História Historicamente Químico - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Love, Yaoi
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Palavras 2.577
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Perdas


Fanfic / Fanfiction Historicamente Químico - Capítulo 17 - Perdas

Manuel POV

Fiquei batendo mais um papo com Hercule e depois eu subi para dar aula. Era a turma do primeiro ano. Eu gosto de todas as turmas que eu dou aula, os adolescentes estão ficando mais responsáveis. Passei uns exercícios no quadro e me sentei para dar tempo deles fazerem. Olhando para a sala eu comecei a lembrar do meu primeiro ano.

" Foi depois de tudo o que aconteceu com Claude, eu havia recusado a proposta de casamento dele. Alguns dias depois ele havia se demitido da escola, mas eu lembro das últimas aulas que ele deu. Ele não me olhava, não falava comigo e nem respondia minhas dúvidas sobre a matéria. Lembro de uma vez que o vi chorando na sala dos professores e Ryan Gerris o consolando.

Aquele primeiro ano foi estranho sem Claude. Eu lembro da diretora da escola dando a notícia que ele havia se demitido. Ela havia falado que ele recebeu uma proposta de emprego melhor e foi para outra escola. Eu sabia que não era isso. Era minha culpa, mas eu tinha o direito de recusar. Eu estava chapado quando me entreguei a ele, mas eu queria. Muitas aulas eu lembrava de Claude me beijando e falando que amava minha teimosia. Eu não amava nada nele. "

- Professor! - ouvi um aluno me chamar - me ajuda nesse exercício?

Saí dos meus devaneios e fui ajudar o rapaz. Expliquei a fórmula e a malícia do exércicio.

Voltei a me sentar na cadeira e pensei nisso. Física era uma matéria maliciosa, que faz a pessoa achar que só a fórmula basta.

Depois de um tempo eu corrigi os exercícios e fui para a sala dos professores. Quando abri a porta vi Julian chorando de cabeça baixa.

Ele me olhou e eu fiquei paralisado. Nunca vi ele chorar na minha vida. Essa era a primeira vez. Eu não estava sentindo nada, só achava estranho isso. Então ele se levantou e foi embora, enxugando as lágrimas do rosto.

Eu me sentei numa cadeira e fiquei pensando. Lewis conseguiu fazer Julian sentir dor. Ninguém nunca fez Julian chorar, em todos os anos que eu o conheço. O verdadeiro sentimento que estava em mim era a vingança. Eu não queria me vinga dele, mas Lewis me vingou sem perceber. Eu espero que Julian sofra bastante na mão dele. Eu passei tantos anos sendo pisado e usado, só agora que eu estou vendo o que é amor de verdade.

Peguei meu celular e olhei para uma foto que eu tirei escondido de Hercule. Ele estava dormindo e não percebeu que eu havia feito isso. Eu o amo e sei o que sinto por ele. Se um dia Julian chegasse pedindo para voltarmos eu recusaria. Eu sou feliz agora e não preciso dele.

Meu celular apitou e vi que era uma mensagem de Hercule. Ele falou que já havia chegado na outra escola. Falei que havia acabado de dar aula e estava de bobeira lembrando dele. Ele me mandou uns emoticons de coração. Eu sorri e fui dar minha próxima aula.

Julian POV

Eu não esperava que ninguém fosse entrar na sala dos professores aquela hora. Depois da aula eu havia descido para ficar sozinho. Eu estava com medo de perder Lewis. Eu o amava apesar da infantilidade dele.

Eu não tinha entendido porque Manuel ficou com aquele olhar na porta. Eu nunca chorei na frente dele, deve ser por isso.

Eu fui andando e me sentei na arquibancada da quadra da escola. Nessa hora estava tendo a educação física do maternal. A quadra estava rodeada de crianças de 5 anos. Eu fiquei olhando elas brincarem para esfriar minha mente. As meninas estavam brincando de pega-pega e os meninos estavam brincando de ciranda.

