosco.

_ Já falou com ela?

_ Já. Ela aceitou.

_ Por mim ok. Só acho melhor ficar um pouco mais com a mamãe.

_ Bruno, eu te amo.

_ Também te amo, Flávio.

_ Vamos jantar?

_ Vamos. Quero que esse jantar termine logo.

_ Por que?

_ Para eu jantar de verdade. - Bruno passou a mão pelo corpo do irmão e eles deram um último beijo antes de descerem.


 

Londres - Inglaterra, 3312

 

_ Bruno!

_ Que?!

_ Vem cá, estou no escritório.

_ Ok!

Bruno terminou de dobrar as roupas que estava guardando e seguiu para o escritório do irmão. Lá foi surpreendido com um beijo e um abraço que o colocou sentado em cima da mesa.

_ Que isso?

_ As crianças estão na escola e Delilah saiu mais cedo, reunião…

_ Que ótimo!

 

Londres, Inglaterra - 3375

 

O céu estava completamente cinza naquela manhã. Flávio estava do lado de fora da sala onde o caixão repousava, fora respirar por um momento. Alguns minutos depois, sentiu bracinhos lhe rodeando a cintura, seis ao todo, eram seus filhos. Não conseguiu conter o choro. Logo, Bruno e Cristina se aproximaram, aparando as crianças. Na sala, sendo velada já em sua velhice estava Delilah Welch. O enterro seguiu, na saída os irmão ficaram para trás, olhando o túmulo. Bruno pousou a mão no ombro de Flávio, este o abraçou, chorando.

_ Não me deixa fazer isso de novo, mano? Nunca mais.

_ O que? Amar?

_ É. O que vão ser dos meus filhos, agora?

_ Serão seus filhos e eu estarei com você.

_ Primeiro Maya e Ricardo. Agora ela. Sinto tanta falta deles.

_ Eu também, eu também.

Eles se olharam profundamente e deram um singelo beijo. Na lápide ao lado da de Delilah estava uma outra com os dizeres: “Capitã Maya e seu eterno imediato Ricardo”, falecidos ambos no ano de 3373.

 

Londres - Inglaterra - 3457

 

Flávio sentou-se no chão, entre as pernas do irmão e começou a chorar. Bruno lhe fazia cafuné.

_ Eu estou com medo.

_ Eu sei. Calma, vamos encontrar uma solução.

_ Na idade deles nós estávamos no Rio e conhecemos Tecoara, lembra?

_ Lembro, claro. Essas ondas reacionárias que assolam a Terra de tempos em tempos me levam a crer que não são ondas.

_ Então o que são?

_ Um estado permanente, que às vezes afrouxa.

_ Faz sentido. Papai ofereceu uma cápsula, basta levá-los a NASA.

_ Viagem ou hibernação?

_ Hibernação. Não posso deixar que cresçam sozinhos, já basta estar mandando-os embora.

_ Você não está os mandando embora. Você está garantindo a segurança deles. Essa caça às bruxas está pior que as outras, muito pior.

_ E Delilah não está aqui.

_ Quando eles voltariam?

_ Ai que está, apenas quando a NASA autorizar, pois é parte de um programa experimental. Eu não fico sabendo a data, mas também ninguém fica sabendo que são bruxos.

_ Flávio, o que você sentir e pensar que é o melhor eu te apoio. Eu os amo como se fossem meus filhos, e vê-los morrer na nova fogueira da nova lobotomia seria dez mil vezes pior do que ter a esperança de um dia vê-los outra vez e poder criá-los.

_ Mesmo que seja quando estivermos velhos?

_ Será melhor para eles inclusive, pois estaremos mais sábios, ou menos tontos.



 

Carolina do Sul - EUA, 3684


 

_ Bom dia alunos! Bem-vindos à Escola de Integração. Eu sou Bruno e serei o professor de química de vocês. E sim, o professor Flávio de biologia é meu irmão gêmeo, como vocês bem podem notar. Por favor, apresente-se, temos alunos novos esse ano.

 

As crianças de 11, 12 e 13 anos seguiram se apresentando. Os novatos não estavam muito tímidos, pois a escola tinha um ambiente de boa recepção e convivência. Logo deu o intervalo e os pequenos se agitaram para a área externa. Um deles, loirinho da pele branquíssima esbarrou na cadeira de rodas de Bruno.

