História Histórias de uma Adolescência - Marilina - Capítulo 41


Escrita por: ~

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Categorias Carrossel
Personagens Marcelina Guerra, Mário Ayala
Tags Adolescente, Carrossel, Marilina, Paulicia, Romance
Visualizações 123
Palavras 946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, comentem o que estão achando, desculpem pela vibe triste, é o que tem por enquanto haha

Capítulo 41 - Por que?


- Chegamos! - Anunciou o taxista ao parar o veículo em frente a casa de Daniel.

Paguei o homem, que ainda parecia preocupado comigo, e desci.

Olhei para a casa dele, agora não tinha mais volta, não me sobrara dinheiro para ir para outro lugar, eu teria de buscar o apoio dele mesmo.

Disquei no celular seu número e por sorte chamou uma vez apenas e ele atendeu.

- Marcelina?

- Abre a porta p-pra mim? Eu estou aqui f-fora. - minha voz estava mais horrivel do que minha aparencia por incrível que pareça, devido ao choro e ao efeito que fazia quando eu batia os dentes de frio. Minhas pernas estavam arrepiadas, olhos inchados, a boca completamente ressecada com o gosto da minha própria lágrima.

Ouvi o som de seus passos rápidos descendo a escada pelo telefone que ele ainda segurava, não demorou a abrir a porta e mostrar sua imagem de pijama azul e meias. Quase esbocei um sorriso. Ele me olhava assustado e preucupado.

- Entra aqui agora! - Disse com os olhos arregalados.

Obedeci sem dizer nenhuma palavra.

- Desculpa. - Falei após ele trancar a porta por dentro.

- Pode me explicar o que está fazendo aqui a essa hora chorando, nesse frio, com um microshort e um moletom caido no ombro? Quer me matar do coração?

Quando ele terminou a frase puxei rapidamente a manga com medo de que ficasse visível o ematoma mas ele não notou, apenas olhava fixamente nos meus olhos marejados.

Eu não podia dizer realmente tudo o que Mario havia feito, ou estava feita a confusão.

- Eu estava com o Mário, ele me... magoou um pouco.

- Como assim? O que ele fez agora? Olha que eu pego ele amanhã, hein! - Daniel fechou os punhos como se quisesse mostrar que não estava brincando.

- Bom, as intenções dele eram as melhores, fez até uma mesa cheia de comida pra mim, mas eu fui um pouco ignorante...

- Marcelina eu ouvi falar do que aconteceu hoje de manhã, eu vou ligar pra sua mãe! - Ele ia pegando novamente o telefone mas eu dei um tapa em sua mão.

- Isso é tudo que você não pode fazer, se quiser que eu continue viva, ou que pelo menos seja sua amiga!

- Marcelina, quero tim tim por tim tim.

- Bom, eu saí de lá fugida depois do mal entendido com ele, e achei que podia vir pra cá, já que não queria ir pra casa, por favor, to confiando em você.

Ele me olhou pensativo.

- Vou fingir que eu acredito em você. Quer sentar? - Ofereceu e eu assenti. Sentei no sofá da sala. Meu rosto chegava a estar grudento com as lágrimas secando nas bochechas.

- Ainda não disse porquê o chororô. Tô preocupado.

- Sou dramática. Mas não estou mais chorando.

- Ainda bem, aquele garoto não merece nada disso aí não.

- Mas você e o Mário são amigos, porque tem falado dele com desprezo?

- Eu me apeguei a você, e pra mim ele parece tóxico demais na sua vida, desculpa a sinceridade, Marcê.

- Tudo bem. - Olhei pra baixo tristonha. - Senta aqui do meu lado. - Ele sentou.

Apoiei a cabeça em seu ombro e ficamos alguns minutos olhando pro chão, ele parecia até sentir a minha dor, isso era um pouco estranho.

- Por que sempre gostam dos que as fazem mal? - Ele disse baixinho e me encarou, perto, estava escuro e tão perto que senti algo estranho, parecia que meu cérebro queria me enganar, que quem estava ali comigo era o Mário, não sei explicar

Fechei os olhos e o beijei, foi quase um efeito de lsd momentâneo, tinha a alucinação perfeita de estar beijando o Mário, minha mente se desligou e eu continuei beijando ele, e ele correspondia. Até que ele nos parou.

- Está fazendo isso por despeito com ele. - Ele disse convencido e triste.

- Eu julguei tanto a Carmem que o destino conspirou pra que eu me tornasse ela.

- Como assim?

- Eu beijei você, e ela te ama. Tá tudo errado! Desculpa!

- Você não me beijou pra fazer ciume nele, afinal ele não está aqui. Mas não quero me aproveitar da sua fraqueza.

- Eu sinto como se tivesse feito isso. - Maldita lágrima que escorreu agora. - Por que vocês dizem que é pra sempre, se na melhor das hipóteses, dura alguns poucos anos?

- O que quer dizer?

- Quando eu era pequena meus pais se beijavam todos os dias, eles diziam que se amavam. - Escorreu uma lágrima minha novamente. - Eu fazia cartões pra eles e desenhava eles se beijando, eles gostavam e colavam na geladeira, Paulo até sentia ciúmes. - Outra maldita lágrima. - um tempo depois, quando já estudávamos juntos... Eles não diziam mais que se amavam, de vez em quando eu pegava eles dando um beijinho de tchau quando iam sair pra lugares diferentes, eu e Paulo ficávamos com babás. - Outra. - Então uns anos passaram e a única coisa que eu via eram brigas deles. Não tão horríveis, sem contar quando meu pai gritou para minha mãe que ele não a amava e que ela sabia, eles tinham apenas compromisso com a familia, a casa, as crianças... Lembro de ver o Paulo chorando, lembro de chorar também. - Dessa vez foram mais duas lágrimas. - E então ele disse que ela só "prestava" pra fazer sexo, e contas no escritório, só porque segundo ele o tempero da sopa tinha ficado fraco demais. - Abaixei a cabeça, Daniel me abraçou forte. 

- Como eles não se divorciaram? 

- Meu pai colocou a culpa na bebida no outro dia, minha mãe na marca do tempero, eu e Paulo fomos pra escola e as coisas voltaram ao normal... Como se pudessem ser ignoradas e esquecidas pra sempre.



Notas Finais


Beijão!


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