História Histórias Cruzadas - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Suho
Tags Abuso, Chansoo, Chanyeol, Drama, Estrupo, Hunhan, Kaisoo, Kyungsoo, Morte, Suícidio, Traição, Yaoi
Visualizações 38
Palavras 2.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Lírica, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie gente, eu tava com tempo livre então resolvi att essa fic.
Bom se tiver uma merda me perdoem, tenho estado muito deprimido kkkkk mas ai está.
Obrigado aos favoritos e espero que estejam ( de alguma forma que num sei como ) regozijando da história.
Sinto muito se num sou o melhor escritor, mas se alguns leem, é pq partilham da minha imaginação.
Obrigado e até mais. Bjs Chansoo ama vcs.

Capítulo 3 - Capítulo - 3: Marcas do passado


 

Marcas do passado

– O que estou fazendo? – Disse KyungSoo para si mesmo enquanto olhava para o interruptor de um apartamento localizado no centro de Gangnam na grande Seul. Carregava consigo uma pequena mala e uma bolsa de costas, era tudo o que tinha na vida, algumas mudas de roupas e seus documentos. Ele suspirou pesado, seus pulmões ainda maltratados doíam, sua cabeça girava, não sabia se deveria se submeter em confiar em mais ninguém, porém ele estava só, e ele não tinha escolha, tinha?

Relutante seu dedo indicador enfaixado por curativos foi em direção ao pequeno botão ao lado da porta, no fundo ele queria sair daquele prédio e correr, para bem longe, não queria estar se prestando a um papel tão ridículo como aquele outra vez, já havia dormido na rua outra vezes, não seria ruim passar mais um mês catando lixo. Contudo uma força maior que ele o levou a fazer o que seu corpo lutava contra. Ele apertou a campainha, e logo em seguida um ser de mais ou menos um metro e oitenta e cinco abriu a porta. Era ele, Park Chanyeol. Pelos pingos que caiam de seus fios vermelhos e o corpo desnudo apenas com uma toalha em volta da cintura, tinha acabado de sair do banho. Seus olhos arregalaram-se, não esperava que o menor fosse mesmo aceitar seu convite.

– Vai me deixar entrar ou voltou atrás quando disse que poderia me ajudar?! – Disse Kyung com um tom sério, já estava quase desistindo quando Chanyeol pegou a mala que estava em sua mão e o convidou para entrar.

– Sinto muito, eu não sabia que vinha – Falou Park envergonhado com a situação. Normalmente quando vai receber visitas ele sempre pede para avisar que estar a caminho, pois o ruivo tem mania de andar nu pela casa – Sinta-se à vontade, eu só vou por uma roupa e já venho conversar com você.

Kyung apenas assentiu envergonhado, ele que deveria se desculpar em chegar sem avisar. Seus olhos ainda estavam um pouco roxo, porém melhor que a noite anterior, ele observava o interior do cantinho de Chanyeol, para um homem com cara de moleque ele até que era bem organizado. O espaço não era muito grande, porém aconchegante o suficiente para o menor sentar-se em dos sofás branco que tinha no meio da sala, mas não sem antes tirar os sapatos e sentir o tapete camurça brincar com seus pequenos dedos. Ele soltou um leve sorriso ao sentir as peles felpudas, cheiro de lavanda aspirava no ar, o ar-condicionado em uma temperatura agradável, tudo era simples, porém com um toque de casa limpinha.

– Desculpa a demora – Pediu o ruivo sentando-se em outro estofado a sua frente. Agora vestindo uma bermuda cinza e uma camiseta manga longa preta sentia-se mais à vontade, e aquela sensação de desconforto não pairava mais no ar – Quer alguma coisa? Um leite quente? Uma água? – Atencioso! Pensou Kyung. Parecia até mentira que alguém estava sendo legal com ele, todos o maltratava, o ignorava, e muitas vezes ele era conhecido como uma escoria para humanidade. Mas não era como se nenhum motivo levasse as pessoas a trata-lo assim, haviam coisas no passado do moreno que a consequências para seu nascimento foi viver uma vida infernal, cercada de ódio.

– Leite é para gatos, eu prefiro um café – Disse fazendo Park sorrir, mesmo que para Kyung não houvesse nenhuma graça, porém por dentro ele sorriu sem querer ao ver os dentes alinhados do maior iluminar seu rosto.

– Bom.... Eu não tomo café, mas posso ir comprar numa mercearia aqui pertinho – Disse o grandão se levantando do sofá indo em direção a sua carteira, porém Kyung fora mais rápido pegando a únicas moedas que lhe restavam no bolso e entregando para o ruivo que lhe olhou confuso – Para que isso?

