História Historietas roxas - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


" É difícil esquecer o passado, principalmente deixa-lo para trás. Toda ação tem uma reação, boa ou ruim... "

Capítulo 3 - Me mate


• Gab •

Continuo à pisar na mesa parcialmente quebrada, a mesma era de madeira, e tinha pedaços dela para todos os lados, mas aquelas malditas correntes não se soltavam. Meu coração iria sair pela boca de tão nervoso que eu ficava a cada passo que eu ouvia do lado de fora da sala de interrogatório, vejo um espelho no local, provavelmente onde ficava algumas pessoas que não davam de cara com o condenado e mandam inferiores para suja as mãos se preciso. Volto a pisar na mesa tentando destruí-la, ela é resistente, mas não o bastante. Novamente o barulho de passos, mas senta vez ignoro, continuando a tentativa quase falha de escapar, não estou pronto para recordar do passado, prefiro deixa-lo queimar com todas as minhas memorias.

Já estava a alguns minutos a tentar quebrar a mesa, que persistia em não parti, até que a porta é destrancada e vejo um homem de meia idade entrar na sala. Ele se trajava como um detetive de filme de ação. Ao notar a bagunça que a sala estava, ele me joga um olhar mortal, entra no local e tranca novamente a porta. O mesmo puxa uma cadeira de metal e se senta, tentando organizar a papelada na mesa parcialmente destruída.

- Então, você deve ser o... - O homem da uma pausa e procurar algo no meio da papelada - Gabriel.

- Não, María Betânia - Falo, sarcástico.

Desvio o olhar ao ver ele suspira fundo, ele parecia bem paciente ou estava apenas controlando a raiva. Olho a janela de vidro frágil, eu poderia muito bem me jogar por ela, o inferno não deve ser pior que isso. A sala entra em um silêncio ensurdecedor, o cara até tenta puxar assunto, mas logo vê que não irá levar a nada.

- Olha, vou fazer algumas perguntas e lhe peço que seja totalmente sincero - Pede puxando novamente algumas folhas - Sr. Gabriel, você tem quantos anos?

- Quinze.

- Certo - Fala me olhando sério, mas era notável uma leve tristeza em seu rosto, por que? - Integrantes da família.

- Eu.

- . . . - Ele pensa um pouco, mas volta as perguntas, ele parecia afetado por algo - Onde mora?

- O mundo me cria hoje - Falo, volto a olha-lo em vez da janela, que me convidava a um sono eterno.

- Data de nascimento - Ele está me comparando com alguém.

- Vinte e seis de novembro de dois mil.

- Algum parente na região - Ele tem um filho ou filha, está me comparando e deixando se levar pelas emoções.

- Não.

[ • • • ]

Meu pé doía, já estava a muito tempo tentando quebrar a mesa e nada, aquele policial idiota, fez perguntas estúpidas e me deixou aqui nessa sala, nem me trouxe o que comer! Ótimo.

Justo no dia que tento me libertar, uma ronda estava por perto. Justo no dia em que finalmente iria ser livre das garrafas frias de meu pai, minha irmã corre. Justo nesse dia, ele a ouvem. Ela nunca iria contar o que o papai fazia e eu sou um inútil, preferiu o silêncio a sanidade.

A porta, mais uma vez, é aberta pelo cara que saio de um filme de ação. Ele adentra a sala, mas não se senta, ele parecia não se importa com a mesa totalmente danificada e levemente quebrada sem sucesso.

- Bem - Antes de continuar ele suspira fundo - Como você não tem parentes pela região, nem conhece algum de fora, sua guarda legal deverá ficar comigo por algum tempo. Como sou eu quem cuido de seu caso.

- Hahaha - Rio da piada do mesmo - Legal, legal. Mas sério, o que vão fazer comigo.

- Não é piada criança, o governo não tem mais onde te botar - Fala sério, tirando um molho de chaves do bolso.

