História Histórias macabras - Capítulo 30


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Personagens Personagens Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 30 - O lado negro dos signos - Libra


Libra: 24/09 a 23/10

 


Características: são indecisos e preocupam-se muito com as outras pessoas a ponto de atrapalhar sua própria vida.


Desde que meu marido morreu, sempre foram só eu e meu filho, e ele não era uma criança qualquer. Claro que um filho sempre é especial para sua mãe, mas isso ia além! Eu sei. Porque eu vi.

No dia da morte de meu marido, ele insistia em dizer que quem o matou fora seu outro "eu", mas, no laudo médico, constava um derrame cerebral. Talvez ele ficou traumatizado pelo pai morrer à sua frente, até porque não tinha de onde ele criar essa história. Éramos quase invisíveis para a sociedade e mal tínhamos parentes, mas até então, ele não sabia de seu irmão gêmeo que nasceu morto. Será que ele viu seu irmão?


Com o decorrer, ele ia crescendo, sua mediunidade ia aflorando e isso poderia ser bom. Mas não era. Todo ano, no dia de seu aniversário, meu filho me falava que seu outro "eu" vinha lhe perturbar e que era a pior época do ano. Ele dizia que a voz daquele ser não saía da cabeça:


 

"Eu também deveria estar aí."

 


Alguns anos depois, meu filho faria 15 anos. Era um de seus aniversários mais esperados, já que ele logo queria ser chamado de adolescente, mas como já estava mais velho, ele já conseguia ter maior contato com o outro lado. Às vezes, ele usava isso para fazer o bem, mas às vezes, saía prejudicado.


Faltava uma semana para o seu aniversário quando o contato com aquele outro "eu" voltou. Ele dizia que aquele ser era idêntico a ele. Por um minuto, pensei em contar sobre seu irmão, mas isso poderia ser bobagem. E quanto mais o seu aniversaário se aproximava, mais ele ficava perturbado; então, resolvi ter contato com esse ser para ver o que queria, para que deixasse meu filho em paz utilizando a Tábua Ouija.


Dois dias antes de seu aniversário, tive coragem de encarar o que rodeava meu filho todos os anos e, ali, descobri que realmente era o meu filho morto fazendo contato. Ele disse que estava muito magoado por eu ter lhe tratado como um ninguém, não falando dele nem para o seu próprio irmão; a única coisa que eu podia fazer era me desculpar pela negligência, mas ele não queria mais ou iria levar meu filho junto de si — então, aceitei qualquer coisa para deixá-lo em paz. Ele disse para esperar. No dia seguinte, preparei-me de todas as formas para ele, mas nada aconteceu. Meu filho apenas falava como estava ansioso e com medo por seu aniversário ser no dia seguinte.


No dia de seu aniversário, foi o último dia em que o vi. Preparei uma pequena festa surpresa para ele. Comemoramos e tudo mais, até esqueci que meu outro filho iria voltar. Depois que a festa acabou, arrumamos tudo e estávamos nos preparando para ir dormir. Naquela noite, iríamos dormir juntos; era assim o nosso "ritual" de mãe e filho.

Quando deitamos à cama e apagamos as luzes, alguém apareceu à porta: era ele, meu outro filho. Meu filho vivo ficou sem entender nada e sem saber o que era aquilo. Então, o espírito disse:


 

"Não vai falar para ele, mamãe?"

 


E ali, contei tudo. Ele não tinha reação e ainda não sabia o que o irmão dele estava fazendo ali. O espírito disse:


 

"Eu vim buscar a mamãe para ir comigo, até porque não é justo você ficar com ela todo esse tempo e eu não. O papai já veio e agora só falta ela."

 


Em um tom de desespero, implorava para não ouvi-lo, mas eu sabia que, se eu não fosse, seria pior para meu filho; então, fui. Enquanto minha visão escurecia, escutava meu filho gritando "não" no quarto. Hoje, estou junto a meu outro filho e meu marido, mas ele nos faz comemorar seu aniversário todos os dias ao ponto de se tornar uma tortura. E, se eu reclamar, sei que ele voltará a atorment ar seu irmão até matá-lo também.




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