– Como assim para que isso.... Para comprar o café, já estou sendo inconveniente demais abusando da sua boa vontade, e mesmo que essas seja a ultimas moedas que me restam, faço questão de pagar – Chanyeol olhou para o menor e para as moedas. Estava na cara que aqueles centavos não davam para comprar uma bala sequer. Ele envolveu suas mãos nas do menor e fechou a palma de Kyung recusando os trocados.

– Não precisa KyungSoo, eu já estava indo comprar algumas coisas, não custa nada eu trazer seu café.... Volto em alguns minutos – Disse soltando a mão do moreno e saindo logo em seguida.

Kyung mediante a gentileza do mais alto resolveu aceitar, pelas suas analises críticas que costumava fazer das pessoas, Park definitivamente era um daqueles caras persistentes no que quer que fosse até a pessoa dizer sim, e bem, a verdade era que ele estava duro, sem um tostão no bolso. O que passou em sua cabeça em achar que aquelas merrecas que ele chamou de dinheiro valesse de algo? Obvio que estava incomodado por estar dando trabalho para ruivo antes mesmo de se conhecerem, e se tinha uma coisa que Kyung odiava era depender das pessoas a sua volta, tanto que, nem mesmo os pais que haviam-lhe gerado, queriam tê-lo como fardo e entregou-lhe para um orfanato qualquer, só de lembrar dessa parte da sua vida, o corpo do moreno tremia, foram os momentos mais difíceis na sua existência como ser humano, e parece que os demônios do passado estavam mais presentes que nunca em sua fase adulta. Ingênuo ele foi, ao pensar que, quando ficasse de maior e conseguisse sua independência iria finalmente se livrar daquela jaula que era a casa de acolhimento. Bem ele conseguiu, porém do mesmo jeito que entrou saiu, sozinho, sem ninguém do outro lado dos grandes portões a sua espera, apenas um caminho tortuoso pronto para ser trilhado.

– Demorei? – Kyung nem havia notado os minutos passar mergulhando em seus devaneios quando Park chegara com algumas sacolas.

– Não – Forçou um sorriso – Sinto muito estar atrapalhando, prometo que não vou demorar muito aqui – Disse o moreno lançando-lhe um olhar simplório. Aquilo seria provisório, Kyung daria um jeito, sempre deu, e jamais iria depender de ninguém que não fosse ele mesmo.

– Não vamos falar sobre isso agora certo? Quanto ao café e não sei fazer, você poderia? – Indagou Chanyeol dirigindo-se para a cozinha sendo seguido pelo menor. Ambos ainda estavam um pouco tímidos com a presença um do outro, o que era normal, mas nada que uma boa xicara de café não pudesse aquecer o coração frio de Kyung.

– Acho que vou precisar de um bule e coador já que não tem cafeteira – Disse Kyung esperando o ruivo entregar-lhe o material para preparar sua bebida favorita. Após Park apresentar-lhe a cozinha e mostrar onde estava tudo o que ele precisava para preparar seu café, ambos iniciaram uma conversa – Você mora sozinho?

– Moro. Esse apartamento era dos meus pais, depois que eles se mudaram para uma casa longe do caos do centro eu resolvi tomar posse e ficar aqui – Chanyeol também preparava alguma coisa mais suave que o café forte do menor, um copo cheio de leite, e quanto preparava o liquido lembrou do que Kyung havia dito mais cedo a respeito de leite ser coisa para gatos, ele deu um breve sorriso contido, se o menor soubesse o quanto era bom o sabor talvez quisesse virar um gato – Sem contar que, estou fazendo administração numa faculdade aqui perto e trabalho meio período em um shopping perto do campus.

– Resumindo.... Tudo ao seu alcance – Disse Kyung terminando de passar o pó e ter em mãos uma xícara do liquido preto em seus lábios. Ele deu um leve grunhido ao sentir o fluido quente queimar as pequenas feridas internas que tinha na boca.

– Talvez queira virar um gato pelo menos uma vez na vida – Brincou Park oferecendo-lhe um pouco do seu leite.

– Dispenso – Negou o menor rindo. Ambos riram com o trocadilho, a atmosfera até que estava boa, até o ruivo tocar no assunto da sua estadia.

– Quanto tempo pretende ficar? – Os lábios de Kyung que antes estavam acesos com um leve sorriso, agora dava lugar a um semblante carregado de preocupação. Ele tentava disfarçar o quanto ser despejado pela oitava vez naquele ano estava sendo estressante, não parava em lugar algum, e quando conseguia encontrar um canto nem que fosse para passar dois dias, seu histórico do passado vinha lhe atormentar – Não que eu esteja lhe dando um prazo longe disso – Disse Park tentando contornar a situação que tinha criado – Pode ficar o quanto quiser, costuma ser bem solitário aqui, será bom ter alguém para conversar.