Eu lembrei da época que Seth e eu estávamos juntos. Ele era louco por crianças, ele sempre brincava com uma quando tinha oportunidade. Ele me falava que queria adotar. Eu achava essa atitude nobre.

" Lembro de um dia em que compramos brinquedos e fomos entregá-los num orfanato da cidade. Seth tinha muito disso, fazer coisas boas pelos outros. Eu fiquei brincando com algumas crianças, elas eram muito amorosas e adoravam brincar.

Quando saímos dali, fomos fazer um lanche. Entramos num fast food e nos sentamos. Ele estava sorrindo e me olhando.

- Porque você está me olhando assim? - perguntei pegando uma batata frita com a mão-

- Você seria um ótimo pai - ele respondeu - não vejo a hora de casarmos.

Eu sorri. Naquela época nós planejamos casar quando eu fizesse 18. A vida é traiçoeira. "

Eu saí do transe quando um menininho chegou perto de mim e falou:

- Vocês está triste, moço? - um menininho me perguntou -

Eu olhei para ele. Era tão baixinho e fofinho que dava vontade de apertar.

- Não, rapazinho - respondi sorrindo - só pensando mesmo.

- Entendi - ele saiu correndo e voltou a  quadra -

Crianças são realmente muito fofas. Se Lewis voltar para mim, vou falar com ele sobre adotarmos. Lewis me falou que gostava de crianças, ele iria adorar ter uma.

Eu me levantei e saí dali. Dei uma volta pela escola para passar o tempo. Então encontrei o diretor, Andrew.

- Acabou suas aulas? - ele me perguntou com um olhar sério -

- Sim senhor - disse fazendo penitência -

Ele riu e falou:

- Tenho que falar algo com você - ele fez um gesto para segui-lo - venha até minha sala

Fui andando atrás dele, entramos na sala e me sentei em frente a ele.

- Bom, vários alunos estão querendo fazer uma semana informativa sobre o câncer - ele pegou uns papéis - então eu estou ajudando eles e estamos recolhendo depoimentos sobre pessoas que tiveram ou conhecem alguém que teve.

- Entendo - disse me ajeitando na cadeira - é uma bela iniciativa.

- Sim, eu mesmo fiquei orgulhoso deles, mas eu quero saber Julian. Você teve câncer.

Eu não estranhei a pergunta. Muita gente achava que por ser careca eu tinha câncer.

- Eu não tive, Andrew.

Ele ficou sem graça.

- Não precisa se sentir mal. - disse para tranquiliza-lo - muita gente já se confundiu.

- Bom, menos mal - ele largou os papéis e olhou para mim - você conhece alguém que teve?

Nesse momento eu desabei. Tudo que havia acontecido hoje estava em ebulição dentro de mim. Comecei a chorar.

- Sim ... Meu primeiro amor

Hercule POV

Ryan disse que tinha uma coisa que ele queria me mostrar. Eu havia dado a aula e estava o esperando na sala dos professores. Depois de um tempo ele chegou e se sentou a meu lado.

- Hoje eu vou responder tudo o que você queria saber sobre Claude Garrel.

- Manuel me contou algumas coisas sobre ele ontem.

Ryan me olhou estranho e então expliquei o que Manuel havia me falado.

- Nem tudo ocorreu como ele disse, Hercule - ele me deu um caderno - Leia isto.

Eu estranhei e peguei o caderno. Era um caderno com capa de couro. Eu abri e vi o nome de Claude Garrel na contracapa.

- Era o diário dele - Ryan disse - não tenha medo de ler.

Eu respirei fundo e abri a primeira página.

" 7 de julho de 2007

A peste acha que sabe mais do que eu. Não deixei isso barato e o desfiei a me superar. Odeio gente que se acha mais esperta que o professor. Ele vai ver só."

- Leia as páginas que eu marquei - Ryan me interrompeu - se não iremos demorar o dia todo.

Fui para a próxima página marcada.