_ Desculpa, professor!

_ Tudo bem Pierre! Isso é normal na sua idade...

_ Como assim?

_ Seu corpo está crescendo mais rápido do que seu cérebro consegue assimilar. Logo, para fazer as manobras e calcular os espaços fica um pouco mais difícil. Você está mais alto do que antes das férias.

_ Sim estou. E essa não é a única mudança… bem, eu vou indo.

_ Aproveite seu novo corpo no quadribol esse ano! - Bruno piscou para o jovem, que seguiu seu caminho.


 

Carolina do Sul - EUA, 3686

 

A mesa redonda estava repleta de professores e monitores, logo a reunião bimestral começou. Em clima descontraído discutiram o avanço na convivência entre mortais e bruxos, o aprendizado dos alunos e como em toda reunião listaram aqueles que levaram algum tipo de ocorrência.

_ Dorah Fire, levou ocorrência por chegar atrasada à aula o mês todo. - iniciou a coordenadora.

_ Gente, alguém conversou com ela? Tem que ver isso ai, se está dormindo direito ou tendo algum problema no alojamento… - pontuou Beatrice, professora de literatura da língua inglesa.

_ Já encaminhamos ela para o atendimento psicológico, estamos acompanhando. Continuando: Phillipe Wilson e Natalie Preston, ocorrência por brigar fisicamente fora da aula e treino de defesa pessoal. Pierre Doron e Mário Cruz, ocorrência por atentado ao pudor.

_ Que? O Pierre pegando o Mário? Achei que o gosto dele fosse outro...

_ Nos poupe, Roberto, do seu mau gosto para comentários. - Flávio interveio e a coordenadora prosseguiu listando mais alguns casos.

 

Mais tarde, naquele dia…

 

Bruno estava na cantina central quando Pierre entrou no recinto, se direcionou à fila e depois como lanche em mãos ouviu o professor chamar seu nome, para sentarem juntos.

_ Pierre, hoje teve reunião bimestral. Eu fiquei sabendo da ocorrência que você levou.

_ Valeu à pena.

_ Eu posso imaginar. Mas não se exponha tanto. Vocês têm liberdade nos quartos, têm banheiros… Enfim, apronte com cuidado.

_ Tudo bem Bruno. Obrigada.

_ Pelo quê?

_ Por não me dar um sabão por com quem eu estava, mas por onde eu estava.

_ Acredite, eu não tenho moral para dar outro tipo de sabão.

_ Sério?!

_ Qual a surpresa?

_ As meninas morrem por você e pelo seu irmão… vocês parecem tão... heterossexual.

_ Então Pierre… há mais mistérios entre o céu é a terra do que supõe a nossa vã filosofia.

 

No final do ano...

 

_ Flávio! Estão batendo à porta. Atende para mim? Estou no banho…

_ Ok!

O gêmeo caminhou até a entrada da casa e abriu a porta. Era Pierre procurando por Bruno, mas com dois embrulhos na mão.

_ Um é para você, Flávio. Obrigada por tudo, boas festas!

_ Ô rapaz! Obrigada!! Nossa, que bombons lindos. Dá vontade de comer todos. - os dois riram sem graça - Acho que esse outro aí é para o Bruno, né? Sobe lá, ele está na suíte.

Pierre subiu as escadas com os chocolates na mão e bateu à porta da suíte. A voz masculina do outro lado apenas deu permissão para entrar, sem perguntar quem era. Bruno estava apenas de cueca, sentado na cama, enxugando os cabelos com a toalha.

_ Ah, Pierre! Desculpe o mau jeito, eu achei que fosse meu irmão. Senta aí.

_ Tudo bem. Eu vim te trazer isso aqui. E agradecer por tudo. Esse ano foi muito bom.

_ Que isso! Mas você está com cara de despedida. É só isso mesmo?

_ É… a resistência vai abrir uma Escola de Integração em Nantes. Não tem porque mais eu ficar estudando aqui.

_ É uma pena perder um bom aluno como você, de coração.

 

Carolina do Sul - EUA, 3689

 

_ Vejam só, se não é meu correspondente favorito!

