História Histórias Cruzadas - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Suho
Tags Abuso, Chansoo, Chanyeol, Drama, Estrupo, Hunhan, Kaisoo, Kyungsoo, Morte, Suícidio, Traição, Yaoi
Visualizações 97
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drabs, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Lírica, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo - 2: Ainda não é fim


 

Ainda não é o fim

 

– Moço acorda, você está bem? O que fizeram com você? – Ali naquele beco sem saída de uma rua da conturbada Seul se encontrava Kyung. Ele estava jogado no chão, sendo recebido pelas gostas de sangue que escorria dos seus lábios carnudos. Tinha sido pego por  um bando de gangster, pessoas cruéis que se aproveitavam da fragilidade humana e sem se importar se era homem ou mulher, eles agrediam até a beira da morte, faziam por puro prazer, como se fossem drogados, viciados de maconha. Kyung queria estar morto, preferia estar no inferno do que viver aquele pesadelo outras vezes, tudo que restava em sua vida eram trevas agora, nada além de uma densa escuridão, mas talvez um ser maior que ele estava tendo piedade enviando-lhe uma luz? Nem ele sabia, tudo o que conseguia sentir era desprezo e dor.

Com muito esforço ele abriu os olhos naquela penumbra, seus glóbulos inchados dos socos que levou mal conseguiam se concentrar na figura que estava agachado ao seu lado, porém apesar da noite estar mais escura que o normal, o baixinho pôde ver um homem alto, de cabelos vermelhos, e orelhas grandes gritando por ajuda.

– Vou chamar uma ambulância, está muito ferido – Quem quer que fosse aquele homem estava com uma voz embargada de preocupação. Kyung sorriu por dentro, um sorriso sarcástico para ser mais exato, fazia tanto tempo que ninguém se importava mais com o que deixava de acontecer com ele. Mas ele não queria aquilo, não queria ninguém se importando com suas dores, só queria ser deixado ali para morrer junto com os vermes que se rastejavam pelas latas de lixo daquele beco sem saída. Esse era seu destino.

– Me deixe em paz.... – Pediu o menor quase num sussurro, estava com tantas dores que seu peito dava grandes repuxadas, se dissesse mais uma vogal poderia morrer, e talvez fosse esse seu maior desejo. Morrer.

– Não se preocupe já chamei uma ambulância, estão a caminho – O homem de cujo cabelos tão vermelhos como de uma rosa segurava as mãos de Kyung, ele mal sentia o calor abrasador que era os dedos daquele individuo, estava frio por dentro e por fora.

– Me deixe aqui para morrer – Proferiu Kyung deixando uma lagrima ardente correr sobre seu rosto mutilado. Até para morrer o menor tinha azar. Uma surra não era o suficiente? Teria que tentar outra vez? Se ele quisesse mesmo morrer, dessa vez teria que fazer direito, pegar uma arma e atirar contra seus próprios miolos.

– Oras, não diga uma coisa dessas, ninguém quer ser deixado para trás, morrer não é a solução – Disse o homem tentando reconfortar o quebrado coração do moreno, mas estava falhando, pois Kyung estava o odiando por isso, quem ele pesava que era para dizer algo a respeito da sua dor? Haviam tantos motivos que o levaram àquele caminho. A falta de emprego, a rejeição de sua família, sua sexualidade, e tantos outros que deixaram os dias de Kyung cinza. Ele era gay, e todo mundo sabia disso, ele havia tentando esconder esse fato antes, porém não era como se pudesse esconder para sempre, mas ele queria, pois era por esse motivo que havia levado a quinta porrada só naquele mês dos gangsters – Não vou deixa-lo aqui assim, vou lhe acompanhar ao menos essa noite no hospital, você deve ter uma família, eles podem estar preocupados.

Kyung tentou xingar o gentil homem que havia lhe socorrido, contudo estava cansado demais, e suas forças estavam tão escassas, que tudo o que pôde fazer – e apenas conseguia – era fechar os olhos. E foi o que ele fez, fechou os olhos na tentativa de aliviar a dor, o sofrimento, não tinha porque ficar lutando contra aquilo, estava pronto para partir de vez. Mas, e quanto a todos aqueles anos em que pediu por uma luz? Ele ia realmente abandonar o barco? Tinha remado até ali para simplesmente se jogar e afundar com suas frustrações e problemas?!

A depressão havia tomado conta da vida do menor de um jeito sobrenatural, estava cego nas penumbras que era sua vida, mas não era como se ele nunca tivesse tentado pedir ajuda, seu ex amigo Kim Jongin foram um dos que Kyung havia lhe pedido por um momento que fosse para lhe escutar, sabe... Fazer papel de amigo, e ouvir o que menor tinha a dizer, nem que fosse para aliviar a ponta do iceberg do fardo do moreno, mas aquela amizade era tudo fruto de uma mentira, no fim das contas o moreno só havia se aproximado do baixinho para poder abusar do seu corpo enquanto dormir. Muitas vezes Kyung era dopado com drogas e Kai, como era conhecido por todos, tocava o corpo chamativo que era do menor. O baixinho tinha grandes nadegas, que atraia os mais diversos curiosos para experimentar um pouco daquela bunda, coxas fartas, lábios carnudos que chamavam atenção quando ficava sério. Um deleite de homem! Ele era perfeito aos olhos crus, sua parte física era o que deixava o menor mais atraente, sugestivo, entretanto só ele, e apenas ele, sabia o que já tinha passado por conta disso, não que ele fosse o homem mais lindo do mundo, e que sua beleza era um fardo, não era bem essa a história, talvez tivesse nascido para sofrer, ou estivesse pagando por algum erro numa outra realidade, numa outra vida. Ele não sabia, tudo o que via agora era uma sala branca, com luzes fortes queimando sua córnea, estava vestindo um traje azul, e julgar pelo cheiro de naftalina estava no hospital.

