História Histórias Hiccstrid- RTTE - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Palavras 3.410
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi oi lindezas!!!
Olha só quem conseguiu carregar o celular e postar capítulo novo hoje!
Então vocês vão finalmente descobrir se o Stoico tá vivo e vão perceber que o primeiro dia de vida das pequenas vai ser bem corrido kkkk
Vai chegar um momento que indico que vocês escutem https://youtu.be/rlpb3RRDwOo essa trilha sonora de "HTTYD 3"-family Hadoock
Boa leitura!

Capítulo 31 - Primeiro dia de vida, pertencendo a família Haddock


Heather e a mãe de Astrid levou as duas pequenas pra dar banho e ajudaram a loira a mudar de quarto, também, não dava pra ela ficar encarando os dois corpos sem vida lá.
— você está bem,Heather? — perguntou Astrid, Heather tinha compartilhado com a amiga um segredo  dela e  de Perna-de-Peixe. Ela estava grávida de três meses do segundo filho, uma barriguinha já estava aparecendo na morena.
— sim, eu peguei a Alexandra e o Torresmo, ficamos mais afastadas da confusão, a Tesoura de Vento não ficou muito doida com a Besta Implacável.— explicou a morena, enquanto devolvia a pequena ruiva, que parecia incomodada enquanto dormia, pra amiga.
— e cadê o Torresmo? — perguntou Astrid, enquanto pegava a ruiva, esta começou a se acalmar ao sentir os braços de Astrid,a bebê loira, ainda estava tomando um banho, com a vovó.
— está com a Cabeça-Quente.— Heather sorriu pra ruiva.— já sabem os nomes? — perguntou.
— uma vai se chamar Lynae e a outra Kristen, estou esperando Soluço pra escolher! — disse Astrid.
— entendi! Elas são lindas! — disse Heather.
— tia Trid, a Testade mimiu! — disse Alexandra entrando no quarto.
— ela está cansada, mau amor! — explicou Astrid, Alexandra se sentou ao lado da loira.
— quem é esta? — perguntou Alexandra, apontando pra bebê, no colo da loira.
— essa é a minha filha e do tio Sol! — explicou Astrid, a mãe dela chegou com a bebê loira, esta estava acordada e com fome. Astrid sorriu pegando-a. Ela começou a amamentar a loira, enquanto sua mãe levava a ruiva pro berço.
— e esta? — perguntou Alexandra,olhando pra loira.
— essa também! Ela é irmã da outra! — disse Astrid sorrindo pra pequena morena.
— Alexandra, vamos embora! A tia Trid está cansada! — disse Heather a pegando-a no colo.
Ela fez tchau pra Astrid enquanto sua mãe virava de costas pra sair do quarto. Astrid retribuiu o aceno, sorrindo de lado. 
*
Soluço e Banguela ficaram horrorizados pelo tanto de pessoas feridas assim que entraram no Grande Salão, tinham pessoas chamuscadas, queimadas e sangrando por toda parte, além dos dragões machucados também.
— filho! — Valka apareceu o abraçando.
— mãe! Meu pai está bem? — perguntou o ruivo.
— sim, está desmaiado e perdeu muito sangue, mas achamos que ele vai ficar bem! — disse ela, deixando uma lágrima escapar.— Drago não chegou na Astrid, né?! — perguntou ela, preocupada.
— Drago não é mais problema,mãe! — murmurou Soluço.
— e quanto ao meu neto? — perguntou Valka sorrindo.
— são duas meninas,mãe! — disse Soluço sorrindo, ao se lembrar delas.
Valka o abraçou mais uma vez, mais apertado ainda, ele sentiu ela derramar algumas lágrimas.
— graças a Thor! — disse ela, após se afastar e se recompor.
Soluço voltou seu olhar novamente pra salão.
— claro! Vamos salvar essas pessoas! — disse Valka, se voltando para alguns feridos e batendo na testa.