_ Até parece! - Pierre e Bruno se abraçaram e se dirigiram para a cozinha, conversar e comer. Logo Flávio chegou trazendo umas compras de comida e depois de comprimentar o antigo aluno, ao saudar o irmão beijou-lhe a boca. Bruno pigarreou, Pierre estava meio desconcertado, mas Flávio consolou-o:

_ Você pode se acostumar Pierre.

_ Sim, eu vou. Mas saber é diferente de ver…

Os gêmeos se entreolharam e riram, não resistiam a uma provocação. Flávio sentou-se no colo de Bruno e lhe beijou ardente e demoradamente, enquanto passava a mão em seu peito. Depois levantou-se, lançou um olhar ao jovem e seguiu guardando as compras. Pierre observava-os, mas não fazia julgamentos. Bruno já havia contado tudo por email, durante esses anos eles se tornaram muito amigos e confidentes, mas ao retornar para os Estados Unidos, o antigo aluno fez uma surpresa.

_ E então, porque está de volta?

_ Vim fazer minha formação prática aqui, sou o novo monitor de Defesa Pessoal.

_ Ual! Parabéns!

Os amigos colocaram o papo em dia durante a tarde toda. Desde que Pierre regressou a França eles continuaram se comunicando, porém nunca mais tinham se visto. Já era noite, Flávio lia em seu quarto. Bruno e o jovem de então 17 anos viam um seriado qualquer na TV enquanto continuavam conversando…

_ Você está mais forte.

_ E mais velho… mais alto. Só não estou mais inteligente.

_ Duvido! Ei, vem cá.

_ Que?

_ Senta aqui do meu lado.

Bruno envolveu Pierre em um abraço forte e beijou o adolescente, que respondeu com outro beijo. As mãos de ambos tateavam o corpo um do outro, como se fossem cegos curiosos de conhecer detalhes de uma escultura. Bruno sorriu, olhando Pierre nos olhos, tirou a camisa dele, ele tirou a sua. Cerca de meia hora depois, Flávio atravessou a sala para beber algo na cozinha e fingiu que não viu os dois nus, um sobre o outro deitados no sofá.


 

Carolina do Sul - EUA, 3689

_ Flávio, você vai lá hoje?

_ Não sei Bruno, você vai?

_ Também não sei.

_ Estou com saudades… vem cá. - o gêmeo segurou na mão que lhe era estendida e beijou o irmão, logo estava deitado ao seu lado na cama.

 

No galpão de treinamento…

 

_ Se um robô tipo 2 defeituoso te atacar. O que você deve fazer?

_ Dar ordem para ele parar.

_ Não, ele está defeituoso não vai te atender.

_ Terminar de estragá-lo.

_ Isso mesmo, parabéns Jude.

 

Pierre continuou a aula, saindo da parte teórica para a prática, demonstrando como lutar com robôs do tipo 2, que são aqueles que servem a população em casa, nos comércios, de estrutura andrógina.

 

Na sala da direção…

 

_ Beatrice, me chamou?

_ Sim, Flávio. Sente-se.

_ Obrigado.

_ Bom, como sabe já iniciamos as inscrições dos alunos para o ano que vem. E recebemos o nome de Alice Rose.

_ Puxa, que honra!

_ Seria mais se ela soubesse que é bruxa, mas não é o caso. Sua ficha veio sem marcações no campo secreto.

_ Bom, quantos anos ela tem?

_ Entrará ano que vem com 12 anos.

_ Bom, então creio que ela vai descobrir logo. Ninguém passa dos 20 sem perceber. Enfim, por que estou aqui?

_ Porque você e seu irmão levam jeito com as garotas, e com os garotos também, devo admitir. O bisavô dela, Noah entrou em contato comigo e me pediu que cuidasse especialmente dela. É só ficar de olho e ajudá-la a perceber essas coisas, começando em demonstrar para ela que vocês são bruxos. Dizer que o gato subiu no detalhado, o resto ela faz sozinha.

_ Ok Beatrice, vou falar com Bruno.

_ Flávio, não estou proibindo, mas se possível apenas tome conta dela, sem se envolver com ela. Isso vale para o Bruno também.

_ Tentaremos.

 

Na casa dos gêmeos....

 

FC: Ué, está de pé hoje?

