História Histórias de Meio-Sangues - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Dionísio, Hades, Personagens Originais, Quíron
Tags Heróis Do Olimpo, Histórias De Meio-sangues, Mitologia, Mitologia Grega
Exibições 7
Palavras 2.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Bom está aqui mais um capitulo. Espero realmente que vocês gostem e qualquer observação construtiva eu aceito.
:)

Capítulo 12 - Presentes Para A Missão


Fanfic / Fanfiction Histórias de Meio-Sangues - Capítulo 12 - Presentes Para A Missão

Presentes Para A Missão

 

Pov Gwen

 

  Pegar uma carona literalmente no sol não estava entre meus planos de “sonhos a se realizar”. Mas até que era bem mais tranquilo do que parecia. Praticamente parecido com uma viagem normal de carro só que cem vezes mais rápido e “alto”. Ainda não acreditava que estávamos voando através de um carro e com um deus. Tudo estava ocorrendo bem rápido.  

  Não era de se admirar que o idiota do Eren tenha confundido o deus do sol com um semideus, já que Apollo realmente parecia ter quase a nossa idade. Ele puxava conversas com a gente, mas evitávamos falar muito. Ninguém queria desrespeitar um deus, mesmo ele parecendo ter nossa idade o fato dele dirigir o sol o faz ser intimidador o bastante, além disso tudo, imortais podem ser facilmente irritados – Uma impressão que eu tive conhecendo Nicolas e.…certas outras pessoas – Realmente nem mesmo Jorge e Eren falavam.

 

 

  - Não precisam ter medo de mim – Disse Apollo como se lesse meus pensamentos – Sou diferente de alguns de meus...”colegas”. Podem relaxar um pouco que ainda faltam três horas para chegarmos até Manaus.

 

  - Desculpe senhor Apollo – Disse Nicolas naturalmente e sem mostrar nenhum tipo de nervosismo – É que meus amigos não te conhecem direito ainda.

 

  - Relaxe Nic. Todos são assim no início. Mas depois se acostumam. Bom alguma dúvida?

 

 

  Por incrível que pareça Alanna levantou a mão.

 

 

  - Como é que o sol é um carro? – Perguntou

 

  - Bom – Respondeu o deus – Antes costumava ser uma carruagem. Na verdade, ele tem sempre a forma que eu quero. Devo admitir, carros para mim foi a melhor coisa que os humanos já fizeram.

 

  - Ainda não entendi. Como ele pode ser um carro e uma bola de ar quente a bilhões de km da terra?

 

  - Na verdade é só meu carro/carruagem mesmo. É que minha irmã Ártemis, deusa da caça e da lua, costumava me chamar de bola de gás pegando fogo. Mas depende se você está falando de astronomia ou filosofia. Astronomia? Que graça tem isso? Quer falar de como os humanos imaginam o sol e pegam carona nele? Aí sim é interessante. Entendeu?

 

  - Mais ou menos.

 

  - Ok é um pouco complexo mesmo para quem ainda está acostumado – Ele olhou entre Alanna e Nicolas, depois para mim e logo para Eren, tudo isso franzindo a testa com estranheza – É. Você aí filho de Zeus, é bem sortudo sabia?

 

  - Como assim? – Perguntou Jorge

 

  - Nada demais. Olhem eu vou dormir um pouco, recomendo que façam o mesmo – Apollo apertou um outro botão no volante que se lia “AUTO” e começou a se espreguiçar até dormir.

 

  - Pensei que deuses não dormiam.

 

 - E não dormem – Falou Nicolas – Mas alguns gostam de fazer isso.

 

 - Agora que falou isso... – Disse Eren – Você conversou como se já encontrasse Apollo antes.

 

 - É porque eu já encontrei. Eu estou vivo desde o século V, acha mesmo que não realizei nenhuma missão para certos deuses?

 

 - Porque se você não fosse imortal nunca iam te chamar – Alanna.

 

 - No caso de Apollo... – Disse Nicolas ignorando Alanna – Eu o encontrei enquanto fazia uma missão com as caçadoras de Ártemis.

 

  - As tais guerreiras imortais que escolhem não namorar? Não parece muito com alguém que a gente conhece?

 

  - O que você quer dizer?

 

  - Nada demais. Quer saber? Eu vou ouvir música – Então ela enfiou fones no ouvido e ligou um MP3.

 

  - Tecnologia dos filhos de Hefesto? – Perguntou Eren.