Soluço e Banguela ajudaram algumas pessoas, e alguns dragões, aguentaram reclamações e perguntas sobre Drago, Soluço mandou alguns homens para tirar os corpos sem vida de seu quarto. Soluço se sentia horrível a cada pessoa que fora tarde demais pra salvar.
Astrid entrou no salão, com Tempestade logo atrás, ela tinha acabado de amamentar as pequenas pela primeira vez, antes de ir pro grande salão. Soluço correu até ela.
— o que está fazendo aqui? Você acabou de ter duas filhas! — disse Soluço.
— tem pessoas aqui que sofreram mais do que deixar duas crianças saírem de dentro delas hoje! Sabe que sou de melhor ajuda do que minha mãe! Ela odeia ver sangue! — explicou a loira, ela estava com uma blusa vermelha,ombreiras, calça leg azul, saia e sua trança de lado.
— ok, quando as coisas ficarem um pouco mais calmas volta pra casa! — disse Soluço em tom de comando.
Astrid se virou para ajudar um homem que passava um pouco desorientado, tinha um corte na testa. A cada pessoa que, quando ela ia ajudar já era tarde demais, a deixava mais e mais abalada. A pior delas: Daniela. Leila chorava olhando o corpo da filha, todo queimado e com alguns cortes sangrando, o maior na testa causado por uma facada, ela morreu durante um incêndio, uma menina que ainda estava aprendendo a confiar no seu dragão se assustou com Daniela,que tentava sair da casa e acabou,sem querer,jogando uma faca nela, a menina foi perdoada,ela não fez por querer, além de que era uma das mais novas guerreiras e mais experiente . Astrid se abaixou ao lado da prima.
— deuses! Daniela?! — disse ela, de joelhos ao lado do corpo da prima. Tudo bem que não gostava da prima nem mantinha uma boa relação com ela, mas não a queria morta. Ela colocou as mãos nos ombros dela, chacoalhando-os.— Daniela?!.
Leila gritava de tanto chorar, agarrada ao marido, pai de Daniela, ele também chorava.
Astrid os encarou com lágrimas nos olhos. Ela sabia bem até demais pelo que sua tia e tio estavam passando.
— veio esfregar sua vitória? Dizer que se tivéssemos treinado ela pra ser uma guerreira isso não aconteceria?! — gritou Leila pra sobrinha. — a culpa é sua! A culpa de tudo isso é sua! Os deuses não nos abençoaram no dia do nascimento de suas filhas! Eles nos amaldiçoaram! — continuou gritando e chorando. 
Algumas pessoas passaram a encarar a loira com a tia, algumas achando um absurdo o que a mulher gritava, outros concordando, fuzilando Astrid com o olhar.
Soluço passou pelas pessoas que os cercavam e ficou ao lado dela, se ajoelhou e abraçou a esposa, se virou para Leila e o marido.
— sinto muito por Daniela! — disse ele, inclinando a cabeça e indicando seus pêsames.
Leila abraçou com mais força o marido, eles tinham mais dois filhos homens, eles estavam viajando de barco e chegariam no outro dia a tarde.
Astrid olhou mais uma vez pro corpo sem vida da prima antes de Soluço a puxar pra longe de tudo aquilo, e levá-la pra casa.
— tudo bem! A situação aqui já está bem controlada, já cuidamos dos casos graves! — avisou ele enquanto a arrastava pra porta do salão.
Eles montaram em Banguela, com Tempestade logo atrás deles.
— Hey, você sabe como Vikings são! Quando é a heroína todos te veneram, se desliza o mínimo possível já passam a te odiar! Está tudo bem! — disse Soluço, enquanto eles desciam do dragão que chegou em casa em poucos segundos.
— eu sei.. — murmurou Astrid.— mesmo assim me sinto mal por Daniela.
A mãe dela desceu as escadas ao ver os dois.
— elas são tão boazinhas! Não choraram nem por um segundo, enquanto estavam lá! — disse ela sorrindo. 
Astrid e Soluço sorriram, tudo que queriam era passar um tempo com suas recém-nascidas. 
— já tiraram os corpos do quarto! — continuou a loira mais velha. — mas ainda não está limpo.. Querem que eu.. 