BC: Minha bundinha precisa respirar…

FC: Ela já não respirou hoje de manhã? - Flávio apertou a bunda de Bruno e piscou para Pierre.

BC: Não, na verdade ela estava sendo sufocada por uma anaconda, sabe?

PD: Ou afogada por uma mangueira, nunca se sabe. - Emendou o francês.

FC: Mas vocês dois estão me saindo melhor que a encomenda. Bom, tenho novidades.

BC: Quais?

FC: Beatrice me chamou hoje a sala dela. Ano que vem a bisneta de Noah Rose irá estudar aqui.

PD: Puxa!

FC: Ela não sabe que é bruxa e isso fica entre nós.

BC: E porque Beatrice te chamou para falar dela?

FC: Para ficarmos de olho nela, ajudar, essas coisas.

PD: É, a iniciação de vocês é completa!

BC: Não vem não, que eu não te iniciei!

FC: Tem horas que o humor dele me lembra a capitã, Bruno.

BC: De fato, ela era bem direta e… bem direta, realmente.

PD: Quem foi essa capitã? - os gêmeos se entre olharam, Flávio sacou o celular enquanto Bruno falava.

BC: Ela foi a capitã de um submarino, no qual Flávio viajou. Mas nós quatro nos conhecemos antes, em Londres. Ela era mexicana, linda e meu Deus, que rabo de foguete.

FC: Em todos os sentidos! Olha Pierre - Flávio mostrava a tela do celular - essa é Maya e esse é Ricardo, o quarto de quem Bruno falou.

PD: Quando foi isso, do submarino?

FC: 3200 e… três. Foi. E quando retornei fui morar em Londres com a Delilah.

PD: E você, amor, estava onde?

BC: Eu estava em Marte, fui um pouco antes, né mano? Em 3200 mais ou menos. Fiquei lá com meu pai, retornei eles já estavam em Londres. Um tempo depois, Flávio e Delilah me chamaram para morar com eles.

PD: E depois vocês vieram para cá?

FC: Sim. Mas só depois que Delilah faleceu.

BC: E depois de Maya e Ricardo também. No começo, sabe Pierre, namorávamos nós quatro. Ai eu fui para Marte e ficaram só os três.

FC: Mas quando entrei no submarino, conheci a ruiva e ela exigiu exclusividade…

PD: E você cedeu?

FC: Cedi. Em partes, bom, meu irmão não conta. Ela nunca soube de nós dois.

PD: Por que?

BC: Porque além dela exigir exclusividade do Flávio, ela me via como irmão, quero dizer, do jeito tradicional. Apesar de eu amá-la durante muito tempo. E é uma coisa complicada de explicar, não é?

PD: Entendi.

FC: Mas não tenha dó dele, ele ficou toda a vida com Maya e Ricardo depois. E eles eram sensacionais!

BC: Agora eu estou com o melhor, aliás, com os dois melhores. Pelo menos, até você arrumar uma namorada, né Flávio!

FC: Você sabe que eu não te deixo… não mais. - eles se beijaram - Pierre, você já deu beijo triplo? - o jovem arregalou os olhos.

PD: Flávio… não eu…

FC: Eu não mordo rapaz e não vou entrar no meio da relação de vocês dois. Venha só experimentar.

Pierre se levantou e sentiu ambas as línguas em sua boca. Depois desse dia, Flávio o comprimentava beijando-o rapidamente e os beijos triplos aconteciam de vez em quando, mas tão somente. Pierre amava Bruno e aceitava a relação dele com o irmão, já Bruno estava cada dia mai envolvido com o ex-aluno. Os gêmeos seguiam na profissão, felizes e bem sucedidos. Porém a conjuntura mundial se apertava cada dia mais.


 

Carolina do Sul - EUA, 3670

 

_ Bom dia a todos. Meu nome é Flávio e eu sou o professor de Biologia de vocês. Quero saber o nome de você também. Você, doce criança, como chama?

_ Delilah, professor.

_ Muito prazer Delilah. E você?

_ Filipe.

_ E você?

_ Nina.

_ Você?

_ Alice, me chamo Alice.

_ Prazer Alice.

A interminável lista onomástica se seguiu. Ao saírem dali, as crianças foram para a aula de Iniciação a Defesa Pessoal, com Pierre.


Notas Finais


E ai? bjoo


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