 – De novo não! – Disse o menor soltando um muxoxo, vivia mais no hospital que em casa, na verdade não tinha nem mais para onde ir, pois havia sido despejado, não tinha mais dinheiro sobrando para pagar o aluguel e trabalho era o que faltava na sua vida.

– Que bom que acordou Sr. Kyung – Disse um homem bonito vestindo um jaleco branco, provavelmente era médico daquele plantão hospitalar, e pela cara que Kyung fez ao ver o homem se aproximando com uma expressão preocupada sabia que ouviria seu quinto sermão – É a quinta vez que nos encontramos só esse mês na mesma situação, devo dizer que como seu médico estou muito preocupado.

– Foram apenas contratempo – Disse Kyung tentando se livrar daquele papo de que se preocupavam com sua vida, que era mentira.

– A mesma desculpa outra vez – O baixinho bufou. O médico tinha razão, todas as outras quatro vezes que encontrou o menor quase desfigurado em cima daquela cama ele sempre dava a mesma resposta – Não quero ser intrometido, mas só estou preocupado com você, mesmo sendo medico e eu tenha que cuidar apenas das feridas e alguns curativos, eu me preocupo com você.

– Só tive o azar de um cara me encontrar em um beco, apenas isso! – Aparentava ser tão simples a maneira com que Kyung falava do ocorrido. No fundo ele era um egoísta por pensar em si mesmo, e não ver que, tinha sim algumas pessoas que sofria por vê-lo passar por momentos tão difíceis e não poder fazer nada.

– Azar não meu caro, muita sorte, tanta sorte essa que dessa vez não foi um estranho que trouxe seu corpo todo machucado para mim, e sim um amigo meu, tem que agradece-lo, porque poderia ter sido deixado lá para morrer – Kyung arregalou os olhos mesmo eles estando doloridos. Aquilo era uma brincadeira? Então o maldito homem que impediu a morte sucumbir o ultimo suspirar de Kyung era amigo do seu tão conhecido doutor?

– Isso não poder ser verdade.... – O doutor apenas afirmou o contrariando, e logo uma figura alta apareceu na porta tomando a atenção do menor para si. Era ele, o homem que salvou Kyung, agora mais consciente ele podia ver de perto os detalhes que caracterizavam sua estatura. Alto, cabelos vermelhos, olhos castanhos escuros, as orelhas grandes – foi a única coisa que Kyung lembrou – e as roupas de menino descolado.

– Junmeyon? – Chamou o ruivo – Como estão as coisas?

– Estava dizendo para esse insolente que foi muita sorte dele você tê-lo achado, e que ele deveria agradecê-lo – Junmeyon anatava no prontuário alguma coisa referente ao baixinho. Os olhos inchados de Kyung tentavam encontrar foco nos do ruivo, mas estava dolorido ainda, não conseguia enxergar direito.

– Não precisa – Sorriu o orelhudo. Ele se aproximou da cama de Kyung, o menor retraiu-se tentando manter um pouco a distância, não queria que ninguém o visse naquele estado – Me chamo Park Chanyeol e qual seu nome?

Kyung não dizia uma sequer palavra, não queria mais intrusos na sua vida, estava bom demais com sua desgraça.

– Vamos Kyung não seja tão ríspido com o homem que salvou sua vida. O nome dele é D.O KyungSoo, e já é a quinta vez que ele aparece assim – Maldito! Pensou o menor ao notar Junmeyon entrando na conversa sem ser chamado, ele iria processar o doutor por expor informações pessoais para pessoas desconhecidas – A propósito. Soo, ligou um homem aqui dizendo que assim que se recuperasse era para ir buscar suas coisas. Por acaso foi despejado?

– Não acha que já sabe o suficiente da minha vida? – Indagou Kyung ríspido arrancando alguns risos do doutor. Ele já estava acostumado com o jeito carrancudo e duro do paciente.

– Pode passar essa noite na minha casa se quiser, até você decidir o que vai fazer amanhã, vejo que está desabilitado – Disse Park compadecendo-se da situação do menor, estava claro que Kyung tinha sido despejado e que não tinha lugar para onde ir, e depois de tê-lo encontrado em um beco naquele estado, não custava nada ajudar o próximo.

– Não será necessário, eu passarei a noite aqui, amanhã eu vejo o que faço – Negou o menor com um cara de poucos amigos. Apesar dos apesares, Kyung odiava se sentir a vitima, tudo bem que ele era vitima, mas o fato de olhar para as pessoas e notar a cara de pena que elas transpassavam era o suficiente para o menor não simpatizar com nenhuma delas.

– Bom, eu preciso ir, caso precise eu vou estar a disposição, Junmeyon sabe onde é minha casa, qualquer coisa só entrar em contato com ele, seria um prazer ajudar um amigo do meu amigo – Kyung ficou quieto, não tinha cabeça para pensar nada sobre aquela proposta, mal conhecia o sujeito, não iria se submeter a depender de um estranho. Não mesmo. Ele daria um jeito naquela situação toda, se sobreviveu tinha que dar um jeito. Mas alguma coisa estava lhe dizendo que no fim, era para casa do ruivo que iria, estava sozinho no mundo, e se tinha uma mão lhe estendendo, por quê não apertar por alguns segundo?!



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