— não! — disseram Soluço e Astrid ao mesmo tempo. 
— mãe você deve estar cansada, vamos deixar isso pra outra hora! Obrigada! — disse Astrid.
— ok e... Vocês têm más noticias? — perguntou a mãe de Astrid antes de sair de casa.
— muitas mortes, dentre elas a Daniela! — disse Astrid.
Sua mãe tapou a boca com uma das mãos, olhando pro chão, mas se recompôs.
— ela era uma boa pessoa,filha! — disse a mãe de Astrid, a loira inclinou a cabeça concordando, sua mãe se despediu e fechou a porta.
Soluço e Astrid subiram pro quarto das meninas, a porta do quarto deles estava fechada. Eles entraram no quarto das pequenas e as duas estavam deitadas no mesmo berço,  dormindo,Soluço realmente exagerou no tamanho do berço ele tinha sido planejado para um bebê, e as duas caberão perfeitamente lá. Na verdade sobrou espaço.
— a gente precisa de outro berço! — sussurrou ele, Astrid soltou uma risada.
— você é muito exagerado! — sussurrou ela de volta.
— então, quem é quem? — perguntou ele,ainda sussurrando e sem tirar os olhos das gêmeas.
— a loira podia ser a Lynae, ela se parece com uma florzinha.. Ela parece mais delicada, apesar de que foi ela que o Drago pegou, tinha que ver, ela continuou dormindo tranquilamente! — disse Astrid.
— então ela é a mais calma? — perguntou Soluço sorrindo.
— é, ela se parece com você! — sussurrou Astrid.
A ruiva acordou e começou a chorar Astrid a pegou antes que acordasse a irmã, ela não parou de chorar até ganhar comida, no caso, achar o peito da mãe.
— ela se parece com você, tenta até conseguir o que quer! — disse Soluço, sorrindo. — semelhante aos deuses! — completou ele,sorrindo quando foi passar a mão no rostinho dela e ela agarrou seu dedo indicador.
— parece que você vai ser a Kristen! — disse Astrid, sorrindo pra pequena.
A outra começou a se mexer sentindo falta da irmã, então Soluço a pegou, ela logo se acalmou ,no colo do pai, os dois ficaram encarando as bebês como bobos.
— qual delas nasceu primeiro? — perguntou ele curioso.
— Lynae! Escondemos ela no guarda roupa, na esperança do Drago não acha-lá, mas não aconteceu... — respondeu Astrid, ela ainda estava amamentando, sentada em uma poltrona ao lado do berço.
— não precisamos contar pra elas que eu me tornei um assassino no dia do nascimento delas, Né? — perguntou Soluço. Digamos que ele não queria criar duas menininhas que achassem legal o pai ter matado um homem por elas.
— nunca vamos contar e elas nunca vão descobrir! — disse Astrid concordando.
Após um tempo eles devolveram as pequenas pro berço e decidiram dormir no quarto junto com elas. Como Soluço era exagerado, tinha uma cama de solteiro no quarto. Eles acordaram uma vez ou outra durante a noite, na verdade Soluço quase não dormiu os acontecimentos se repetiam de novo e de novo em sua mente e o que o acalmava era olhar pra Astrid dormindo ao seu lado e ficar observando as recém nascidas dormindo, também.
Quando a loira acordou pela manhã , estava sozinha na cama, olhou pro lado e o ruivo estava sentado na poltrona ao lado do berço.
— elas mal chegaram e eu já estou perdendo território?! — perguntou ela sorrindo.
— você nunca vai perder território, milady! — respondeu Soluço.
Ela sorriu, se levantou e foi até o berço verificar as pequenas. Ambas dormindo. Alguém bateu na porta e Soluço se levantou indo atende-la.
— mãe! — disse ele, enquanto Valka entrava.
— não achou que eu iria esquecer de vir ver Minhas netas,né?! — disse ela.
— claro que não! — disse ele subindo as escadas com a mãe logo atrás.
Quando chegaram no quarto Astrid estava amamentando Lynae, ela sorriu pra Valka.