O cara se aproxima de mim e destranca as algemas, o olho surpreso. Aquilo era realmente serio? Caramba, pensei que iriam me jogar em algum orfanato qualquer. Não esperava essa.

Me afasto um pouco esfregando a mão em meu pulso que estava um pouco dolorido e o encaro, ele para em frente à porta e me espera ali.

[ • • • ]

O carro do cara para em frente à uma casa branca, tinha dois andares e um quintal médio. Uma pequena cerca separava a casa, o homem sai do carro e pega algo no porta malas, para na frente da porta do passageiro e a abre.

- Ah, meu nome é Carlos - Fala, como se tivesse acabado de lembrar - Hm...Eu tenho um filho e não quero comentários sobre nada que aconteceu na frente dele.

Sabia, ele tem um filho e passou o interrogatório inteiro me comparando a ele. Desço do carro e o acompanho até a porta da frente de sua casa, Carlos abre a porta e vejo de cara o menino no qual ele se referiu. O garoto deveria ser mais velho que eu, usava um pijama. Entro na mesma, Carlos faz um sinal para que eu espere aqui. Acho que ele vai falar com o garoto primeiro, talvez reaja mal com minha presença, espero, sou do tipo que se apega rápido, não quero me apegar a ninguém.

Ele me olha; seus olhos são cor de mel, pele morena e cabelo castanho escuro, o penteado é um topete meio bagunçado. Ele estava assistindo televisão, algum programa que nunca tinha visto na vida, talvez por que eu nunca tive uma televisão.

- Eai? - Fala sorrindo estendendo a mão me cumprimentando - Sou Lucas, e você é o Gabriel, certo?

- . . . - Olho para Carlos que se retirava do local e ia até a cozinha - Sim, prazer em conhece-lo.

Aperto a mão dele, passamos um tempo assim, ele me olhava diretamente nos olhos, isso me deixou bem nervoso. Desvio o olhar e solto a mão dele. Penso em ir falar com Carlos, mas Lucas segura meu pulso e olha as marcas das algemas, ele prestava bastante atenção na marca vermelha.

- O que foi? Nunca se machucou? - Falo puxando meu braço novamente.

- Já, mas nunca fui algemado pela polícia - Fala sarcástico. Ele sorria vitorioso, esse sorriso idiota - Papai pegou sua guarda?

- . . . - Eu tinha ordens de não comentar nada sobre isso com ele, mas ninguém manda em mim - Sim. Ele parece ser legal.

- Ele é, melhor pai que pude ter - Falou voltando a atenção na televisão - Senta aí.

Um pouco desconfiado, vou até o sofá cinza e me sento um pouco afastado de Lucas, que mantinha a atenção no programa. Olho para a mesma e tento presta atenção nela, o programa era estranho, um desenho bem estranho. Conforme o tempo foi passando, sinto minhas pálpebras pesarem e sem lutar muito, adormeço ali mesmo.

[ • • • ]

Acordo com o barulho de água, a chuva caia pesada do lado de fora. Abro meus olhos e me vejo em uma cama, coberto por um edredom. Conforme o tempo, começo a sentir braços me envolvendo, meu corpo começa a tremer, as lembranças começam a borbulhar em minha mente. Me viro e vejo Lucas dormindo, me abraçando como se eu fosse um ursinho de pelúcia.

- Me larga! - Falo alto e me livro dos braços dele, logo em seguida, caindo no chão.

Vejo o garoto acordar e me olhar confuso. Abraço meu corpo e começo a coçar os braços, sentindo as mãos sujas do papai passarem por mim. As lágrimas insistiam em cair, pesadas e insistentes, minha respiração pesada e soluços.

- O que houve? - Pergunta Lucas me olhando - Teve um pesadelo?

- Não, eu vivi um - Falo olhando o para o chão.

- Que? - Questiona ainda confuso.

- . . . - A imagem da janela me volta a mente, não sei por qu.... - Me mata... Por favor...