– Não precisa ser legal comigo Park – Nem mesmo aquele requinte que estava tomando aquecia as palavras frias que saiam dos lábios carnudos do moreno – Sei que sou um peso, e também não quero me intrometer nos assuntos de ninguém.

– Não foi isso que eu quis dizer Kyung, você me entendeu mal – O ruivo tentava se explicar, mas a expressão carrancuda do moreno  não ajudava muito, estava trocando os pés pelas mãos – Olha, vamos fazer assim, fique o quanto quiser, e não precisa se preocupar com nada até você se ajeitar.

– Dois dias é o suficiente – O ruivo apenas assentiu dando-lhe seu melhor sorriso. Kyung por dentro estava aos cacos, estava mais que perdido, não sabia qual passo seguir, e quanto mais pensava no que fazer, mas se encontrava sozinho. Das últimas vezes em que se encontrara na mesma situação, um fleche de luz vinha em sua mente mostrando uma alternativa, mesmo que essa não fosse uma das melhores.

– Só tem um problema, só temos uma cama –  Aquilo definitivamente era um problema, não tinha a menor possibilidade de ambos compartilhar a mesma cama.

– Eu posso dormir no sofá – Disse Kyung achando ser a melhor solução.

– Não precisa, eu durmo, tenho certeza que seu corpo precisa se recuperar, e aproposito Junmeyon ligou enquanto eu estava no mercado, querendo saber se você chegou em segurança –

– Aquele intrometido – Brincou o moreno.

– Não esquenta, ele é assim mesmo, super protetor com aqueles que gosta –

Naquele dia o ruivo não foi trabalhar, preferiu ficar em casa dando sua melhor hospitalidade para o menor, ligou para o trabalho avisando de sua falta, e até mesmo faltou na faculdade, não tinha problema sair da rotina de vez em quando, era bem aplicado em tudo o que fazia, não teria problemas no futuro.

A noite caiu rápido, e depois de um bom banho, seguido de uma deliciosa pizza que Park pediu, era a hora de dormir, ambos estavam cansados, haviam trocado informações básicas sobre a vida de cada um, logico que Kyung como sempre foi reservado quanto a sua vida, disse apenas o que o ruivo precisava saber, pelo menos por hora, e ele até tinha gostado de passar a tarde com o orelhudo. Park era cativante, conseguia fazer qualquer um confiar em si, e ver o menor frágil fazia aquele instinto crescer ainda mais, enquanto conversavam tinha consciência que a vida do menor não era fácil e que provavelmente não confiava em ninguém, entretanto a peculiaridade que era KyungSoo deixava as entranhas dele em êxtases, queria ser amigo daquele cara, ele podia ver através dos olhos sombrios do menor que, ele era um lobo solitário, sem ninguém, e Chanyeol gostava de ajudar os necessitados, por que não estendê-lo a mão?

– Acho que vou dormir – Disse Kyung se levantando do sofá e seguindo para o quarto que era do ruivo. A cama de casal com o acolchoado macio esperava por si, ao menos aquela noite não dormiria no chão frio da sombrosa Seul. Mesmo estando na casa de um estranho, o moreno não podia evitar de dormir apenas de cueca, deitar com muitas peças sobre seu corpo lhe deixava sufocado. Antes de retirar aos poucos as peças de roupas que cobria seu corpo, ele pensou se realmente poderia fazer aquilo, entretanto quando viu, estava apenas com a box preta e o vento gélido do ar-condicionado tocando sua pele maltratada.

Park também se preparava para ir dormir, porém esqueceu de avisar a menor que iria sair cedo e que deixaria a chave reserva do lado do pote de açúcar onde sempre deixava. Ele andou às pressas antes que o menor pudesse deitar-se, e assim que abriu a porta teve seus olhos arregalados com a cena que via. Kyung estava semidesnudo de frente para cama, estava em pé tirando sua calça, e suas costas a mostra foi o que deixou Park descabreado. Haviam marcas de chicotadas desenhado por toda extensão das costas do menor, pela cor escura provavelmente deveriam ser antigas, entretanto aquilo fez os olhos do grandão arder, e uma dor no peito invadir seu ser....

– Kyung.... – Disse Park tocando uma das marcas do corpo do menor. KyungSoo tomou um susto. O que ele estava fazendo ali? Como ele havia ido parar no quarto que temporariamente estava, e ainda por cima com os olhos marejados tocando suas feridas?!

– Chanyeol.... 


Notas Finais


Bom gente é isso, o cap foi curto, mas prometo compensar na proxima. Deixem seus comentários e... "Não exija que os leitores comentem, favoritem ou deem notas, para atualizar ou continuar a história." me sinto um lixo quando leio isso e ainda peço para comentarem a respeito do que estão achando da fanfic, mas é a vida...


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