— deuses ela é linda! — disse Valka sorrindo e se aproximando da neta, loira, no colo da nora.
— elas ainda não abriram os olhinhos, não sabemos a cor. — disse Astrid. Ela ainda tinha medo de tocar nas bebês elas eram tão pequenas, tão frágeis.
— Meus deuses! Elas são muito lindas! — Valka se virou pro filho que já estava segurando a pequena ruiva, se aproximou e faz carinho no rostinho, a bebê deu um sorriso banguela.
Falando em Banguela, o dragão entrou no quarto parou do lado de Astrid observando a bebê e sorriu do seu modo. Astrid sorriu pro dragão de volta fazendo carinho na cabeça dele, Tempestade também entrou no quarto e ficou ao lado de Astrid encarando a bebê, Banguela mudou de lugar para o lado da ruiva.
Valka pegou a ruiva e ficou olhando pra neta por um bom tempo, depois se aproximou de Astrid, pra observar a loira um pouco, Valka ficou lá esquecendo do tempo e olhando as netas, até se lembrar do velório que iria acontecer ao nascer do sol.
— quase me esqueci, a primeira pessoa a atirar a flecha nos barcos, é o líder, é você filho! Vamos nos despedir dos entes queridos daqui a pouco! — disse Valka.
— eu já disse que odeio isso? — disse Soluço franzindo a testa.
— você vai jogar a flecha no barco de Drago, bem no coração dele! — lembrou Valka.
— isso me deixa bem mais tranquilo,obrigado mãe! — murmurou ele, irônico.
— Valka, não queremos que elas saibam que matamos por elas! Elas não precisam ter uma imagem tão insana dos pais! — explicou Astrid.
— oh, entendo! — disse Valka.
— então como está o papai? — perguntou Soluço tentando quebrar o gelo e pegando Lynae dos braços de Astrid que acabou de amamentar a loira.
— está bem, só não acordou ainda! — disse Valka. 
— graças aos deuses! — disse Astrid, sorrindo decanto.
Eles passaram mais algum tempo com as meninas, elas acabaram abrindo os olhinhos por um tempo, e eles repararam que as duas tinham olhos claros, apesar que a cor não estava definida ainda. O sol começou a nascer e eles preparam as meninas pra sair, elas eram recém nascidas então Valka e Astrid embrulharam bastante elas. O pai e a mãe de Astrid apareceram pra chamá-los e dizer que estava na hora, porém eles se atrasaram mais para os Hoffersons conheceram as netas.
Quando estavam prontos Soluço levou Kristen e Astrid Lynae, tudo seria feito o mais rápido possível.
Quando chegaram até o mar as famílias já estavam prontas, mulheres chorando pelos maridos ou filhos, homens chorando por suas mulheres ou filhos, Bocão recebeu o chefe dando-lhe um arco e flecha, o ruivo se virou pra Astrid entregando-lhe Kristen, a pequena ruiva pareceu desconfortável e manhosa por seu pai deixá-la, Astrid fez o possível pra ela não começar a chorar e alguém aparecer querendo pega-lá, Soluço falou as palavras de sempre para serem levados pelas Valquírias, se juntarem aos deuses,etc. atirou no peito de Drago, onde devia, ele estava amarrado em um mastro, e a flecha flamejante atingiu em cheio em seu coração, Soluço se recusou a olhar o que acontecera em seguida,ele se virou para a loira e pegou Kristen de novo, enquanto o resto das famílias atiravam nos barcos. 
— vamos embora! — sussurrou ele,  pra Astrid, ela se virou para ir embora, quando ouviu sua tia gritar.
— nosso líder não vai dizer nada? Não vai nos dar uma desculpa pela maldição que suas gêmeas trouxeram?! — gritou Leila, era óbvio que ela ainda colocava a culpa da morte de Daniela no casal, bom, quem mais ela culparia pra se sentir melhor?!. A menina, qua a matou? Não! Não teria a mesma graça.
