História Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Horror, Revelaçoes, Terror, Violencia
Exibições 3
Palavras 1.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essas histórias baseadas em pesadelos surreais que eu já tive quando pequena.

Capítulo 1 - Palhaço


Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas


 

Se seu filho ou filha não está se comportando, conte minhas historinhas para eles, talvez eles consigam te obedecer depois… Muahahaha


 


 

Noite do Palhaço

Isso já faz cinco anos. Nunca consigo esquecer dessa história. Ela me traumatiza até hoje e é meio complicado esquecer algo tão horrendo, principalmente quando essa sua experiência aconteceu quando você era apenas uma criancinha de uns sete ou oito anos.

Eu sei que foi apenas um pesadelo, mas sempre fico me perguntando se minha mãe me deu algo para esquecer essa história ou para eu achar que foi apenas um sonho.

Sabe quando você tem aqueles sonhos onde você abre os olhos, porém, continua no sonho? Aquele tipo de pesadelo que não permite que você grita na vida real ou que você se mexa pra poder fazer barulho.

Naquela época, eu vivia tendo esses tipos de sonhos. Era bem comum, mas eu jamais imaginaria que um sonho daqueles poderia existir. Era algo muito real e horrendo. Foi com esse sonho que eu ganhei meu grande trauma com palhaços.

Eu tinha uns sete ou oito anos. Minha mãe estava entrando em um relacionamento, algo que na época eu achava incrível, já que eu finalmente teria a família que sempre desejei. Porém, minha irmã mais velha não gostava muito da ideia e resolveu morar sozinha. Então era somente eu, minha mãe e o novo namorado dela.

Um dia eles resolveram me levar em um circo, algo que era incrível para mim já que eu nunca tivera ido em um circo antes. Na minha cabeça o circo seria igual ao circo da Xuxa cinco, mas não foi exatamente o que eu imaginava. O circo era inofensivo, mas foi nesse circo que eu tive meu primeiro contato com um palhaço, e não foi uma experiência muito interessante.

Depois que o circo de horrores acabou, minha mãe me levou de volta para casa e como já estava muito tarde, eu resolvi dormir. Péssima ideia essa que eu tive. Eu inventei de dormir na minha rede de balanço, já que ficava por cima da minha cama e pegava todo vento do ar-condicionado. Graças ao ar-condicionado, não demorou muito para eu pegar no sono e ir dormir. Na minha cabeça eu não dormi nem cinco minutos, porque depois de uns segundinhos eu acordei e comecei a ouvir um barulho. Mas para falar a verdade, eu não acordei, na verdade, eu acordei em outro lugar. Eu continuava na minha casa, mas eu acordei em um pesadelo, o tipo de pesadelo que não adianta você abrir os olhos, você continua lá.

Quando eu supostamente acordei, eu fui para a cozinha ver que barulho era aquele. Na época, minha casa não tinha um forro, então dava para ver as telhas e as madeiras que seguravam elas. Definitivamente, minha casa não me ajudou muito no quesito “menos horror, por favor”.

Eu olhei para cima, porque estava ouvindo o barulho vindo do telhado. Para minha surpresa, não era uma pedra que caiu no telhado, um pássaro que resolveu fazer um ninho ou granizos de uma grande chuva que estava por vir. O que estava lá, não era algo pequeno, o que estava lá ficou pendurado pelas madeiras que seguravam as telhas. O que estava ali era grande e branco, e tinha um cabelo engraçado e colorido. O que estava ali era uma pessoa, ou, pelo menos, algo que deveria ser uma pessoa.

Na hora eu fiquei paralisada, sem saber o que fazer, apenas fiquei olhando aquela coisa pendurada na madeira. Depois de uns minutos, aquela coisa caiu e foi quando meu pânico total apareceu fazendo eu gritar.

Minha mãe veio correndo desesperada junto com o namorado dela. Lembro das expressões deles. Seus rostos expressavam medo, horror, curiosidade e meio que algo que representava “eu estou confuso”. Então, eles resolveram dar uma olhada na coisa, ver o que ou quem era que estava ali.

Eu continuei parada, sem saber o que fazer, eu era apenas uma criança que estava com sono e com medo, nunca tivera passado por tal situação. Mas, alguns minutos depois, algo aconteceu. Nessa hora, meu coração parou, meu corpo parou, minhas pupilas diminuíram, nessa hora eu vi que tudo minha vida passar em branco. Naquela hora, a coisa começou a se mexer, foi quando eu notei que ela estava segurando algo, mas eu não conseguia ver. O namorado da minha mãe resolveu ver o que a coisa estava segurando, mas ele foi interrompido. Aquela coisa levou o que ela estava segurando até o peito do namorado da minha mãe. Sangue escorria pra todo lado, e o único som que eu conseguia ouvir, era da coisa gritando e rindo insanamente. Depois, a coisa se levantou, olhou pra mim, e segurou minha mãe. Pegou o troço que ela estava segurando e atravessou a barriga da minha, depois começou a furar eles dois. Só depois de segundos que eu percebi que ele estava usando uma faca, uma faca bastante afiada.

A coisa começou a rir e gritar insanamente, enquanto esfaqueava minha pequena e única família. Eu não conseguia me mover, tentava mas não ia. Queria gritar mas minha voz não saía. O que eu poderia fazer? Aquele monstro não parava de pular e gritar. Até que uma hora ele parou, e ficou me encarando. Então ele começou a gritar de novo, só que gritava enquanto corria em minha direção. Foi quando eu me toquei. Quando olhei para baixo, vi uma faca em meu peito. Olhei para cima e vi um Palhaço horrendo sorrindo e rindo para mim. E até hoje, eu tenho certeza, que aquela facada me machucou de verdade.

Fora do meu pesadelo, eu estava suando e tremendo. Não parava de ficar mexendo, e aparentemente minha mãe tinha notado. Ela levantou e foi ver o que tava acontecendo comigo e quando viu, parecia que eu estava tendo um xoque. Eu estava vermelha e me tremendo toda. O suor escorri depressa e molhava meu corpo inteiro. Minha mãe começou a tocar em mim, tentou me acordar, porém, nada acontecia. Até que uma hora eu acordei. Não consegui falar bem na hora, apenas olhar pra parede e ficar pensando. Minha pressão estava muito alta e meu coração quase tinha parado. Depois disso, minha mãe me deu um remédio, cantou umas músicas, me colocou na cama e dormiu ao meu lado.

Desde então, acabei ganhando dois traumas. O primeiro foi, meu trauma pela morte da minha pequena e única família, e a segunda, meu grande e maravilhoso trauma por Palhaços.

Espero que você tenha gostado da minha pequena historinha. Durma com os anjos e não se esqueça, isso tudo foi apenas, um pesadelo… Boa noite.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...