" 10 de junho de 2007

Ele conseguiu uma boa nota na prova. Fiquei impressionado com ele. Talvez eu tenha sido muito duro, ele só tem uma maneira diferente de estudar e aprender.

15 de junho de 2007

Por incrível que pareça, eu virei amigo da peste. Hoje eu fiquei caçoando dele a aula toda. Me enganei a respeito da pessoa dele, ele não é tão esnobe quanto eu pensava. Vou inscreve-lo na olimpíada da Física. Ele tem um talento nato.

26 de Junho de 2007

Nós ganhamos a olimpíada!! Ele não errou nenhuma conta e deixou o resto dos concorrentes no chinelo. Eu tirei uma foto com ele, até emoldurei e deixei aqui na minha sala. Eu estou preocupado comigo mesmo. Acho que estou me apaixonando por ele.

28 de junho de 2007

Conversei com Ryan, ele falou que se não passasse de nada mental, não era errado. Fiquei aliviado. A aula hoje foi monótona, minha peste havia faltado.

3 de agosto de 2007

Manuel voltou estranho das férias. Ele está bastante fechado e não fala muito com os outros. Algo ruim deve ter acontecido. Espero que as coisas melhorem para ele.

30 de agosto de 2007

Manuel está faltando a várias aulas. Ele só veio a três dias dessa semana. Achei que ele iria melhorar, mas parece que só piora."

- Agora você terá que pular algumas páginas - Ryan pegou o caderno de minha mão - Essa é a ocasião da festa

" 15 de dezembro de 2007

Esse é o melhor dia da minha vida!!

Hoje foi a festa de formatura da festa do Manuel. Quando cheguei na festa eu não tirei os olhos dele, percebi que ele estava bebendo muito e isso me preocupou. Quando vi que ele saiu do ambiente eu fui atrás dele, queria saber o que estava acontecendo.

Então ele me beijou. Ele me beijou!!! Ele também me amava!! Nós fizemos amor ali mesmo. Eu senti o corpo dele, eu ouvi a voz dele. Era tudo real e foi a melhor sensação da minha vida!!

Eu irei pedi-lo em casamento no início das aulas.

1 de maio de 2008

Ele recusou. Eu falei sobre casarmos quando ele fosse maior e o que ele respondeu?

Que eu era um velho decrépito. Que ele só queria alguém para transar e mais nada.

Sim, ele só me usou e agora eu não quero mais sentir dor.

3 de maio de 2008

Falei com Ryan. Ele me deu um esporro duplo, pela transa e pelo pedido. No fim das contas ele está certo.

7 de maio de 2008

Eu pedi demissão. No entanto eu não me sinto melhor com isso. Tenho que fazer coisas para me alegrar. Vou ligar para meu irmão e ver se conseguimos sair.

10 de maio de 2008

Saí com Seth para jantarmos. Ele me falou que estava muito feliz, que havia conhecido alguém e não queria outra vida. Eu fiquei feliz por ele. Tenho um carinho muito grande por Seth.

16 de maio de 2008

Seth está me ajudando a me recuperar, não sei o que eu faria sem ele por perto.

23 de junho de 2008

Seth descobriu que está com câncer. Está em estágio avançado. Ele terá que tentar a Quimioterapia, mas nem eu nem o namorado dele sabemos se vai adiantar.

14 de outubro de 2008

Seth está cada dia mais fraco, ele estava tendo melhoras. Agora ele está cada vez mais magro e sem forças.

5 de novembro de 2008

Vi Manuel na rua, isso fez todos os sentimentos voltarem. Tentei esconder de Seth, mas ele descobriu. Se ele não se curar desse câncer, acho que eu vou junto com ele.

17 de dezembro de 2008

Seth pediu o namorado em casamento. O menino ficou emocionado e se deitou com ele na cama do hospital. Seth está tão fraco que não poderá mais ir pra casa.

10 de janeiro de 2009

Seth morreu. Eu não tenho palavras para escrever aqui. "

Percebi que o diário havia acabado.