Astrid se voltou para Soluço, ele engoliu em seco, com raiva, suas filhas não trouxeram maldição, elas trouxeram felicidade, elas trouxeram amor , lhe deram paz. De uma coisa o casal tinha certeza naquele momento, nada nem ninguém iria tirar suas filhas deles.
— Lynae e Kristen não trouxeram nenhuma maldição, elas nos trouxeram paz! Nos preocupávamos com Drago, agora matamos nosso inimigo, ganhamos essa guerra no dia do nascimento delas! Não admito que fale assim das minhas filhas!— gritou Soluço de volta, Banguela se pôs ao lado do amigo, observando a cena e pronto pra protejer as bebês de qualquer coisa, assim como Tempestade.
Pessoas começaram a murmurar entre elas por todo canto.
— a custo de que? Você esqueceu de seu povo! Tudo que lhe importava era sua esposa! Isso é inadmissível! — gritou o marido de Leila ao lado da esposa. — perdi minha filha pra que ganhasse a sua! — completou o homem.
Astrid logo viu que os dois queriam fazer uma cena, ela fuzilou seus tiús com o olhar, ela sabia onde queriam chegar. Jogar uma das duas bebês de um penhasco, acusadas de maldição. Isso com certeza não iria acontecer. Ninguém iria tocar nas bebês.
— que absurdo! Sempre passamos por essas perdas! É um risco ocupacional! — disse a mãe de Cabeça Quente e Cabeça Dura entrando na conversa, quando algumas pessoas começaram a dizer que ela deveria jogar um dos filhos de um penhasco os Haddok a apoiaram, agora ela estava retribuindo o favor.
— exatamente! Todos sofremos perdas! Não pode botar a culpa em nossas herdeiras porque elas nasceram nesse dia! — concordou Valka.
Leila e o marido encararam o casal, mais especificamente Astrid fuzilando a menina com o olhar, a mãe da mesma observou a irmã e o marido com tristeza, sem entender o que tinha de errado com eles. O casal mais velho se virou guardando a discussão pra outra hora, ou esquecendo-a.
— Leila! — gritou Astrid, sua tia se virou pra trás. — se tocar nas Minhas filhas eu mesma te mando pra Valhala!. — sua tia a fuzilou com o olhar novamente, antes de se virar e ir embora.
Soluço suspirou, era exatamente por isso que não queriam ser líder.
— estamos do seu lado, líder! — gritou um homem, Soluço sorriu pro mesmo acenando com a cabeça.
— eu sinto muito por suas perdas! — disse o jovem líder, em resposta.
— são riscos ocupacionais! — gritaram várias pessoas ao mesmo tempo,sorrindo. Astrid e Soluço sorriram pra eles, enquanto se dissipavam pela ilha. 
(( recomendo que coloquem essa música: https://youtu.be/rlpb3RRDwOo )) 
O casal voltou pra casa e passou o resto do dia ao lado do berço das meninas, o medo de perdê-las e a certeza de que nunca iriam desistir delas invadindo-os. Ao final da tarde Astrid estava sentada no colo do marido, que estava sentado na poltrona de balanço ao lado berço, a cabeça dela enterrada no pescoço dele. Eles já tinham limpado todo o sangue de seus quartos, mas não queriam voltar pra lá.
— eu tenho medo de perdê-las! — murmurou Soluço.
— não vamos deixar ninguém fazer mal algum pra elas, nunca! — disse Astrid sem tirar a cabeça do pescoço dele, a respiração dela era quente e causavam arrepios em Soluço, arrepios que ele já estava acostumado e gostava muito.
Ele mexia a cadeira de balanço pra frente e pra trás, ela tinha as duas pernas em cima do colo dele, os braços dele em volta do corpo dela, acarinhando o braço dela.
— eles só estão sofrendo suas perdas ao seu modo! — disse Soluço pensando em Leila.
— eu sei.. Eu sinto tanto pela Daniela.. No fundo ela só queria ser aceita! — disse Astrid.
— todos nós queremos! — respondeu Soluço.
Eles ouviram alguém batendo na porta lá embaixo, a loira sorriu.