Ergo a cabeça, vejo-o com os olhos arregalados, estava bastante surpreso. Me levanto e vou até o Lucas, seguro suas mãos e coloco em meu pescoço. Sussuros um " Por favor " e aperto as mãos dele. Sua expressão parecia cada vez mais assustada.

- O-O que!? - Ele puxa as mãos e se afasta.

O quarto está escuro e apenas a luz que vinha da janela, luz lunar, iluminava o local. Continuo parado na frente de Lucas que parecia assustado com a situação. Ainda estou soluçando e limpando as lágrimas com a mão. Eu não aguento mais, qualquer coisa que eu faça, qualquer coisa que acontece, me lembro dele, de como ele estragou minha vida. Tudo que me vem à cabeça é o que ele sempre me dizia.

- Por que quer tanto isso? - Fala chamando minha atenção - O que você fez para vir parar aqui?

- . . . - Tento regularizar minha respiração - Matei meu pai, não aguentava mais ele, nem as merdas que ele fazia. Matei minha irmã junto, ela fazia muito barulho.

- O que ele fez? - Me sentia em um interrogatório.

- Não é da sua conta - Falo desviando o olhar.

Me afasto de Lucas e tento procurar uma saída para isso tudo, queria apenas morrer, só isso, por que era tão difícil? Minha visão fica turva e sinto uma vele dor de cabeça, começa a ficar difícil permanecer em pé.

Estou prestes a cair, quando sinto novamente os braços do moreno me envolvendo, e mais uma vez, o passado volta a tona. Ele me abraçava e fazia cafuné em minha cabeça, aquilo me tranquilizou, mas é estranho.

- Não viva do passado, ele só está te destruindo - Fala Lucas. A porcaria das lágrimas insistiam em cair.

- P-Por que tá f-fazendo isso? V-Você não precisa, n-nem me conhece, por q-que ser tão l-legal? - Pergunto gaguejando bastante.

- Por que gostei de você, sei que isso é estranho, mas é verdade - Responde segurando meu queixo. Ele volta a me encarar, isso me deixa tímido - Estou realmente preocupado, e interessado no que aconteceu com você.

- Para que tanta curiosidade? - Falo desviando o olhar.

- Para te proteger do que você tem tanto medo, não gostei de te ver daquele jeito - Continua, sinto o menino se aproxima, volto a olha-lo, ele esta muito perto.

- O-O-O que e-esta faz... - Falo, mas sou interrompido por Lucas que me beijava. Me surpreendo com a ação.

Tento me soltar, mas, como o óbvio, ele é mais forte. Meus olhos merejavam, meus braços tremiam. Por falta de ar, Lucas para com o beijo, minha respiração ofegante me impedia de xinga-lo de todas as formas que eu podia. O empurro. Ele não parecia surpreso com isso, na verdade, era como se já tivesse aceitado ou já sabia que eu faria isso.

- Por que fez isso!? - Pergunto com o tom de voz alto.

- Me conta o que aconteceu - Insiste se aproximando novamente - Ou preferi que eu arranque a resposta?

O olho assustado, ele falou isso como de forma assustadora, tento me levantar e sair de perto dele, mas ele me segura pelo braço e aproxima o rosto mais perto. Seu outro braço segura minha cintura, mas, diferente do que eu pensava, ele começa a fazer cócegas em mim, não aguento e começo a rir, caio na cama e fico me contorcendo, tentando me livrar das mãos do garoto.

- PA-PARA - Falo entre risadas, não consegui mais aguentar, não conseguia respirar - T-TUDO BEM, E-EU CONTO!

Ele para com as cócegas e sorri vitorioso, esse sorriso idiota. Passo alguns minutos recuperando o fôlego e me sento na cama.