 

 

  Alanna assentiu e Nicolas decidiu não discutir. Depois de uns minutos todos exceto eu e Eren não tínhamos dormido ainda, o que causou um grande silêncio no carro. Mas o que eu estava mesmo é morta de curiosidade. Ninguém mesmo sabia o que aconteceu entre Alanna e Nicolas. Eles eram um casal muito amoroso, realmente se amavam, mas de uma hora para outra eles terminaram sem dar explicações ou comentar sobre o assunto, porém estava estampado no olhar dos dois que tinha acontecido algo bem estranho.

 

 

  - Desculpe – Disse Eren de repente – Não devia ter jogado um tufão de água em você.

 

  - Está se desculpando só por isso? – Perguntei.

 

  - Não lembro de ter feito nada de errado com você além disso.

 

 

  Aquele garoto é tão...ARGH! Eu tinha vontade de enterrar aquelas três gigantescas rochas nele. Avisei a ele sobre Raquel, até inventei aquela história dela fazer bullying, mas só fiz isso porque tinha razão, aquela garota era má companhia. Além dela ser do chalé tão “humilde” de Atena, ela é completamente insuportável até entre seus meios irmãos. Nem eu mesmo sei porque fiquei tão incomodada, mas isso não vem ao caso. Só quis aconselhar um amigo e ele não quis ouvir.

 

 

  - Mas... – Continuou Eren – Não quero brigar com você. Principalmente porque você salvou minha vida, e.…também porque é uma das únicas amigas que eu tenho. Só tenho vocês e não quero brigar por besteira.

 

 

  Bufei, mas depois vi que no fundo ele tinha razão. Tínhamos uma missão onde não podíamos de maneira alguma ficar de mau um com o outro e Eren foi uma pessoa bem gentil durante aquele tempo todo comigo – E não queria falar aquilo na frente dele, mas Eren salvou minha vida também contra o Minotauro e por falar nisso...

 

 

  - Ok eu desculpo – Falei – Eu também fui uma idiota – Tirei o chifre do Minotauro do meu casaco e o estende para ele – Tome, acho que isso aqui é seu.

 

  - Mas quem tirou o chifre foi Jorge – Disse ele.

 

  - É, foi mesmo. Porém as regras de batalhas ao longo dos séculos é: “Quem mata fica com o prêmio”. Agora pegue senão “eu” fico.

 

 

  Eren então pegou o chifre e ficou olhando para ele. Fiquei olhando para o garoto e pude ver que realmente ele era filho de Poseidon – Como se dominar a água não fosse o suficiente – Os olhos dele azuis marinhos lembravam totalmente as águas no mar, sua pele bronzeada parecia que tinha vivido o tempo todo na praia. Eu me sentia as vezes à vontade com ele. Mas não mudou nada ainda. Como já falei quando Eren souber do meu passado ele não vai querer mais me olhar, assim como todos ali naquele carro. Somente Quiron e Hades sabem, e deve permanecer assim. Minha mãe não era nem de longe a melhor do mundo.

 

  - Gwen – Disse Eren resmungando e com o rosto verde – Acho que vou vomitar.

 

  - Como assim? – Perguntei.

 

  - Eu fico enjoado em qualquer meio de transporte. Foi mal...deveria ter falado antes.

 

  - Calma, espere um pouco – Ainda bem que era fácil acessar o porta-malas do carro, era só ir para trás do banco que pude pegar meu cantil de água – Pega, não se preocupe eu encho depois.

 

  - Valeu – Ele pegou para jogar um pouco sobre o corpo mas olhou para Apollo e depois para o carro e mudou de ideia para apenas beber a água – Obrigado pela água – Então ele devolveu o cantil para mim – Posso te contar uma coisa e você promete não contar aos outros?

 

  - Sim.

 

  - Escute...no meu sonho – Ele já parecia tremulo agora só de lembrar daquele sonho. O quer que ele tenha visto o traumatizou mesmo – Eu tive algumas visões da missão.

 

 

  Ele começou a contar as coisas horríveis que tinha visto no sonho com as cenas de cada um de nós, do acampamento destruído e da voz assustadora que sussurrou em seu ouvido ameaçando Eren a desistir.

  Ficamos em silêncio por alguns segundos se encarando. Eu ia tentar falar alguma coisa para deixa-lo mais tranquilo, mas um barulho de alarme tocou no carro e todos acordaram com um salto até mesmo Apollo que foi direto para o volante.

 

 

  - Bom, semideuses – Disse Ele – Chegamos a sua parada. Manaus.

 

 

  Bom ele tinha razão abaixo eu pude ver a cidade. Estávamos descendo bem rápido até estacionar em um campo de futebol completamente vazio. Saltamos do carro enquanto Apollo falava um pouco com Nicolas. Pegamos nossas coisas do carro e antes que o deus do sol fosse embora Jorge o parou.