- Claude se matou no final de janeiro. - Ryan disse com os olhos cheios de água - eu quero te levar ao túmulo dele.

Assenti com a cabeça e o acompanhei. Fiquei pensando se Manuel realmente falou tudo aquilo para Claude.

Lewis POV

A lápide que estava ali era a de Seth Garrel. Eu estava atônito! Então o " foi embora" que Julian usava quando se referia a ele, era para dizer ele estava morto. Eu ainda era idiota o bastante para perguntar o que ele faria se ele voltasse.

Agora tudo fazia sentido...

Julian era o cara que não queria se apaixonar porque perdeu o homem que mais amava. Por isso ele ficava com vários.

Mesmo assim ele poderia ter sido mais claro sobre a morte de Seth. Deve ter sido muito traumático para ele não querer falar.

Eu me sentei e olhei a data da morte. Janeiro de 2009. Julian tinha 17 anos. Deve ter sido um choque para ele.

Eu fui injusto com Julian hoje. Briguei com ele por bobeira e fiz um drama enorme. Eu tenho que ser menos infantil e agir com mais maturidade. Julian não merece passar por mais sofrimento.

Suspirei e olhei para o lado. Vi que a lápide ao lado tinha um nome parecido com o dele: " Claude Garrel ".

Então vi que em ambas as incrições tinha a palavra"irmão". Eles tinham o mesmo sobrenome.

- Seth tinha um irmão - falei para mim mesmo -

Quando olhei as datas de morte, vi que o irmão morreu pouco tempo depois dele. Tinha acontecido algo muito estranho ali e só Julian poderia me responder.

Me levantei e tirei a poeira da minha calça. Quando me virei vi duas pessoas vindo em minha direção. Uma delas tinha o rosto familiar. Era Hercule.

Fiquei desesperado. Me escondi atrás de um cipreste que tinha ali perto. Por sorte ele não tinha me visto. Ouvi a voz dele e da outra pessoa que o acompanhava.

- Eles foram enterrados lado a lado. - a pessoa falava -

- Qual foi o câncer que Seth teve? - Hercule perguntou -

Porque Hercule estava querendo saber de Seth???

- Foi de estômago - a pessoa respondeu -

Então Seth havia morrido de câncer. Julian deve ter sofrido muito, é horrível ver alguem morrer de câncer.

- E como Claude se matou ? - Hercule perguntou -

- Ele tomou vários compromidos - a pessoa olhou a lápide de Claude - eu não cheguei a tempo na casa dele.

Hercule colocou a mão no ombro da pessoa.

- A culpa não foi sua - Hercule disse -

Então eu entendi a história toda. Seth estava com câncer e morreu. O irmão não aguentou a morte e se matou. Quantas tragédias!

- O que você vai fazer agora que sabe tudo isso do Manuel? - a pessoa perguntou -

- Eu não sei - Hercule suspirou - vou falar com ele quando chegar em casa.

- Eu não quero que você termine com ele - a pessoa disse - o que ele fez quando era adolescente não influencia o que ele faz agora.

- Eu sei - Hercule falou - mas ele mentiu para mim. Isso que me incomoda.

O que Manuel tinha a ver com tudo isso??? Será que ele conhecia Seth?? Hercule estava mais avançado que eu nosso tudo.

- Você o ama? - a pessoa perguntou -

- Como nunca amei ninguém - Hercule respondeu -

Hercule estava mesmo apaixonado por Manuel. Eu fico feliz com isso.

- Que música é essa? - Hercule perguntou -

Eu tambem ouvi a música. Era meu celular tocando. Fiquei desesperado. Se eles viessem atrás da árvore veriam que era eu.

- Tá vindo dali - a pessoa falou - 

Então eu ouvi os passos deles. Eu estou muito ferrado.

- É uma pessoa - Hercule falou - Saia daí!

- Eu tenho um canivete - a pessoa falou e eu ouvi o clique - você está em desvantagem.

Sem escolha eu saí de trás da árvore.



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