- Quando eu tinha uns sete anos, minha mãe foi buscar meu pai no bar, ele vivia bêbado e mamãe não gostava de vê-lo dirigindo assim - Falo, várias coisas passam pela minha cabeça, várias coisas que meu pai falava - Deixou eu e minha irmã em casa sozinhos, dizia que não iria demorar muito. Ela pegou o carro e foi. Algumas horas já haviam se passado, e nada dela - " Você é totalmente inútil, garoto " Lembro das palavras de meu pai, no mesmo dia, o inferno pareceu um Spar de luxo - Na verdade, eu era pequeno, não tinha noção do tempo, a polícia disse que se passaram quase sete horas - " Isso tudo é culpa sua, moleque " - Ela tinha sofrido um acidente de carro, meu pai foi o único que sobreviveu, ela morreu na hora. Ele tinha atrapalhado ela, querendo fazer - " Tudo em você me lembra ela " Sinto um frio na espinha ao lembrar dessas palavras - Ele ficou com nossa guarda, depois de anos, quando eu já tinha meus onze anos, ele começou com aquela merda! - " Seja um filho bonzinho e obedeça o Papai " - Ele tentou com minha irmã, que tinha apenas sete na época, mas eu nunca deixaria ele concordou, ela não lembrava a mamãe, mas eu, ele falava que eu tinha; seu jeito, maneira de agir e falar, tinha tudo dela. Então ele quis me tratar como ela... - " Não farei nada com sua irmã, mas você fara tudo que eu mandar " lembro de sua falsa promessa - Ele prometeu não fazer nada a ela, se eu me submetesse a ele, mas, era tudo mentira. MENTIRA. Depois que eu lavei a louça, subi até o de minha irmã, para brincar um pouco com ela, era final de dia e já estava escurecendo - " Tudo bem... Mas ano encoste um dedo nela! " Lembro de ter concordado, sem pensar duas vezes - Quando eu chego no quarto dela... Ele... Ela estava lá, segurando a porcaria de uma garrafa de cerveja, e o corpo morto de minha irmã, uma poça de sangue estava ao seu redor. Ela estava sem a Calci...

Não consegui continuar, aquilo era horrível de se lembrar, suas mãos sujas me tocaram. Nunca mais fui a escola, não tinha mais amigos, apenas a internet, bom, tinha, até ele descobrir que eu estava me relacionando com um outro garoto. Nunca vi o garoto pessoalmente, nem por foto, mas já gostei dele pelo que ele me falava.

Não liga para essa merda, você vai ser feliz, eu te prometo

Depois que eu contei o que meu pai fazia, ele pareceu mais preocupado, atencioso e me confortava ainda mais. Eu não o tinha por perto, mais queria.

Quando nós encontramos, não vou deixar ninguém mais te tocar. Vou te proteger e ninguém como seu pai vai mais te machucar

Lucas passa a mão em meu rosto limpando as lágrimas, ele não falava nada, mantinha o olhar perdido. Um sorriso lhe escapa, ele então segura minhas mãos, sinto suas lágrimas caírem em minha mão. Por que está chorando?

- Desculpe não ter ido atrás de você antes - Fala ele escondendo o rosto em minhas mãos.

- C-Como assim? - Demora até a ficha cair.

Minhas emoções estão bagunçadas, estou estático e meus membros tremem, estou na frente da pessoa que prometeu me proteger, me livrar de todos os males, que me deu esperanças. Ele me encarava com um sorriso bobo no rosto, ainda segurando meu braço, ele me puxa para um abraço necessitado.

- Desculpe, eu sinto muito, me perdoa - Ele se desculpa sem parar, mas ele não fez nada, por que tantas desculpas? - Deveria ter ido atrás de você...

- Você não fez nada, por que tantas desculpas? - Questiono devolvendo o abraço.

- Por não ter cumprido minhas promessas, eu falei que não iria deixar nada te acontecer.

Ainda em seus braços, me afasto e o olho sério, coloco minhas mãos em seu rosto e roubo-lhe o beijo, esperei tanto por isso, mas afasta-lo. Ridículo. O abraço novamente e sinto as lágrimas do menino molharem meu rosto. Espero nunca mais ter que me separar dele, não mais.

• • •


Notas Finais


Nhaaaaaaaa

Minha bateria tá acabando!!!!

;-;


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