 

 

  - Espere! – Chamou ele – Sabemos que vocês deuses estão enfrentando um inimigo poderoso, mas quem ele é?

 

  - Desculpe – Respondeu Apollo enquanto coçava a cabeça inquieto – Seu pai foi muito claro quando falou para não contar nada a vocês. Mas garanto que vão descobrir logo, até lá...sobrevivam.

 

 

  Então ele saiu voando novamente com o carro até olharmos novamente o sol como ele é naturalmente.

 

 

  - Ok – Disse Nicolas – Apollo falou que tem algumas coisas esperando por nós em um estacionamento de barcos ao sul na margem do Rio Amazonas. Vamos logo.

 

 

  Pelo que pude ver em um relógio do colégio que estava perto do campo, eram onze horas da manhã. Trocamos de roupa em um lugar fechado que havia por lá – Só para não usarmos as camisas do acampamento no meio da cidade – Logo depois formos para o lugar designado pelo deus depois de passar por algumas avenidas e passar em silêncio pelos seguranças do estacionamento. Bom, depois que entramos não sabíamos o que fazer até ver um barco que dizia: “Semideuses entrem peguem o que precisam e SAIAM”.

 

 

  - Bom, tem que ser aquele – Disse Jorge.

 

  - Você é ótimo em deduzir o obvio – Respondeu Eren.

 

 

  Subimos no barco e no convés tinha um baú onde Nicolas abriu e começou a entregar os itens para cada um de nós.

 

  - Bom – Disse ele – Esse Tic Tac aqui é de Eren junto com esse bilhete.

 

 

  Eren pegou a embalagem do Tic Tac menta azul, e um bilhete que Eren estranhou muito.

 

 

  - O que diz nesse bilhete? – Perguntei.

 

  - Diz: - Respondeu – “Abra a tampa somente quando for lutar”.

 

 

  Aquilo era bem estranho, mas Eren guardou a embalagem e o bilhete no bolso sem fazer perguntas. Continuando a distribuição Nicolas pegou uma espécie de papel e leu.

 

 

  - “Pode chamar a Lexa”?

 

 

  Alanna deu um sorriso de felicidade, se virou para o Cais do estacionamento e assoviou bem alto. Eu ia perguntar se ela queria que todos os seguranças soubessem que estávamos lá só que quando eu olhei para o Cais eu entendi.

  O chão abriu e um cachorro do tamanho de um rinoceronte, com olhos tão vermelhos que pareciam lava e garras parecidas com punhais. Era o cão infernal de Alanna. A cadela de três metros veio correndo feliz e rapidamente até o barco.

 

 

  - Alanna... – Disse Eren – Pare sua cadela antes que ela destrua o navio.

 

  - Lexa! – Exclamou Alanna e a cão infernal parou abanando o rabo – Senta!

 

 

 A cadela automaticamente sentou e continuou abanando o rabo.

 Todos nós ficamos um pouco espantados com aquilo mas resolvemos continuar. Nicolas ticou uma caneta esf. Retrátil e entregou para mim. Bom pelo menos poderia escrever.

  Nicolas tirou um relógio e o deu a Jorge. Depois disso ele fechou o baú e descemos do barco.

 

  - O que você ganhou? – Perguntou Eren a Nicolas.

 

  - Isso – Respondeu tirando uma garrafa térmica do casaco de couro que usava – Disse que aqui tem os quatro ventos e é só para abrir quando realmente for necessário.

 

  Alanna ficou fazendo carinho na sua enorme cadela que batia a pata no chão com força.

 

 

  - Eren está na hora de falar – Disse Nicolas – Com o que exatamente você sonhou?

 

 

  Todos ficaram encarando Eren e ele ficou meio nervoso. Não era de surpreender já que realmente é um peso nas costas.

 

 

  - Relaxem ele já me contou – Intervi – Ela um em que estávamos vindo até aqui pegando os itens no baú.

 

  - Mas porque acordou daquele jeito? – Perguntou Alanna.

 

  - Foi porque ele viu Lexa.

 

 

  Todos se entreolharam e deram de ombros. Eren olhou para mim como se perguntasse: “tem certeza que foi uma boa ideia? ”. Na verdade, não. Mas também não podia preocupar as pessoas do grupo. Eu mesmo fiquei com medo quando ele falou das cobras se debatendo com chamas negras. “Benção das Chamas Negras”, foi o presente de meu pai. Agora fazia um pouco de sentido para mim, mas eu não queria ter que usa-las mesmo que soubesse como.

 

  - Muito bem... – Disse Nicolas – Vamos voltar para cidade e procurar um jeito de derrotarmos os monstros em apenas doze dias.


Notas Finais


Até a próxima semideuses :)


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