— suas filhas atraem muitas visitas! E polêmicas! — disse Astrid.
— elas são minhas filhas! — disse Soluço, sorrindo também, enquanto ela levantava e descia as escadas, ele ficou no quarto, com preguiça de atender à porta. Eles concordaram em sempre vigiar as pequenas, e Astrid até consegui convencê-lo a deixar uma espada ao lado do berço.
Soluço ficou surpreso e feliz ao perceber de quem era a visita. Seu pai.
— pai! Você acordou, graças aos deuses!— disse Soluço, se levantando da poltrona e abraçando-o.
— agora, cadê minhas netas? — perguntou Stoick sorrindo.
— eu não consegui segura-lo! — explicou Valka ao lado do marido com os braços entrelaçados nos dele.
Soluço sorriu, encarando os dois.
— como se sente? uma espada te atravessou! — disse Astrid, aparecendo atrás deles na escada.
— estou bem! Dói muito! Não consigo andar direito e estou tonto, mas eu preciso conhecer minhas netas! — disse Stoick. Ele se sentou na cama de solteiro e encarou o casal, Astrid se inclinou e pegou as duas, entregando ao viking mais velho em seguida. Ele sorriu. 
— elas são tão lindas! — murmurou  ele.
— eu concordo! — disse Valka se sentando ao lado do marido.
— elas são mais fortes e saudáveis do que o Soluço quando nasceu! —disse Stoick, com os olhos brilhando. Valka riu, concordando de novo.
— haaa qual é?! — murmurou Soluço, Astrid riu.
— e os nomes? — perguntou ele.
— a loira é a Lynae e a ruiva a Kristen! — explicou Astrid.
— quem o vovô ama? Isso mesmo,vocês! — disse ele ainda sorrindo. — vocês darão grandes líderes um dia! Tão grandes quanto seu pai! — continuou ele, Valka sorriu. 
Kristen fechou a mãozinha em um pedaço da barba do Vô e puxou, causando um pouco de dor, ele sorriu pra Soluço. — ela também é mais forte que você,filho! — continuou Stoick, animado.
— é.. Elas são..perfeitas! — disse Soluço encarando as filhas no colo do pai, enquanto entrelaçava sua mão na de Astrid, ele levou a mão da esposa até a boca depositando um beijo rápido.
Banguela entrou no quarto, ele se aproximou das meninas e lambeu elas. Todos no quarto riram, incluindo as pequenas. Graças aos deuses não foi uma daquelas lambidas que não saem, Tempestade entrou no quarto também. Ela cheirou as pequenas no colo de Stoick e gruiu, Astrid sorriu e abraçou a dragão.
 A porta lá embaixo bateu, se abrindo.
— cadê os bebês? — perguntou uma voz escandalosa. Bocão.
Ele apareceu na porta do quarto e Soluço o fuzilou com o olhar.
—há é! Silêncio! Esqueci! — murmurou o ferreiro olhando paras bebês.— quem diria?! Não são fracas igual ao Soluço— disse Bocão fazendo Stoick rir e concordar.
— oi oi! Viemos conhecer essas pequenas! — disse Perna de Peixe batendo na porta e entrando com toda gangue atrás.
Logo aquele quarto, que era gigante, se tornou pequeno demais, e aquela casa, gigante também se tornou pequena pra tantas pessoas e dragões.
Assim eles passaram o primeiro dia de vida das filhas. Ao velho estilo da família Haddock. 

 


Notas Finais


Olha só quem acabou vivo!! Heeeeee
Acontece que eu ia matar ele, mas minha amiga ficou muito brava (mas mesmo assim eu ia matar ele) dai eu brinquei e perguntei pro meu pai se eu matava ele, e surpresaaa meu pai me proibiu de matar ele, porque até hoje ele se nega a acreditar que o Stoico morreu e ele é o personagem preferido do meu pai! Então agradeçam o meu pai por ele estar vivo!
É também quero saber se vcs choraram com a trilha sonora (não oficial) do terceiro filme lendo isso!
Me contem o que acharam nos comentários!
💜


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